Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Horas. Bom dia, o meu nome é Mari Miguel Marques, vamos às notícias. Começamos pelo Brasil, que pode estar a horas de decidir o próximo presidente, num momento em que as sondagens apontam para um empate técnico. São mais de 158 milhões os brasileiros chamados às urnas para as eleições gerais do país, num escrutínio altamente polarizado entre a atual esquerda de Lula da Silva e a direita de Flávio Bolsonaro. As eleições, cujo voto é obrigatório no Brasil, vão escolher governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, além do próximo chefe de Estado. O presidente procura a reeleição aos 80 anos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o mesmo adversário. E no dia de véspera das eleições presidenciais, ambos os candidatos terminaram o dia em São Paulo. O candidato do Partido Liberal esteve na companhia do governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição no estado brasileiro. A menos de 24 horas para a abertura das urnas, Flávio Bolsonaro pediu aos brasileiros um voto de protesto contra o atual governo de Lula da Silva.

Eu quero fazer um governo de pacificação. Temos que ajustar muitas coisas em Brasília. O poder está completamente desequilibrado. Ministros não podem ser assessores, ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula e nem de nenhum outro viés ideológico. Então está tudo depravado nesse país e é por isso que eu peço que o eleitor vá pra rua e dê o seu voto de protesto.

O candidato da direita às presidenciais brasileiras, Flávio Bolsonaro, na capital paulista. Já do lado do Partido dos Trabalhadores, Lula da Silva terminou a campanha eleitoral ontem com uma arruada por uma das avenidas principais da cidade de São Paulo. O chefe de Estado brasileiro aponta a necessidade de votar e os planos para o próximo mandato.

De um lado, está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, aqueles que defendem a educação, aqueles que defendem uma forte política de mobilidade urbana, aqueles que defendem ciência e tecnologia, aqueles que defendem a soberania e de outro lado, está a barbárie. Aqueles que são contra a cultura, aqueles que acabaram com o Ministério da Indústria e Comércio, Ministério do Trabalho, Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério das Mulheres. Eles acabaram com tudo. E nós reconstruímos. Agora, o próximo mandato é pra fazer a revolução educacional e tecnológica neste país.

Lula da Silva, o presidente brasileiro, que luta agora pela reeleição. Em Portugal, as mesas de voto estão abertas das 08h às 17h e estão recenseados mais de 134 mil brasileiros para votar nestas presidenciais. Em Lisboa, a lista preparada pelo Tribunal Superior Eleitoral conta com mais de 78 mil eleitores aptos a votar, um aumento de 74% em relação ao pleito de 2022. São três os locais de votação na Universidade de Lisboa: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Letras e a Reitoria. Já no Porto, mais de 48 mil eleitores podem comparecer às urnas eletrônicas. Como nos anos anteriores, há apenas um local de votação, o Instituto Superior de Engenharia do Porto. A Catalunha está hoje em alerta máximo. Em causa está um Medicane, um minifuracão mediterrâneo. As autoridades pedem que a população da Catalunha fique em casa. A notícia foi avançada na tarde de sábado pelo jornal "El País" e foi descrito um futuro episódio excepcional que pode superar o recorde diário de precipitação registrado em 2017. É esperado que o alerta permaneça pelo menos até às 14h. A Cruz Vermelha, em Catalunha, montou mais de 100 abrigos em várias cidades desta província de Barcelona para acolher pessoas que moram na rua nesta noite que passou de chuvas torrenciais. Estes episódios meteorológicos assemelham-se a ciclones tropicais com ventos muito fortes e, por vezes, superiores a 150 km/h. Ainda em Espanha, olhamos para Valência, que está a ser palco de protestos. Dezenas de jovens começaram um acampamento numa das praças mais famosas da cidade. Foram mais de 6 mil pessoas que marcharam ontem em protesto após o Parlamento espanhol ter chumbado as propostas do governo de Pedro Sánchez, que impedia despejos de inquilinos em situação mais vulnerável. A porta-voz do Sindicato dos Inquilinos, Valéria Racu, refere que o caminho a seguir é uma greve geral.

