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As notícias com Carla Jorge Carvalho. O STOP e a FENPROF anunciaram greve ao trabalho relacionado com as provas digitais que começam hoje a ser testadas nas escolas. O Ministério da Educação garante que deu todas as condições às escolas, mas diretores e professores dividem-se nas opiniões.

As provas começam a partir de hoje. O espaço para serem realizadas estende-se durante todo o mês. Trata-se de um teste para avaliar se as escolas estão preparadas para fazerem os exames finais em formato digital em maio e junho. Os diretores têm alertado que ainda há falta de equipamento, mas o Ministério da Educação garante que está tudo pronto, sendo que o STOP e a FENPROF anunciaram que vão fazer greve, não concordam com a realização destas provas e alertam que só vão sobrecarregar ainda mais os professores. A Maria Rio está numa escola básica em Vila Nova de Gaia. Maria, bom dia. Já é possível fazer um primeiro balanço não só da preparação destas provas, mas como também da adesão à greve?

Bom dia, Carla. Para responder a essas e outras questões, tenho comigo o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima. Estas provas digitais que arrancam hoje no quarto, sexto e nono ano, qual é o balanço que nos consegue dar? Em quantas escolas é que estão a acontecer? Como é que está a funcionar?

Está a acontecer em todas as escolas, começam hoje e terminam no dia 28 de fevereiro e é uma novidade no sistema educativo nacional. São provas de ensaio, são provas intercalares, que têm uma novidade muito importante que queria que os pais soubessem, é que são provas que podem contar para a avaliação final dos nossos alunos, ou seja, poderá ter uma ponderação a sua classificação na nota dos nossos alunos. No passado, isso não acontecia. É a grande novidade desta prova e penso que tudo irá correr dentro da normalidade. Claro que temos que perceber se todos os alunos têm o material digital para trabalhar, o instrumento de trabalho, que é o computador, se a rede das escolas, a rede internet funciona. Penso que globalmente a resposta às duas questões é positiva, mas temos que aguardar as próximas semanas para perceber se de fato os nossos alunos, o Ministério da Educação e as escolas estão em condições de avançar para as provas finais em formato digital e minha resposta é positiva, penso que estarão nessa condição.

Quanto a estas provas-teste que estão a ser realizadas, há escolas que podem optar ou não por usar estas avaliações para a nota final, correto?

É bom reafirmar isso. Sim, é a grande novidade destas provas, que agora se chamam testes moda, testes de monitorização das aprendizagens. Há escolas que vão valorizar, que vão ponderar, dar uma ponderação da classificação destas provas na classificação final dos nossos alunos e outras escolas isso não irá acontecer. Tem muito a ver com a autonomia das escolas e com a decisão que cada conselho pedagógico, cada direção executiva, tomou nas suas escolas.

Tal como tinha referido há pouco, estas provas podem ser mais difíceis de realizar em algumas escolas também por causa da falta de computadores, também por causa de questões de internet. O que acha que existe capacidade para que seja realizado sem quaisquer problemas neste âmbito ou acha que ainda existe falta nestes parâmetros?

Eu acho que, ao contrário daquilo que aconteceu no ano passado, em que as provas finais, por exemplo, do nono ano, estavam previstas serem realizadas em formato digital, e depois tivemos que recuar, foram realizadas em formato de papel esferográfica, este ano isso não vai acontecer. As provas de aferição atuais, provas moda, já foram realizadas em formato digital, irá manter-se, mas a grande novidade é que de fato, finalmente, as provas finais do nono ano irão ser realizadas em formato digital. Tudo se conjuga para que isso aconteça. Temos que aguardar, de fato, durante este mês, se as escolas estão preparadas para que isso possa suceder. Eu penso que globalmente estão preparadas e poderá haver um ou outro ajuste em algumas escolas para melhorar a rede internet, para facultar mais computadores, para que os nossos alunos tenham todas as condições para realizarem com tranquilidade estas provas finais e estas provas de ensaio.

Também relativamente a estas provas, hoje realiza-se a greve no Sindicato de Todos os Profissionais de Educação e a FENPROF. Esta é também uma das várias greves que têm acontecido desde o início do ano letivo. Consegue nos dar algum tipo de balanço, também explicar no que isto pode impactar também nos alunos?

Ainda é um pouco cedo para fazer um balanço. Aliás, nem hoje, nem amanhã, eu acho que durante a semana esse balanço poderá ser realizado. Agora, é mais um constrangimento para a realização destas provas, as greves que foram convocadas por uma confederação de sindicatos de professores e por um sindicato, claro que não ajuda ao desenvolvimento normal do processo. Iremos ver o grau de adesão e só aí é que se pode afirmar se de fato essa greve teve algum impacto na realização destas provas de ensaio.

Filinto Lima, muito obrigada. Ficamos aqui então com as palavras do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas, neste que é dia de arranque das provas testes em alunos do quarto, sexto e nono ano.

E vai ser assim durante todo o mês. A Maria Rio está numa escola básica em Vila Nova de Gaia. Estas provas abrangem cerca de 300 mil alunos, quarto, sexto e nono ano de escolaridade. A primeira disciplina a ser avaliada é a de Português.

E mudamos de tema. Donald Trump anuncia que vai impor tarifas de 25% em todas as importações de aço e alumínio.

O presidente dos Estados Unidos não dá mais detalhes, mas garante que as taxas vão entrar em vigor muito em breve.

Vou anunciar na terça ou na quarta-feira mais tarifas numa conferência de imprensa. E é simples, eles cobram-nos, nós vamos cobrar-lhes e vão entrar em vigor quase de forma imediata. Eu vou anunciar mais tarde os detalhes e vai ser para todos, incluindo outros países.

O anúncio foi feito por Donald Trump, a caminho da final da Super Bowl, aos jornalistas. Entretanto, e na sequência da série de tarifas impostas por Trump, Emmanuel Macron, presidente francês, deixa um aviso: os europeus devem estar preparados para retaliar. Também o chanceler alemão Olaf Scholz garante que a União Europeia pode reagir no espaço de uma hora às tarifas dos Estados Unidos.

São agora 9:08. Hoje no Explicador recebemos o antigo ministro da Economia, António Costa Silva, a propósito do novo livro que escreveu, mas antes, Carla, que outras notícias destacas?

O ministro português dos Negócios Estrangeiros vai hoje a Israel para uma visita oficial. Paulo Rangel vai encontrar-se com o ministro israelita. Rangel vai também à Cisjordânia. Tem previsto um encontro com o primeiro-ministro da Autoridade Palestiniana. Volodymyr Zelensky e J.D. Vance devem encontrar-se também esta semana, de acordo com a imprensa norte-americana. O encontro entre o líder ucraniano e o vice-presidente dos Estados Unidos deve acontecer em Munique, na Alemanha, à margem da Cimeira da Segurança. Na semana passada, Trump tinha avançado que iria conversar com o presidente ucraniano e o presidente russo sobre a guerra. No entanto, ainda não foi agendada uma reunião entre os chefes de Estado.

Carla Jorge Carvalho e as principais notícias que marcam esta manhã de segunda-feira. Quando forem 09:30, fazemos nova atualização.