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As notícias com Carla Jorge Carvalho. O governo vai levar ao Parlamento a proposta para uma taxa de 33% sobre os lucros extraordinários das empresas petrolíferas. O objetivo do executivo é utilizar as verbas arrecadadas para apoios aos setores mais vulneráveis. Famílias, bombeiros, setor social e transportes. A proposta do governo foi entregue na Assembleia da República, há de ser discutida pelos deputados. O executivo pretende que a parcela dos lucros das petrolíferas que exceda os 20% este ano seja taxada a 33%. O diploma tem caráter extraordinário e temporário. Aplica-se apenas ao período de tributação com início este ano. O governo justifica a medida com a subida dos preços dos combustíveis e com o crescimento excepcional das margens de lucro no setor petrolífero, em particular na extração e na refinação. O preço da gasolina e do gasóleo está, neste momento, acima dos €2 por litro. Não se espera que baixe na próxima semana. Um dos fatores a explicar estes preços são os altos impostos praticados em Portugal, em comparação, por exemplo, com Espanha. É o que explica a jornalista do Observador, Ana Suspiro. O governo tem sido criticado pelos partidos da oposição por não baixar os impostos sobre os combustíveis. Ana Suspiro explica que essa não é uma medida tão fácil de executar, até porque mesmo que o governo fizesse, o consumidor poderia não sentir no preço final. O governo tem sido criticado pelos partidos da oposição por não baixar os impostos sobre os combustíveis. Ana Suspiro explica que essa não é uma medida tão fácil de executar, até porque mesmo que o governo fizesse, o consumidor poderia não sentir no preço final. Imagina que o governo baixa €0,10 no imposto petrolífero. Na próxima semana vai haver aumentos, de certeza, e que na semana a seguir, o preço volta a subir €0,10. Ou seja, toda a baixa de impostos que o governo fez foi comida, entre aspas, pela subida do preço do petróleo e as pessoas não vão sentir. Vão sentir que não ganharam nada e o governo perdeu muito. Portanto, é de facto difícil controlar estas lógicas de mercado, sobretudo quando tu tens um quadro de total imprevisibilidade. O contexto imprevisível, por causa da guerra no Irão e as dificuldades na navegação do Estreito de Ormuz, ajudam também a explicar os preços dos combustíveis em Portugal. O tema está na história do dia de hoje. Episódio disponível no nosso site e nas habituais plataformas de podcast. O Ministério da Educação tem hoje uma nova reunião com os diretores dos estabelecimentos de ensino de Odivelas e Barreiro. Não é conhecido, Carla, o número de casos de alunos sem vagas nestes dois concelhos. Sabe-se apenas que o governo garante que vai tentar resolver a situação nestas duas autarquias. Depois de ontem, 569 estudantes do ensino básico e secundário de Almada, Sintra e Amadora terem sido colocados. Os números foram revelados ontem à noite, num comunicado do Ministério da Educação. Fernando Alexandre lembra que na segunda-feira foram já também colocados 405 alunos em escolas no concelho de Lisboa. A solução encontrada tem sido o alargamento do número de alunos por turma. Neste comunicado, o ministério revela também que 65% dos pedidos de matrícula dos alunos colocados foram realizados fora do prazo. Aníbal Cavaco Silva considera que o atual contexto político tem sido marcado por muito ruído. O antigo presidente da República esteve ontem na entrega da edição deste ano do Prêmio António Champalimaud. Ontem esteve também António José Seguro, o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República. À margem desta cerimônia, Cavaco Silva diz que está reformado da política. Diz também que não quer contribuir para o que considera ser um ruído político. Reformado, o ex-presidente da República a falar aos jornalistas depois de António José Seguro ter aproveitado a cerimônia para apelar a um pacto para a saúde. O prêmio Champalimaud Visão deste ano foi atribuído a dois investigadores num projeto que permite devolver a visão a pessoas cegas. O valor do prêmio é o mais elevado nesta área de investigação, €1 milhão. A esta hora, a presidente da Comissão Europeia está no Parlamento de Estrasburgo. Vai proferir mais um discurso sobre o Estado da União. Espera-se que Ursula von der Leyen faça um balanço do segundo mandato e que apresente também novas propostas, nomeadamente em áreas como a defesa, migrações e a relação com os Estados Unidos de Donald Trump. São muitos os temas a ganhar uma nova importância, em que as questões como o custo de vida e o acesso à habitação também devem ser abordadas, não esquecendo a competitividade ou a inteligência artificial. Este ano há uma novidade: a intervenção da presidente da Comissão Europeia terá a presença em Estrasburgo do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney. A Bloomberg avança que a União Europeia e o Canadá estão a trabalhar numa nova aliança em áreas como o comércio, a segurança, as cadeias de abastecimento e as matérias-primas. Esta parceria pretende ser uma alternativa à lógica da China e dos Estados Unidos. O discurso de von der Leyen, que estará prestes a começar, é seguido depois de um debate com os eurodeputados. Este debate surge numa altura em que o jornal Expresso avança que o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, defende que António Costa deve continuar à frente do Conselho Europeu por mais dois anos e meio. António Costa ainda não se pronunciou sobre o futuro, mas de acordo com o Expresso, Luís Montenegro quer que o português continue no cargo. Em causa está a solução proposta pelo presidente do Partido Popular Europeu. Defende que não se mexa nos cargos de topo até o final da atual legislatura, o que implica tanto a reeleição de António Costa como também de Roberta Metsola para presidente do Parlamento Europeu. O mandato de António Costa só termina em junho do próximo ano. A discussão está em cima da mesa por causa do mandato de Metsola, que termina já em janeiro. São 08h08, Carla. Antes dos Momentos de Glória, que outras notícias marcam esta manhã? Agenda cheia na Assembleia da República. Os deputados discutem hoje a eventual criação de uma comissão parlamentar de inquérito aos exames nacionais. O presidente da Assembleia da República fala também esta manhã aos jornalistas sobre a comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves. Realiza-se ainda a votação do requerimento do Chega para ouvir o diretor nacional da Judiciária e há também uma série de audições marcadas para as próximas horas. Desde logo, o ministro da Economia, sobre a execução do PRR. As audições ao atual presidente do INEM, Luís Cabral, e do antigo, Sérgio Janeiro, vão começar daqui a uma hora. Há dois incêndios ativos em Portugal continental. No terreno continuam mais de 1100 operacionais, apoiados por mais de 400 meios terrestres. Destaque para Évora, no combate às chamas no Monte da Ladeira, estão cerca de 340 bombeiros. Destaque ainda para o incêndio que começou segunda-feira em Penha Nova. Já está dominado. Nos trabalhos de rescaldo estão mobilizados cerca de 550 bombeiros.