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Pastor Carvalho. Carla, muito bom dia. Vamos ao Vaticano. Confirma que o Papa Leão XIV passou bem a noite. Isto depois de ontem ter sido diagnosticado com câncer do pulmão.
É a mais recente comunicação do Vaticano, em comunicado divulgado há instantes. A Santa Sé diz que o Papa passou bem a noite e promete mais novidades ao longo do dia de hoje. Quanto à operação de ontem, durou uma hora e meia, foi concluída sem complicações. Confirmou o cenário de câncer. Mas, Carlos Pedro, continua o mistério à volta dos próximos passos do tratamento.
Sabe-se apenas que o sumo pontífice deve ficar agora internado durante uma semana no hospital Gemelli, em Roma, onde ontem lhe foi removido o lobo inferior do pulmão direito e encontrado depois um adenocarcinoma pulmonar. O procedimento decorreu normalmente dentro do tempo e do modo esperados. Fonte do Vaticano confirma também que Leão XIV acordou sem problemas da anestesia e jantou assim que regressou ao quarto, no décimo andar do hospital Gemelli. A mesma fonte não adianta, contudo, informações acerca do que deverá acontecer nos próximos dias e semanas, até porque ainda decorrem exames complementares. Não se sabe, por isso, o prognóstico, nem as próximas etapas de tratamento, sendo que há as opções da quimio e da radioterapia.
Este é o tipo mais comum de câncer de pulmão, representa 60% dos casos. Mas que câncer é este, Carlos?
Um adenocarcinoma pulmonar é um tipo de tumor que costuma ser agressivo. É importante que o tratamento seja, por isso, iniciado o mais breve possível, tal como terá acontecido neste caso com Leão XIV. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde, este câncer surge frequentemente em não fumadores. Não estando relacionado com o tabagismo, pode estar ainda assim associado à exposição ao tabaco. Por se tratar de um câncer do pulmão de não pequenas células, este tumor cresce e metastiza de forma mais lenta.
Carlos Pedro, com o comunicado do Vaticano após a cirurgia ao Papa Leão XIV, de 71 anos. No domingo, revelou que os médicos descobriram, durante exames de rotina, um nódulo no pulmão, detectado numa fase inicial. A cirurgia de ontem veio confirmar o diagnóstico de câncer.
É também análise no explicador desta manhã, depois das 9h, com a ajuda do pneumologista Augusto Marques e do padre Ricardo Figueiredo. Numa semana marcada por novas polémicas a envolver Luís Neves, o secretário-geral do PS defende uma remodelação na administração interna e pede um apuramento de responsabilidades.
José Luís Carneiro fala numa situação insustentável de instabilidade constante no Ministério da Administração Interna. É a reação de José Luís Carneiro ao caso do SIRESP e à demissão de Ricardo Carrilho do cargo de secretário-geral do Ministério da Administração Interna. Em entrevista à RTP, o líder socialista exige ao primeiro-ministro uma tomada de posição que pode passar pela saída de Luís Neves.
É insustentável a situação de intranquilidade e a situação de instabilidade permanente no Ministério da Administração Interna. Se esta situação de instabilidade se mantiver, não vejo como é que o primeiro-ministro possa tomar uma decisão que não seja a de uma remodelação do Ministério da Administração Interna. Os factos relatados e reportados publicamente são de tal ordem graves que merecem um esclarecimento cabal e eventual apuramento de responsabilidades. O que é mais importante é que o primeiro-ministro, ele próprio, tome consciência do que se está a passar.
José Luís Carneiro alerta que este caso tem efeitos nocivos na confiança dos portugueses, nas instituições democráticas e já chamou tanto Luís Neves como Ricardo Carrilho ao Parlamento. Nesta entrevista à RTP, o secretário-geral do PS critica também Passos Coelho. Alerta que o ex-primeiro-ministro quer voltar ao tempo dos três Salazars.
