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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, começa agora o jornal das seis na Rádio Observador. Destaque para o mau tempo e para Coimbra. Em cima da mesa está a retirada de casa de nove mil pessoas devido à possibilidade de ocorrer uma cheia centenária. Foi assim que a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, alertou para o risco de inundações na baixa da cidade, que continua sob alerta. Não é só o caudal do rio que preocupa, também haverá subida das várias ribeiras do Conselho, avisou a autarca. Por isso, Luiz Soares, o risco de novas cheias está iminente.
Teme-se uma cheia centenária para Coimbra. O alerta foi deixado pela presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa. Isto porque a barragem da Aguieira está no limite, vai passar a debitar toda a água que recebe. Para além disso, está a chover muito nessa zona e também já foi atingido e ultrapassado, em muito, o limite no açude de Ponte. Por isso mesmo, também a baixa de Coimbra vai poder ter problemas, se tudo isso se confirmar, porque as ribeiras também começam a subir. Ana Abrunhosa deu conta das zonas mais complicadas, se isso se confirmar.
A zona ribeirinha de Torres do Mondego, a zona ribeirinha do Ceira, Conraria e Vendas de Ceira, a zona da Portela do Mondego, a Quinta da Portela, o Parque Verde, Rebulinhos, que já estão, o Rocio de Santa Clara, a baixa, também já disse, de direita e esquerda, a ribeira de Cuselas e a ribeira de Eiras, a ribeira de Fornos, a ribeira dos Covões, a ribeira dos Casais.
O pico das cheias está previsto para esta sexta-feira às 15h, mas logo a partir das 08h, 09h pode haver esse apelo para que mais pessoas sejam retiradas de casa, cerca de nove mil pessoas, para além das cerca de três mil que já foram retiradas nos últimos dias. E por isso, Ana Abrunhosa deixa o apelo.
O que pedimos às pessoas é que hoje ponham a salvo animais, os seus bens. A probabilidade de amanhã, às 08h, 09h, nós termos os nossos presidentes de junta, que têm feito um trabalho extraordinário, estarem a avisar as pessoas que devem sair de casa, a GNR, a PSP. Portanto, o que pedimos às pessoas é que estejam atentas às comunicações que nós vamos enviar da Proteção Civil e das autoridades, vão receber nos telemóveis, mas, por favor, aceitem e sigam as orientações das autoridades.
Para já, este é apenas um cenário, o pior cenário possível, que vai continuar a ser avaliado ao longo das próximas horas. Logo pela manhã haverá essa comunicação, se haverá ou não necessidade de retirar mais pessoas de casa.
Um trabalho do Luiz Soares. Entretanto, as escolas de Coimbra vão estar encerradas durante o dia de hoje, bem como as instalações da Universidade de Coimbra. Também a Grande Lisboa e a Península de Setúbal estão sob aviso para o mau tempo. Durante as próximas horas, prevê-se chuva intensa e nevoeiro, com o risco de cheias a ser também elevado. O alerta é deixado por Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil.
Os efeitos expectáveis são cheias em cursos d'água. Neste momento, com o fenômeno previsto para a zona da Grande Lisboa e Península de Setúbal, o impacto será, sobretudo, de cheias rápidas e, portanto, a precipitação poderá causar cheias rápidas e o comportamento, todos nós já sabemos, com inundação, por exemplo, de garagens e outros espaços que fiquem abaixo da conta.
Atenções viradas para as bacias do rio Sado e do rio Tejo. Ainda assim, há outros locais que estão a preocupar as autoridades.
Com risco de inundação, o rio Minho, o Cora, o Lima, o Cávado, o Ave, o Douro, o Tâmega, o Sousa, o Lis, o Nabão e o Guadiana. E estes rios normalmente têm subidas bastante rápidas e, portanto, é preciso estarmos alerta, evitando com isto o risco de podermos ter problemas referentes a estas inundações.
Mário Silvestre alerta ainda para a possibilidade de ocorrência de deslizamentos de terra. O apelo à população mantém-se. A Proteção Civil pede que sejam evitados comportamentos de risco. E o presidente da República teme que o país volte ao déficit. Marcelo Rebelo de Sousa alerta para custos elevados de recuperação do país na sequência das sucessivas tempestades. O chefe de Estado avisa que a recuperação vai ser longa e difícil para as autarquias.
As tais infraestruturas importantes para a circulação, as pontes que caíram. Tudo isso somado exige, não só mais dinheiro, mas mais tempo. Vai ser, como eu dizia ontem, praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do governo nos próximos três anos.
Marcelo Rebelo de Sousa, que se mostrou satisfeito com a decisão do primeiro-ministro de elaborar um plano de recuperação e resiliência exclusivamente português. Ora, o presidente já tinha alertado para a dimensão do problema anteriormente a nível dos estragos, daí os elogios à iniciativa, e deixa também um aviso aos ministérios.
