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Trinta mulheres saem em defesa de João Cotrim Figueiredo, alvo de alegações de assédio sexual. As mulheres assinam uma carta aberta, na qual garantem que sempre foram tratadas com respeito e falam em ligeireza irresponsável por parte de quem fez a denúncia. As alegações de assédio sexual contra João Cotrim Figueiredo foram feitas por uma ex-assessora da Iniciativa Liberal numa story para amigos chegados do Instagram, um grupo restrito de pessoas que podem ter acesso ao conteúdo, mas rapidamente se disseminaram e entraram na campanha. Contactada pelo Observador, a autora da denúncia não quis fazer comentários, nem confirmar a veracidade da acusação, que já foi negada de forma veemente por João Cotrim Figueiredo. Agora surge esta carta aberta, assinada por 30 mulheres que trabalham ou já trabalharam com João Cotrim Figueiredo. Todas saem em defesa do agora candidato à Presidência da República. Rui Casanova.

Entre as 30 signatárias estão as deputadas da IL, Joana Cordeiro e Angélica Teresa, a ex-deputada Patrícia Gilvaz ou a apresentadora Iva Domingues, apoiante de Cotrim Figueiredo. Todas defendem o candidato, afirmam que foram sempre tratadas com respeito, profissionalismo e consideração. Garantem que nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados e asseguram que o ambiente de trabalho com João Cotrim Figueiredo foi sempre sério e profissional. A carta prossegue: as mulheres afirmam que foi e é um privilégio trabalhar com o João. Explicam que decidiram vir a público tomar esta posição de defesa, porque, passo a citar: "O silêncio de quem conhece a realidade também pode ser uma forma de injustiça". Concluem dizendo que a ligeireza com que se colocam em causa a integridade e a reputação de uma pessoa é irresponsável.

Rui, como já dissemos, João Cotrim Figueiredo nega a acusação feita pela antiga assessora da Iniciativa Liberal. Aliás, fala em política suja.

Sim, na sequência disso mesmo, João Cotrim Figueiredo afirma que vai avançar para a Justiça com processo por difamação.

Tive conhecimento dessa denúncia ontem e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora pôs a circular e vai ser objeto, obviamente, de processo por difamação, porque há política, há política suja e depois há isto, que ainda é baixo disto. É absolutamente inadmissível.

Declarações de João Cotrim Figueiredo aos jornalistas, à margem de uma ação de campanha na Covilhã, ontem ao final da tarde. Importa sublinhar, como já fizemos, que não se trata de uma acusação formal de assédio feita na Justiça, mas sim uma alegação que surgiu nas redes sociais, no Instagram, numa story para amigos chegados. Ora, o dia já estava a correr mal para Cotrim Figueiredo, depois também da declaração polêmica em que não excluiu votar em André Ventura, no caso de não passar à segunda volta nestas eleições presidenciais.

Rui Casanova, com os casos que estão a marcar a campanha de João Cotrim Figueiredo, numa altura em que o candidato estava a subir nas sondagens.

Luís Marques Mendes aproveita esta declaração de Cotrim Figueiredo sobre André Ventura para colar o adversário ao Chega e acusa-o de representar a direita radical.

O candidato apoiado pela AD ataca Cotrim Figueiredo para conquistar votos à direita e acusa o adversário de estar próximo do Chega.

Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega, até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega. Disseram-nos que era a direita liberal e afinal parece que é a direita radical. E isto é sério porque significa, na prática, a candidatura da Iniciativa Liberal querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia.

Luís Marques Mendes, no comício de ontem à noite, em Vila Pouca de Aguiar, onde contou com a presença e o apoio do eurodeputado do PSD, Sebastião Bugalho.

Henrique Gouveia e Melo foca as atenções em três grupos de eleitores: militares, forças de segurança e idosos. O almirante sabe que é de onde pode vir a grande maioria dos votos.