Governe quem governe, não vamos tolerar mais quatro anos sem tratar o maior problema deste país, porque fazer isso é abrir portas ao fascismo em Espanha, que é algo que já estava a acontecer. O que se passou nos últimos dias é para mudar tudo, porque agora sim, começa a verdadeira legislatura da habitação. Acabou o tempo dos políticos, mas não o da política, porque essa sempre pertenceu ao povo e que volte de uma vez por todas às casas.

Os protestos de Valéria Racu, porta-voz do Sindicato dos Inquilinos durante as manifestações em Valência. Nesta zona, há ainda a destacar cinco pessoas detidas e nove polícias feridos ontem nos protestos. Por cá, a Ministra da Justiça está a analisar os pedidos sobre a retirada de proteção especial a Rui Pinto. O hacker português está no programa de proteção de testemunhas há seis anos, desde que começou a colaborar com as autoridades e vai perder a casa onde vive sob proteção policial, transporte gratuito e subsídio de subsistência no próximo dia 10 de outubro. A defesa de Rui Pinto já pediu uma revisão da perda de estatuto e Rita Judice está a analisar o fim do programa de proteção de testemunhas para o hacker português. Declarações da Ministra da Justiça em Aveiro, ontem à margem do Congresso dos Registos. A ministra assegura ainda que vai dar uma resposta antes do dia 10 deste mês, altura em que o português vai parar de receber os benefícios e o deputado do JPP pediu à Ministra da Justiça esclarecimentos urgentes sobre o fim do programa especial de segurança de que beneficia Rui Pinto. No requerimento dirigido à ministra Rita Judice, com data de sexta-feira, o deputado do Juntos pelo Povo defende que estão em causa questões que o Estado português tem a obrigação de esclarecer. Na sexta-feira, o pirata informático anunciou que vai mudar-se nos próximos dias para um local desconhecido por tempo indeterminado. Na rede social X, Rui Pinto diz temer pela própria vida. No futebol, Portugal e Noruega voltam a encontrar-se hoje para a quarta jornada da Liga das Nações, desta vez em solo português. O palco escolhido para a partida é o Estádio do Dragão e na conferência de imprensa de antevisão esteve novamente Cristiano Ronaldo em cima da mesa. O selecionador português, Jorge Jesus, reforça que Ronaldo é um símbolo da seleção nacional e do país. Promete que vai esclarecer tudo, mas só depois do jogo frente à Noruega. E em véspera do jogo, Jesus diz quis deixar claro que o foco é a Noruega, mas admite que o abandono de Cristiano Ronaldo não passa despercebido.

O foco tem que ser a seleção, por tudo. A Noruega, neste caso, o jogo é com a Noruega. A Noruega, aquilo que nós temos que fazer bem, com o nosso povo também em sintonia com a bandeira. Agora, isso não deixa de que eu possa ignorar o Cris. O Cris é um símbolo da seleção portuguesa, é um símbolo de Portugal, isso que fique bem claro. Respondendo à pergunta, depois do jogo, há muito tempo pra se falar sobre isso.

Além do selecionador nacional, falou também o capitão da equipe, Bruno Fernandes. O médio revela que falou com Cristiano Ronaldo sobre os últimos dias e deixa um pedido ao país.

Estamos muito fora daquilo que tem sido toda esta polêmica em torno deste assunto, mas o que eu peço, mais uma vez, é que o país não se divida, que não faça escolhas, que viva isto num só, que respeite e aceite todos os lados, mas que ao mesmo tempo, como eu disse, o Cris é, será sempre o maior ícone da nossa seleção, do nosso futebol e também do futebol mundial, e merece o respeito de todos os portugueses, independentemente de quem goste mais e goste menos.

O capitão da seleção nacional, Bruno Fernandes, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Noruega. O pontapé de saída deste encontro entre Portugal e Noruega está agendado para às 19h45 no Estádio do Dragão. É um jogo a acompanhar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal das 05h. A informação está de volta às 17h30.