E bem, foi pedido, porque isto é uma questão interministerial, quer dizer, cobre todos os setores. Não é só administração interna, é economia, é finanças, é assuntos sociais, é a participação da defesa nacional, é consequências no domínio educativo. Tudo isso passa por vários ministérios e o primeiro-ministro, permanentemente, e a presença do Conselho de Ministros, a fazer uma coordenação e a pedir aos vários ministérios: "Dêem elementos para um programa que possa cobrir todos".
PTRR, o nome deste novo plano desenhado para fazer face às consequências das tempestades em Portugal. Ontem também em Conselho de Ministros foi aprovado o aumento do montante global da linha de crédito para as empresas, passa de 500 a 1000 milhões de euros. E por falar em dinheiro, resiliência e recuperação, os trabalhadores afetados pelo mau tempo e que estejam em regime de lay-off vão receber menos do que se pensava. Dois terços do salário e não 100%. O esclarecimento foi dado ontem pelo governo, que explica que o pagamento do Estado vai ser de 80% apenas durante dois meses. Depois disso, aplica-se o que está na lei, 70% pagos pelo Estado e 20% pela entidade empregadora. De resto, nos transportes, a TAP está a reforçar voos Lisboa-Porto por causa do corte da A1, já que parte do piso abateu anteontem entre os nós de Coimbra-Norte e Coimbra-Sul. De acordo com a Lusa, mais sete voos da TAP por semana e o aumento da capacidade em alguns horários. Já nos autocarros, a Rede Expressos esclarece que as viagens entre Lisboa e Porto estão garantidas por vias alternativas, apesar do corte da A1. Dizer ainda que a Brisa não tem um prazo para reabrir a Autoestrada do Norte. Pedro Passos Coelho voltou a falar para criticar a resposta do Estado às tempestades. O antigo primeiro-ministro recusa dar conselhos a quem não os pede. Considera que depois da fase crítica vai haver um momento em que a organização do Estado deve ser avaliada. São palavras de Pedro Passos Coelho.
Terá de haver, claro, um tempo em que outras considerações se possam fazer sobre a maneira como o Estado está organizado. Mesmo quando tem funções regulatórias, é patente que o Estado não exerce essa função regulatória adequadamente. Há reguladores que talvez não estejam a impor as obrigações de serviço público que são necessárias. Eu sou daqueles que defende que o Estado não deve fazer tudo. A produção pode estar por conta de terceiros, mas tem que ter uma função forte, reguladora, fiscalizadora, e tem que impor que as obrigações de serviço público estejam garantidas. Nós hoje em dia vemos que às vezes isso não acontece.
Pedro Passos Coelho, que deixa críticas ao Estado na resposta às tempestades. A fechar, no futebol, o Benfica defronta hoje o Santa Clara no Estádio de São Miguel, nos Açores. O belga Lukebakio vai a jogo, mas Ørnes é baixa de peso para o duelo desta tarde. A garantia foi deixada por José Mourinho ontem. O técnico dos encarnados voltou a não fazer a habitual conferência de imprensa de antevisão deste encontro. Falou apenas ao canal do clube para dizer que o Benfica precisa desesperadamente de pontos e com elogios ao Santa Clara.
Eles precisam de pontos, mas acho que nós precisamos mais do que eles. Eles têm uma boa equipa, obviamente que estão naquela situação, mas vão sair. Não me parece que seja uma equipa para ter problemas. Nós sim, nós precisamos muito de pontos para podermos olhar para cima. E olhando para cima, somos nós que verdadeiramente, desesperadamente precisamos de pontos.
Margem de erro nula para a equipa encarnada que defronta um Santa Clara, que ainda não sabe o que é vencer neste novo ano de 2026. Para o duelo desta tarde, Mourinho ainda não vai poder contar com David, Richard Rios e Alexander Bah, aos quais se junta Fredrik Ørnes. O norueguês lesionou-se ontem no treino da manhã, exatamente depois da conferência de imprensa de José Mourinho. Quem já pode calçar as chuteiras é Lukebakio, assegura o técnico do Benfica.
Lukebakio vai para jogar. O Rios e o Bah iniciaram aquele período que se alongará por mais, não sei, uma semana, duas semanas, mas é bom, porque neste momento já estão a trabalhar com a equipa. Banja e Zé, os dois integrados também sem qualquer tipo de problema.
José Mourinho aqui com o boletim clínico dos encarnados. Este Santa Clara-Benfica arranca às 18h30. Vai contar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Voltamos a falar de desporto no Vamos à Bola, já a seguir, mas antes conferência de imprensa com o jornalista Miguel Gato. Fica por aqui este Jornal das Seis.