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Muito bom dia, notícias às 19h na Rádio Observador com o jornalista Luís Soares. Continua por dominar o incêndio que começou na segunda-feira à noite em Arouca, distrito de Aveiro. Tinha ontem à noite quatro frentes ativas.
E nesta altura também com a informação de quatro bombeiros feridos no despiste de um carro de bombeiros que combatia este incêndio em Arouca. É o que adiantou há instantes o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da região de Aveiro à Agência Luz. Este veículo de combate despistou-se perto do incêndio de Arouca, numa zona de difícil acesso na localidade de Pedrógão. Há quatro feridos, mas ainda se desconhece a gravidade, uma vez que os meios de socorro ainda estão no local. Foi o que adiantou à Agência Luz. O alerta para este acidente foi dado por volta das 4h. De resto, ao início da noite, o segundo comandante da sub-região de Aveiro, Ricardo Fradique, dizia esperar uma noite de oportunidades perante o incêndio ativo, precisamente em zonas de difíceis acessos.
Neste momento, a maior dificuldade para o combate será os acessos ao local do incêndio, uma vez que estamos perante escarpas muito grandes e que torna muito difícil a progressão no terreno. Durante a noite, parece que temos uma janela de oportunidade para conseguirmos efetuar o melhor combate. Vamos aguardar que as máquinas de rasto continuem a abrir caminhos para os bombeiros e as outras forças intervenientes possam entrar.
O ponto da situação do incêndio em Arouca feito ao início da noite. De recordar essa informação de há instantes, quatro bombeiros feridos no despiste de uma viatura de combate ao incêndio. Este é um dos quatro em curso a esta hora. Outro que continua ativo e a mobilizar muitos meios é o de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança. Dura há quatro dias e passou para o município vizinho de Carrazeda de Ansiães. Quase 500 operacionais também, 150 viaturas continuam no terreno a combater três frentes de fogo.
E Luís, há ainda outros dois incêndios a preocupar, mas que têm menos meios no combate.
Caso do incêndio em Santo Tirso, distrito do Porto. Duas frentes de fogo que os bombeiros tentavam também controlar durante a noite. Isso mesmo explicou à RTP o comandante dos bombeiros de Santo Tirso, Vítor Pinto.
Elas continuam ativas, com menos intensidade, e o que procuramos durante esta noite é consolidar e fechar totalmente estas duas frentes.
O vento acalmou, pelo menos é uma ajuda?
Sim.
Não houve necessidade de evacuar casas, embora às vezes estivesse muito próximo de algumas habitações.
Sim, neste perímetro urbano florestal, é normal que tenhamos muita pressão sobre as habitações. Os meios não sentiram a necessidade de fazer evacuações das habitações.
Vítor Pinto, o comandante dos bombeiros de Santo Tirso, em declarações ontem à noite à RTP. A esta hora há 200 operacionais e 64 viaturas no combate a este incêndio. No Alto Minho, um fogo em Monção com três frentes ativas. É o que mais preocupa a esta hora. É o único que está ativo na região. De resto, fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro do Alto Minho adiantou à Lusa que não havia casas em risco nem vítimas a esta hora. No terreno estão 60 operacionais e também 17 viaturas.
André Ventura considera que o estudo que foi apresentado ontem sobre o estado da Segurança Social é preocupante e volta a criticar o governo por apresentar um país que não corresponde à realidade.
O líder do Chega esteve ontem à noite à entrevista na SIC Notícias. Foi questionado sobre as conclusões do novo relatório do grupo de trabalho liderado pelo economista Jorge Bravo. Um relatório que denuncia o valor negativo nas contas da Segurança Social e conclui que os excedentes que têm sido apresentados nos últimos anos são enganadores. Na reação, André Ventura vê sinais preocupantes neste relatório e volta a deixar críticas à postura do primeiro-ministro no que diz respeito ao estado do país.
