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São 6 horas.
Bom dia, eu sou a Teresa Freire. São 6 da manhã, hora de atualizar a informação. Em dia de eleições internas, o secretário-geral do PS acusa o primeiro-ministro de se colocar no papel de carochinha. Sexta-feira à noite, em entrevista à RTP Notícias, José Luís Carneiro critica as provocações de Luís Montenegro quando diz que o PS e o Chega competem para ver quem se aproxima mais do governo.
O doutor Luís Montenegro não sabia que gostava de se colocar no papel da carochinha, mas parece que é o papel em que se quis colocar, o papel da carochinha. Nós colocamo-nos no papel de parceiros com o país. O governo é que tem que construir a base política com que quer trabalhar no Parlamento. O doutor Luís Montenegro tem que perceber que não pode andar permanentemente a planar. E a pergunta tem que ser feita ao governo: os senhores querem aprovar o orçamento, mas para quê? Eu percebo que há camaradas também meus, naturalmente, que gostavam que nós estivéssemos sempre numa espécie de elástico esticado. Mas um elástico que está sempre esticado é um elástico que perde força.
José Luís Carneiro, no programa semanário da RTP Notícias, em período de eleições do partido. Os socialistas estão a ser chamados às urnas para eleger o próximo secretário-geral do PS. O atual, José Luís Carneiro, é o único candidato. Entre ontem e hoje decorre também a eleição para a liderança das mulheres socialistas e dos delegados ao Congresso Nacional, que vai decorrer no último fim de semana do mês em Viseu. O secretário-geral do PCP desafiou os grandes grupos económicos portugueses a suportar com os lucros os custos da guerra. Paulo Raimundo desafia ainda o primeiro-ministro a enfrentar o grande capital. Ontem à noite, num comício do partido, o secretário-geral falou da guerra e fez exigências às empresas e ao governo.
Não pode ser, como disse, e não aceitamos. É preciso mobilizar os mais de mil milhões de euros de lucros da Galp para este embate. É preciso mobilizar os mais de cinco mil milhões de euros dos cinco maiores bancos para este embate. É preciso mobilizar os lucros históricos e recordes da grande distribuição para este embate. Não vale a pena, não aceitamos que seja o povo, sempre o povo, a pagar os desmandos desta gente.
Paulo Raimundo, o secretário-geral do PCP, no comício do 105º aniversário do partido. Está marcada para hoje uma concentração de utentes junto à porta do Hospital de Vila Franca de Xira para contestar o encerramento das urgências de obstetrícia e de ginecologia. O governo decidiu que o Hospital de Loures vai passar a receber as grávidas de Vila Franca de Xira a partir das 9h da próxima segunda-feira. Às 11h de hoje, começa uma manifestação contra esta medida. É promovida, entre outras entidades, pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos. A porta-voz Nélia Ferreira explica que a medida afeta utentes e autarquias. O governo sublinhou que é de caráter temporário esta medida, mas Nélia Ferreira deixa um aviso.
O temporário às vezes eterniza-se. E além disso, seja o tempo que for, é muito tempo para prejudicar assim os utentes, porque em certos casos podemos estar a falar da diferença entre a vida e a morte. Vemos que já aconteceram mortes causadas por essas dificuldades no acesso às urgências de ginecologia e daqui pra frente ainda podem ser piores.
Nélia Ferreira, porta-voz do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, defende que o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia deve ser revogado e que a solução deve passar pela captação de mais recursos. Perante esta medida, a ministra da Saúde já garantiu que as escalas para a urgência regional do Hospital de Loures estão asseguradas. Perante o encerramento temporário dos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia de Vila Franca de Xira, os casos urgentes passam a concentrar-se em Loures. Ana Paula Martins relembra que esta é uma medida de transição e garante que as escalas estão completas.
As escalas estão asseguradas para a concentração da urgência no Beatriz Ângelo, em Loures, e naturalmente que os médicos que vão estar a assegurar essas escalas, 24 sobre 24 horas, estão de acordo com aquilo que é o regulamento da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Enfermeiros relativamente aos profissionais e que de fato têm equipas definidas para o número de partos que ali se espera.
