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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro. Jornal das seis na Rádio Observador. A começar por um ponto de situação dos incêndios que assolam o norte de Portugal continental. A esta hora são 10 as ocorrências consideradas significativas pela Proteção Civil. Destaque para o incêndio de Arouca, que mobiliza, neste momento, quase 500 operacionais e 160 meios terrestres. Ao início da noite, o fogo tinha quatro frentes ativas e em declarações aos jornalistas, o segundo comandante da sub-região de Aveiro, Ricardo Fradique, dizia esperar uma noite de oportunidades.

Neste momento, a maior dificuldade para o combate será os acessos ao local de incêndio, uma vez que estamos perante escarpas muito grandes e que torna muito difícil a progressão no terreno. Durante a noite, parece que temos uma janela de oportunidade para conseguirmos efetuar o melhor combate. Vamos aguardar que as máquinas de rasto continuem a abrir caminhos para os bombeiros e as outras forças intervenientes possam entrar. Neste momento, temos a situação de Buçaco-Guedos, a situação já mais calma, situação de Covelo de Paivô e Candal. Candal, esta já é uma povoação do distrito de Viseu, da sub-região de Viseu, de Dão Lafões. É onde está a chegar, neste momento, o incêndio, mas não há qualquer perigo, neste momento, para as populações.

Ricardo Fradique, do Comando Sub-regional de Aveiro, com este incêndio de Arouca, que continua sem registar localidades evacuadas ou estradas cortadas. Em Torre de Moncorvo, o incêndio que lavra desde sábado é também combatido por quase 500 operacionais e mais de 150 viaturas. Por esta hora, os bombeiros combatem três frentes ativas. O major Hernâni Martins, da GNR, explicava à RTP que estavam no terreno os operacionais para proteger as populações.

Esse é o nosso objetivo, chegar junto à população, sensibilizá-la para a problemática das chamas se aproximarem das suas casas e também para garantir a sua segurança. E garantir a sua segurança só se faz com tranquilidade. Procurar que as mesmas, se for necessário, retirá-las das casas para um confinamento, assim se fará. Se não, permanecem em suas casas.

Neste momento, há várias estradas que estão cortadas.

Sim, de referir que há duas estradas principais cortadas, a ligar três aldeias, que é a aldeia de Besteiros, aldeia onde nos encontramos também, Seixos Danciais, e o acesso à aldeia da Coleja.

O major Hernâni Martins, da GNR, a dar conta de três estradas cortadas devido ao combate às chamas em Torre de Moncorvo. Já em Santo Tirso, há, por esta hora, duas frentes ativas, informação avançada pelo comandante dos bombeiros de Santo Tirso. Vítor Pinto espera, ainda assim, que os bombeiros consigam dominar o fogo.

Elas continuam ativas, com menos intensidade, e o que procuramos durante esta noite é consolidar e fechar totalmente estas duas frentes. O vento acalmou, pelo menos já é uma ajuda? Sim. Não houve necessidade de evacuar casas, embora às vezes estivesse muito próximo de algumas habitações. Sim, neste perímetro urbano florestal, é normal que temos muita pressão sobre as habitações. Os meios não sentiram a necessidade de fazer evacuações das habitações.

