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As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das seis na Rádio Observador, a começar pela rentrée política do Chega. André Ventura acusa o primeiro-ministro de querer cortar pensões e deixa uma garantia: o partido está preparado para governar o país. Do discurso de André Ventura saiu também a ideia de que o partido vai voltar a insistir na descida da idade da reforma já no próximo orçamento do Estado, mas também na proposta para a expulsão de imigrantes que cometam crimes. Ainda que sem desejar nova ida antecipada às urnas, o Chega já olha para as próximas eleições com uma certeza: os últimos resultados dão azo a sonhar com a liderança governativa. Beatriz Félix.
O Chega escolheu o Centro Nacional de Exposições, em Santarém, como local para a rentrée política. No cartaz, vários nomes, mas aquele por que todos esperavam era o de André Ventura. À chegada ao palco, aplausos e, feitas as saudações, Ventura começa por deixar uma mensagem para o arranque do novo ano político.
Quando chegar o momento, nós estamos preparados para governar.
Pronto para governar, mas sem se declarar adepto da crise política. Num discurso de cerca de 45 minutos, aponta baterias ao governo, que, diz Ventura, das duas, uma:
Ou quer impedir a proposta do Chega para descer a idade da reforma para o ano, ou pior, quer cortar pensões.
Ventura levanta dúvidas sobre o timing de apresentação do estudo de Jorge Bravo sobre a Segurança Social.
Isto é divulgado neste momento com um objetivo político: é de impedir a descida da idade da reforma e abrir o caminho para cortar pensões em Portugal.
Por isto, deixa uma garantia: a descida da idade da reforma é proposta não negociável para o orçamento do Estado para 2027. Na mira de André Ventura esteve também Luís Neves, porque sobre ele apenas houve silêncio de todas as bancadas, mas que o Chega quer quebrar com o inquérito no Parlamento.
O país vai ter uma comissão parlamentar de inquérito que vai investigar esta vergonha do Luís Neves.
E por tudo isto, Montenegro e a perceção que tem do país volta a estar no topo dos visados.
Quem ouvir o primeiro-ministro parece que vive num país cor-de-rosa.
Um país que, segundo André Ventura, está pior e sob ameaça da imigração ilegal. Nesta rentrée houve tempo para antevisões e o presidente do Chega já faz contas às próximas eleições. Diz que o objetivo é pintar Santarém de azul, objetivo fixado por André Ventura no início do novo ciclo político em Santarém.
Beatriz Félix, com o resumo do discurso de André Ventura na rentrée política do Chega, numa noite marcada por críticas ao governo em matérias de pensões, reformas e imigração. E o PS pede ao governo garantias quanto à segurança das pensões. Caso contrário, José Luís Carneiro admite votar contra o orçamento do Estado. O secretário-geral socialista acusa o governo de querer espalhar o medo com o novo estudo sobre a Segurança Social. Ontem, em entrevista à SIC, José Luís Carneiro disse que o déficit na Caixa Geral de Aposentações tem de ser corrigido através do orçamento do Estado e não através do dinheiro dos contribuintes.
Fique claro, o estudo mistura alhos com bugalhos, e não se pode misturar alhos com bugalhos numa matéria tão sensível e é inaceitável que se permita que se instale o medo sobre a segurança das pensões. O saldo da Segurança Social é um saldo positivo e em momento algum o Estado pode pegar nas contribuições dos trabalhadores ou das empresas para pagar o déficit da Caixa Geral de Aposentações, porque esse é um dever do orçamento do Estado.
E por isso o secretário-geral do Partido Socialista deixa um aviso a Luís Montenegro.
Se não tivermos a garantia, por exemplo, do primeiro-ministro, porque tem que ser uma garantia do primeiro-ministro, com palavra pública, de que garante a segurança das pensões presentes e futuras, nós não temos condições para contribuir para a estabilidade orçamental e para a viabilidade do orçamento do Estado.
