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São 6 horas. As notícias com Miguel Gato.
António José Seguro toma hoje posse como Presidente da República. A cerimónia acontece na Assembleia da República e arranca às 9h, mas só na hora que se segue é que começam a chegar os primeiros convidados. A cerimónia da tomada de posse vai contar com dois discursos e com uma troca de cadeiras simbólicas. Vasco Maldonado Correia.
O presidente da Assembleia da República abre a sessão às 9h, suspende-a logo a seguir para receber todas as personalidades convidadas. Para as 9h25 está prevista a chegada do Primeiro-Ministro. Cinco minutos depois, às 9h30, é a vez do presidente eleito chegar, acompanhado pela mulher. O último é o Presidente da República em funções, que chega às 9h45. Depois dos primeiros cumprimentos no Salão Nobre, os convidados ocupam os lugares na sala de sessões, onde Aguiar Branco retoma os trabalhos às 10h. Na tribuna, fica com o presidente Marcelo à direita e com Seguro, presidente eleito, à esquerda. Seguro vai depois prestar juramento sobre o original da Constituição e subscrever a declaração de compromisso, altura em que troca de lugares com Marcelo. O novo Presidente da República passa a sentar-se à direita de Aguiar Branco e o presidente cessante passa para a esquerda. O chefe de Estado, agora já empossado, discursa logo a seguir ao presidente da Assembleia da República, que vai apresentar os cumprimentos do Parlamento. Terminada a cerimónia no Hemiciclo, Seguro, Aguiar Branco e Marcelo abandonam a sala de sessões. Param nos Passos Perdidos, onde o Presidente da República cessante sai de cena, vai ser acompanhado até o exterior do edifício pelos vice-presidentes da Assembleia, dos dois maiores partidos. A tomada de posse no Parlamento termina no Salão Nobre, com a sessão de cumprimentos ao novo Presidente da República. O primeiro nessa longa fila que se vai formar é o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Vasco Maldonado Correia, com os principais pormenores da cerimónia de tomada de posse de António José Seguro na Assembleia da República. Como habitual, o novo chefe de Estado vai ainda depositar uma coroa de flores no túmulo de Luís de Camões, no Mosteiro dos Jerónimos, e abre ao público os Jardins de Belém durante a tarde. Tem também marcado um encontro com jovens no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e acaba o dia a condecorar Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio Nacional da Ajuda. Entre os convidados para a cerimónia de tomada de posse de António José Seguro, está o rei de Espanha, Felipe VI, também os presidentes de Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Foram 10 anos de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Importa também olhar para os números que nos mostram várias curiosidades. Falamos, por exemplo, de viagens ao estrangeiro, condecorações ou então vetos políticos. Ao longo de 10 anos, Marcelo Rebelo de Sousa traçou várias diferenças face aos antecessores. E os números mostram isso. Rui Casa Nova.
Começamos com as viagens de Marcelo Rebelo de Sousa ao estrangeiro. Foram ao todo 175. A primeira foi logo em março de 2016, após a tomada de posse. Teve como destinos o Vaticano e Espanha, com destaque para o encontro com o Papa Francisco.
Saí muito feliz da audiência.
Das 175 viagens, Marcelo visitou ao todo 60 países, mais do que os antecessores. Para comparação, por exemplo, Aníbal Cavaco Silva fez apenas 80 deslocações ao estrangeiro enquanto esteve em Belém. Os números não são tão diferentes quando o tema são as condecorações.
É uma homenagem ao presidente francês e é uma homenagem à França.
Destaque aqui para uma condecoração a Emmanuel Macron com a Ordem do Infante D. Henrique. Foi apenas uma das cerca de 2500 condecorações entregues por Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, quase sempre em cerimônias restritas. Noutros números, Marcelo Rebelo de Sousa usou 43 vezes o veto político nos 10 anos em Belém e submeteu nove pedidos de fiscalização preventiva ao Tribunal Constitucional. Destacamos, por exemplo, os dois pedidos de fiscalização preventiva sobre a morte medicamente assistida.
Pode dizer-se que se preenche as exigências que o Tribunal Constitucional apresentou sob a primeira versão do diploma? Sim ou não.
Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas em Belém, corria o ano de 2023. Várias vezes, perante discordâncias ou dúvidas, optou por promulgar os diplomas, mas deixou sempre claras as objeções ou reservas através de recados no site da Presidência.
