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muito bom dia às notícias das 7, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. E começamos com os incêndios em Portugal. Mais de 1600 bombeiros estão no terreno a combater as chamas.

E as atenções estão viradas principalmente para Vila Real, onde o incêndio está a ser combatido por 360 operacionais, apoiados por 121 viaturas. Tem três frentes ativas, uma virada a Ciraralhos, outra a São Miguel da Pena e uma terceira em Vila Cova, onde ontem chegaram a ser retiradas pessoas. O fogo começou na madrugada de sábado para domingo. Ontem à noite, o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favães, pedia mais meios e alertava também para o cansaço dos bombeiros.

Acho que agora é absolutamente determinante a capacidade de refrescar equipas. Ou seja, percebemos que está muita gente no terreno, de facto, mas estão particularmente exaustos. Foi, realmente, neste momento, mais de um dia e meio de combate muito intenso e apesar daquilo que tem sido a capacidade de aumentar os recursos no terreno, aquilo que é efetivamente os meios no terreno. Acho que é necessário que venham meios que estejam mais frescos, que tenham outra capacidade de ataque, porque vamos ter certamente uma noite ainda particularmente difícil. Em todo o país, é tentar encontrar as melhores soluções, mas neste momento, atendendo àquilo que é a dimensão, a área que estamos a falar, aquilo que é claramente também a mancha florestal que está aqui envolvida, entendemos que esta necessidade é premente.

Alexandre Favães, em entrevista à SIC Notícias. De acordo com a CNN Portugal, um homem foi detido ontem à noite, suspeito de atear este fogo em Vila Real. No último ponto de situação, o comandante José Requeijo, da Proteção Civil, dizia que o combate aos incêndios é agora mais favorável do que foi durante o fim de semana.

Temos apenas um que nos causa preocupação, este onde estamos, em Ciranheiras. Temos mais dois que já estão em fase de conclusão e que nos permitem que os operacionais retomem a sua capacidade física e descansem um pouco, estão um pouco mais tranquilos, que é aqui também no município de Vila Real, o de Rabeis, que está neste momento em consolidação em escaldo, e o de São Cimbrão, em Sabrosa, que ontem nos causou grandes preocupações, mas que hoje durante o dia, com muitas reativações, algumas com força, com potencial de arranque, mas que felizmente os meios que estavam colocados conseguiram dominá-las.

De acordo com o mapa da Proteção Civil, também o incêndio em Celorico de Basto, no distrito de Braga, está ativo. Está a ser combatido por mais de 320 operacionais, apoiados por mais de uma centena de viaturas. De resto, o incêndio de Ponte da Barca, já em fase de resolução, ainda tem no terreno mais de 370 bombeiros.

E hoje cinco distritos de Portugal continental, todos eles no norte do país, estão sob aviso vermelho devido ao mau tempo.

Ao tempo quente. E assim vão ficar até às 18h de amanhã. São eles Bragança, Porto, Vila Real, Viana do Castelo e Braga.

E seguimos com uma notícia Observador. A Câmara Municipal de Loures aprovou um financiamento de centenas de milhares de euros para a Hillsong Portugal, igreja internacional que tem estado envolta em muita polêmica nos últimos anos.

A proposta do executivo foi aprovada por maioria numa reunião extraordinária que ocorreu na semana passada. A Câmara de Loures vai cobrir 20% do investimento total do projeto, das obras que se vão realizar na sede da Hillsong Portugal, que se localiza no Prior Velho. A autarquia, Miguel Gato, justifica esta decisão.

Diz que esta igreja se tem destacado como uma entidade de referência e que o projeto está alinhado com os objetivos do Conselho na promoção de políticas de coesão social. A Câmara de Loures acrescenta ainda que este investimento pode também atrair eventos de grande porte e reforçar a imagem da autarquia como um território inclusivo e aberto à diversidade cultural e religiosa. Em declarações ao Observador, a autarquia esclarece que o racional para a atribuição destas verbas, os tais 20%, é idêntico ao que tem sido aplicado para projetos de outras instituições sociais.

Miguel, o pastor principal da Hillsong Portugal é muito crítico da esquerda política, mas parece admirar o presidente da Câmara de Loures.

