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Seis horas. Muito bom dia, eu sou o Ricardo Lopes. São 6 da manhã, hora de atualizarmos toda a informação e começamos pelas reações à greve geral de ontem e também aos desacatos em frente à Assembleia da República. O secretário-geral da CGTP garante que os membros da Central Sindical não tiveram nada a ver com os confrontos com a polícia. Tiago Oliveira sublinha que as manifestações em todo o país foram feitas de forma pacífica. No entanto, em Lisboa, já depois da manifestação da CGTP ter terminado, um conjunto de pessoas provocaram desacatos com as forças de segurança. Foram também incendiados alguns caixotes do lixo e atiradas algumas garrafas de vidro. A força de intervenção da PSP foi mobilizada para a escadaria do Parlamento, teve de intervir, foram detidas seis pessoas. No entanto, Tiago Oliveira garante que os membros do sindicato não estiveram envolvidos nos confrontos.

O que posso dizer é que não tem manifestantes da CGTP naquela manifestação.

Deve ser o que se está a pensar.

Agora, há grupos que se integram nas manifestações da CGTP para depois levar por diante este tipo de situações e concretizar este tipo de momentos. Mas acho que o objetivo foi conseguido pela CGTP, que tivemos, de facto, de norte a sul do país, incluindo nas regiões autónomas, um conjunto muito largo de manifestações com a presença de milhares de trabalhadores.

Declarações do secretário-geral da CGTP, em entrevista à RTP, Tiago Oliveira, que aproveitou novamente para voltar a criticar o governo, acusa o executivo de arrogância e também de ignorar os trabalhadores. Ainda sobre os desacatos, segundo a polícia, os detidos estão indiciados por desobediência. O superintendente da PSP, Jorge Resende, explica que antes das detenções, a polícia fez vários avisos que não surtiram efeito.

Cerca de 10, 15 minutos depois, algumas das pessoas, utilizando grades, ocuparam a via pública, pondo em causa a segurança dos utentes da via pública, tendo sido alertadas para não o fazer e tornaram-se violentos, designadamente arremessando garrafas. Posteriormente, houve um aviso legal que a manifestação se tinha tornado violenta e como tal, teria que cessar e foram dados cinco minutos para dispersar. Passados esses cinco minutos, foi feito novo aviso. Passados três minutos, foi feito novo aviso. Tentou-se de todas as maneiras que as pessoas cessassem aquele tipo de comportamento e abandonassem o local.

Explicações do superintendente da PSP, Jorge Resende, acerca das detenções feitas ontem à frente da Assembleia da República. Também houve reações por parte do governo a estes confrontos. No briefing do Conselho de Ministros, que aconteceu esta passada quarta-feira, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, condena os comportamentos, mas sublinha que apenas alguns manifestantes ultrapassaram os limites.

Eu queria destacar que se lamentamos profundamente estes comportamentos condenáveis, que ultrapassam o que é razoável e aceitável numa democracia livre e no direito à greve e no seu livre exercício, é importante deixar claro que este foi um comportamento de alguns, não o comportamento da maioria dos manifestantes e pela informação que temos, não é um comportamento associado à organização e aos organizadores desta manifestação.

Declarações de António Leitão Amaro, que não associa os desacatos à CGTP. Ainda sobre a greve geral, a ministra do Trabalho diz que o teletrabalho dificulta a análise e contabilização da adesão à greve. Maria do Rosário Palma Ramalho falou aos jornalistas também no final do Conselho de Ministros, bem como Leitão Amaro. A ministra com a pasta do Trabalho garante que a adesão foi residual no setor privado e reduzida no setor público. Sublinha que, por exemplo, na administração pública, a adesão foi de apenas 23%.

Que alguns setores comunicaram que também tinham recorrido largamente ao teletrabalho, pelo que muitas ausências não podem ser identificadas como adesão à greve, mas sim como trabalho à distância, que é hoje, como sabem, uma realidade dos nossos dias. No setor privado, confirma-se que a adesão à greve foi absolutamente residual.

Maria do Rosário Palma Ramalho falou ainda sobre alguns constrangimentos no setor da educação e também na saúde. Explica que, por exemplo, cerca de metade dos alunos não conseguiram realizar a prova de aferição que estava agendada para esta quarta-feira, bem como milhares de alunos também sem aulas. Já na saúde, só se realizaram 25% das cirurgias programadas. Antes, também Luís Montenegro fez um balanço da greve. Diz o primeiro-ministro que apenas serviu para prejudicar a vida de muita gente. Admite que podem ser utilizados todos os meios de luta, mas diz que enquanto cidadão e português, todos temos uma responsabilidade perante os atos.

Apenas me parece, como cidadão, como português e como primeiro-ministro, que todos temos uma responsabilidade e a responsabilidade também integra aquilo que são as consequências dos nossos atos. A consequência desta greve, no final deste dia, parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas que queriam ser transmitidas já eram conhecidas, já eram afirmadas por estas estruturas há bastante tempo.

Declarações aos jornalistas de Luís Montenegro depois de ter reunido o Conselho de Ministros. Mudamos agora de tema. O ministro da Administração Interna admite que teme a época de incêndios este verão, mas garante que o SIRESP vai funcionar. Em entrevista à SIC Notícias, Luís Neves admite estar preocupado, sobretudo com a região de Leiria, afetada pelas tempestades. Diz que há muita madeira, muito combustível caído e, sobretudo, muitas estradas e caminhos que outrora ajudavam no combate aos incêndios e agora estão completamente destruídos. No entanto, reitera que já foram limpos mais de 10 mil quilômetros e ressalva que os meios de prevenção e o SIRESP vão estar 100% operacionais para a época dos incêndios.