Rui Casa Nova, com alguns números e curiosidades que marcaram os 10 anos de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. A Rádio Observador vai acompanhar ao minuto a tomada de posse de António José Seguro ao longo de toda a manhã, com destaque para o Contracorrente Especial de hoje, que começa depois do jornal das 9h e termina por volta da 13h. Um grupo de 61 passageiros chega a qualquer momento a Lisboa num voo de repatriamento da Arábia Saudita. É uma informação que foi avançada pelo secretário de Estado das Comunidades. Emídio Sousa revela mais pormenores sobre este voo.
Este voo Saiu de Riad, na Arábia Saudita, às 15h40, chega às 21h30 a Creta, onde vai reabastecer, e temos a chegada prevista para às 05h30 a Lisboa, ao aeroporto. Estas pessoas que vêm aqui estavam quase todas no Qatar, porque o Qatar tem o espaço aéreo encerrado, e temos mais três ou quatro que estavam em Riad. São 54 portugueses, mais três luso-canadianos, um britânico, um brasileiro e um sul-coreano.
Emídio Sousa, o Secretário de Estado das Comunidades. Este voo, como escutamos neste som, estava prevista a chegada para às 17h30. Ainda não há qualquer informação que tenha chegado a Lisboa. Assim que tivermos, vamos dar naturalmente aqui na antena do Observador. O Secretário de Estado das Comunidades garante que vai continuar a acompanhar os desenvolvimentos da guerra no Irão, mas, para já, não estão previstos mais voos de repatriamento, é o que diz Emídio Sousa à Agência Lusa. Olhando ainda para o conflito no Médio Oriente, está escolhido, o Irão já tem um novo líder supremo, é o filho do Aiatola Ali Khamenei. O anúncio do nome de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irão foi feito num canal de televisão controlado pelo Estado iraniano. Isto numa altura em que os ataques não param e em que os Estados Unidos já tinham alertado que queriam estar envolvidos na escolha do sucessor. Donald Trump tinha classificado o nome de Mojtaba Khamenei como inaceitável para o futuro do Irão. Depois do anúncio oficial, o presidente dos Estados Unidos ainda não se pronunciou. A Assembleia de Peritos apela ao apoio do povo iraniano ao novo líder. O órgão responsável pela nomeação de Mojtaba Khamenei deixa um apelo direto aos iranianos, sobretudo às elites e intelectuais das universidades. Pede lealdade à nova liderança do Irão. Em comunicado, também o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão já declarou a lealdade ao filho de Ali Khamenei e diz estar pronto a receber novas ordens. O Hezbollah também celebra a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irão, líder da abençoada revolução islâmica, é o que escreve o grupo libanês no canal de Telegram. O petróleo ultrapassou os 118 dólares por barril, é o preço mais elevado desde 2022, altura do início da guerra na Ucrânia. A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos no Irão, no dia 28 de fevereiro, e também devido ao encerramento do Estreito de Ormuz. Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos diz que esta subida nos preços do petróleo é temporária, diz que vão cair rapidamente os preços quando a destruição da ameaça nuclear iraniana tiver terminado. Esta subida, escreve Donald Trump, é um preço muito baixo comparado com aquilo que poderia acontecer caso houvesse uma arma de destruição massiva no Irão. Diz que é um preço a pagar pela segurança e paz dos Estados Unidos e do mundo, e só os loucos pensam de forma diferente, é o que escreve Donald Trump na rede social Truth. Olhamos ainda para o desporto. Terminou empatado duas bolas o clássico de ontem entre Benfica e Futebol Clube do Porto, no Estádio da Luz. Os Dragões tiveram em vantagem por 2 x 0, marcaram Fróld e Pituzewski na primeira parte, mas na segunda parte a equipe encarnada conseguiu empatar o jogo. Golos de Scheldrup e também Leandro Barreiro. No final do jogo, José Mourinho, o técnico encarnado, que acabou expulso da partida, admite que agora o título está mais difícil de alcançar.
Faltam 27 pontos em disputa. Ainda está lá, mas eu, honestamente, considero difícil a recuperação de sete pontos.
Do outro lado, o treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, considera que os azuis e brancos fizeram um bom jogo, mas fala em falta de eficácia.
O jogo foi muito claro nas dinâmicas. Nós claramente viemos aqui para ganhar. Tivemos um início muito forte, mas depois não conseguimos fechar o jogo. Tivemos mais algumas oportunidades no meio-campo em que devíamos ter resolvido o jogo e não o fizemos e pagamos o preço por isso.
Tudo igual em termos de distâncias na classificação da Primeira Liga, o Futebol Clube do Porto continua líder com quatro pontos à frente do Sporting, que empatou este fim de semana em Braga. Já o Benfica está no terceiro lugar, a sete pontos do líder, que são os Dragões, quando faltam nove jornadas para o fim do campeonato nacional.