Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Sombra e Leiria. Jornal das 7:00, na Rádio Observador, com Carla Jorge de Carvalho. A Federação Portuguesa de Futebol convidou os líderes partidários e parlamentares para assistir ao jogo de estreia da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo, que é já amanhã. Como o convite é dirigido aos cargos e não a deputados a título individual, foi encontrada uma exceção à lei que evita a autorização de Aguiar Branco e também o limite de €150. O presidente da Assembleia da República até já emitiu um despacho a explicar que não tem margem legal para se pronunciar sobre estes convites. Os líderes das bancadas e líderes partidários com assento parlamentar escapam assim ao limite de €150 estabelecido como teto máximo para ofertas aos deputados, como explica o coordenador de política da Rádio Observador, Miguel Viterbo Dias.
A lei diz que para convites dirigidos a órgãos partidários, nos quais se inclui também o grupo parlamentar, a fiscalização não é feita pelo Parlamento, mas sim pela Lei de Financiamento dos Partidos Políticos. Ou seja, a existir algum tipo de fiscalização, será a posteriori. Aguiar Branco explica que, sendo este convite da Federação pessoal e intransmissível e dirigido diretamente aos líderes, não é dirigido a um deputado de forma autónoma. Neste caso, Aguiar Branco só teria que se pronunciar se os convites fossem dirigidos a deputados de forma individual e não a titulares de cargos, como é o caso dos líderes partidários ou parlamentares. Assim, os convidados são todos ex-deputados, podem, ainda assim, escapar a este limite dos €150 imposto na lei e no código de conduta do Parlamento.
As explicações do Miguel Viterbo Dias. Em resposta ao Observador, o gabinete do Presidente da Assembleia da República diz que, em caso de novos convites dirigidos a deputados a título individual, as situações hão de ser apreciadas nos termos da lei e aí, sim, aplica-se o código de conduta do Parlamento. Já é um hábito que o presidente da República, presidente do Parlamento e primeiro-ministro se dividam entre si para acompanhar a seleção portuguesa na primeira fase destas competições. E Carla, desta vez também será assim. Também. José Pedro Aguiar Branco não vai estar amanhã a conduzir os trabalhos do debate quinzenal com o primeiro-ministro, uma vez que pouco depois dessa hora estará em Houston a assistir à partida de Portugal com a República Democrática do Congo. Já em relação aos líderes partidários e parlamentares, o que vai acontecer, Carlos Petro?
Comecemos pelo PSD. Em resposta ao Observador, o grupo parlamentar confirma que Hugo Soares foi convidado pela Federação a assistir a um jogo da seleção e que tenciona aceitar, mas mediante a disponibilidade e agenda. O líder parlamentar social-democrata deve atirar a viagem para mais à frente, tendo em conta que esta semana, além do debate quinzenal de amanhã, tem também a discussão da reforma laboral e está em contrarrelógio para fechar a prestação social única. Já o Partido Socialista, em resposta enviada ao Observador, revela que está a avaliar o convite. Lembra também que proibiu a viagem de deputados e dirigentes a convite de empresas, mas mantém a porta aberta a propostas de entidades oficiais.
Carlos, quem já recusou o convite da Federação Portuguesa de Futebol foi o PAN.
Inês de Sousa Real diz ao Observador que agradece, mas vai optar por acompanhar a prestação da equipa portuguesa a partir de Lisboa. Num conjunto de perguntas enviadas a todos os grupos parlamentares e deputados únicos, o PCP diz que não quer comentar o convite da Federação Portuguesa de Futebol, enquanto o Bloco de Esquerda revela não ter recebido qualquer convite. No despacho do Presidente da Assembleia da República a que o Observador teve acesso, pode ler-se também que o presidente do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, e o presidente do grupo parlamentar do Chega, Pedro Pinto, solicitaram autorização para aceitar a oferta da Federação.