Mário Rui Boto é muito ativo nas redes sociais, onde critica o PS por se associar a partidos como o LIVRE, o PAN ou o Bloco de Esquerda, como no caso da candidatura socialista à Câmara Municipal de Lisboa. Aliás, o pastor diz mesmo que, por esta razão, Alexandra Leitão deveria desistir da candidatura à capital portuguesa. Mário Rui Boto faz acusações às principais figuras do PS, mas Ricardo Leão parece escapar às críticas. O pastor escreve nas redes sociais que o autarca de Loures parece ser a exceção dentro do PS por ter o bom senso e a coragem que já não tem lugar dentro do partido do Largo do Rato, o Partido Socialista. Isto referindo-se a quando Ricardo Leão defendeu imediata ordem de despejos a beneficiários de habitação municipal que tenham sido condenados pela Justiça.

E falta perceber, Miguel, o porquê da Hillsong, conhecida como a igreja internacional dos famosos, estar envolta em polêmica.

Foram várias as estrelas que se associaram a esta igreja internacional, sendo que o maior embaixador foi mesmo o cantor canadiano Justin Bieber, que entretanto decidiu afastar-se da Hillsong. Nos últimos anos, a instituição viu-se envolvida em vários escândalos, denúncias de assédio a mulheres, homofobia, exploração e manipulação de voluntários. E um documentário feito pela Discovery+, publicado em 2022, revelou ainda como foi construído o império financeiro desta igreja. Só em Portugal, a Hillsong é seguida por mais de 40 mil pessoas na rede social Instagram e cerca de 14 mil no Facebook e no YouTube.

E apesar das polêmicas, a igreja vai mesmo receber quase €150 mil do orçamento do executivo de Loures. Miguel Gato a explicar aqui este financiamento público à Hillsong Portugal. Além do valor destacado para esta igreja, o executivo liderado por Ricardo Leão anunciou igualmente um investimento de €250 mil para a construção do futuro Templo de Shiva, na freguesia de Santo António dos Cavaleiros. No total, a Câmara de Loures vai gastar €400 mil com estes dois projetos.

E este é um artigo assinado pela jornalista Inês André Figueiredo, que faz a esta hora manchete no site do Observador. Na política, o PS diz que falta humanismo à ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social. Isto depois de a ministra querer limitar o tempo de horário reduzido de trabalho das mães no período de amamentação.

Em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF, Maria do Rosário Palma Ramalho explicou que a proposta do governo de limitar a dois anos o horário reduzido de trabalho às mães durante o período de amamentação tem como objetivo combater casos de abusos. José Luís Carneiro compara esta medida com a lei de estrangeiros e fala em desumanidade.

Do meu ponto de vista, deve explicar quantos casos há desses no país e o que a inspeção da Segurança Social está a fazer para procurar avaliar em que termos é que essas alegadas situações põem em causa um direito fundamental. A desumanidade que tinha sido adotada em relação à lei de estrangeiros, nomeadamente no que respeita ao reagrupamento familiar, está também a ser adotada na matéria laboral e particularmente na proteção das mulheres, na proteção dos jovens, e numa desumanidade de que já não havia memória no nosso país.

As críticas deixadas ontem à noite por José Luís Carneiro em Olhão, aqui num som captado pela RTP.

E o PS não está sozinho nas críticas ao Governo. A Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto diz que a ministra não conhece a realidade sobre a situação pós-parto.

Em entrevista à Rádio Observador, Sara do Vale, dirigente da associação, acusa o Governo de desvalorizar direitos já conquistados.

Há uma total falta de consideração pelas famílias, por aquilo que são direitos conquistados e as últimas declarações da senhora ministra são, de facto, de alguém que não compreende a natureza do que é um pós-parto, daquilo que são direitos conquistados das mulheres, daquilo que é a realidade de uma série de famílias. Alegar que as mulheres estão a abusar, que estão a amamentar os seus filhos tempo demais e deviam estar a trabalhar, não é de alguém que se preocupa com a natalidade do país.

E diz mais, Sara do Vale diz que a medida não segue as normas de saúde internacionais.

A OMS, aliás, não fixa o período de dois anos como sendo o fim da amamentação. As recomendações da Organização Mundial de Saúde dizem que, idealmente, o bebê deve ser amamentado de forma exclusiva até aos seis meses e até onde mãe e bebê quiserem. E, portanto, esta fixação dos dois anos não se compreende de onde é que veio. Gostaríamos muito de ver a evidência científica de onde foi retirada esta medida.