Vítor Pinto, o comandante dos bombeiros tirsensens em declarações à RTP. Por esta hora, estão no teatro de operações 200 bombeiros e mais de 60 meios terrestres a combater este incêndio em Santo Tirso. Em todo o país, são cerca de 2000 os operacionais no terreno. Há mais de 30 fogos em todo o território continental, a maioria no interior norte de Portugal continental. Um jovem português foi assassinado ontem à noite numa praia da Albânia. O português de 20 anos terá sido agredido durante uma rixa que envolveu várias pessoas e depois esfaqueado. O suspeito do esfaqueamento, um homem de 29 anos, foi detido após ter sido encontrado em fuga na bagageira de uma viatura. O mesmo suspeito tem cadastro no Reino Unido por crimes relacionados com o tráfico de droga, posse de armas e condução perigosa, diz a imprensa albanesa. Ao todo, a polícia já deteve 11 pessoas relacionadas com este caso. Dois suspeitos continuam, entretanto, em fuga. O presidente da República promulgou a chamada Lei das Burcas. António José Seguro reconhece que as alterações introduzidas pelo PSD ao projeto de lei do Chega foram decisivas. No texto que acompanha a promulgação, o chefe de Estado reconhece que a matéria é de grande sensibilidade social e cultural e que é, por isso, difícil definir fronteiras para conseguir valorizar de forma equilibrada direitos e deveres dos cidadãos. Assume que decidiu dar luz verde ao diploma apenas depois das alterações introduzidas pelo PSD. O chefe de Estado argumenta que a decisão está em linha com passos dados no mesmo sentido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e é sustentada pela integração social, a não discriminação de género e a segurança. Mudamos de tema. O governo garante que só pretende reabrir o debate sobre a reforma da Segurança Social na próxima legislatura e evita deixar-se vincular às conclusões do estudo apresentado ontem. O estudo liderado pelo economista Jorge Bravo recomenda, entre outros aspectos, a existência de planos de pensões profissionais, a criação de um programa de poupança para as crianças e uma conta poupança-consumo. Conclui também que os excedentes registrados na Segurança Social criaram uma ilusão de sustentabilidade. Em reação ao estudo, fonte do governo explica ao Observador que até 2029 não há qualquer perspectiva de reabrir o debate sobre o sistema e a sustentabilidade da Segurança Social. A mesma fonte frisa que as conclusões do estudo são da exclusiva responsabilidade do grupo de trabalho e que o relatório é um estudo técnico independente. O governo pretende, por isso, olhar para o documento como apenas mais uma fonte de informação e não como um guião para o que deve fazer. Quanto às reações, voltamos a André Ventura, que aproveita o relatório para dizer que o país está pior. À Sic Notícias, o líder do Chega critica o governo por fechar os olhos à realidade.

O país está pior. Objetivamente, o país está pior e está a piorar. Estas notícias que saíram recentemente, também da Segurança Social, mostram que até no único ponto, Montenegro gosta de dizer assim: "As coisas estão aparentemente piores, mas é percepções". Eu sou à Cavaco Portanto, na verdade, o país até pode estar pior, mas as contas estão melhor. Só que nem isso está.

André Ventura em declarações na última noite à SIC Notícias, antes o PS acusou o governo de abrir a porta à privatização de parte da Segurança Social. Na Tarde Política da Rádio Observador, o deputado do PS e antigo secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, disse que nenhuma das conclusões do relatório é nova e acusa o governo de fabricar uma narrativa falaciosa.

Nenhuma destas conclusões é surpreendente. Do nosso ponto de vista, o que estará em causa é abrir a porta para a privatização de partes importantes da Segurança Social, porque estamos a criar uma narrativa, volto a dizer, enganosa e falaciosa de que o nosso sistema não tem condições de sustentabilidade e que haveria aqui números escondidos ou dados escondidos, afinal, um déficit que não existe. Todos os anos estes números estão presentes no relatório do Orçamento de Estado, por um lado, e no relatório da Segurança Social, por outro, porque são dois sistemas diferentes.

Críticas do socialista Miguel Cabrita. Opinião diferente tem o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, que diz que os dois sistemas estão ligados, neste caso, a Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações. Mário Amorim Lopes responsabiliza tanto PSD como PS pelo déficit no sistema de pensões.

As contas da CGA e da Segurança Social misturam-se porque elas estão misturadas. Governos do passado, Partido Socialista, Partido Social-Democrata, mas sobretudo Partido Socialista, na altura queriam contratar funcionários públicos. Não havia dinheiro para dar melhores salários, então prometeram-lhes um logo. Disseram assim: "Ok, vocês são contratados agora, mas no futuro irão ter uma reforma espetacular. Como é que nós vamos pagar isso? Bom, logo se há de ver, aqueles que vierem a seguir que paguem a conta". E é exatamente isso que está a acontecer no momento. Os portugueses agora estão a pagar a conta daquilo que foi uma promessa feita no passado. Portanto, nós não podemos ignorar o peso da Caixa Geral de Aposentações, porque é uma fatia enorme daquilo que são as despesas que serão assumidas e que foram assumidas pelo Estado.

O líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, no Explicador da Rádio Observador. No desporto, o tenista Jaime Faria está nos oitavos de final do Masters 1000 de Cincinnati. Nos Estados Unidos, o tenista português bateu o australiano Adam Walton com parciais de 4-6, 6-4 e 7-6. Junta-se agora a Nuno Borges na próxima fase da competição, nos oitavos de final deste Masters 1000 de Cincinnati. Fica por aqui este jornal das 06h da manhã na Rádio Observador. A informação está de regresso às 06:30. Até já.