Carlos Petro com a posição dos partidos ao convite da Federação Portuguesa de Futebol para assistir aos jogos de Portugal no Campeonato do Mundo. Este é o tema do artigo que fecha esta hora manchete no site do Observador. É assinado pelos jornalistas Miguel Viterbo Dias e Miguel Pereira Santos. A seleção portuguesa faz hoje o último treino antes da estreia no Campeonato do Mundo frente à República Democrática do Congo. O treino está marcado para às 15:00, hora de Lisboa. Ontem, o defesa central Rúben Dias voltou a treinar à parte. Está em risco de falhar o jogo de amanhã, o jogo inaugural. Ao final da tarde, a comitiva portuguesa vai viajar de Miami para Houston, palco dos primeiros dois jogos de Portugal neste Campeonato do Mundo. A conferência de imprensa de antevisão de Roberto Martínez está marcada para 00:45, hora de Lisboa. O Portugal-República Democrática do Congo realiza-se amanhã às 18:00. Já no que toca aos jogos de hoje, o destaque vai para a estreia da seleção francesa, que defronta o Senegal logo à noite. Durante a madrugada, é vez de a Argentina estrear-se no mundial frente à Argélia. O de ontem o destaque vai para o empate de Cabo Verde frente a Espanha, uma bela estreia dos cabo-verdianos em fases finais do Campeonato do Mundo de Futebol. E já a seguir não perca o diário do mundial. Vou estar à conversa com o enviado especial do Observador nos Estados Unidos, o Miguel Cordeiro. O PCP considera que a pressa do governo para debater a reforma da lei laboral é prova de que a greve geral marcada pela CGTP teve razão de ser. O governo marcou o debate para discutir as alterações à lei laboral já para quinta-feira. Para a líder parlamentar comunista, Paula Santos, é uma data precoce e que dá razão àqueles que fizeram greve no dia 3 de junho. Paula Santos, nas jornadas parlamentares do PCP, também a criticar o Chega por demonstrar a disponibilidade para aprovar o pacote laboral juntamente com o Governo. Para hoje está marcada a reunião entre André Ventura e Luís Montenegro. Em conferência de imprensa ontem, André Ventura diz que vai pedir ao primeiro-ministro um compromisso escrito em relação à idade da reforma, que estabeleça um calendário de descida até ao final da legislatura. O Chega quer que a idade da reforma comece aos 65 anos ou então quando o trabalhador completar 40 anos de descontos. Mais de 81 mil alunos realizam hoje o exame nacional de português do 12º ano. Pela primeira vez, as provas vão ser corrigidas em formato digital e a Associação Nacional dos Diretores elogia a coragem política do ministro da Educação. A correção em formato digital não vai acontecer apenas no exame de português, mas em todas as disciplinas, com exceção de geometria descritiva e desenho A. Esta operação vai envolver mais de cinco mil elementos da PSP e da GNR, que vão garantir o transporte e a segurança do processo. Apesar da complexidade deste dia, Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, diz que o governo teve coragem em mudar.
De facto, é um processo muito complexo. Ao contrário do processo do ano passado, que abarcou cerca de 20 mil provas de filosofia, este ano serão digitalizadas 300 mil provas, ou seja, milhões de folhas. É uma mudança enorme, é uma mudança de paradigma também e que traz os seus riscos e, portanto, há aqui uma grande responsabilidade. Houve aqui uma grande coragem política da parte deste ministro da Educação em dar este passo gigante. Portanto, teremos que aguardar para perceber, no final destes 10 dias de prova, vão ser cerca de duas semanas de provas, de facto, se o caminho a seguir de futuro será este.
Filinto Lima diz que as escolas estão prontas para receber a primeira fase dos exames nacionais do 12º ano. Estão inscritos no total mais de 166 mil alunos, 81 mil fazem hoje a prova de português. E falamos agora do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão para o fim da guerra no Médio Oriente. Donald Trump esclarece que não faz parte do acordo entregar um fundo de 300 mil milhões de dólares a Teerão. É o que escreve o presidente norte-americano na True Social. Este esclarecimento surge depois do vice-presidente norte-americano ter dito que o Irão poderia ter acesso a um fundo de reconstrução financiado pelos países do Golfo, caso cumprisse parte do acordo. Ontem, Trump disse que o suposto financiamento são notícias falsas. Está previsto, sim, o descongelamento de ativos iranianos avaliados em milhares de milhões de euros. O acordo para o fim das hostilidades entre Estados Unidos e Irão deve ser assinado na sexta-feira. Ontem, o Hamas mostrou-se satisfeito com este memorando de entendimento. Em comunicado, disse esperar que o acordo ajude a pôr fim também aos ataques israelitas na Faixa de Gaza. São agora 07h08, Carla, que outras notícias há a destacar? A União Europeia abriu ontem o primeiro bloco de negociações para a adesão da Ucrânia e da Moldova ao grupo dos 27. É o mais importante passo desde o arranque do processo, há dois anos. É o que realça a comissária europeia para o alargamento, Marta Kos. Os estados-membros enviaram a Kiev uma lista de reformas pendentes na Ucrânia e na Moldova para a adesão à União Europeia. Porque há três em cada quatro portugueses manifestam-se preocupados com a desinformação. Ainda assim, Portugal está entre os países onde mais se confia no jornalismo. São algumas das principais conclusões do relatório anual produzido pelo Observatório da Comunicação, em parceria com a Universidade de Oxford. Revela também que existe uma tendência em Portugal de evitar notícias, sobretudo entre os jovens e as mulheres.