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Jornal das 7 com a Carla Jorge Carvalho. Começamos com o Mundial. Portugal jogou hoje com o Uzbequistão e Roberto Martínez garante que a equipe está preparada, apesar do barulho em torno da Seleção Nacional.
Foi a expressão utilizada por Martínez esta madrugada, na conferência de imprensa de antevisão do jogo a contar para a segunda jornada do grupo K. O selecionador nacional reconhece que Portugal tem enfrentado altos e baixos, mas pede mais respeito pelos jogadores e considera que as críticas são normais.
Eu acho que não podes contestar, em geral, o barulho. Há barulho, sempre há barulho, bom barulho, há boas críticas no futebol. Quando não atinges o resultado, é normal ter críticas. Eu não espero rosas depois de empatar no primeiro jogo, mas há muito barulho que não é justo, há muito barulho que não é certo, há muitos aspectos que não fazem sentido. Mas é certo que é importante nesses momentos difíceis, que é onde realmente nascem as equipes campeãs, saber quem está com a seleção e quem não está.
Sobre o Uzbequistão, Roberto Martínez espera um adversário difícil. Avisa que é importante entrar bem no jogo. Ao lado do selecionador esteve João Cancelo, que foi titular no jogo frente ao Congo. O lateral diz que chegou o momento dos jogadores mostrarem a qualidade que têm e considera que as críticas têm sido injustas.
Claro que acaba nos sempre por chegar algumas coisas, muitas vezes de maneira injusta. Nós sabemos aquilo que fizemos mal no primeiro jogo, sabemos que falhamos. Tínhamos quase obrigação de ganhar, mas não foi possível. E nós queremos tanto dar alegrias ao Portugal e aos portugueses. Esta semana de trabalhos foi muito importante, porque vi todos os jogadores motivados, vi todos os jogadores com vontade de dar uma resposta.
João Cancelo esta madrugada em Houston, no Texas, na conferência de imprensa de antevisão do Portugal-Uzbequistão.
Que começa às 18h e tem relato e comentários aqui em direto na Rádio Observador. A emissão especial do desporto começa logo depois do Jornal das 5. E Carla, a Rádio Observador foi conhecer um pouco melhor a cultura e os hábitos deste país.
O Uzbequistão é o país mais populoso da Ásia Central, com cerca de 38 milhões de habitantes. Por cá, vive uma pequena comunidade de uzbeques. No centro de Lisboa fica o único restaurante do Uzbequistão em Portugal, o Samarkand, que foi aberto há pouco mais de um ano. Fomos até lá, falámos com um dos responsáveis do restaurante, o português António Bilo. Começa por destacar que, se em Portugal há o hábito de acompanhar o jogo com uma cerveja, no Uzbequistão é diferente.
Eles não bebem álcool, portanto, é tudo muito à base de chás. Tem uma coisa que eles são um bocado como nós, apesar de nós agora já estarmos um bocado diferentes, têm muita ligação à família. A hora da refeição é muito importante, como antigamente nós, agora já estamos um bocado diferentes. Mas eles, como são um povo ainda um bocado fechado, têm outro género de cultura. Eles ligam muito a refeição, a estar na mesa, a partilharem a comida da mesa, a falarem, a brindarem muito, mesmo com chá.
À mesa, sim, mas acrescenta que a comida uzbeque não é para todos.
A comida é uma comida que tem que ter muita gordura. Eles entendem. Por exemplo, alguns dizem: "Ah, mas a comida no Uzbeque está assim". E nós então tentamos explicar que a comida é realmente uzbeque, como eles dizem, só que tem uns apontamentos para quem não é do Uzbeque conseguir comer e não ficar mal disposto.
António Bilo é o responsável pelo restaurante Samarkand. Explica que este restaurante uzbeque surgiu a partir de uma cadeia que tem outros estabelecimentos de comida asiática. Hoje vai transmitir o jogo do Mundial entre Portugal e a estreante seleção do Uzbequistão. Quanto aos outros encontros, a Argélia venceu esta madrugada a Jordânia por 2 x 1. Já o jogo entre França e Iraque esteve interrompido uma hora e meia no intervalo devido a uma tempestade. Depois, dentro de campo, os franceses venceram por 3 x 0. Já a Noruega venceu o Senegal por 3 x 2.
