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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das seis, na Rádio Observador. Foi a terceira noite consecutiva de ataques entre Estados Unidos e Irão. Os norte-americanos atacaram no Médio Oriente durante cinco horas. Donald Trump ainda acredita num acordo. O Comando Central Norte-Americano confirmou que a última vaga de ataques durou cinco horas. Foram atingidos sistemas de defesa costeiros iranianos, bases de mísseis e drones e capacidades marítimas. Ontem, o presidente norte-americano prometeu bombardear fortemente o Irão. Mais tarde, já com os ataques em curso, Donald Trump falou aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca para dizer que os bombardeamentos vão continuar.
"Vamos atacá-los fortemente esta noite. Nós temos uma imensa quantidade de munições, temos números como nunca antes tivemos e vamos atacá-los e vai continuar. Vamos ver o que acontece, mas destruímos toda a capacidade ofensiva deles e estamos a controlar o estreito. Voltamos a colocar o bloqueio. E é um bloqueio que atinge só o Irão e quem fizer negócios com o Irão. Todos os restantes vão poder atravessar."
Questionado pelos jornalistas na Casa Branca sobre um acordo com o Irão, Donald Trump diz que é possível, mas culpa o país islâmico pela existência ou pela inexistência de um entendimento. Já numa entrevista dada a um programa norte-americano, Trump afirma que o memorando assinado com o Irão foi um teste com pouco valor.
"Nós tínhamos um acordo ontem e, de repente, receberam uma chamada e saíram da sala. Estas pessoas são loucas. Tínhamos um acordo em que ganhávamos tudo. Eles simplesmente quebram os acordos. Para eles, os acordos são para serem quebrados. São pessoas nada confiáveis. Se alguma vez tivessem uma bomba nuclear, usariam-na em um dia."
O líder da Casa Branca a dizer que os iranianos não honraram o teste. Trump diz também que os ataques contra Teerão fizeram o país regressar à Idade da Pedra. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irão reivindicou ataques contra as bases norte-americanas no Golfo. Foram ouvidas sirenes no Bahrain, na Jordânia. O exército norte-americano confirmou também o ataque contra dois petroleiros dos Emirados Árabes Unidos, no Estreito de Ormuz. De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, morreu um tripulante e oito pessoas ficaram feridas. A Guarda Revolucionária Iraniana diz que os dois petroleiros tinham desligado os sistemas de navegação e ignorado os avisos das autoridades iranianas. Portugal não concorda com a vontade dos Estados Unidos em restabelecer o bloqueio naval ao Irão e cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga enviada através de Ormuz. A posição foi ontem transmitida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em Paris, onde marcou presença na reunião da Coligação da Boa Vontade. Rangel diz que é preciso garantir a liberdade de navegação em Ormuz, mas discorda desta estratégia de Washington.
Quando defendemos a liberdade de navegação, defendemos a liberdade de navegação pura e dura. E, portanto, naturalmente, que a nossa posição é de não concordar com uma medida dessas. Uma coisa é, obviamente, tomar as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação. Ela está em causa e aí os Estados Unidos têm tido um papel importante, especialmente nos últimos dias, porque foi o Irão que começou com a violação da liberdade de navegação que estava no acordo. E, portanto, para isso, naturalmente que há aqui um grande suporte e até para vir a acompanhar essas operações mais tarde, mas sempre no sentido de respeitar o direito do mar e a liberdade de navegação.
Paulo Rangel, ontem, em declarações aos jornalistas. Ontem também a Organização Marítima Internacional da ONU disse que não há base legal para os Estados Unidos cobrarem tarifas a quem passar no Estreito de Ormuz. Também o presidente do Brasil, Lula da Silva, veio criticar os planos de Trump para as tarifas em Ormuz. Lula fala em pirataria. Certo é que depois do anúncio de Donald Trump, os preços do petróleo voltaram a aumentar. O petróleo Brent atingiu o nível mais alto em quatro semanas. O preço por barril está agora quase nos US$ 85. Já o petróleo norte-americano subiu para US$ 79 o barril. Os preços do petróleo estão agora no seu nível mais elevado desde que os Estados Unidos e o Irão assinaram o memorando de entendimento a 17 de junho. Na atualidade internacional, os professores classificadores dos exames nacionais do ensino secundário têm até o final do dia de hoje para concluir a correção de todas as avaliações. Os diretores escolares acreditam que os alunos vão ter acesso às classificações na sexta-feira, tal como está previsto. Fernando Alexandre reuniu-se ontem com vários organismos do setor de educação e no final do encontro, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, Filinto Lima, mostrou-se confiante.