Monte Negro gosta de dizer assim: "As coisas estão aparentemente piores, mas é perceções. Eu sou a cavaco e, portanto, na verdade, o país até pode estar pior, mas as contas estão melhor." Só que nem isso está. As contas mostram-nos que uma parte por causa do contexto externo, que não é responsabilidade do Governo, isso é uma evidência, o Governo não escolheu a guerra no Irão, nem na Ucrânia, etc. Mas a Segurança Social, a sua sustentabilidade, a dívida pública e o desequilíbrio que existe hoje.
O relatório que saiu hoje.
Era isso que eu queria dizer. É preocupante.
André Ventura, a propósito do relatório do Estado da Segurança Social, o estudo apresentado ontem sugere a criação de sistemas complementares, voluntários, com recurso a privados. Fonte do governo revela ao Observador que o Executivo não quer abrir o dossiê da reforma da Segurança Social nesta legislatura.
Ainda sobre a entrevista de André Ventura, o líder do Chega diz ter a certeza de que o PS vai viabilizar o Orçamento do Estado para o próximo ano.
Acusa também o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, de fazer falsas exigências ao governo.
Vamos ser francos. O PS já sabe que vai viabilizar o orçamento. Essa é a verdade. O Partido Socialista já sabe que tem que ser a muleta deste governo. Há uma coisa clara nas sondagens. O Chega é o líder da oposição. Isso é claríssimo. Para mais de 55% do eleitorado. Portanto, o PS sabe que tem que ser muleta do governo. O PS ao dar entrevista, dizer que tem quatro condições, cinco condições, repare, valores constitucionais, uma condição de José Luís Carneiro para aprovar o Orçamento de Estado. O que é que a Constituição tem que ver com o Orçamento de Estado?
André Ventura acusa também José Luís Carneiro de ser uma muleta do governo. O líder do Chega também comentou a chamada Lei das Burcas, que foi ontem promulgada pelo Presidente da República. O líder do Chega saúda a decisão de António José Seguro. O chefe de Estado promulgou este projeto de lei apresentado pelo Chega com alterações impostas pelo PSD, apesar de reconhecer que este é um tema sensível.
A plataforma Missão Escola Pública denuncia erros nas revisões dos exames nacionais. As colocações do ensino superior saem no próximo domingo, mas segundo a porta-voz Cristina Motta, ainda há alunos com problemas nas candidaturas.
Há estudantes com erros nas reapreciações ou impossibilitados de associar a ficha ENES por falhas na plataforma. A denúncia é feita ao Observador por Cristina Motta, da Missão Escola Pública.
A informação que nós temos é que o que está a falhar é o código que é facultado aos alunos em conjunto com a ficha ENES. Portanto, o código de acesso não está a corresponder. A plataforma diz que não é o código válido. Sabemos, efetivamente, que estão a ser emitidas novas fichas ENES, mas quando o aluno acede, não está a conseguir dar continuidade ao seu pedido.
Os estudantes têm até sábado para resolver estes problemas ou terão de pedir uma vaga extraordinária no concurso de acesso ao ensino superior. É isso que explica Cristina Motta, da Missão Escola Pública.
Lembramos que os alunos têm efetivamente três dias para fazer essa atualização, a contar desde a data da afixação dos resultados e algumas escolas, ou a maioria das escolas, afixou os resultados na sexta-feira, tendo os alunos perdido dois dias, desses três, para efetuarem a candidatura. Portanto, colocamos aqui a hipótese de alguns destes constrangimentos estarem a resultar do facto de os alunos apenas terem tido acesso à ficha ENES já fora do prazo dos três dias.
Cristina Motta, da Missão Escola Pública. O Ministério da Educação nega que haja qualquer falha na plataforma. Na resposta enviada ao Observador, a tutela escreve que a ficha ENES de reapreciação permite ao candidato aceder à plataforma durante os três dias previstos para alteração da candidatura, na sequência da divulgação do resultado da reapreciação. Terminado esse período, a mesma ficha deixa deliberadamente de permitir o acesso, de modo a impedir alterações à candidatura fora do prazo legalmente fixado. Ainda assim, para dar resposta a casos em que os alunos deixem passar esse prazo, o Ministério da Educação diz que as escolas foram informadas de que deverão emitir uma ficha ENES de reclamação, que permita, essa sim, o acesso à plataforma de candidatura.