Não, não há, por isso não há

Não era este o som que queremos ouvir, era sim este.

O SIRESP teve uns problemas graves com a calamidade. Foram comprados equipamentos, novas estruturas. Estamos a fazer um grande investimento.

Vai funcionar?

Sim, vai funcionar. Quer dizer que estamos a gastar agora, no imediato, 36 milhões e vamos gastar no PTRR, temos quase 400 milhões para gastar e vamos nos aproximar das populações, das Juntas de Freguesia, das Câmaras.

Declarações de Luís Neves, Ministro da Administração Interna, que também garante que caso a época dos incêndios este verão corra mal, vai assumir todas as culpas e responsabilidades. Já sobre a polêmica em torno da nomeação do general Paulo Viegas Nunes para a direção do SIRESP, depois de haver suspeitas de irregularidades nas auditorias da Inspeção Geral das Finanças, Luís Neves garante que, neste momento, não há qualquer investigação a decorrer a nenhum funcionário do ministério e reforça a ideia de que mantém total confiança em Viegas Nunes.

Não há, que eu conheça. Não tenho um único documento de uma participação de uma ministra da Secretaria-Geral do MAI, seja quem for. Mas dizer o seguinte relativamente ao general Viegas Nunes: do ponto de vista daquilo que são as inspeções, e todos conhecem, Inspeção Geral de Finanças, inspeções próprias, inspeções do Tribunal de Contas, não há um no Estado em que não aponte 3, 4, 5, 10, 20, 30 questões que é preciso corrigir, é preciso fazer de outra maneira. Portanto, não há nada ali que eu vi que pudesse pôr em causa a idoneidade, a seriedade, a transparência e aquilo que é mais relevante para qualquer ser humano, que é a sua honra. Portanto, não encontrei nada, são coisas comezinhas.

Explicações de Luís Neves, ministro da Administração Interna, à Sic Notícias. Temos tempo ainda para sair de Portugal e olhar para o plano internacional. Esta noite, Israel e Líbano chegaram a um acordo de cessar-fogo. Há uma condição: o desmantelamento do Hezbollah. Os dois países, juntamente com os Estados Unidos, assinaram um comunicado oficial conjunto. O documento foi também partilhado pelo Departamento de Estado norte-americano, em que se pode ler que o cessar-fogo está condicionado à cessação total do Hezbollah, bem como à retirada de todos os operacionais do grupo paramilitar na margem sul do rio Litani. Além disso, os dois países concordaram criar zonas-piloto no Líbano. Nessas áreas, as Forças Armadas do país assumirão o controle exclusivo do território, excluindo assim quaisquer intervenientes não estatais. Israel e Líbano vão voltar a sentar-se à mesa das negociações ainda este mês, no dia 22, mas não há local definido. Isto acontece numa altura em que também Donald Trump está otimista, acredita que Washington e Teerão podem chegar a um acordo de paz já durante o fim de semana. Declarações do presidente norte-americano feitas na noite de quarta-feira. Donald Trump prometeu reabrir o estreito de Ormuz rapidamente. No entanto, os iranianos, por outro lado, afirmam que não houve qualquer progresso tangível nas negociações com os Estados Unidos. Fechamos agora com uma notícia de desporto. José Mourinho vai mesmo ser treinador do Real Madrid, isto caso Florentino Pérez vença as eleições no clube merengue. Pelo menos é a garantia dada ao final desta quarta-feira pelo atual presidente do Real Madrid. A contratação de Mourinho consta nas propostas do plano de candidatura que foi entretanto apresentado. O treinador português aparece num vídeo de apoio ao atual presidente do Real Madrid equipado com uma camisola dos merengas. No entanto, segundo o jornal "Record", e tem também sido noticiado por toda a imprensa desportiva portuguesa, o Special One contactou o Benfica para garantir que não gravou qualquer vídeo equipado à Real Madrid. José Mourinho diz que se tratam de imagens geradas por inteligência artificial. Bruno Baptista, na análise aquando do anúncio feito por Florentino Pérez, o ex-candidato à vice-presidência do clube encarnado na lista de Luís Filipe Vieira, diz que este impasse do futuro de José Mourinho termina com um divórcio não amigável a três partes entre o treinador, o Benfica e os adeptos. À Rádio Observador, Bruno Baptista afirma que os benfiquistas desejam que Florentino Pérez vença as eleições no Real Madrid para o Benfica poder finalmente organizar a próxima época. Vamos agora ouvir as declarações de Bruno Baptista.

E este é o banho-maria em que ficará Rui Costa, em que ficarão os adeptos benfiquistas, provavelmente a torcer para que Florentino Pérez seja reeleito no Real Madrid para decidir o futuro do Benfica. E é aqui que temos uma insatisfação dos encarnados.

Comentário de Bruno Baptista, que lembra que o Benfica não pode oficializar a contratação de qualquer treinador, tem-se falado de Marco Silva, sem antes comunicar oficialmente à CMVM o fim do contrato com José Mourinho. O que é certo é que as eleições do clube espanhol acontecem já no próximo sábado. E é desta forma que terminamos este jornal das 06h. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador às 06h30. Até lá.