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Donald Trump chega hoje a Pequim, quase 10 anos depois da última visita oficial à China. O presidente dos Estados Unidos vai encontrar-se com o líder chinês para abordar a guerra no Médio Oriente e também a tensão comercial com a Ásia. A última visita de um presidente norte-americano à China aconteceu em 2017. Foi precisamente Donald Trump, durante o primeiro mandato. Agora está de regresso a Pequim no meio de uma guerra no Médio Oriente e com a tensão comercial com o gigante asiático a subir de tom. De partida para Pequim, Donald Trump refere-se a Xi Jinping como um amigo e, por isso, diz que tem expectativas elevadas para o encontro com o presidente chinês.

"Ele é um amigo meu, ele é uma pessoa com quem nos damos bem e eu acho que vamos ver coisas boas acontecerem. Esta vai ser uma viagem muito entusiasmante. Muitas coisas boas vão acontecer".

O presidente dos Estados Unidos garante ainda que não vai procurar ajuda para o conflito no Irão. São declarações antes da partida para a China, onde Trump chega hoje para uma visita oficial que termina na sexta-feira.

Jorge Tavares da Silva, especialista em assuntos asiáticos, explica que Donald Trump chega à China fragilizado, ao contrário do que aconteceu em 2017.

E tudo por causa da contestação em torno da guerra no Médio Oriente, algo que a China pode aproveitar.

Não só o presidente americano está numa situação mais fragilizada, como a China, entretanto, também ganhou um maior poder negocial. E, portanto, há aqui um desequilíbrio que me parece agora evidente. Donald Trump, com alguns indicadores menos positivos, um conflito que não lhe correu propriamente como pensaria.

Não está a correr, aliás, que ainda não terminou.

Não está a correr. Também indicadores de economia não muito favoráveis, nomeadamente a sua política de tarifas, que também teve um impacto muito mais negativo do que aquele que pensaria. E, portanto, fruto de todo este cenário, aparece aqui com uma posição bastante fragilizada que Xi Jinping e a China podem aproveitar para tirar alguns dividendos, o que não aconteceu na visita anterior, onde os Estados Unidos puderam aproveitar um pouco melhor o contexto à altura.

Análise do professor Jorge Tavares da Silva na história do dia. A visita oficial prolonga-se até sexta-feira. Além do Irão, a tensão comercial e a questão de Taiwan também vão estar em cima da mesa das discussões.

Destaque agora para a reforma laboral. O presidente do Conselho Económico e Social considera que a concertação social falhou depois de terminado o processo de negociação entre patrões, trabalhadores e governo.

Luís Pais Antunes esteve ontem à noite na RTP, entre divergências que considerou expectáveis e uma greve geral que está à porta. O responsável considera que a proposta do governo deveria ter saído reforçada dos encontros com os parceiros sociais. Não aconteceu e, por isso, para Pais Antunes, o diagnóstico é simples.

Falhou, até ver, pelo menos, a concertação social. Digamos que é uma responsabilidade coletiva. Até 2023, há um ponto comum entre a aprovação do Código de Trabalho e as alterações subsequentes, que passaram sempre pela concertação social. Mas de uma coisa eu tenho a certeza: o resultado destes nove meses é certamente melhor do que aquilo que teria sido uma consequência da sua ausência.

Luís Pais Antunes, senhor presidente do Conselho Económico e Social, ontem na RTP, admite que a legislação laboral precisa de ser adaptada.

Carla Ferro Rodrigues também se pronunciou sobre a reforma laboral e com um aviso para o PS. O histórico socialista entende que o partido deve rejeitar negociações prévias com o governo.

É esperar para ver. É o conselho de Eduardo Ferro Rodrigues, antigo secretário-geral do PS, ex-presidente da Assembleia da República. Entende que o PS deve aguardar pela entrada do diploma no Parlamento e apresentar alternativas em sede de comissão. Se o PSD não mostrar abertura, então os socialistas devem anunciar o voto contra. É o que defende Ferro Rodrigues em declarações ao Diário de Notícias.

E também André Ventura voltou a falar sobre a reforma laboral. Foi ontem à noite.

Em entrevista à CNN Portugal, Ventura descreve a proposta do governo como uma escravatura moderna.

Por que o Chega é contra esta reforma laboral? Porque isto é a escravatura moderna. Isto é querer tornar as pessoas escravas, supostamente ao abrigo de uma ideia de produtividade de direita. Também temos uma facilitação de despedimentos, que não é aceitável. Também temos uma facilitação do outsourcing muito para lá do que Passos Coelho até fez. Isto não é aceitável, isto é escravatura. Ser de direita não é aceitar a escravatura.

Já sobre as críticas de Passos Coelho à falta de reformas estruturais do governo de Luís Montenegro, André Ventura considera que o antigo primeiro-ministro está certo em quase tudo o que diz.

Um enfermeiro diretor da ULS do Alentejo Central está a ser acusado de ameaças, assédio e injúrias. Há pelo menos 15 queixas e a Ordem dos Enfermeiros está a investigar.

Emanuel Boeiro é suspeito de ter comportamentos que criaram um ambiente de trabalho intimidatório e de ameaça direta aos colegas. Os enfermeiros acusam-no também de utilizar uma linguagem imprópria e humilhante e de intrusão na vida privada, através de contactos fora do horário de trabalho. A ULS do Alentejo Central e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde confirma ao Observador a receção de queixas. O Observador apurou que foram pelo menos 15. A Ordem revela que está a investigar o caso, sendo que já acionou o órgão disciplinar. Estes episódios terão começado em 2023, quando Emanuel Boeiro deixou o cargo de presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros para assumir o cargo de enfermeiro-diretor da ULS do Alentejo Central. O Observador apurou também que alguns profissionais apresentaram baixas médicas por danos psicológicos causados pelo comportamento de Emanuel Boeiro.

Este é o artigo que faz manchete a esta hora no nosso site. São 8 e 17. Já a seguir, Momentos de Glória. Primeiro, Carla, que outras notícias merecem destaque a esta hora?

Um terço dos candidatos à GNR chumba nos testes psicológicos. Os dados são divulgados pelo comandante-geral desta força de segurança. Em entrevista à Agência Lusa, o tenente-geral Rui Veloso garante também que quem não respeita os direitos humanos não tem lugar na Guarda Nacional Republicana. Adianta que a GNR expulsou 51 militares nos últimos quatro anos, 13 dos quais por comportamentos inadequados. Um processo que faz perder a paciência. O bispo de Leiria-Fátima critica a demora dos apoios às populações afetadas pela tempestade Cristina. José Ornelas alerta para um processo lento, chama a atenção para o excesso de burocracia e diz que faz perder a paciência. Foi a expressão utilizada numa conferência de imprensa ontem, antes da peregrinação internacional ao Santuário de Fátima. A Organização Mundial de Saúde repete que o risco de propagação do hantavírus é baixo, mas admite que a situação pode mudar. A OMS apela para que os países sigam as orientações das autoridades de saúde. O diretor-geral afirma que não há indícios de que estejamos perante o início de um surto como a Covid-19, mas lembra: a situação pode mudar.