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São seis horas. As notícias com Nadine Soares. Bom dia. Começamos com as eleições presidenciais. Somam-se os apoios a António José Seguro. Paulo Portas revela que vai votar no candidato apoiado pelo Partido Socialista na segunda volta. É uma revelação feita pelo antigo líder do CDS, no habitual espaço de comentário semanal da TVI. Paulo Portas diz que votaria em qualquer um dos candidatos moderados que não passaram da primeira volta e, por isso, confessa que esta escolha até é fácil.
Eu votarei no candidato moderado, como votaria em qualquer moderado que não foi aprovado na primeira volta, se tivesse passado. Ou seja, eu sei muito bem, desde o início, em quem nunca votaria para presidente da República. Qual é a missão essencial do chefe de Estado? É unir o país. Ora, não me parece, de todo, que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse, para a presidência da República, unir o que quer que fosse, porque ele só sabe dividir, pôr uns contra os outros, dividir a nação em tribos, em raças, em etnias, em confissões religiosas, e isso é o contrário da função presidencial.
Uma eleição entre o mais centrista dos nomes à esquerda e um candidato que está à direita da direita, colado ao extremismo, é esta a leitura de Paulo Portas sobre esta segunda volta das eleições presidenciais. André Ventura volta a insistir na ideia de mudar a Constituição. Desta vez, o candidato presidencial quer acabar com a duplicação das subvenções vitalícias de antigos detentores de cargos públicos. O candidato apoiado pelo Chega fez alusão a uma notícia publicada no Correio da Manhã sobre políticos que acumulam duas pensões vitalícias, como é o caso de Armando Vara, e por isso André Ventura deixa um desafio a António José Seguro.
Nós hoje soubemos, através de um dos jornais, que as subvenções vitalícias continuam a ser pagas aos políticos e aos antigos titulares de cargos públicos, mas que há uns que não recebem uma, recebem duas. Ora, eu quis fazer uma revisão constitucional e o presidente é o guardião da Constituição e o meu opositor acusou-me de querer mudar a Constituição. Pois eu queria lançar aqui o apelo e a pergunta ao António José Seguro: ele concorda que se continuem a receber subvenções vitalícias, pessoas que exerceram cargos públicos há não sei quantos anos, algumas delas estão presas, como é o caso de Armando Vara, e recebe não uma, mas duas subvenções vitalícias. Ou seja, faz sentido que isto aconteça no sistema político hoje ou faz sentido mudarmos a Constituição para isso? É uma pergunta que eu gostava mesmo que o António José Seguro respondesse.
André Ventura, a deixar aqui esta pergunta ao adversário, o candidato apoiado pelo Chega diz ainda que parece que está sozinho nesta segunda volta e acusa António José Seguro de fugir do confronto político. André Ventura, que considera que Seguro está com medo porque não tem nada pra dizer. Por isso deixa o aviso ao adversário e na Corrida a Belém diz que se trata de uma campanha e não de um desfile.
Parece hoje é que eu estou em confronto só comigo próprio, porque eu falo durante a manhã ou durante a tarde, faço perguntas, deixo questões, que o outro candidato não quer saber. Portanto, o outro candidato só diz assim: "Temos que lutar contra o fascismo, temos que lutar contra o racismo, contra aqueles que semeiam divisão". Portanto, eu sinto-me um bocado numa campanha eu comigo próprio, porque tem medo, porque não tem nada para dizer e porque sabe que qualquer confronto agora será mostrar ao país aquilo que é: uma pessoa sem ideias nenhumas, uma pessoa que está na mão do sistema de interesse nacional, sobretudo do sistema de interesse bipartidário, PS, PSD, uma pessoa que não tem nada a acrescentar.
