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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, Jornal das 6 na Rádio Observador. Quem quiser dialogar com a UGT deve pedir diretamente à UGT. O aviso é deixado por José Luís Carneiro a Hugo Soares. O recado do secretário-geral socialista surge depois do líder da bancada parlamentar do PSD ter sugerido que o PS apelasse à UGT para um regresso às negociações com o governo sobre o pacote laboral. Ora, José Luís Carneiro recusa ser intermediário.
Se o doutor Hugo Soares quer dialogar com a UGT, deve dirigir-se à UGT e não ao secretário-geral do Partido Socialista. Foi com estupefação que verifiquei que durante uma semana o governo veio publicamente dizer que estava em vias de criar um acordo com a UGT para as questões laborais. Verifiquei que no dia da tomada de posse do presidente da República, o governo decidiu marcar uma reunião para esse dia. Afinal, para coisa nenhuma, porque não chegaram a qualquer acordo em relação às questões laborais. Mostra que estamos perante um governo insensível.
José Luís Carneiro ontem aos jornalistas. Ainda neste tema do pacote laboral, a UGT garante que ainda está sentada à mesa das negociações. Em entrevista à RTP Notícias, Mário Mourão nega ter fugido da discussão e garante que ainda não houve rutura por parte da Central Sindical. Questionado sobre a possibilidade de se reunir com o primeiro-ministro, Mário Mourão recorda o encontro que teve com Luís Montenegro em novembro do último ano.
Quando eu saí dessa reunião, que disse que foi construtiva, houve abertura da parte do governo, à noite a senhora ministra num canal de televisão foi dizer: "O governo não abdica das traves-mestras". Estragou toda a reunião.
Mário Mourão, com fortes críticas às traves-mestras anunciadas pelo governo e que permanecem intocadas, diz que a UGT só se levanta da mesa quando o primeiro-ministro quiser pôr fim às negociações. Mário Mourão adianta também que a UGT não voltou a ser convocada para o encontro desde a reunião de segunda-feira no Ministério do Trabalho. Voltamos a falar do PS e de José Luís Carneiro, que diz estar preocupado com a execução orçamental, sobretudo na área da saúde. O governo admitiu ontem um impacto orçamental significativo das tempestades e do conflito no Irão nas contas públicas, mas afastou a necessidade de o país avançar para um orçamento retificativo. Palavras de Miranda Sarmento, ministro das Finanças, na oposição, José Luís Carneiro levanta preocupações, sobretudo na área da saúde.
A minha grande preocupação é com a execução deste orçamento que foi aprovado, para o qual nós contribuímos. O Partido Socialista absteve-se em relação ao orçamento para 2026. Estamos em março. Sei que há hospitais neste momento que não têm os contratos de financiamento assinados com o Ministério da Saúde. Veja, estamos em março e neste momento os administradores dos hospitais não têm os contratos de financiamento para garantir o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. E portanto, a minha preocupação está em garantir que o governo executa o orçamento que foi aprovado na Assembleia da República em final do ano que passou.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, à margem de um encontro com militantes e simpatizantes do Partido Socialista em Viseu. Falamos agora das jornadas parlamentares do PSD. Paulo Portas alerta para a necessidade de obter estabilidade política no país. Em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, o antigo vice-primeiro-ministro defendeu a importância da estabilidade perante vários conflitos mundiais. Numa longa intervenção em que analisou a situação internacional, Paulo Portas reservou, ainda assim, Miguel Viterbo Dias, um recado sobre a política interna.
O que há de pensar um português, digamos assim. Eu sou muito breve e conciso nisso.
Depois de uma volta ao mundo em 45 minutos, Paulo Portas deixou apenas um recado sobre política interna.
O mundo está muito volátil, frequentemente perigoso, às vezes irracional, e é motivo de muita preocupação. A melhor coisa que Portugal pode fazer, em nome dos seus interesses e dos portugueses, é preservar a sua estabilidade, quando à nossa volta há tanta instabilidade.
O antigo vice-primeiro-ministro do governo de Passos Coelho deixou um recado a favor da estabilidade política, depois de uma análise sobre o comportamento do mundo, em que alerta de forma indireta para a necessidade de Portugal conseguir mudar a forma de trabalhar.
A única maneira de melhorar o rendimento médio líquido dos portugueses é aumentar a produtividade. Sustentável é aumentar a produtividade. E, portanto, é uma oferta pelos trabalhadores e pelas empresas melhorar a produtividade.
Em período de discussão sobre o pacote laboral, a dica de Paulo Portas, que refletiu ainda sobre a política de tarifas de Donald Trump e acredita que o comportamento da economia vai ajudar a acelerar o fim do conflito no Irão.
O impacto geoeconômico foi tão grande dos primeiros dias do conflito que isso é um grande incentivo a que ele não se prolongue, em particular por parte das democracias, que têm que enfrentar desafios eleitorais.
