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Notícias. As notícias com Vasco Maldonado Correia.
Bom dia. Francisco Assis defende o diálogo entre o governo e o PS para as negociações do Orçamento do Estado. O eurodeputado socialista foi um dos convidados da última noite da Escola de Quadros do CDS e sublinha que em determinados momentos é fundamental que a esquerda consiga falar com o centro-direita, mesmo que no fim não chegue a nenhum acordo.
Eu sou daqueles que acha que era desejável que houvesse aqui uma disponibilidade para algum diálogo. Aparentemente, há esse diálogo, há essa disponibilidade, vamos ver o que é que daí vai resultar. Confesso que não serei a pessoa em melhores condições para responder a isso, porque não estou neste momento dentro desse processo. Penso que as instituições vão começar agora, e é a altura de negociar e discutir. Se não se chegar a acordo, também não é absolutamente tragédia nenhuma. Agora, o que me parece importante é que haja essa disponibilidade de fundo para uma negociação. Eu sei o que é que faria se fosse comigo, mas compreendo perfeitamente a situação. Estou a acompanhar como vocês.
Necessidade de diálogo aqui sublinhada por Francisco Assis. O socialista apela à coerência do PS em relação a forças populistas como o Chega.
Do ponto de vista das pessoas da minha área política, não se pode de manhã dizer que o Chega é um partido fascista ou protofascista, infr frequentável e que até deve haver um cerco sanitário em relação ao mesmo, e da parte da tarde dizer que é desejável que o PSD vá governar com o apoio do Chega e trazer o Chega para a área da governação. Acho que isso que é mau. Acho que é negativo que o Chega venha para a área da governação e, portanto, julgo que todos os esforços devem ser feitos no sentido de evitar isso mesmo.
Francisco Assis, no segundo jantar-conferência da Escola de Quadros do CDS-PP, ao lado de Pedro Mota Soares. O antigo ministro centrista aponta responsabilidades tanto ao governo como ao PS na discussão do Orçamento do Estado.
Eu acho que há uma obrigação de se escolher falar com quem, não pensando exatamente como nós, pensa nos fundamentais há 20 anos como nós, do ponto de vista da democracia, e não escolher falar com forças populistas. Mas isto também implica uma segunda responsabilidade, que é se alguém é de uma corrente política, que é uma corrente política de uma democracia liberal, mesmo que pense diferente do governo, não pode dizer ao mesmo tempo que "eu não quero falar com o governo, o governo que vá lá falar com os populistas, porque eu quero sair desse mesmo debate". E, portanto, acho que há uma responsabilidade muito grande do governo de poder, de alguma forma, encetar um diálogo com o Partido Socialista, mas o Partido Socialista, ao mesmo tempo, não pode dizer ao governo: "Nós recusamos a falar, vão lá encontrar soluções com populistas".
Pedro Mota Soares, aqui na mesma linha de Francisco Assis, a apelar à disponibilidade para o diálogo entre o Executivo e o PS. A Escola de Quadros do CDS-PP continua hoje, vai contar com a presença do antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes. Ainda no tema do Orçamento do Estado, Pedro Nuno Santos rejeita que o PS esteja a fazer birra nas negociações, acusação que foi feita ontem pelo primeiro-ministro, em Espinho, depois do antigo secretário de Estado socialista António Mendonça Mendes ter dito que o governo não está a agir com boa-fé. Ora o secretário-geral do PS reafirma que o partido não recebeu a informação solicitada ao governo sobre a margem orçamental. Para Pedro Nuno Santos, sem esses dados, é impossível pensar em negociações.
Ainda não recebemos a informação que nós pedimos e que é essencial para que o Partido Socialista possa participar em qualquer processo negocial. E eu queria que todos entendessem, não é nenhuma birra por parte do Partido Socialista. Nós precisamos de saber qual é a margem orçamental para 2015, para nós sabermos quais são as propostas que nós podemos apresentar, porque para nós é uma condição essencial garantir que o próximo Orçamento do Estado seja equilibrado e que nós mantenhamos o equilíbrio nas contas públicas. E, portanto, para nós podermos fazer as nossas propostas, nós precisamos de saber qual é o cenário orçamental para 2025 com o respectivo saldo, para nós percebermos qual é o espaço que ainda existe para se apresentarem propostas. Nós queremos estar de forma séria e responsável neste processo.
Negociações sérias e responsáveis, é o que pede Pedro Nuno Santos ao primeiro-ministro, aqui à margem de uma visita à Feira de São Mateus, em Viseu. Com cerca de mil votos por apurar, Luís Montenegro é hoje reeleito líder do PSD. Os votos ainda não acabaram de ser contados, mas as urnas fecharam ontem à noite, de acordo com a informação disponível no site do partido. Luís Montenegro concorre sozinho à liderança dos social-democratas, vai ser conduzido para um segundo mandato. O Congresso Nacional do PSD, que vai consagrar então Montenegro, está marcado para os dias 21 e 22 deste mês. Vai acontecer em Braga. Luís Montenegro, que vai reunir em breve com o Presidente da República para discutir o nome do próximo Procurador-Geral da República. Ontem, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu ter um perfilamento, mas lembrou que é o Executivo quem tem de avançar primeiro com um nome. Já o primeiro-ministro sublinha que a última palavra cabe sempre ao chefe de Estado.