A pergunta deixada por Sara do Vale, dirigente da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto. O Governo quer restringir o direito ao horário reduzido de trabalho às mães durante o período de amamentação para um máximo de dois anos.

Ainda na política, o Presidente da República afirma que a maioria parlamentar que alterou a lei dos estrangeiros vai ser oportunamente julgada.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que espera ainda a decisão do Tribunal Constitucional e que, se não haver dúvidas por parte dos juízes, há uma reflexão política a fazer.

E ponderarei se sim ou não vale a pena, por uma questão de afirmação pessoal, colocar um entrave político à lei por três semanas ou por 15 dias, sabendo que vai ser aprovada na volta do correio, ou se não é possível fazer o mesmo de outra maneira, que é ao promulgar, dizer: "Olha, eu promulgo, mas discordo politicamente". Fica para a história que essa maioria quis essas soluções e oportunamente será julgada por isso.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa que reserva mais comentários sobre o que vai fazer com o diploma para depois, precisamente, da decisão do Tribunal Constitucional.

E no futebol, o Futebol Clube do Porto derrotou o Atlético de Madrid no jogo de apresentação aos sócios no Estádio do Dragão.

Por 1 x 0, com gol do reforço dinamarquês Viktor Lauritzen. Foi o último jogo de pré-temporada do Porto, que arranca na próxima semana em casa frente ao Vitória Esporte Clube para o Campeonato Nacional. No final do encontro frente aos espanhóis do Atlético de Madrid, o treinador Francesco Farioli sublinhou o bom resultado e assegura que o foco agora é já o campeonato.

Penso que foi um jogo importante contra um grande adversário. Foi muito bom para nós termos mais minutos a jogar em casa perante os nossos adeptos, que têm sido, de resto, fantásticos e voltaram a sê-lo no dia de hoje. Foi bom porque não tivemos qualquer lesão. Agora vem a semana mais importante para nós, porque é no final dela que vamos começar realmente tudo e há que estar preparado.

A análise ao jogo por parte do treinador dos Dragões, depois da vitória do Porto por 1 x 0 frente ao Atlético de Madrid.

São agora 07h11. Carla, que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira?

O Juntos pelo Povo propôs ao Governo Regional da Madeira que disponibilize bombeiros profissionais para ajudar no combate aos incêndios em Portugal continental. Em comunicado, o JPP pede ao executivo de Miguel Albuquerque que demonstre solidariedade nacional. A GNR começa hoje uma operação de fiscalização rodoviária em todo o país. Em comunicado, as autoridades explicam que esta operação vai incidir nos locais onde se verifica o maior número de situações de incumprimento dos limites de velocidade. Esta operação vai decorrer até ao próximo domingo. A Índia desafia a pressão de Donald Trump quanto à compra de petróleo russo. É a resposta do primeiro-ministro indiano às ameaças comerciais dos Estados Unidos. A Casa Branca ameaçou tomar medidas caso a Índia continue a comprar petróleo a Moscovo. O enviado especial dos Estados Unidos para o Medio Oriente, Steve Witkoff, vai visitar a Rússia esta quarta e quinta-feira. Esta visita acontece quando se aproxima o final do prazo anunciado por Donald Trump do ultimato lançado a Moscovo para colocar um ponto final na guerra contra a Ucrânia. E com estes dias de calor, que tal umas férias na neve?

Eu, às vezes, entro para dentro do frigorífico.

E da congeladora.

É mais ou menos da mesma coisa.

Às vezes coloco bolinhas e mando para a minha própria.

Vimos de serial killer.

O que está a acontecer?

O que se passa? Férias na neve.

Na Austrália, o que vos parece? Neste momento, a Austrália está em cidades cobertas de neve, especialmente no leste do país. Há já quase 1500 incidentes registados com carros presos nas estradas ou casas sem eletricidade por causa de um nevão.

E provavelmente muitas zonas daquelas que nunca viram neve.

Provavelmente, é o caso do estado de Queensland. Nevou pela primeira vez em 10 anos.

Mas não é assim tão...

Ainda amore, a maior parte dos afetados ainda amore.

Em Lisboa já não neva há 20 anos, por aí.

Por aí? E mesmo assim foi.

Foi assim uma neve frouxa.

Frouxa.

E também trovoadas e chuvas fortes. Portanto, quando estiverem com muito calor nestes dias, pensem nos australianos.

Vamos para a Austrália.

Vamos.