Ana Paula Martins, que sublinha que se trata de uma partilha de recursos entre o Hospital Beatriz Ângelo e o Hospital de Vila Franca de Xira. Os casos urgentes de ginecologia e obstetrícia passam a concentrar-se apenas em Loures, uma decisão do governo perante a falta de recursos. O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira também critica esta medida, acusou o governo de querer encerrar a maternidade local, diz que os autarcas dos conselhos abrangidos pela concentração de urgências não foram consultados. Fernando Paulo Ferreira acredita ainda que o governo não vai ficar por aqui, antecipa o encerramento da maternidade.
Eu não tenho grandes dúvidas que o objetivo da senhora ministra da Saúde, com estas medidas, é vir a encerrar a maternidade do Hospital de Vila Franca. Acho que é esse o grande objetivo da senhora ministra e deste governo. E portanto, temos que procurar combater esta intenção, porque o Hospital de Vila Franca é um hospital moderno, tem todas as condições pra prestar serviços à população e não é pra resolver problemas da senhora ministra que se deve encerrar serviços desta natureza.
O autarca Fernando Paulo Ferreira, em declarações à Rádio Observador, além de Vila Franca de Xira, serão também encaminhadas as utentes da Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Benavente. Na atualidade internacional, o Irão poderá permitir a passagem de um número limitado de navios petroleiros no estreito de Ormuz, desde que as transações sejam feitas através da moeda chinesa. A notícia é avançada pela CNN, que cita um alto funcionário iraniano não identificado. A condição imposta pelo Irão surge num momento em que o país está a trabalhar num novo plano para gerir o fluxo de petroleiros na região, é o que adianta o mesmo alto funcionário. Até agora, o petróleo tem sido maioritariamente negociado em dólares. A embaixada dos Estados Unidos em Bagdade foi atingida por um míssil. A informação foi confirmada por dois dirigentes das forças de segurança do Iraque à agência de notícias France Presse. O míssil atingiu, nesta madrugada, um heliporto que pertence ao complexo da embaixada norte-americana. Os Estados Unidos vão começar em breve a escolta de navios no estreito de Ormuz. Donald Trump insiste na ideia de escoltar os navios petroleiros, mas não apresenta uma data concreta. O presidente norte-americano diz apenas que é uma medida que vai ser implementada em breve. Donald Trump volta ainda a debruçar-se sobre outra cronologia, a do fim da guerra. Diz que não pode dar uma estimativa concreta.
Não posso dizer-vos isso. Quer dizer, eu tenho a minha própria ideia, mas do que é que serve? Será o tempo que for necessário. Foram dizimados. O país deles está em mau estado, está tudo a desmoronar-se. Se lermos algumas das notícias falsas, é como se estivessem a fazer maravilhas.
Donald Trump, em declarações aos jornalistas a caminho da residência em Mar-a-Lago, explica que não apresenta uma estimativa concreta porque isso só irá acontecer quando considerar que os objetivos foram cumpridos. Coloca assim de lado as estimativas de uma guerra que dure entre quatro a seis semanas. No desporto, abrem daqui a três horas as urnas do Sporting. 76 mil sócios são hoje chamados a escolher o próximo presidente dos Leões. O atual presidente, Frederico Varandas, e Bruno Sá são os dois candidatos à liderança do clube. Foram apresentadas apenas duas listas. A eleição dos órgãos sociais para os próximos quatro anos vai decorrer num só local, no Pavilhão João Rocha, em Alvalade. Os sócios sportinguistas podem votar entre as 9:00 da manhã e as 20:00 da noite, sendo que quem estiver na fila às 20:00 ainda terá a oportunidade de votar. O Campeonato Nacional de Futebol está de regresso este sábado com o Arouca-Benfica. O treinador do Arouca, Vasco Seabra, lembra que o Benfica ainda não perdeu na Liga Portuguesa esta época e diz que a ambição da equipa é mudar isso.
Queremos fazer aquilo que ninguém fez ainda nas competições internas, que é ganhar. Portanto, é com esse propósito que vamos, com essa ambição. É um facto também que temos um adversário muito forte, muito capaz, com um grande apoio e, portanto, quanto maior o desafio, também maior a oportunidade. É nesse seguimento que vamos.
Vasco Seabra, na antevisão do jogo frente ao Benfica, a contar para a jornada 26. Do lado encarnado, José Mourinho voltou a não fazer conferência de imprensa de antevisão aberta à comunicação social. O Arouca-Benfica começa às 20h30, um jogo para ouvir na antena da Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal em formação. Regresso às 18h30.