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Versão 8:01. E começamos este jornal das 20h com a nova lei da nacionalidade. O grupo parlamentar do PS decide hoje o que vai fazer em relação ao diploma e neste momento, Carla, a relação com o novo presidente da República pesa na decisão dos socialistas.

A nova lei da nacionalidade foi aprovada na Assembleia da República com os votos da direita, mas o PS já deixou no ar a hipótese de voltar a pedir a fiscalização preventiva no Tribunal Constitucional. O documento foi ontem enviado para o Palácio de Belém, reformulado depois do primeiro chumbo do tribunal. António José Seguro tem agora oito dias para decidir o que fazer. O mesmo prazo têm os deputados do PS e os socialistas estão politicamente pressionados por o presidente da República ser da mesma família política. Rui Casanova.

Pedir nova fiscalização ou confiar em António José Seguro é a questão que se impõe neste momento para o grupo parlamentar do PS. Se não pedir uma nova fiscalização preventiva, os socialistas passam parte da responsabilidade para o Presidente da República. Se pedir outra vez, então o PS mantém aceso o confronto com a maioria que aprovou a lei. Uma fonte da bancada socialista, ouvida pelo Observador, resume e coloca precisamente aí a questão: se o PS não pedir a fiscalização preventiva desta vez, isso vai ter uma leitura política, a de que o partido está a contar com a ajuda de António José Seguro, em Belém. Ora, o PS quer garantir que aquilo que vier a ser decidido sobre a Lei da Nacionalidade seja lido como uma escolha do partido e do grupo parlamentar, e não como algo dependente de António José Seguro.

E Rui, como já destacámos, o prazo para os grupos parlamentares e o Presidente da República decidirem o que fazer é praticamente igual.

Sim, oito dias. O prazo para os deputados começou a contar desde ontem, dia em que o Presidente da Assembleia da República recebeu o decreto e o enviou para o Palácio de Belém. Já o do presidente, começa a contar a partir do momento da recepção, entre esta segunda-feira e hoje. Neste momento, certo é que parece estar tudo em aberto. O deputado do PS, Pedro Delgado Alves, já admitiu que o partido pode voltar a avançar com o pedido de fiscalização sucessiva. Os socialistas colocam especial foco na questão da perda de nacionalidade. PSD, CDS e Chega mantiveram essa possibilidade na lei, ainda que aqui com um leque menor de crimes associados.

Rui Casanova, com a Lei da Nacionalidade, que já chegou a Belém, o grupo parlamentar do PS decide hoje o que fazer em relação ao documento. Entretanto, o Presidente da República recebe hoje o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, no Palácio de Belém. De acordo com a agenda da presidência, a audiência à nova direção política do PS, que saiu do Congresso, foi pedida pelo partido. O encontro está marcado para às 15h.

Este é um tema em destaque no site do Observador a esta hora. As tempestades não colocam em causa as provas-ensaio, que começam hoje no ensino básico. Os diretores das escolas públicas garantem que os estabelecimentos estão preparados.

Estas provas de ensaio deviam ter começado em fevereiro, mas foram adiadas na altura devido às tempestades que atingiram o país e, por isso, dois meses depois, Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, acredita que as escolas estão preparadas, mesmo aquelas que foram afetadas pelo mau tempo.

Estas escolas que foram abrangidas pelo vendaval geraram trabalho juntamente com as autarquias e com o Ministério da Educação, no sentido de superarem esse momento de enorme constrangimento. Como disse, e bem, estas provas estavam agendadas para fevereiro e foi em virtude, de facto, do vendaval que as provas foram adiadas para o mês de abril. Portanto, são provas de ensaio, mas eu penso que, globalmente, estamos preparados para que os nossos alunos possam fazer estas provas com sucesso.

Estas provas-ensaio têm como objetivo testar o formato digital em que vão ser feitas as avaliações externas, já a partir do final de maio. Não é a primeira vez que os alunos do quarto, sexto e nono ano são submetidos a estas avaliações. Filinto Lima defende que a escola tem de acompanhar este novo formato digital.

Destaque agora para o debate entre André Ventura e Pacheco Pereira sobre o passado colonial. O líder do Chega afirma que José Sócrates foi mais corrupto que Salazar. O historiador acusa Ventura de justificar a ditadura.

Num debate que durou perto de 1h20, o presidente do Chega mantém que existiram mais presos políticos depois do 25 de Abril do que no Estado Novo, mas Pacheco Pereira contrapôs que não é possível comparar dois anos com um sistema que durou mais de 40. Num debate sobre história, a atualidade também entrou no discurso com André Ventura a dizer que Sócrates foi mais corrupto que Salazar.

O José Sócrates roubou muito mais que o Salazar. Isso não tenham dúvida. Desculpem dizer isto assim, mas roubou muito mais. E vem aqui a entrevistas aqui e a outros canais. E, portanto, anda aí à solta. Espera aí, espera aí. Deixa-se lá essas histórias agora. O que eu defendo é que todos deviam estar presos. Quem cometeu crimes de corrupção deve estar preso. Agora, o que eu não posso aceitar é que haja a corrupção boa e a corrupção má. Claro que o Estado não tinha corrupção, como o regime a seguir ao 25 de Abril teve corrupção, como a nossa democracia hoje está cheia de corrupção.

O presidente do Chega perante um José Pacheco Pereira que, indignado, acusou Ventura de estar a colar a democracia à corrupção.

Se o André Ventura tivesse posto um cartaz a dizer 100 anos de corrupção, nós não tínhamos essa discussão. Mas não, pôs 50.

Até podia ser mil.

Não, até podia ser mil. Pôs 50. E ao pôr 50, o que está a dizer é que a democracia é um regime naturalmente corrupto. E o Estado Novo não era. Você não quer ver isto por uma razão muito simples.

