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São 8 horas. Está a começar o Jornal das 8 com a edição do Miguel Videira. Miguel, o ministro israelita com a pasta da Segurança Interna, Ben-Gvir, considera um erro grave o acordo de cessar-fogo alcançado por Israel e pelo Líbano, sob mediação dos Estados Unidos.

O acordo foi anunciado num comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano e é o resultado das negociações que decorreram em Washington nos últimos dois dias. A entrada em vigor do cessar-fogo está dependente do fim dos ataques do Hezbollah e a retirada do movimento paramilitar do sul do Líbano. Ficou determinado que vão ser criadas zonas-piloto, que devem ser controladas de forma exclusiva pelas Forças Armadas libanesas. Os Estados Unidos comprometem-se a apoiar o exército do Líbano a garantir a soberania do território. Ben-Gvir, o ministro israelita com a pasta da Segurança Interna, considera que o entendimento é um erro grave e uma ilusão de assessores que estão a arrastar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para decisões incorretas. É isso que escreve na rede social X. Acrescenta: "Há momentos em que é preciso saber dizer não, mesmo ao presidente dos Estados Unidos. E se não o fizermos, vamos encontrar o Hezbollah da próxima vez, quando ele estiver muito mais forte e perigoso". É essa afirmação feita na rede social X pelo ministro israelita Ben-Gvir.

E por cá, seis pessoas foram detidas na sequência dos desacatos que ocorreram junto à Assembleia da República.

A coincidir com o final da manifestação organizada pela CGTP, em dia de greve geral, houve confrontos com a polícia, arremesso de garrafas, caixotes do lixo incendiados. Os detidos estão indiciados pelos crimes de desobediência, resistência e coação sobre funcionário. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em entrevista à RTP, demarcou-se dos incidentes.

O que lhe posso dizer é que não tem manifestantes da CGTP naquela manifestação.

Deve ser o que o senhor está a pensar.

Agora, há grupos que se integram nas manifestações da CGTP para depois levar por diante este tipo de situações e concretizar este tipo de momentos. Mas acho que o objetivo foi conseguido pela CGTP, que tivemos de facto, de norte a sul do país, incluindo nas regiões autónomas, um conjunto muito largo de manifestações com a presença de milhares de trabalhadores.

Tiago Oliveira sublinha a grande participação de trabalhadores na greve geral e acusa o governo de ignorar o sinal dado com esta paralisação.

E a adesão à greve é desvalorizada pela ministra do Trabalho.

Que durante a conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, voltou a sublinhar a ideia de que no setor privado a participação na greve foi residual. No setor público, a adesão foi de cerca de 23%, embora Maria do Rosário Palma Ramalho sublinhe que o teletrabalho dificulta a contabilização.

Alguns setores comunicaram que também tinham recorrido largamente ao teletrabalho, pelo que muitas ausências não podem ser identificadas como adesão à greve, mas sim como trabalho à distância, que é hoje, como sabem, uma realidade dos nossos dias. No setor privado, confirma-se que a adesão à greve foi absolutamente residual.

O balanço feito pelo governo que contrasta com a avaliação feita pela CGTP, a confederação sindical que convocou a segunda greve geral em seis meses, contesta a proposta de alteração ao Código do Trabalho. O debate do diploma do governo está agendado para daqui a duas semanas, 18 de junho.

Mudamos de tema. O ministro da Administração Interna espera que o investimento feito no SIRESP garanta a fiabilidade do sistema de comunicações de emergência durante a época de maior risco de incêndios.

Em entrevista à SIC, Luís Neves reconhece que nem tudo correu bem durante o período do comboio de tempestades. Espera que os passos dados a seguir sejam suficientes para assegurar o bom funcionamento do sistema de comunicações.

O SIRESP teve uns problemas graves com a calamidade. Foram comprados equipamentos, novas estruturas. Estamos a fazer um grande investimento.

Vai funcionar?

Sim, vai funcionar. Quer dizer que estamos a gastar agora, no imediato, 36 milhões e vamos gastar no PTRR, temos quase 400 milhões para gastar e vamos nos aproximar das populações, das juntas de freguesia, das câmaras.

O ministro da Administração Interna está preocupado com este período de maior risco de incêndios, em especial com a região de Leiria, uma das mais atingidas pelas tempestades. Luís Neves salienta que há muito material combustível no território.

Todos tememos, porque há muita madeira, há muito combustível caído, portanto aquilo é complicado. Havia muitas estradas, caminhos rurais, caminhos municipais, aceiros que dividem e que ajudam no combate, completamente destruídos. Eram autênticas armadilhas para os nossos bombeiros. E nós já limpámos mais de 10 mil km daquilo que era. Portanto, é um trabalho que nos deve enobrecer a todos, não só pela sua singularidade, por aquilo que está a ser feito e vai continuar a ser feito, e está a ser feito, não tem dia para terminar.

O ministro da Administração Interna sobre os preparativos para o período de maior risco de incêndio e esta preocupação, muito em particular com o material combustível na região Centro, que resultou do comboio de tempestades que afetou o país no início do ano.

E a presidente do Tribunal de Contas nega que tenha sido informada de forma prévia sobre o plano do governo para reformar a instituição.

Nem quando Filipa Urbano Calvão foi convidada para presidir ao Tribunal de Contas, nem mais tarde, quando no início do ano, conversou com o ministro da Reforma do Estado. Filipa Calvão contesta a decisão do governo de dispensar a obrigatoriedade de visto prévio para contratos até 10 milhões de euros. Até aqui, este limite era de €750 mil. A presidente do Tribunal de Contas diz ao Observador que nunca foi informada desta intenção do governo de avançar com uma mudança dos valores sujeitos a visto prévio.

E a Rússia atacou na última madrugada Kiev com vários drones. Uma pessoa ficou ferida.

Sim, de acordo com o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia, o ataque provocou um incêndio num edifício industrial. O Kyiv Independent avança também esta manhã com os números mais recentes da guerra. De acordo com a informação revelada pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, a Rússia já perdeu mais de 1 milhão de soldados desde o início da invasão em fevereiro de 2022. De acordo com a informação agora conhecida, há ainda registro de 1300 baixas sofridas pelas forças russas no último dia. O Estado-Maior da Ucrânia não revela as perdas e as mortes entre os soldados ucranianos envolvidos neste conflito.

Oito horas e sete minutos. Desporto agora no Jornal das 8. Sim, José Mourinho vai mesmo rumar ao Real Madrid, caso Florentino Pérez seja reeleito presidente do clube da capital espanhola.

É o que revela o candidato e atual presidente dos madridistas, através de um vídeo publicado nas redes sociais. Um vídeo da candidatura de Florentino Pérez mostra José Mourinho vestido com a camisola do clube, sorri e diz: "Sim". Segundo o jornal "Record", o Special One, na sequência deste vídeo, contactou o Benfica para garantir que não gravou este vídeo em que surge equipado à Real Madrid. Diz José Mourinho que se tratam de imagens geradas com recurso à inteligência artificial. O antigo candidato à vice-presidência do Benfica, na lista de Luís Filipe Vieira, Bruno Batista, escutado pelo Observador, lamenta o impasse em torno da saída de José Mourinho para o Real Madrid.

E este é o banho-maria em que ficará Rui Costa, em que ficarão os adeptos benfiquistas, provavelmente a torcer para que Florentino Pérez seja reeleito no Real Madrid para decidir o futuro do Benfica. E é aqui que temos uma insatisfação dos encarnados.

As eleições para a presidência do Real Madrid estão agendadas para o próximo domingo.

É o fecho do Jornal das 8, última edição do Miguel Vieira.