O que eu posso dizer é que eu e o senhor Presidente da República temos reunido de acordo com aquilo que está estabelecido, com a regularidade que normalmente é semanal, e falamos de todos os assuntos que interessam ao país, incluindo esse, que naturalmente implica um diálogo, que já começou, de resto, entre o primeiro-ministro e o Presidente da República, porque, como sabem, o governo tem a capacidade de propor, mas o senhor Presidente da República tem a capacidade de nomear. Portanto, será sempre numa relação de concertação que essa e outras matérias são percorridas e depois decididas.
Luís Montenegro ontem ao final da tarde, o encontro com o Presidente da República está então marcado para a próxima semana, como de resto é habitual. O Sindicato dos Magistrados quer um membro do Ministério Público a suceder a Lucília Gago. Intenção manifestada por Paulo Lona, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, defende que o próximo procurador tem de garantir a independência da instituição.
Alguém que assegure a independência, seja independente perante o poder político, que assuma também a própria independência da estrutura do Ministério Público, a autonomia nas suas características interna e externa, e alguém que tenha a capacidade de comunicar bem, comunicar corretamente em termos internos e externos, quer para a sociedade, para o cidadão em geral, quer internamente para o Ministério Público e para os magistrados do Ministério Público. É importante que seja alguém vindo da própria estrutura do Ministério Público, porque é alguém que conhece a casa, que sabe o que é preciso fazer.
O perfil do próximo procurador, aqui traçado pelo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Paulo Lona, à Rádio Observador ontem à noite. Entretanto, enquanto não é conhecida a escolha, o sindicato admite que vai aguardar com serenidade e confiança que o nome escolhido vai ser uma boa opção. Na atualidade internacional, defender as principais políticas de Macron e endurecer a posição em relação à imigração são as primeiras garantias do novo primeiro-ministro francês, na primeira entrevista à TF1, desde que foi nomeado pelo presidente Emmanuel Macron, sem uma maioria clara na Câmara Baixa do Parlamento. Michel Barnier avança que o Executivo vai integrar membros conservadores e centristas, mas abre a porta a outros espetros políticos. Barnier não está disposto, por exemplo, a revogar o aumento da idade da reforma de 62 para os 64 anos, uma das medidas mais polémicas do presidente Macron, e num sinal de que vai adotar uma posição mais à direita em algumas questões, o novo primeiro-ministro diz que vai adotar políticas mais duras para travar a imigração. Diz que ainda existe a sensação de que as fronteiras francesas são peneiras e que os fluxos migratórios não estão a ser controlados e, por isso, diz também que não tem muito em comum com as ideologias da Frente Nacional, mas diz respeitá-las. Mostra então uma posição de diálogo para com o partido de Marine Le Pen. Pelo menos duas pessoas morreram, mais de 90 ficaram feridas na ilha turística de Hainan, no sul da China. Isto devido ao supertufão Yagi, informação avançada pela imprensa local. Mais de 450 mil pessoas foram retiradas da região por precaução, de acordo com a emissora estatal CCTV. O principal aeroporto da ilha teve todos os voos até às 15h, 8h em Lisboa, cancelados devido às condições adversas do tempo. Depois de provocar fortes chuvas e rajadas de vento superiores a 230 km/h no país, o Yagi dirige-se agora para o Vietname. No desporto, a seleção nacional faz hoje o último treino de preparação para o embate de amanhã com a Escócia. O jogo é relativo à segunda jornada da Liga das Nações. A equipa de Roberto Martínez tem uma sessão agendada para às 18h, na Cidade do Futebol, em Oeiras, com os primeiros 15 minutos abertos à comunicação social. Uma hora antes, pelas 17h, o técnico da equipa das Quinas faz a antevisão ao encontro. Portugal e Polónia partilham neste momento a liderança do grupo A, com três pontos. Os polacos venceram precisamente a Escócia na ronda inaugural da competição. A partida entre a seleção nacional e os escoceses está marcada para às 19h45 de amanhã. O palco volta a ser o Estádio da Luz, no encontro que vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. E fechamos com o futebol, desta vez no feminino. Benfica e Sporting jogam hoje a passagem à segunda eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. As encarnadas, que na temporada passada chegaram mesmo aos quartos de final da competição, entram em cena às 16h perante o Sarajevo, da Bósnia. Já as leãs jogam contra o Breidablik, da Islândia, partida que está marcada para às 18h. E é assim que fechamos este noticiário. A informação atualizada está de volta às 20h30. Até já.