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Cinco horas. Boa noite, o meu nome é Rita Lourenço. Começamos com a política nacional. Luís Montenegro considera que a digitalização dos exames na primeira fase não correu bem, mas deixa uma garantia de que a digitalização é para manter, porque o caminho do governo é a mudança. O primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas fez o discurso de encerramento da Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide. Luís Montenegro lamenta as falhas no sistema de digitalização, mas garante que o caminho do governo é a mudança.

Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo, nós mantivemos a nossa determinação e mantivemos a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso, sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.

Num discurso focado na educação, Luís Montenegro anunciou um novo regime de autonomia das escolas, mas também mudanças no ensino superior, como a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior. Na reação ao discurso de Luís Montenegro, a esquerda critica a forma como o primeiro-ministro tem gerido o país. No PS, José Luís Carneiro aponta principalmente falhas do Ministro da Educação no processo da digitalização dos exames.

Percebe-se bem porque é que ele procurou fazer hoje o grande branqueamento político do Ministro da Educação. É porque foi mesmo dos maiores falhanços que teve no governo, criando graves desigualdades, quer no acesso à informação, quer no acesso às candidaturas do ensino superior. Hoje, há famílias e há jovens que ainda têm a sua vida por resolver em relação ao seu futuro. Foi um grande exercício de branqueamento político de uma grave irresponsabilidade, que foi avançar com a digitalização dos exames de uma só vez.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, onde também esteve presente Paulo Raimundo, que critica o que chama de propaganda por parte de Luís Montenegro e antevê um futuro ataque aos professores.

No meio daquelas promessas, daquela propaganda, a questão grossa que ficou nas entrelinhas chama-se alteração da carreira docente dos professores. Essa é que é a questão. Tudo o resto são coisas que vão para o teto, são promessas, ideias. A questão grossa é a alteração da carreira docente dos professores, tal e qual como nós sempre alertámos. Que o governo se atreva. Eu volto a dizer, se atreva. Já foi o que foi no pacote laboral, foi derrotado. Se vai procurar agora fatiar à peça, primeiro vai ser a alteração da carreira docente dos docentes, depois vai ser a alteração da carreira dos enfermeiros e por aí fora.

Paulo Raimundo, durante uma visita à Feira de Grândola, em análise ao discurso de Luís Montenegro. Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa a direita de querer destruir o Estado social. O coordenador do Bloco de Esquerda afirma que o caos nos exames foi um exemplo de incompetência e considera que foi uma aula prática daquilo que os liberais chamam de reforma de Estado.

Incompetência, sim, porque eles são profundamente incompetentes. Mas engana-se quem achar que a gestão dos exames nacionais foi apenas um caso de incompetência. Não foi. Longe disso. O caos nos exames foi muito mais do que isso. Foi uma aula prática daquilo a que os liberais chamam a reforma do Estado. Extinguiram tudo aquilo que podiam extinguir, criaram as sinergias que puderam criar, cortaram a eito tudo aquilo que podiam cortar e o resultado foi aquele que nós vimos.