Um cidadão português foi ontem assassinado na Albânia. Luís, 11 pessoas foram detidas por ligação ao crime.
O jovem português de 20 anos foi encontrado morto após ter sido esfaqueado numa espreguiçadeira na praia, em frente a um bar na zona turística de Ksamil, no sul da Albânia. Em causa terão estado desacatos dentro desse bar entre o cidadão português e outros clientes, o que levou ao assassinato. O principal suspeito do crime, um homem de 29 anos com antecedentes criminais, foi detido. Foi localizado pela polícia enquanto se escondia na bagageira de uma viatura. Segundo a imprensa albanesa, há outros 10 detidos por ligação a este crime. São ainda procuradas pelas autoridades pelo menos mais seis pessoas: o dono do bar, por alegadamente ter abandonado o local sem apresentar queixa, e ainda quatro empregados e um homem que agrediu o cidadão português dentro do estabelecimento. São procurados na sequência do assassinato deste jovem português de 20 anos na Albânia.
São agora 07h08, Luís, que outras notícias há a destacar a esta hora?
Mais de um terço dos agentes da PSP apresentam níveis de estresse acima do que é considerado saudável. É o que adianta um estudo internacional que é avançado hoje pelo Jornal de Notícias. Apenas uma pequena parte destes jovens, destes agentes da PSP revelam efeitos de uma maior pressão psicológica, recorre a apoio especializado, de acordo com este estudo divulgado pelo Jornal de Notícias. Os níveis de estresse dos polícias dependem mais da forma como os agentes gerem as emoções do que dos anos de serviço na PSP, da patente ou do nível de escolaridade. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ontem à noite a suspensão de todas as relações comerciais e transações financeiras com o Irão. Anúncio feito após o Ministério da Defesa dos Emirados informar que os sistemas de defesa aérea tinham detectado dois mísseis balísticos lançados a partir do Irão contra o país. É a primeira vez que dois tenistas portugueses marcam presença, ao mesmo tempo, no Torneio Masters 1000. Jaime Faria e Nuno Borges apuraram-se para a próxima fase do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. Depois de eliminar o número seis mundial, Ben Shelton, na última ronda, Jaime Faria eliminou ontem à noite Adam Walton, depois de ter estado a perder por duas vezes. Já Nuno Borges venceu o russo Andrey Rublev. E vamos a uma notícia que se calhar a Maria João vai gostar bastante. Vamos falar de uma gata, Maria João.
O Paulo também tem gatos.
Também tens gatos, Paulo? Esta tinha-me escapado.
Trevor. Não, Travis.
E é daquelas notícias que prova que às vezes os gatos têm mesmo sete vidas.
O que é que aconteceu?
Uma gata que se chamava Charlie, apesar de ser uma gata, desapareceu há 10 anos, quando tinha apenas três anos. A família procurou durante muito tempo, acabou por aceitar que provavelmente nunca mais iria ver esta gata, mas passados 10 anos, esta gatinha Charlie resolveu aparecer precisamente no dia de aniversário da dona. 10 anos depois.
Que bela prenda, não é? E voltou assim de repente.
Com 13 anos.
Já com artroses.
Já com netos.
Já com netos.
E pelos vistos esta gata estava a viver mais perto do que se pensava. Uma vizinha começou a dar-lhe comida, a pensar que era uma gata de rua. Um dia acabou por levá-la ao veterinário e foi nessa altura que descobriu o microchip que revelou a identidade desta gata Charlie e permitiu que ela contactasse a família.
Eu gosto é do "um dia resolveu levá-la ao veterinário", 10 anos depois de lhe dar comida. E 10 anos depois reconheceram-se.
Ora, exatamente, parece que sim. A gata reconheceu imediatamente a dona. E dizer que apesar destes 13 anos de idade.
São muitos.
São muitos, mas está muito bem de saúde.
Muito bem, afinal feliz.
Acabou bem.