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São 6 horas. As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, Jornal das 6 na Rádio Observador. Arrancou ontem com críticas à oposição, a Universidade de Verão do PSD. Hugo Soares diz que José Luís Carneiro e André Ventura estão cada vez mais parecidos e impreparados para governar. O líder parlamentar do PSD acusa os líderes de PS e Chega de navegarem no populismo. Para falar de José Luís Carneiro, Hugo Soares recupera uma entrevista do líder socialista ao semanário "Neste Cer do Sol", na qual Carneiro disse que ainda ninguém provou que há mais de 1 milhão e meio de imigrantes em Portugal. O secretário-geral do PSD lamenta que o líder socialista ponha em causa dados de entidades oficiais, como o Instituto Nacional de Estatística. Já em relação ao líder do Chega, Hugo Soares critica André Ventura por continuar a defender a redução da idade da reforma e diz que nenhum dos dois está preparado para governar.
Há, sobretudo, uma impreparação brutal na oposição em Portugal. Nos dois maiores partidos da oposição, que, de resto, já o disse e queria aqui repetir, estão cada vez mais parecidos. Não é por acaso que votam tantas vezes juntos na Assembleia da República. Aquilo que eu tenho visto todos os dias, o deputado André Ventura e o deputado José Luís Carneiro, o deputado José Luís Carneiro e o deputado André Ventura. Todos os dias navegarem no populismo e a demonstrarem uma total impreparação para serem alternativas de governo.
Secretário-geral do PSD, Hugo Soares, no arranque desta Universidade de Verão do PSD em Castelo, devido arranque que aconteceu ontem. Ainda na política, André Ventura insiste na demissão do ministro da Administração Interna, defende que se o primeiro-ministro está comprometido com Luís Neves, então não tem autoridade sobre o país. O líder do Chega diz que o partido já fez a sua parte ao falar com o presidente da República e ao pedir uma comissão parlamentar de inquérito a este caso. André Ventura acusa o primeiro-ministro de não ter mão sobre Luís Neves.
O que se passa com Luís Neves é gravíssimo. Nós já fizemos a nossa parte. Lançámos uma comissão parlamentar de inquérito, pedimos ao Parlamento que faça um voto de exoneração do ministro Luís Neves. Falei com o presidente da República, pessoalmente, sobre a gravidade da situação. Se o primeiro-ministro, por qualquer motivo que eu desconheço, está comprometido com algum grau de cumplicidade e que não tem mão de autoridade sobre o ministro Luís Neves, então não tem autoridade sobre o país. Isto é mesmo uma questão central de democracia, não tem nada a ver sequer com partidarite.
André Ventura e as críticas à falta de autoridade de Luís Montenegro e alega também que o presidente da República defende a demissão de Luís Neves, quando este diz que cada um tem de assumir responsabilidades perante as suspeitas. Vamos à atualidade internacional. Dois meses depois, o número de mortes na Venezuela, na sequência dos dois grandes sismos que atingiram o país, supera as 6500 vítimas mortais. Entre as vítimas mortais estão pelo menos 138 portugueses e lusodescendentes. É este o balanço mais recente de Caracas, numa altura em que várias organizações não governamentais alertam para a diminuição da ajuda internacional. A ONU já apelou a Portugal e aos portugueses residentes na Venezuela para ajudarem na recuperação das populações afetadas. Água, produtos de higiene e material médico estão entre as principais necessidades no terreno. Pelo menos 190 edifícios desabaram e mais de 25 mil habitações estão inabitáveis. Milhares de pessoas continuam a viver em acampamentos temporários, em condições precárias e expostas às fortes chuvas que têm atingido a região. Quase um mês depois da entrada massiva de migrantes em Ceuta, começam hoje a ser ouvidos no Parlamento Espanhol vários governantes chamados a dar explicações sobre a resposta à crise migratória na Cidade Autônoma. A ministra espanhola da Defesa é a primeira a ser ouvida. Depois de Margarita Robles, na quinta-feira, vão ser ouvidos os ministros da Presidência e da Saúde. No dia seguinte, na sexta-feira, será a vez dos ministros dos Negócios Estrangeiros, do Interior e também da ministra da Inclusão prestarem esclarecimentos. A ronda de audições termina na próxima segunda-feira, com as ministras da Juventude e Infância e da Igualdade. Também hoje, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez reúne o Conselho de Segurança Nacional para analisar a situação em Ceuta. No final de julho, cerca de 72 mil pessoas entraram ilegalmente na cidade autônoma espanhola, localizada no norte de África. Cerca de 70 mil migrantes já regressaram, entretanto, a Marrocos, mas milhares continuam pelas ruas da cidade de Ceuta. Seguimos com a declaração de guerra econômica por parte dos Estados Unidos. Apesar da mudança estratégica, o secretário de Guerra norte-americano não descarta novos ataques no Médio Oriente. Pete Hegseth admite que é uma possibilidade em cima da mesa e promete que os Estados Unidos vão fazer o que for preciso para derrotar o Irã.