Paulo Portas de regresso a um evento partidário, onde jantou ao lado do primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro.
Um trabalho do jornalista Miguel Viterbo Dias, que está a acompanhar as jornadas parlamentares do PSD. Encerram hoje com a intervenção do Primeiro-Ministro Luís Montenegro. E António José Seguro, o novo Presidente da República, faz anos hoje, 64 anos de idade, mas encerrou ontem as cerimónias da tomada de posse. A Casa da Música, no Porto, foi o local escolhido para o encerramento das cerimónias, que contaram com a presença de várias personalidades, desde as artes até ao desporto. António José Seguro assistiu a um concerto de Pedro Abrunhosa, também a uma atuação do humorista Francisco Menezes. Entre os convidados, esteve o presidente do Futebol Clube do Porto. À chegada à Casa da Música, André Villas-Boas elogiou a nova agenda do Presidente da República, com passagens pelo interior e pelo norte do país. Villas-Boas considera que é um momento simbólico no combate ao centralismo em Portugal.
São momentos destes que tocam no coração aos portugueses e acho que é um bom começo para a presidência de António José Seguro. Não sou ninguém para estar a julgá-lo no bem e no mal. No entanto, registei esse momento como simbólico e a aproximação do interior acho que é algo significativo para a cidade do Porto, para o que são uma luta desigual de vontade que queremos ver investida no norte. Eu represento a instituição Futebol Clube do Porto, defendo também a região Norte e a cidade do Porto. Sentimos muito o desequilíbrio, que é cada vez mais infraestrutural e funcional.
André Villas-Boas, que marcou presença no encerramento deste segundo dia da tomada de posse de António José Seguro na cidade do Porto. Mudamos de tema. Os autarcas da margem do sul do Tejo deixaram a reunião com a ministra da Saúde ainda mais preocupados com a decisão do encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro. Depois de uma reunião de mais de duas horas com Ana Paula Martins, os nove autarcas da Península de Setúbal dizem que a ministra não reverteu a decisão. O presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal, Frederico Rosa, assegura que os autarcas vão continuar agora a insistir que a decisão do governo está errada.
Não saímos daqui mais descansados. Saímos daqui, sim, como diziam alguns colegas meus agora no caminho aqui para baixo, com o sentido de que temos que continuar o nosso percurso, a fazer sentir à ministra que esta decisão é uma decisão errada, é uma decisão que tem que ser revertida.
O também autarca do Barreiro acrescenta que devem ser discutidas soluções de fundo para o futuro. Isto depois da instalação do serviço centralizado. Mas além do governo, também o diretor-executivo do SNS volta a defender a solução do serviço centralizado de obstetrícia no Hospital Garcia de Orta. Álvaro Santos Almeida acredita que esta é a opção que mais transmite segurança aos utentes.
É que a situação atual é insustentável. Neste momento, as urgências acabam por estar encerradas mais dias do que estão abertas, nomeadamente a do Barreiro. E portanto, ao criarmos uma urgência centralizada que assegura o funcionamento de duas das três urgências da Península em permanência, estamos a reforçar a estabilidade, a previsibilidade e a segurança dos utentes. Portanto, estamos a prestar um serviço com maior qualidade do que aquele que nós temos neste momento.
Álvaro Santos Almeida volta a referir que a solução na margem sul é provisória e avisa que será realizada uma avaliação semestral sobre a eficácia desta urgência regional de obstetrícia. Certo é que a maioria dos obstetras do Barreiro recusa integrar as escalas da urgência regional da Península de Setúbal. É uma notícia Observador. Apenas três dos sete obstetras do Hospital do Barreiro aceitaram até agora deslocar-se para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde vai funcionar esta urgência. Também estão dispostos a completar as escalas de urgência alguns médicos internos, disse o Observador, fonte conhecedora do processo. A recusa dos médicos em exercerem estas funções de urgência, que lhes é permitida devido à idade, tem dificultado a elaboração das escalas, que caso a situação não se inverta, terão de ser completadas por médicos tarefeiros. Sem data marcada para a reabertura, a urgência centralizada só deve abrir portas nas próximas semanas, nunca antes do final deste mês. A fechar, olhamos para o desporto. Hoje há Liga dos Campeões, com o Sporting a defrontar o Bodø/Glimt da Noruega. Os Leões já estão no Circo Polar Ártico, no norte da Noruega, onde vão medir forças com a equipa sensação desta edição da Liga dos Campeões. O jogo começa às 20h e terá relato aqui em direto na Rádio Observador. Rui Borges tem seis baixas, é o grande destaque do Vamos à Bola, que começa já daqui a pouco. Fica por aqui este jornal das 18h. Já a seguir, conferência de imprensa.