O doutor Passos Coelho deu uma entrevista, não trouxe uma única ideia nova para o futuro do nosso país. E é muito importante que alguém que tem um contributo para dar para o futuro não esteja concentrado no passado. Não ouvi o doutor Passos Coelho a falar sobre esta insensibilidade que está no acordo da AD com o Chega e com a Iniciativa Liberal em relação à nova lei das rendas. Mas aquilo que eu tenho visto é que o doutor Passos Coelho quer aliar-se ao Chega, mas aliar-se ao Chega, como disse o doutor Paiás Maduro, como disse o doutor Matos Correia, se fizer uma aliança com o Chega, é para andar para trás, para andar para o tempo dos três Salazars. Não é isso, estou convencido, que a maioria do povo português deseja para o seu futuro e exprimiu essa vontade nas eleições presidenciais de forma muito clara.
José Luís Carneiro a reagir à entrevista de Passos Coelho, que defendeu uma coligação entre AD, Chega e Iniciativa Liberal. O secretário-geral socialista volta também a defender a abstenção na votação do Orçamento do Estado. Diz que seria impensável o país viver em duodécimos no atual contexto.
Continuamos na política, porque tomam as posses as comissões parlamentares de inquérito a Luís Neves e também às falhas na correção digital dos exames nacionais.
São dois dos temas que têm marcado a atualidade nos últimos meses. A partir de hoje, as duas comissões podem começar os trabalhos. Podem, sobretudo, começar a pedir documentos e indicar pessoas para serem ouvidas no Parlamento, sendo que as audições só devem começar no final de novembro, depois da votação final global do Orçamento do Estado para 2027.
O destaque vai para a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, imposta pelo Chega e que vai ser presidida pelo presidente do partido, André Ventura.
Uma escolha surpreendente, explica a jornalista do Observador, Inês André Figueiredo. Isto porque o presidente da CPI tem um papel diferente do tipo de intervenção a que estamos habituados ver André Ventura.
No fundo, quem costuma ser protagonista das comissões parlamentares de inquérito são os deputados. São aqueles que estão sentados e que, por muito estudo, muita investigação, durante várias semanas e meses, conseguem descobrir algumas coisas que podem deixar em maus lençóis quem está a ser ouvido. E, portanto, esse protagonismo costuma pertencer aos deputados e nunca ao presidente, porque o presidente, tal como acontece na presidência da Assembleia da República, também serve muito mais para não permitir que haja excessos, para organizar, para gerir, para chamar as pessoas, por exemplo, para serem ouvidas. É, no fundo, o garante da estabilidade, costumamos dizer isso para o presidente da República, mas numa comissão pequena, é isso que ele faz.
A jornalista Inês André Figueiredo, na história do dia de hoje. André Ventura espera tomar hoje posse como líder da CPI, sendo que tem acusado o presidente da Assembleia da República de tentar impedir o escrutínio a Luís Neves.
Há Momentos de Glória na Rádio Observador para ouvir já depois deste jornal das 8h. Antes disso, olhamos ainda para outras notícias em destaque a esta hora.
O governo anunciou hoje o vencedor da privatização parcial da TAPA. Em causa está a venda de até 49,9% do capital da empresa. A escolha vai recair entre Air France, KLM ou a Lufthansa. Uma destas empresas vai passar à fase final de negociação e de autorizações regulatórias. A decisão deve ser anunciada depois da reunião do Conselho de Ministros, que começa às 9h30. Hoje há greve no metro de Lisboa. Os comboios estão completamente paralisados e não há serviços mínimos. Os seis sindicatos que representam os trabalhadores avançaram com uma greve de 24 horas para exigir o cumprimento dos acordos com a administração. O metro de Lisboa só reabre amanhã de manhã. Pelo menos três pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas depois de um ataque da Rússia a Kiev. Há uma criança entre os feridos. Volodymyr Zelensky denuncia também um novo ataque a uma central elétrica em Kiev. O presidente da Ucrânia acusa a Rússia de ignorar o alegado cessar-fogo energético anunciado por Donald Trump.