Se for preciso recorrer a ataques militares, assim o faremos. Se o Irã for suficientemente imprudente para ir longe demais ou meter-se com as Forças Armadas norte-americanas, faremos o que for necessário. Mas sabemos que, neste momento, é a pressão econômica que lhe está a causar mais dificuldades. Ainda assim, não estamos de maneira nenhuma a excluir a possibilidade de recorrer a ataques militares, seja nos Estreitos de Ormuz ou nas imediações do Irã.
O aviso de Pete Hegseth, o secretário da Guerra dos Estados Unidos. Horas antes, os Estados Unidos ameaçaram tomar medidas unilaterais contra os países que continuem a manter relações econômicas com o Irã. Foi em conferência de imprensa na Casa Branca que o secretário do Tesouro norte-americano avisou as entidades que tenham relações com o Irã Ou que facilitem a lavagem de dinheiro, avisou que vão ser excluídas do sistema financeiro norte-americano. Scott Benson diz que o tempo já está a contar.
Cada país tem uma linha de tempo definida para terminar as atividades que identificamos. Se não agirem, faremos isso de forma unilateral, através das autoridades do Tesouro americano. Qualquer entidade que facilite a lavagem de dinheiro em nome do Irão vai ser excluída do sistema financeiro baseado no dólar. O tempo já está a contar. As novas sanções que foram lançadas hoje atingem alvos digitais, tecnologia, ouro, aviação e vendas iranianas.
As declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos na Casa Branca, Scott Benson, garante ainda que ninguém está acima das sanções americanas. Há pelo menos dois países que mantêm relações econômicas com o Irão: a China, na importação de petróleo iraniano, e a Turquia, na importação de gás natural. Teerão já reagiu, entretanto, e diz que tem um plano de dois anos para combater as novas sanções de Washington. No desporto, o Gil Vicente venceu o Casa Pia por 2 x 0 em Barcelos e soma o segundo triunfo consecutivo em dois jogos no campeonato. A equipa gilista adiantou-se aos 20 minutos por Gil Martins, perto do intervalo, aos 45, Héctor Hernández ampliou a vantagem. No final da partida, o técnico gilista Luís Pinto mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa.
Foi um jogo que acho que os primeiros 75 minutos foram muito interessantes. Os últimos 15, um jogo que nos obrigou a sofrer, um jogo que nos obrigou também a passar mais tempo próximo da nossa baliza e com menos discernimento quando tínhamos a bola, mas que acaba por ser um jogo em que conseguimos ser capazes de fazer coisas que queremos fazer ao longo desta época. E conseguimos também ser perigosos, apesar que ainda poderíamos ter sido mais um bocadinho. Acho que essas coisas são as positivas a tirarmos deste jogo e, obviamente, o resultado.
Já do lado do Casa Pia, o técnico adjunto Alexandre Santana diz que, apesar da derrota, a equipa esteve mais próxima do nível que pretende apresentar.
Terminamos com o dobro, mais do dobro dos remates do que o Gil, mas acabamos por não finalizar. E se a estatística vale o que vale, temos isso bem presente, mas também temos que nos agarrar àquilo que é a nossa verdade, o nosso caminho. E esse caminho hoje esteve muito mais próximo do que queremos, do que pensamos, do que aquilo que estava. E esse é o caminho. Isto é uma maratona, estamos a começar. Estamos felizes? Não. Mais uma derrota que acumulamos, mas se estivermos bem conscientes daquilo que queremos, acho que vai ficar mais fácil no futuro nós atingirmos aquilo que pensamos.
Alexandre Santana, do Casa Pia, e Luís Pinto, do Gil Vicente, em declarações à Sport TV. Com o jogo em atraso, o Gil sobe ao quinto lugar da classificação, tem seis pontos. Já o Casa Pia continua na última posição da tabela, sem pontuar e sem qualquer gol marcado. A equipa lisboeta sofreu 10 gols nas primeiras três jornadas. Fica por aqui este jornal das 18h00. A informação regressa com a síntese das 18h30.