As declarações de José Manuel Pureza no Fórum Socialismo, a rentrée do Bloco de Esquerda. Esta segunda-feira, a Carriza apresenta a solução para o futuro Elevador da Glória, em Lisboa. Há poucos dias de se cumprir um ano do acidente, a empresa divulga que será apresentada a estratégia que está a ser desenvolvida para este espaço emblemático. A empresa promete uma solução assente na conciliação entre segurança e engenharia, espaço público, experiência de utilização e património, que promete preservar a identidade e a relação histórica do ascensor com a Calçada da Glória e a cidade de Lisboa. O descarrilamento do Elevador da Glória ocorreu a 3 de setembro de 2025 e provocou 16 vítimas mortais e 24 feridos de várias nacionalidades. Também esta segunda-feira termina o prazo para Portugal executar o Plano de Recuperação e Resiliência, no dia em que, segundo o governo, estarão cumpridos 100% dos marcos e metas contratualizados com a Comissão Europeia. Na sexta-feira passada, num balanço aos jornalistas sobre a aplicação do PRR, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, detalhou que estão totalmente concluídas as 44 reformas, o que permite assegurar os mais de 16 mil milhões de euros de subvenções atribuídas a Portugal. Lançado em 2021 para responder ao choque económico provocado pela pandemia de Covid-19, o PRR foi o plano nacional destinado a implementar um conjunto de reformas e investimentos com fundos europeus do instrumento criado pela União Europeia no contexto da pandemia. E ainda esta segunda-feira, no município de Almada, no distrito de Setúbal, deixa de estar em situação de alerta, que foi decretado em julho devido às falhas no abastecimento de água. Em causa, a situação de alerta, que foi determinada a 8 de julho, na sequência de sucessivas falhas no serviço. Segundo os serviços municipalizados de água e saneamento, os níveis dos reservatórios têm-se mantido acima dos 70%, o que permite encarar a situação com maior tranquilidade. A situação da alerta pode ser declarada quando se reconheceEssa necessidade de adotar medidas preventivas e ou medidas especiais de reação. Durante este período, houve medidas como cortes totais do abastecimento em determinadas zonas do Conselho, com avisos prévios. O abastecimento foi também reforçado com novos furos d'água. Após esta situação, a liderança socialista de Inês de Medeiros foi alvo ainda de uma moção de censura municipal apresentada pelo PSD e foi rejeitada, ainda que não fosse vinculativa. Passamos agora para a atualidade internacional. Esta noite, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão assumiu ataques às bases militares dos Estados Unidos da América, na Jordânia. Numa declaração citada pela Al Jazeera, o grupo indica ter combinado mísseis e drones no ataque que apelidou de punição ao agressor. Apesar das forças iranianas afirmarem ter conseguido atingir algumas infraestruturas, a informação avançada pela CNN é de que os mísseis disparados contra a Jordânia foram interceptados. Segundo afirma um oficial norte-americano ao jornal, até o momento não foram registados impactos. As Forças Armadas da Jordânia anunciaram também que os sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram oito mísseis antes que estes pudessem representar qualquer ameaça para civis ou bens, de acordo com a agência noticiosa estatal Petra. Os ataques ocorreram depois das forças norte-americanas terem atacado a ilha de Larak, no Irão, quando observavam que as forças iranianas estavam a preparar-se para lançar foguetes com minas para o estreito de Ormuz. Donald Trump já se pronunciou sobre estes ataques. Há momentos, o presidente norte-americano partilhou um vídeo gerado por inteligência artificial na plataforma Truth Social, que retrata o bombardeamento de outra ilha, a de Kharg, no Irão. As imagens mostram um tanque e um petroleiro a explodir, vistos a partir de uma aeronave que sobrevoa a zona. A ilha de Kharg a ser reduzida a pedacinhos, é o que diz na publicação do presidente norte-americano. Antes do início da guerra, esta ilha era responsável pela maior parte das exportações de petróleo do Irão, o que a tornava um nó econômico vital. Em entrevista à Fox News, Donald Trump também afirmou e voltou a repetir que não se pode permitir que o Irão possua uma arma nuclear. Donald Trump argumentou que o Irão teria utilizado tal arma caso a tivesse adquirido. Tempo ainda para o desporto. A contar para a quarta jornada do campeonato, as Águias recebem o Estoril no Estádio da Luz esta segunda-feira. Em conferência de imprensa, Marco Silva, que terminou a carreira de jogador e iniciou o percurso de treinador também no Estoril, revela que será um jogo especial. Sublinha que as memórias que tem no clube estorilista vão sempre acompanhá-lo para o resto da vida.

Sendo o mais honesto possível, talvez seja o jogo mais especial para mim, ou o adversário mais especial para mim, se eu assim posso dizer, porque foi lá onde tudo começou, onde terminou a minha carreira como jogador, onde tudo começou como treinador. Foram muitos anos naquela casa e anos em que me senti realmente em casa e é um clube que foi especial, continua a ser especial e será especial para o resto da minha vida, onde eu tenho muita gente ainda que conheço bem e com quem tive ligações e o futebol e a nossa vida é um pouco isso, são as memórias que ficam.

As declarações de Marco Silva, treinador do Benfica, em antevisão ao jogo desta segunda-feira. O apito inicial do Benfica-Estoril, que encerra a quarta jornada do campeonato, está marcado para as 20h15 desta segunda-feira. Um jogo que vai poder acompanhar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Está atualizado o essencial da informação. Voltamos às notícias já daqui a pouco, às 05h30.