Nós estamos a um dia do término dos professores acabarem o seu trabalho e por esse motivo, e também pela porcentagem que parece ser elevada, 95% dos itens neste momento estão corrigidos, levam a crer que, de facto, nós no dia 17 possamos afixar as pautas. Por esse motivo.
Portanto, é esse indicador que lhe dá essa esperança.
É só esse indicador que me dá essa esperança, com certeza. Uma esperança que eu acho que é reforçada, mas temos que esperar pelo dia 17. Na mesma também vê para crer. Eu quero muito, quero ver as pautas afixadas nas escolas. Acho que é uma grande vitória das nossas escolas, se isso acontecer.
Filinto Lima diz ainda que o ministro da Educação deu garantias de qualidade relativamente à classificação das provas, apesar destes constrangimentos. Perto de 95% dos exames estão corrigidos, garante o ministro da Educação. E a Ministra da Saúde quer esclarecimentos do INEM sobre a morte de um homem na Vila das Taipas, em Guimarães. O INEM anunciou no domingo que vai averiguar por que motivo foram enviados os bombeiros voluntários de Guimarães, que estavam a 14 minutos do homem de 48 anos, que estava em paragem cardiorrespiratória na Vila das Taipas. Isto quando os bombeiros da Vila das Taipas, se fossem ativados, demorariam apenas entre três a cinco minutos a chegar à vítima. O caso aconteceu no sábado e ontem, questionada pelos jornalistas, Ana Paula Martins diz que está à espera das explicações do presidente do INEM.
O INEM está a avaliar essa situação, exatamente perceber por que não foram os bombeiros de Taipas e teve que ser acionado quer a VMER, quer a outra unidade de uma corporação de bombeiros mais distante. Certamente que o presidente do INEM muito rapidamente virá a explicar o que se passou. E eu acho que é importante ouvirmos aquilo que o presidente do INEM tem para dizer.
Um pedido de explicações feito a Luís Cabral, líder do INEM pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins. O Chega vai pedir a demissão do ministro da Administração Interna no debate do Estado da Nação, marcado para esta quinta-feira. Em causa, as alegadas ameaças feitas por Luís Neves ao partido e à polêmica em torno dos contratos adjudicados pela Polícia Judiciária à empresa de um empreiteiro próximo do governante. André Ventura entende que Luís Neves tem respostas a dar.
E na quinta-feira, o partido Chega terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, dizer ao primeiro-ministro que este ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si, diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal. É a nossa democracia que está em causa.
O líder do Chega diz mesmo que as suspeitas sobre o ministro da Administração Interna devem ser esclarecidas antes do debate do Estado da Nação e denuncia medo por parte dos partidos políticos. Já sobre as alegadas ameaças de Luís Neves ao Chega, André Ventura não tem dúvidas e diz que as imagens são incontornáveis. Este domingo, o ministro recusou ter ameaçado André Ventura durante o debate quinzenal de 27 de maio. Três agentes e um subcomissário da PSP do Porto conhecem hoje a decisão judicial no Tribunal do Porto. Estão acusados de procedimentos policiais abusivos no âmbito do combate ao tráfico e ao consumo de drogas em bairros da zona do Porto. De acordo com a acusação do Ministério Público, os crimes terão ocorrido entre dezembro de 2022 e julho de 2023 e relacionam-se com a atuação delitiva dos três agentes da Polícia de Segurança Pública. Num dos casos, terá havido a conivência do subcomissário. Três dos cinco arguidos pediram a abertura de instrução, mas o juiz do Tribunal de Instrução Criminal do Porto decidiu manter na íntegra a factualidade e os crimes imputados na acusação do Ministério Público. Ponto final neste jornal das 18h00. A informação regressa às 18h30. Até já.