Mudamos de tema. André Ventura afirma que Luís Montenegro desautorizou a ministra do Trabalho durante as negociações sobre a reforma laboral.
O presidente do CHEGA garante que Maria do Rosário Palma Ramalho admitiu uma eventual descida da idade da reforma para trabalhadores por turnos, mas em entrevista à CMTV, alega que o primeiro-ministro voltou atrás e afirma, por isso, que a ministra foi desautorizada.
A senhora ministra do Trabalho, acho que não cometo nenhuma inconfidência, aliás, foi uma das razões pela qual a negociação avançou, assumiu que entre as várias coisas que estava a negociar com o CHEGA, havia a descida da idade da reforma para os 65 anos ou 40 de descontos para os trabalhadores por turnos, que tivessem uma longa carreira contributiva por turnos. Mas depois o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho e disse que, afinal, aquilo que se tinha dito ao CHEGA já não podia ser feito.
André Ventura afirma também que antes do chumbo da proposta do governo para rever a lei laboral, houve várias reuniões, além das habituais e públicas, entre as lideranças dos partidos. A proposta do governo para mexer na legislação laboral foi chumbada na semana passada, com os votos contra do Chega e da esquerda. O partido de André Ventura não alcançou um acordo com o PSD. O texto contou apenas com os votos a favor de PSD, CDS e Iniciativa Liberal.
Outra das novidades apresentadas pelo governo este fim de semana é a criação de um fundo soberano. A intenção não é inédita, mas ainda não se sabe o que pretende exatamente o primeiro-ministro.
Não, são mais as dúvidas que ficaram depois do anúncio do Luís Montenegro, no encerramento dos trabalhos do congresso do PSD deste fim de semana. "O Observador" sabe que a participação na Galp, atualmente de 8%, será uma das que está na mira para integrar este fundo soberano. Também a REN será outra das empresas. Recorde-se que em plena campanha eleitoral, antes de chegar a primeiro-ministro, Luís Montenegro já tinha defendido que é do interesse estratégico de Portugal ter a rede elétrica na posse do Estado. A hipótese ganhou ainda mais força depois do apagão e, nos bastidores, "O Observador" sabe que o assunto até já foi abordado. Há ainda o caso dos CTT, em que a Parpública detém uma posição de 0,25%, adquirida quando estava o PS no governo. Na altura, este investimento foi criticado pelo PSD, que estava na oposição.
Aliás, o último governo liderado por António Costa já tinha revelado a intenção de criar um fundo soberano, mas a ideia foi recebida com críticas por parte dos sociais-democratas.
Ficou conhecido como o Fundo Medina e não chegou a sair do papel. Pretendia ser um mealheiro para o futuro, constituído e financiado com os excedentes orçamentais, mas também com o dinheiro que viesse das concessões rodoviárias que estão a chegar ao fim. Fernando Medina, então ministro das Finanças, pretendia que este fundo financiasse obras públicas. Agora o primeiro-ministro volta a falar de um fundo soberano, mas com um objetivo diferente: investir em participações acionistas estratégicas. Montenegro não disse como vai ser financiado, mas os excedentes que o Estado conseguiu nos últimos anos parecem difíceis de se repetir nos próximos tempos.
É um trabalho em destaque no Observador, assinado pelas jornalistas Alexandra Machado e Cátia Rocha. Vai ser também tema do Explicador desta manhã, depois das 9h, com Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, e Miguel Costa Matos, do PS. Agora vamos à festa. O Santo António já terminou, é a vez do São João. O Porto prepara-se para a noite mais longa do ano, mas entre martelos e sardinhas, é preciso, e o mais importante, saber como chegar à festa.
