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As notícias com Teresa Freire.
Bom dia. Mais uma noite de troca de ataques entre Estados Unidos e Irão. As mais recentes atualizações dão conta de ataques com mísseis norte-americanos em zonas do sudoeste do Irão, que de acordo com a emissora estatal IRIB, já fizeram sete mortos e oito feridos. Antes destes ataques, ao início da noite, os Estados Unidos revelaram que atacaram alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos dá conta de ataques em instalações de defesa aérea, sistemas de radar, instalações marítimas, capacidades de lançamento de minas e locais de comunicação. E o Irão garante que os ataques vão continuar até que os Estados Unidos se arrependam dos crimes. Anúncio feito pelo porta-voz do Quartel General Central do Irão, que garante que os ataques às bases norte-americanas causaram graves danos e que um número significativo de comandantes e soldados norte-americanos foram mortos ou feridos. Esta informação ainda não foi, no entanto, confirmada nem desmentida por fontes independentes, nem pelos Estados Unidos da América. Mudamos de conflito. Vladimir Putin admite que quer terminar com a guerra na Ucrânia e demonstra preferência em negociar com os Estados Unidos. Em conferência de imprensa, o presidente russo afirma que não quer congelar a guerra e que pretende alcançar uma paz duradoura e absoluta. Ainda assim, o líder afirma que tem recebido propostas de Kiev para negociar, mas admite que não pretende negociar com terroristas, mas sim com pessoas próximas de Donald Trump. Vladimir Putin garante ainda que 90% das refinarias atacadas pela Ucrânia foram reparadas e rejeita a ideia de nacionalizar a indústria petrolífera. A Rússia tem ajudado secretamente o Irão a desenvolver mísseis de cruzeiro supersônicos avançados, que, de acordo com o jornal Financial Times, é uma das transferências mais significativas de tecnologia militar estratégica de Moscovo para Teerão, um processo que foi iniciado há três anos. Maria Inês Rocha.
O jornal britânico Financial Times apurou que o programa secreto foi iniciado pela Rússia em 2023 com o nome de código C400-C30L. O objetivo era ajudar o Irão a desenvolver uma nova classe de armamento, nomeadamente os mísseis de cruzeiro supersônicos, que combinam a velocidade com a capacidade de voar a baixa altitude. Isto faz com que os sistemas de defesa aérea demorem mais tempo a detetar e interceptar os mísseis. Isto é especialmente relevante para o Irão no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e os aliados regionais operam sistemas avançados de defesa terrestre e marítima. Com este novo sistema de propulsão ramjet, o Irão seria capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra norte-americanos no Médio Oriente. O especialista em mísseis iranianos, Fabian Hinz, explica ao Financial Times que os iranianos desejam adquirir há décadas esta tecnologia militar altamente sensível e estratégica. O Irão já construiu e testou em voo o sistema de propulsão ramjet, mas não há provas de que tenha sido implantado um míssil de cruzeiro supersônico com assistência russa. A correspondência divulgada mostra ainda que as negociações sobre o programa continuaram até este verão.
A jornalista Maria Inês Rocha com os detalhes desta ajuda de Moscovo a Teerão. A União Europeia vai hoje discutir a imposição de novas sanções à Rússia e também a situação no Médio Oriente. Os chefes da diplomacia reúnem-se esta manhã na Irlanda, país que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. Portugal vai estar representado pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Em cima da mesa vão estar os temas da guerra na Ucrânia, a situação no Médio Oriente e os líderes vão também discutir como influenciar o trabalho diplomático da União Europeia no mundo. Mudamos de tema. André Ventura ainda não anunciou se avança ou não com uma moção de censura por causa das polémicas com Luís Neves, mas admite estar inclinado para o fazer. O líder do Chega tinha dito que ia apresentar até esta terça-feira a decisão, na sequência dos problemas com o ministro, mas ao final da tarde de ontem admitiu que o partido ainda não tinha chegado a uma conclusão. Já à noite, em entrevista à CNN, André Ventura revela que está inclinado para o fazer.
Eu, pessoalmente, estou mais tendente a avançar do que a não avançar, face a este conjunto de suspeitas que lhe referi.
O que está a dizer é: quer muito avançar, mas alguém o impede.
Não, estava a pedir uma opinião pessoal, eu estou a dá-la aqui enquanto cidadão, enquanto líder de um partido. Tenho uma responsabilidade, eu não faço a gestão de mim próprio só. Eu lidero um partido, o segundo maior do país, com muitos milhares de militantes, com muitos deputados, com muitos dirigentes. A minha tendência é esta face ao que está a acontecer e face às explicações absolutamente atrozes de Luís Neves durante a tarde de hoje. Porém, farei aquilo que, em nome da integridade e da decência, acho que deve ser feito.
O líder do Chega, que afirma que além dos membros do partido, também a sociedade civil e pessoas de outras áreas políticas apoiam a ideia de uma moção de censura ao governo de Luís Montenegro.
Se eu anunciar amanhã que vamos interpor uma moção de censura, João, é porque eu estou convencido disto: 100% dos deputados estão ao lado desta iniciativa, a grande maioria da sociedade civil está ao lado desta iniciativa e a grande maioria de pessoas, mesmo de outras áreas políticas, mas que tiveram responsabilidades e que, digamos assim, intercruzam com o espaço do centro-direita e da direita, querem esta moção de censura.
A garantia deixada por André Ventura em entrevista à CNN Portugal esta terça-feira à noite. Mais cedo, o secretário-geral do PS pediu ao primeiro-ministro que não dê razão ao que chama de efeitos pirotécnicos do Chega sobre Luís Neves. José Luís Carneiro considera que o partido de André Ventura usa e abusa de manobras para destabilizar as instituições. Em declarações em Maputo, o socialista pede, por isso, que o primeiro-ministro não dê argumentos ao Chega para não sair fragilizado desta situação.
Sabemos também que há um partido que utiliza, usa e abusa dos efeitos pirotécnicos para criar factos e para destabilizar as instituições políticas e democráticas. Mas se é verdade isso, nós não podemos dar-lhe razões para que isso possa acontecer. E, portanto, o primeiro-ministro tem uma responsabilidade que é só dele e só ele a pode exercer. Agora, não pode o primeiro-ministro também ficar, ele próprio, fragilizado na sua autoridade política.
José Luís Carneiro, em declarações à Agência Lusa, à margem de um jantar com empresários portugueses e moçambicanos em Maputo. Ponto final neste jornal das 6:00 da manhã. A informação está de regresso às 18:30.