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As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Primeiro-Ministro continua sem revelar que clientes teve na empresa familiar, mas promete dar respostas no Parlamento na sexta-feira. A empresa, agora detida pela mulher e pelos filhos, faturou mais de €700 mil em três anos de atividade. O Primeiro-Ministro continua sem revelar quem foram os clientes, que contratos foram celebrados e por que valores. O Observador questionou o gabinete do Primeiro-Ministro, mas não obteve resposta a estas perguntas. Ainda assim, Luís Montenegro promete que vai falar sobre o caso em breve. Miguel Gato.

Luís Montenegro não revela esses dados e só vai dar mais esclarecimentos sobre o tema no debate da moção de censura apresentada pelo Chega, marcado para sexta-feira. Há muito que continua por explicar sobre esta empresa. Sabe-se que tem sede em Espinho, na residência pessoal do casal Montenegro, e que tem como atividade principal a consultoria para os negócios e a gestão. Em resposta ao Correio da Manhã, jornal que avançou em primeira mão com a notícia, o Primeiro-Ministro afirmou que constituiu a Spinum Viva com o objetivo de incorporar o património herdado dos pais e revitalizá-lo, algo que nunca foi cumprido, porque entretanto Montenegro voltou à vida política ativa enquanto presidente do PSD. O Primeiro-Ministro explica que até agora a empresa apenas prestou serviços de consultoria no âmbito da proteção de dados. E é aqui que começam a surgir algumas questões, uma vez que não são conhecidos que contratos e que clientes permitiram à empresa faturar mais de €700 mil em três anos, nem que influência Montenegro tem na empresa, detida maioritariamente pela mulher, que tem formação acadêmica como educadora de infância e parcialmente pelos filhos mais novos, um deles que frequenta a faculdade e o outro recém-licenciado em Administração de Empresas na Universidade Católica do Porto. Nenhum dos atuais três sócios-gerentes parece ter conhecimento técnico especializado para prestar os serviços a que se dedica a empresa. Há ainda outras perguntas que continuam sem resposta. O facto da Spinum Viva não ter página online, e-mail ou telefone associado, são dúvidas a que o Primeiro-Ministro poderá atender em plenário.

Miguel Gato, e as dúvidas em torno da consultora familiar de Luís Montenegro, um caso que está a gerar polêmica, levou o Chega a apresentar uma moção de censura. A iniciativa vai ser discutida no Parlamento depois de amanhã, depois do Primeiro-Ministro voltar do Brasil. Na análise, o editor de política do Observador considera que Luís Montenegro poderia ter evitado este caso se já tivesse esclarecido as dúvidas que estão em causa. Rui Pedro Antunes entende que o Primeiro-Ministro deixou que o caso crescesse, o que permitiu também a apresentação da moção de censura pelo Chega.

Tudo isto cria muita dificuldade. Eu acho que Luís Montenegro poderia ter justificado isto tudo de uma vez, logo a seguir, e deixou que o caso crescesse. Não ia evitar, obviamente, a moção de censura de André Ventura, porque isso não era possível. Creio que Luís Montenegro deixou o caso arrastar e agora toda a gente vai querer saber com muito mais detalhe coisas que na altura talvez não ficasse logo esclarecido numa conferência de imprensa e não se fosse tão longe.

Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador, a considerar que as informações que se sabem até agora sobre o caso que envolve Luís Montenegro são preocupantes. Este é um artigo que faz esta hora manchete no site do Observador. Vai ser também o tema do Explicador, com debate entre Alberto Campos Fernandes, do PS, e Miguel Relvas, do PC, já a seguir a este jornal. Donald Trump revela que pode encontrar-se nos próximos dias com Vladimir Putin. Até ao fim do mês, é o que diz o presidente dos Estados Unidos, que já tinha admitido a possibilidade de reunir-se com o presidente russo. Trump mostra-se ainda confiante com as negociações de paz para a Ucrânia, depois da reunião na Arábia Saudita com altos dirigentes da Rússia.