André Ventura, este domingo, numa arruada nas Caldas da Rainha, terra onde vive precisamente António José Seguro. E o antigo dirigente do Chega, Nuno Pardal Ribeiro, começa hoje a ser julgado no Tribunal de Cascais por dois crimes de recurso à prostituição de menores. Em 2023, Nuno Pardal Ribeiro terá conhecido um jovem de 15 anos através de uma aplicação de encontros, tendo combinado encontrar-se com este menor, que agora é assistente no processo. Segundo a acusação, Nuno Pardal Ribeiro pagou €20 ao menor e combinou um segundo encontro, que não chegou a acontecer. O Ministério Público pretende que o antigo dirigente do Chega seja também proibido de exercer funções públicas ou privadas que envolvam contato com menores de idade. E depois da depressão Ingrid, chega a depressão Joseph. Os efeitos vão começar a sentir-se a norte do país, é o que indica o IPMA, em comunicado. Está prevista a queda de neve, vento forte e chuva já esta manhã no Minho e Douro litoral, devido à passagem da depressão Joseph. Onze distritos vão passar por fases de aviso laranja nos próximos dias. São eles Aveiro, Beja, Braga, Coimbra e Faro, e ainda Leiria, Porto e Setúbal, a afetar também Viana do Castelo e Vila Real. A marcar a atualidade internacional está a libertação da primeira luso-venezuelana. Carla da Silva estava detida na Venezuela há cinco anos, ia cumprir uma pena de prisão de 21 anos. A informação foi confirmada ao Observador pelo Ministério Português dos Negócios Estrangeiros. A luso-descendente estava acusada dos crimes de traição, conspiração para derrubar o governo de Maduro e ainda de tráfico de armas de guerra, associação criminosa e financiamento de terrorismo. Foi condenada em maio de 2024 por um tribunal de Caracas, juntamente com outras 28 pessoas, por alegadamente conspirarem contra Nicolás Maduro. O ministério liderado por Paulo Rangel confirma estar em contato com a família de Carla da Silva. Esta é uma libertação que acontece no mesmo dia em que outros 80 presos políticos na Venezuela foram libertados. E Donald Trump diz que o governo norte-americano está a investigar a morte do cidadão no Minnesota. A mais recente vítima de 37 anos, Alex Petty, morreu em Minneapolis baleado enquanto protestava contra a polícia de imigração dos Estados Unidos. De acordo com o Wall Street Journal, Trump recusou-se a dizer se o agente federal que matou Alex Petty agiu de forma adequada. Revela também que os agentes de imigração deixariam esta área de Minnesota a qualquer momento. Nesta entrevista de cinco minutos do jornal norte-americano, Donald Trump até criticou a vítima por ter uma arma durante o protesto. E tempo ainda para olharmos para o desporto. O Futebol Clube do Porto joga hoje com o Gil Vicente, a fechar a 19ª jornada do campeonato. Na antevisão do encontro, Francesco Farioli diz que o jogo com o Gil Vicente para o campeonato vai ser exigente e fala até em semelhanças entre o adversário e a equipa azul e branca.
Com certeza que é um jogo que vai exigir muito de nós, devido ao facto de o Gil Vicente, desde o início da temporada, estar a ir muito bem em termos de resultados, mas especialmente em termos de desempenho. É uma equipa que pode ser perigosa de muitas maneiras diferentes, uma equipa que honestamente joga muito bom futebol, especialmente com a bola, com algumas semelhanças conosco também. Por isso, respeito muito o trabalho que estão a fazer.
Já o treinador do Gil Vicente espera um jogo muito difícil. César Peixoto diz que a equipa do Porto é competitiva e, por isso, vai tentar dificultar a vida à equipa adversária.
Nós não vamos lá para passear ou para nos mostrar individualmente ou para jogar bonito e perder por três ou quatro. Não sei o que vai acontecer no jogo, mas nós vamos lá para competir enquanto equipa, enquanto ideia de jogo, da forma como temos feito até então. Não vamos facilitar em nada, dentro do que nos é permitido, sabendo o que temos pela frente. Como eu já disse várias vezes, o Porto está em primeira há muitas jornadas, é um Porto que sofre muito poucos gols, ou seja, é uma equipa muito competitiva que nos vai dificultar a vida.
O treinador do Gil Vicente, em antevisão ao encontro com o Futebol Clube do Porto. O apito inicial está marcado para as 20h15 no Estádio do Dragão. Já o Benfica venceu ontem no Estádio da Luz o Estrela da Amadora por 4 x 0. O jogo ficou marcado pelas estreias de dois jovens de 17 anos, Daniel Banjaki e Anísio Cabral, os dois que construíram o último gol das Águias. Banjaki cruzou para a cabeça de Anísio, que assinou o primeiro gol com a camisola principal do Benfica e no final da partida, Banjaki revelou a conversa que teve com Anísio antes do início deste jogo.
Antes do jogo, quando ele entrava, ele disse: "Na área para eu cruzar logo a bola". Foi o que eu fiz. Acabou por marcar.
E Anísio Cabral também deixou uma palavra. Vamos ouvir.
É um sentimento inesquecível. Nem nos meus sonhos habitava que no primeiro toque ia marcar o gol. Estou muito feliz pela assistência do Banjaki, que ainda tornou o gol mais importante. Agora temos que continuar a trabalhar, que este é o início de uma coisa muito grande.
Um gol importante, é o que diz Anísio Cabral. Um gol que aconteceu aos 84 minutos, no dia em que Eusébio celebraria 84 anos de idade. O Benfica segue na terceira posição, joga no domingo contra a Tondela, fora de portas para o campeonato, mas antes disso, luta pela vida na Liga dos Campeões contra o Real Madrid na quarta-feira. Fica por aqui este jornal das seis da manhã, mas deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.