José Luís Carneiro, ontem, em entrevista à SIC Notícias, sobre a participação do Estado na REN, anunciada pelo primeiro-ministro na semana passada. O secretário-geral do PS pede mais esclarecimentos ao Executivo. Fazemos agora um ponto de situação nos incêndios em Portugal continental. São dois os focos considerados significativos que estão ativos neste momento. Em todo o território continental, o combate às chamas está a ser feito por mais de 1500 operacionais. Destaque para Alijó, onde o incêndio já provocou cinco feridos ligeiros, mas entrou, entretanto, em fase de resolução. Cinco bombeiros ficaram feridos. No terreno continuam mais de 60 operacionais. Em Arouca, as chamas continuam sem dar tréguas. Há três frentes ativas. Dava conta esta madrugada o segundo comandante regional do Cávado, Bruno Silva.
A parte leste do incêndio tem duas frentes, uma mais a norte, em Telhe, e outra mais a sul, perto de Candal. E depois temos a localidade de Covelo, Pavião, que faz a separação. Mas neste momento, estas localidades estão livres de perigo. Depois, uma frente mais a sul, de Candal a Tebelhão. Esta frente já diminuiu bastante de intensidade, também temos alguma humidade, mas de qualquer das formas, as três frentes têm alguma dimensão considerável ainda. Ainda vamos ter algum trabalho durante a noite.
Bruno Silva da Proteção Civil, em declarações à RTP Notícias. Por esta hora, estão no teatro de operações quase 600 operacionais e perto de 200 meios terrestres. Em Boticas, o incêndio tem quatro frentes ativas. É uma informação avançada pelo Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Tâmega e Barroso, Artur Mota, à Agência Lusa. O incêndio que deflagrou na terça-feira no concelho teve, durante a tarde de ontem, uma reativação. Empenhados no combate às chamas em Boticas, estão agora mais de 300 operacionais e mais de uma centena de viaturas. Dar conta ainda de que os incêndios de Moncorvo e Santo Tirso estão em fase de resolução. O Benfica defronta hoje os dinamarqueses do Aarhus para a Liga Europa. Marco Silva diz que o jogo não vai ser fácil e vai exigir que a equipa dos encarnados esteja no melhor nível. Na antevisão da primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da Liga Europa, Marco Silva diz que a equipa adversária vai levar o jogo para o lado mais físico. Sublinha, por isso, que o Benfica tem de assumir o controle da partida.
É uma equipa que nos irá causar dificuldades, de certeza absoluta. É uma equipa que nos vai obrigar a estar ao nosso melhor nível, de certeza também. É uma equipa que tem capacidade, que gosta de levar o jogo para o lado mais físico, é uma equipa que tem esse carimbo e essa característica intrínseca e para nós é muito importante estarmos a um nível que nos permita ter um controle do jogo, que nos permita saber que são dois jogos que vão se decidir e não só um, mas queremos que o impacto de jogar em casa com os nossos adeptos no jogo que nós vamos precisar para que possamos ter o resultado que nós queremos, que é ganhar.
Marco Silva na antecâmara de mais um jogo do Benfica nesta temporada. O Benfica-Aarhus está marcado para às 20h, no Estádio da Luz e vai contar com emissão especial aqui na Rádio Observador. O Sporting de Braga também joga hoje contra o Austria de Viena, para a primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da Conference League. Em conferência de imprensa, o treinador da equipa bracarense, Carlos Vicent, diz que a equipa minhota tem consciência de que é preciso elevar o nível para conseguir a vitória esta noite.
Queremos ser e apresentar a nossa melhor versão amanhã, pois sabemos que a ocasião exige isso. É um confronto de dois jogos, mas amanhã temos a chance de jogar em casa e queremos ter um desempenho melhor do que tivemos, por exemplo, na semana passada na Bulgária. Acredito que a equipa tem consciência de que precisamos de elevar o nível. A qualidade do adversário exige isso, já que estamos enfrentando um oponente de alto nível.
Carlos Vicent, na antevisão deste jogo contra o Austria de Viena. Está também marcado para as 20h, no Estádio Municipal de Braga. Fechamos no ténis. Os portugueses Nuno Borges e Jaime Faria estão eliminados do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. Primeiro, Nuno Borges, que perdeu diante do norte-americano Brandon Nakashima, número 22 do ranking ATP, perdeu por 2-1, com parciais de 3-6, 7-6 e 3-6. O mesmo destino teve Jaime Faria. Perdeu contra o número 15 do mundo, o italiano Lorenzo Musetti, por 2-0, com parciais de 7-5 e 6-2. Fecha assim este jornal das 06h, na Rádio Observador. A informação está de regresso com a síntese das 06h30. Até já.