Com certeza. Os cortes nas estradas começam já hoje ao final da tarde e vão prolongar-se até amanhã de manhã, mas há serviços reforçados nos transportes públicos, é o que nos vai dar conta o Miguel Pinheiro Correia.
De martelo numa mão e com o passe na outra. A noite mais longa do ano na cidade Invicta é sinónimo de enchente nas ruas e, por isso, para que o único dor de cabeça seja dos martelos, a recomendação é clara: use os transportes públicos. Para ajudar à festa, STCP e Metro do Porto dançam em sintonia. Sobre carris, o reforço começa a sentir-se a partir das 8 da noite, com a circulação de composições duplas em quase todas as linhas até às 6 da manhã de quarta-feira. O habitual espetáculo de pirotecnia terá impacto na circulação de metro e também de pessoas. Hoje, ao meio-dia, quando o único fogo for ainda das brasas das sardinhas, a circulação pedonal no tabuleiro superior da Ponte Luís I será encerrada. Às 11h30 da noite, quando o céu estiver inundado de balões, é interrompida também a circulação no tabuleiro inferior da ponte e a circulação de metro entre as duas margens. Volta à 1 da manhã e volta em força durante duas horas a metros na linha amarela, de cinco em cinco minutos. Mas se quiser festejar o São João à boleia do metro, saiba também que há várias estações que estarão encerradas. A primeira a fechar será a estação do Jardim do Morro, ao meio-dia, e às 10 horas da noite encerram também a dos Aliados e de São Bento. Caberá depois à Polícia de Segurança Pública decidir quando estarão reunidas as condições para reabrir as pontes e as estações. Nos autocarros, a STCP garante um reforço das principais linhas com destino à Baixa. Além disso, e para facilitar o movimento de passageiros, várias linhas vão terminar em pontos centrais, como a Rua da Restauração, a Trindade, a Rua do Bolhão e a Rua Sá da Bandeira. Se na baixa da cidade as festas de São João contam com segurança redobrada da polícia, a própria PSP pede atenção aos carteiristas nas ruas, mas também nos transportes públicos. Com concertos marcados para vários pontos das cidades, desde a Casa da Música ao Cais de Gaia, motivos não faltam para sair à rua. Além do Zé dos Creces, onde poderá ver o jogo de Portugal no Mundial, de destacar os concertos de António Carreira, José Cid, Dama e Nunca Mates um Mandarim. O fogo de artifício está marcado, como habitual, para a meia-noite e deve durar 12 minutos.
Miguel Pinheiro Correia, com as recomendações para o São João. A Câmara do Porto pede também que se consulte o site da autarquia, onde estão os pormenores de todos os condicionamentos de trânsito.
São 19h10. A esta hora, olhamos ainda para outras notícias em destaque.
Em França, pelo menos 18 pessoas morreram desde o fim de semana devido às altas temperaturas. Quase todas as regiões do país estão sob aviso vermelho. Mais de mil escolas já fecharam. O primeiro-ministro vai ter uma reunião de emergência hoje. No Reino Unido, também foram emitidos vários avisos vermelhos, o que, de acordo com a imprensa britânica, é raro. Em Inglaterra e País de Gales, as temperaturas máximas podem chegar aos 40 graus devido à vaga de calor que está a afetar vários países europeus. Por cá, Vila Real, Bragança e Guarda continuam sob aviso laranja. Há outros oito distritos do Norte, Centro e Alentejo sob aviso amarelo, devido às previsões de altas temperaturas. O Irão anuncia que as negociações com os Estados Unidos chegaram ao fim e garante que correram bem. Teerão avança que a próxima fase vai envolver o comitê de alto nível envolvido na mediação. As negociações começaram no fim de semana na Suíça. Nas últimas horas, Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto, o que está a facilitar a circulação de petróleo. Na Justiça, arranca hoje o debate instrutório do processo Tutti Frutti. É um processo que conta com 59 arguidos, acusados de mais de 400 crimes. Em causa estão alegados favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e de contratos públicos.
Jornal das sete, com a Carla Jorge Carvalho.