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As notícias na sua rádio com o jornalista Luís Soares. O ministro da Administração Interna promete voltar a falar hoje ao país sobre todos os casos em que está envolvido. Isto numa altura em que o Chega vai reunir os órgãos do partido para tomar uma decisão sobre a moção de censura ao Governo.
O ministro da Administração Interna garante estar absolutamente tranquilo perante a ameaça de moção de censura do Chega e promete novos esclarecimentos para hoje. Em declarações aos jornalistas na Madeira ontem, Luís Neves garantia que não tem nada a esconder, adiando uma resposta para o dia de hoje.
Amanhã falaremos sobre isso, sobre esses assuntos todos. Estou absolutamente tranquilo. Estou aqui a trabalhar em prol da segurança do nosso país.
Porquê amanhã?
Porque é quando eu decido. Não é quando os senhores decidem, é quando eu decido.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, ontem em declarações na Madeira, no âmbito do aniversário do Comando Regional da PSP. Luís Neves, que continua na região autónoma, não se sabe ainda se vai falar na Madeira ou se já depois, no regresso ao continente.
E como dissemos, André Ventura vai reunir os órgãos do partido antes de tomar uma decisão final sobre a moção de censura. O presidente do Chega insiste ainda assim que Luís Neves não tem condições para continuar.
André Ventura anunciou na sexta-feira que ia apresentar hoje esta moção de censura, caso Luís Neves não saísse do Governo. Ontem, o deputado Rui Afonso disse aqui no Explicador que, afinal, o Chega dava duas semanas ao Governo para resolver o problema. Ontem à noite, em entrevista ao canal NOW, André Ventura revelou uma nova posição. O Chega vai agora aguardar pelos novos esclarecimentos do ministro e depois reunir os órgãos do partido.
Eu respeito muito os órgãos do partido. Eu tenho a minha própria posição sobre isso, mas reservo para amanhã. Hoje tive uma reunião com a liderança parlamentar.
Então André Ventura tem uma posição, André Ventura está aqui a ser entrevistado.
Mas eu não sou o único no Chega. Eu sou o presidente do partido.
Mas podemos conhecer qual é a convicção de André Ventura a esse respeito.
A minha é que este problema não está ainda resolvido e que eu acho que as instituições, a sua integridade está em causa se Luís Neves continuar. É a minha perspectiva.
E por isso deve avançar com a moção de censura.
É. E na minha perspectiva-
Mesmo que tenha a certeza que ela vai ser chumbada.
E na minha perspectiva, as moções de censura são uma censura ao Governo. Nós não fazemos com cálculo político. O PS tomará a sua decisão sobre se quer ficar atrelado a Luís Neves ou não quer ficar atrelado a Luís Neves. Se houver moção de censura, o PS tomará essa decisão.
André Ventura, em entrevista ontem ao canal NOW, insiste que Luís Neves não tem condições para continuar como ministro da Administração Interna. O líder do Chega afirma também que nunca viu o primeiro-ministro tão condicionado e sem autoridade perante os casos que envolvem Luís Neves. Na análise, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, antecipa que estas novas declarações de Luís Neves podem causar ainda mais ruído.
Ele já provou que quando deu aquelas entrevistas iniciais, simplesmente há mais matéria e acaba por ser tão confuso que leva a que surjam novas pontas soltas, novas investigações.
E o mesmo na conferência de imprensa.
Exatamente. Portanto, na verdade, as provas que há, e por muito que ele ache que está cheio de razão e que se sinta injustiçado, tem que perceber que a comunicação política em determinados momentos não vale a pena tentar ser esclarecedor, ainda por cima num estilo em que se tenta justificar alguma informalidade, porque isso vai-se virar sempre contra ele. E, portanto, o mais avisado neste momento era até não falar.
Análise de Rui Pedro Antunes na história do dia de hoje. Quanto à moção de censura, o editor de política do Observador não antecipa que Luís Montenegro venha a admitir Luís Neves a curto prazo, até porque ainda estamos na época crítica de incêndios.
O Presidente da República promulgou a Lei do Retorno. António José Seguro diz estar esclarecido depois de ter enviado o diploma para o Tribunal Constitucional.
Que concluiu na semana passada que não havia qualquer inconstitucionalidade no diploma do retorno e do asilo. António José Seguro lembra, numa nota publicada no site da presidência, que tinha fundadas dúvidas quando fez o pedido de fiscalização. Ora, o presidente da República entende agora que a decisão do Constitucional permite esclarecer dúvidas interpretativas e, por isso, promulgou o diploma, é o que indica uma nota divulgada no site da presidência.
E este é um assunto em destaque a esta hora no site do Observador. Oito e quatro. Já a seguir, Há Momentos de Glória e primeiro, Luís, que outras notícias estão em destaque nesta manhã?
Subiu para mais de mil o número de mortos nas cheias repentinas que atingiram o Nepal e o Tibete. As autoridades nepalesas contabilizam 987 mortos e quase 4 mil desaparecidos. Já as autoridades chinesas no Tibete apontam para 16 mortos na atualização mais recente. Entre os desaparecidos no Nepal e no Tibete estão quatro cidadãos portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Na Ucrânia, também subiu para 12 o número de mortos em novos ataques da Rússia a Kiev. Os mísseis russos atingiram uma empresa ferroviária estatal ucraniana. Várias habitações civis também sofreram danos na sequência destes ataques, não só em Kiev, mas também nos arredores da capital ucraniana. O secretário do Exército dos Estados Unidos demitiu-se devido a divergências com o secretário da Defesa, Pete Hegseth. A demissão de Dan Driscoll está relacionada com a forma como Hegseth tem conduzido o Departamento de Defesa. A Casa Branca confirma que Donald Trump já recebeu a carta de demissão e elogia a atuação do até agora secretário do Exército, tanto nas operações militares como nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia. Por cá, entra hoje em vigor a nova lei sobre o regime TVDE. Entre as maiores mudanças na lei, a que mais contestação tem gerado, foi a integração dos táxis, que agora podem ser registados para a atividade TVDE. As associações representativas dos TVDE alertam que o setor vai continuar a ser altamente injustiçado. E hoje é terça-feira, dia do mais recente Podcast Plus do Observador, a vida dupla do espião traidor, que chega hoje ao fim.
E que revela toda a história do agente português do Serviço de Informações de Segurança, que foi apanhado a vender segredos da NATO à Rússia.
E Frederico Carvalhão Gil foi condenado em tribunal e também expulso das secretas.
Até hoje, Frederico Carvalhão Gil nunca reconheceu ter cometido os crimes pelos quais cumpriu pena. Foi condenado em primeira instância e a decisão foi validada pelo Tribunal da Relação, mas continua a não admitir que agiu contra o próprio país. Passou pouco mais de um ano desde que a PSP o foi buscar a casa. Desde então, a vida dele mudou por completo. O processo disciplinar que o SIS abriu depois da detenção em Roma acabou por resultar na expulsão das secretas. Carvalhão Gil nunca mais vai poder entrar no Forte da Amaroira. O ressentimento contra ele é inultrapassável.
Um excerto do sexto e último episódio deste Podcast Plus. Este episódio chama-se "Não se Cumprimenta um Traidor" e já está disponível.
O Artur Canelas é o narrador desta série, que conta com música original de Bruno Pernadas. A investigação e os guiões são do jornalista do Observador, Pedro Rei.