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São 8h da manhã. As notícias às 8h com o jornalista Luís Soares. O líder do PS impõe condições ao governo para viabilizar o Orçamento do Estado para 2027. Quer discutir os temas da revisão constitucional, pensões e os apoios nas tempestades. Na rentrée socialista, José Luís Carneiro acusou o primeiro-ministro de estar desligado da realidade.
O PS assinalou o novo ano político no Algarve, o mesmo local que António Guterres escolheu há 31 anos. José Luís Carneiro diz que, tal como aconteceu na altura, o PS dá agora o pontapé de saída para uma nova maioria. O discurso do secretário-geral socialista, ontem à noite em Olhão, foi muito centrado nas críticas ao governo e também ao discurso que o primeiro-ministro e líder do PSD fez na rentrée social-democrata, na Festa do Pontal.
Luís Montenegro optou, na sexta-feira passada, por um discurso de autojustificação e de censura àqueles que realizam o escrutínio do seu governo. Alguém tem de dizer ao primeiro-ministro que o rei vai mesmo nu. O governo e o primeiro-ministro não deram até hoje prova de conseguir reagir, responder com capacidade, com sensibilidade e com competência às crises que têm assolado o país.
As críticas de José Luís Carneiro ao governo e também ao primeiro-ministro, que acusa de estar desligado da realidade do país e com olhos postos no mês que vem e nas negociações do Orçamento do Estado, o líder do PS avisa ad sobre quais são os temas-chave para uma eventual viabilização.
Há dimensões que para nós são vitais. A primeira dessas dimensões tem a ver com os valores constitucionais e nunca, por qualquer hipótese aberta ou camuflada, de abrir as pensões aos interesses privados. Nós, daqui a um ano, não podemos ter uma pessoa que seja, uma empresa que seja, uma autarquia que seja, que tenha vindo a ser afetada pelas tempestades e a quem o governo ainda não tenha respondido.
Entre críticas e avisos a Luís Montenegro, o secretário-geral do PS deixa claro que o partido quer dar um contributo para a estabilidade no Orçamento do Estado, mas sublinha também que há uma responsabilidade que tem de partir do governo.
Destaque agora para os incêndios que estão neste momento ativos em Portugal continental. Há quatro fogos ativos, os dois mais preocupantes continuam a ser os de Trás-os-Montes.
Um deles em Boticas, distrito de Vila Real, o outro em Torre de Moncorvo, Bragança, este que é o que mobiliza mais meios no combate. A esta hora, há mais de 330 operacionais e 110 viaturas no combate a este incêndio. Os meios aéreos deverão ser acionados a partir de agora, com o amanhecer. O fogo em Torre de Moncorvo deflagrou às 19h de sábado, chegou a ser dominado ontem de manhã, mas reativou ao início da noite. As chamas já chegaram ao município vizinho de Carrazeda de Anciães. Isso mesmo explicava, de madrugada, à Agência Lusa, o segundo comandante sub-regional do Douro, José Requeijo.
Neste momento, progride já com bastante extensão nas freguesias que ascendem a esse município. Portanto, é lá que está colocado o nosso foco. Apesar de ainda, também, uma das freguesias de Torre de Moncorvo, que é Lourosa, ainda manter alguma atividade. Relativamente à situação do incêndio, ele teve uma reativação forte durante o período da tarde, a meio da tarde, que apesar dos meios estarem posicionados e atentos, não foi possível ser extinta de imediato.
As explicações do segundo comandante sub-regional do Douro à Agência Lusa, o ponto de situação do incêndio em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, ainda em Trás-os-Montes, mas no distrito de Vila Real, em Boticas, há mais de 230 operacionais e 80 viaturas no combate também a um incêndio. O fogo não está perto de nenhuma habitação ou aldeia, está a consumir uma zona de mato. Outras duas ocorrências consideradas significativas pela Proteção Civil esta manhã são em Ponte de Lima e também Marco de Canaveses. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera coloca hoje quase todo o interior norte e centro do país em perigo máximo de incêndio rural.
E na atualidade internacional, termina hoje o prazo de 60 dias de negociações de um acordo de paz final entre os Estados Unidos e Irão, incluindo o programa nuclear iraniano e as sanções contra Teerão.
A 18 de junho, começou um período de dois meses de conversações de paz, marcado por ataques e tensão no Estreito de Ormuz, e que se encontram estagnadas há semanas. Em meados de julho, o Irão declarou oficialmente encerrado o acordo de paz com os Estados Unidos, depois de sete noites consecutivas de ataques norte-americanos. Segundo o governo de Teerão, os dois países mediadores, o Catar e o Paquistão, ainda continuam a trocar mensagens e em contacto com o Irão, mas sem resultados visíveis até ao momento. O especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, afirma que o memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos está ultrapassado. Diz mesmo que nesta altura, a própria administração norte-americana esqueceu os objetivos iniciais que tinha com esse acordo.
Ao final destes três meses do tempo do memorando de entendimento, que já lá vai, já é um facto histórico completamente ultrapassado, os Estados Unidos, neste momento, não têm carta nenhuma para jogar em cima da mesa sobre o Estreito de Ormuz, nem sobre todo o processo que motivou esta guerra no Irão. Isso aí já é história, já está completamente ultrapassado e os objetivos iniciais hoje são completamente ignorados pela administração americana.
Análise do especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, no Gabinete de Guerra desta manhã. Ele sublinha também que o memorando de entendimento serviu apenas o propósito de acalmar os mercados internacionais.
E no desporto, a comitiva portuguesa terminou os Europeus de Atletismo com a conquista de três medalhas, uma de prata e duas de bronze, Luís.
A mais recente foi a de Patrícia Silva. Ontem à noite garantiu o bronze na corrida dos 1500 metros. A atleta terminou a prova em cerca de quatro minutos e dois segundos. Conquistou assim a primeira medalha individual num Campeonato da Europa de Pista ao Ar Livre. No sábado, Fatumata Diallo conquistou bronze nos 400 metros barreiras, mesmo dia em que Pedro Pablo Pichardo conquistou prata no triplo salto.
São agora 08h06, Luís Soares, antes dos Momentos de Glória, que outras notícias marcam esta manhã?
Foram temporariamente descontinuadas as interrupções voluntárias da gravidez no Hospital Garcia de Orta, em Almada. A situação foi denunciada pelas Comissões de Utentes dos concelhos de Almada-Seixal, entretanto confirmada à Agência Lusa também pela Unidade Local de Saúde. Em comunicado, a ULS Almada-Seixal garante que mantém o compromisso assistencial, mas o procedimento é por agora realizado numa clínica privada em Lisboa. Os utentes queixam-se de uma decisão que sujeita as mulheres a formalidades burocráticas, o que dificulta a concretização deste procedimento. Um novo sismo de magnitude de 5,7 abalou esta madrugada a ilha de Flores, no leste da Indonésia. O abalo acontece dois dias depois da região ter sido atingida por um forte terramoto de magnitude 7,7, que provocou mais de 50 mortos e obrigou a retirada de mais de 5 mil pessoas. Os portugueses Jaime Faria e Nuno Borges estão qualificados para a terceira ronda do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. Jaime Faria conseguiu a maior vitória da carreira. Venceu o oitavo cabeça de série da prova, o norte-americano Ben Shelton, com triunfo com duplo 6-4. O jogador de 23 anos tornou-se o sétimo português a vencer um tenista no top 10 mundial. Também Nuno Borges segue em prova, depois de vencer ontem o argentino Francisco Cerúndolo.