Henrique Gouveia e Melo tem sido frequentemente abordado na rua por idosos que lhe agradecem por ter liderado o plano de vacinação contra a Covid-19. Ontem à noite voltou a focar-se nesse eleitorado.

Tenho visitado muitos lares e das coisas que mais me impressiona é sentir que as respostas hoje ainda são depósitos de pessoas idosas. Fere-me pensar que um dia poderei acabar assim.

Gouveia e Melo, num jantar-comício em Alcobaça, deixou ainda uma palavra de agradecimento aos militares e às forças de segurança.

Destaque também para António José Seguro, o candidato apoiado pelo PS, já apelou ao voto dos moderados e agora vira-se também para os indecisos.

Ele tem aparecido em primeiro nas sondagens, mas avisa que nada está ganho até domingo e, por isso, apela ao voto da esquerda, ao centro-direita.

E por isso, aos indecisos, à minha esquerda ou centro-esquerda, eu digo que concentrem aqui os votos, porque esta é a única candidatura que pode ir à segunda volta. O mesmo digo ao centro e ao centro-direita. Esta é a candidatura que pode equilibrar o sistema. E o mesmo digo a todas as pessoas que aqui estão e que já não estão indecisas. Não são as sondagens que ganham. Ninguém ganhou uma eleição estando em primeiro lugar nas sondagens.

António José Seguro, ontem à noite em Bragança, no comício que encerrou o dia de campanha. São os destaques das iniciativas que decorreram ontem à noite. Já ao final da tarde, André Ventura esteve em Mirandela. Ele disse que quer ser o mecânico de Portugal. Em Évora, esteve António Filipe, contou com o apoio do eurodeputado do PCP, João Oliveira. Catarina Martins acusou também ontem António José Seguro de não se querer comprometer com nada, enquanto que Jorge Pinto diz que os portugueses estão desesperados pelo caos na saúde.

E hoje entramos no décimo dia de campanha e por isso temos mais um direto à campanha. Vamos acompanhar as caravanas de João Cotrim Figueiredo, Luís Marques Mendes e André Ventura, para ouvir logo a seguir ao Jornal das Nove. Na atualidade internacional, destaque para o Irão. Donald Trump ameaça com tarifas de 25% os países que façam negócios com Teerão. Isto na sequência dos protestos contra o regime, que já terão feito mais de 600 mortos.

O presidente dos Estados Unidos convocou também para hoje uma reunião da administração para discutir possíveis ações contra o país. Em cima da mesa podem estar sanções económicas, mas também eventuais ações militares, incluindo ataques aéreos e cibernéticos. Também para hoje, em Bruxelas, está marcada uma reunião extraordinária dos Estados-membros da União Europeia para discutir a situação e decidir eventuais sanções. Os protestos no Irão contra o regime começaram no final de dezembro do ano passado. As ONGs no terreno denunciam que há milhares de detenções e mais de 600 mortos.

Este é também o tema da história do dia de hoje, já disponível em podcast. São 8:06, daqui a pouco há Momentos de Glória e Primar Carla, que outras notícias estão em destaque?

Está marcada para esta tarde uma manifestação convocada pela CGTP contra o pacote laboral do governo. A central sindical prevê uma grande adesão dos trabalhadores, à semelhança do que aconteceu a 11 de dezembro, dia da greve geral. No final, uma delegação da CGTP vai a São Bento entregar um abaixo-assinado ao primeiro-ministro para exigir a retirada do pacote laboral, as alterações que são avançadas pelo Executivo. As dificuldades de acesso aos cuidados de saúde estão a reduzir as probabilidades de uma pessoa recorrer exclusivamente ao SNS e quem tem recursos dificilmente volta ao público depois de ter começado a ir ao privado. Esta é uma das conclusões de um estudo feito pela Nova SBE. Os dados mostram ainda que desde 2021, a probabilidade de um utente ter médico de família baixou dos 91% para os 79.