Mas isso está lá no cartaz.

É que isso mostra.

Isso está no cartaz.

Não, está 50 anos de democracia.

Então, mas está no cartaz que os anteriores não são.

Não, não.

Agora, por isso falou há mil anos antes.

Você pensa que está a falar com um atrasado mental.

Por isso falou há mil anos antes.

Não, mas pensa que está a falar com um atrasado mental.

São alguns dos destaques do debate entre André Ventura e Pacheco Pereira, que teve lugar ontem à noite na CNN Portugal. Ventura afirma que Pacheco Pereira tem palas nos olhos e o historiador acusa Ventura de liderar um partido anticristão

O vice-presidente dos Estados Unidos afirma que a bola está do lado do Irão no que diz respeito às negociações para pôr fim ao conflito no Médio Oriente. J. D. Vance afirma que foi o Irão que não quis fechar um acordo este fim de semana.

O número dois da Casa Branca garante que nas negociações deste fim de semana no Paquistão foram feitos progressos, mas em entrevista à Fox News, J. D. Vance afirma que a culpa de ainda não haver acordo é do Irão.

"A bola está do lado deles. Nós fomos claros sobre o que estamos dispostos a dar. E fomos claros também de que precisamos de ver o material nuclear a sair do Irão. O que é interessante é que no processo das conversas, percebemos como é que o Irão está a negociar e isso é ultimamente a razão para termos saído do Paquistão. Nós percebemos que eles não estavam dispostos a fechar um acordo".

J. D. Vance foi também confrontado com as críticas de Donald Trump ao Papa Leão XIV, alinhado com Trump, o vice-presidente dos Estados Unidos também considera que o Vaticano deve limitar-se a assuntos morais e religiosos.

E na sequência desta troca de palavras entre Donald Trump e Leão XIV, o padre João Bastos sublinha o papel do Papa na defesa dos valores da Igreja Católica.

João Bastos foi ouvido na história do dia da Rádio Observador, defende que o chefe da Igreja Católica percebeu a importância do momento.

A partir destas dinâmicas da violência nas últimas semanas, no passado sábado fez uma oração muito dura na Basílica de São Pedro, uma vigília pela paz, onde chegou mesmo a dizer que basta de idolatria de si mesmo, idolatria do dinheiro, basta da ostentação da força e basta de guerra. Portanto, o Papa percebeu claramente que nós estamos aqui com um problema e que a Igreja tem uma mensagem a partir daquilo que é Jesus Cristo. Não se trata de uma mensagem ideológica, política.

João Bastos, o padre, realça que Leão XIV não pode deixar que a administração Trump deturpe a mensagem da Igreja Católica. Quanto ao conflito nas negociações deste fim de semana, o Irão terá proposto suspender a atividade nuclear até cinco anos, mas os Estados Unidos insistiram numa suspensão maior, que durasse 20. Foi uma das razões para a falta de acordo nas negociações em Islamabad. É o que conta o New York Times.

O conflito no Médio Oriente é o tema do Explicador de hoje. Vamos também falar sobre as eleições na Hungria. São nossos convidados Lídia Pereira, Tiago Moreira de Sá e Francisco Aziz, eurodeputados do PSD, Chega e PS, para ouvir, como sempre, depois do jornal das 21h. Agora são 20h02, a seguir Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Há quase dois milhões de pessoas em pobreza energética em Portugal. O alerta é feito por várias organizações, incluindo a associação ambientalista Zero e a GUETTA. As organizações falam na necessidade de reforçar a resposta das entidades responsáveis, garantindo recursos humanos qualificados e suficientes. Marcelo Rebelo de Sousa começa hoje ciclo de aulas-debate com alunos do básico e secundário em várias escolas do país. A primeira aula vai ser em Águeda, no distrito de Aveiro, uma aula que está marcada para às 11h. Atenção ao trânsito em Lisboa. O túnel da Avenida João XXI fecha hoje para obras. Os trabalhos devem durar dois anos. O objetivo é reforçar a segurança, é o que indica a EMEL, com um investimento de mais de € 7 milhões. E já está disponível o segundo episódio do novo podcast Plus do Observador.

Chama-se Os Ficheiros do Caso Carlos Castro, conta a história da investigação a um crime brutal, a forma como Renato Seabra assassinou o cronista social Carlos Castro em Nova York.

São milhares de ficheiros que fazem parte do processo judicial aberto pelo Ministério Público nos Estados Unidos. Entre eles, estão todos os relatórios clínicos que descrevem o que aconteceu durante os 95 dias que Renato Seabra passou internado na ala psiquiátrica após ter cometido o crime.

É o segundo dos sete dias que os médicos estimam que Renato Seabra demorará até estar estabilizado a 100%. E aparentemente ainda não há melhoras. Lê-se no processo: "O doente apresentou comportamento inadequado, perguntando aos profissionais se podia tocar-lhes. Mais tarde, saiu do quarto despido, apesar das tentativas de orientação. Percorreu o corredor e teve de ser conduzido pra sala de contenção pelo auxiliar de enfermagem masculino. Essa noite vai ser melhor. Renato Seabra dorme durante sete horas seguidas. Como está sob vigilância, é observado de 15 em 15 minutos por um dos enfermeiros de serviço, que tem de atualizar o ficheiro do paciente sempre que o vê. Entre a meia-noite e as 7h, Renato Seabra é visitado 28 vezes e não está acordado em nenhuma delas".

Esta é uma série narrada pela atriz Joana Santos, tem música original do pianista Júlio Resende. A investigação e os guiões são da jornalista Tânia Pereirinha.

O segundo episódio já está disponível, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, tem acesso antecipado à série completa.