Estamos muito mais confiantes agora. A reunião foi ótima. A Rússia quer agir, quer parar esta barbárie. Há milhares de soldados a morrer todas as semanas. É ridículo.

Donald Trump numa conferência de imprensa ontem à noite. O presidente dos Estados Unidos adianta ainda que apoia a realização de novas eleições na Ucrânia. E na análise, o especialista em Relações Internacionais, Orlando Sá Moisés, considera que se existirem eleições na Ucrânia, isto pode significar uma vitória derradeira para Vladimir Putin. As delegações russa e norte-americana terão concordado que esta é, de resto, uma condição para a paz. Ora, esta manhã, no Gabinete de Guerra, Orlando Sá Moisés explica que a medida pode favorecer Putin.

E esta pode ser mesmo uma vitória derradeira, porque aquilo que notamos foi que houve alguma relutância de Moscou em continuar, para já, a sua guerra de expansão por meios militares. Vemos que pode ter tentado aumentar a sua influência através das eleições, ou até mesmo de alguns tipos de sabotagem ou de guerra híbrida. Mas as eleições podem ser oportunidade para alguma instabilidade.

A análise do especialista em Relações Internacionais, Orlando Sá Moisés, esta manhã no Gabinete de Guerra. Entretanto, em França vai decorrer hoje uma segunda reunião entre países europeus para discutir a guerra. Portugal vai participar depois de ter estado ausente na primeira reunião de segunda-feira. O Canadá, país aliado da NATO, também vai juntar-se ao encontro promovido pelo presidente Emmanuel Macron. E no Brasil decorre a cimeira luso-brasileira. Luís Montenegro vai ser recebido por Lula da Silva no Palácio do Planalto. Objetivo: reforçar os laços bilaterais. Luís Montenegro faz-se acompanhar de 11 ministros. Ontem foi a vez de Marcelo Rebelo de Sousa ser recebido por Lula. Os dois falaram sobre os grandes desafios internacionais que surgem depois da nova administração norte-americana.

Nós estamos à espera que os parceiros, amigos e aliados tenham certos comportamentos. Tiveram durante décadas e, de repente, estão a dar sinais que vão deixar de ter, ou já deram sinais que vão deixar de ter. Temos de repensar bem como é que nos vamos posicionar perante essa nova situação, que é uma situação muito nova e, nesta medida e nesta escala, muito inesperada.

As declarações aos jornalistas de Marcelo Rebelo de Sousa, depois de ter sido recebido por Lula da Silva. São agora 9h07, já a seguir o Explicador, mas antes, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Foram registados esta madrugada dois sismos na zona de Silves, um de magnitude 2,9, outro de 2,7 na escala de Richter. São dados do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O IPMA adianta que os sismos não terão sido sentidos. Foram registados nas estações da rede sísmica do continente. O epicentro localizou-se a cerca de 25 km a nordeste de Silves. Os dois abalos acontecem na semana em que na região de Lisboa foi sentido um sismo de 4,7 na escala de Richter. O Patriarca de Lisboa pede orações pelo Papa. Rui Valério enviou uma carta a todas as paróquias e comunidades do patriarcado, onde faz esse apelo. Entretanto, o Vaticano informa que Francisco passou uma noite tranquila e pacífica. O líder da Igreja Católica continua internado com um quadro clínico complexo. Tem uma pneumonia bilateral. Cancelou a agenda até domingo. O Hamas afirma que está pronto para a libertação de todos os reféns de uma só vez. A proposta consta da segunda fase do plano de cessar-fogo. Ainda assim, avisa que tal só será possível se Israel aceitar um cessar-fogo permanente e uma retirada completa das tropas israelitas da Faixa de Gaza. E agora imaginem comigo: estavam a fazer uma máquina de roupa, como acontece tantas vezes, e dentro da máquina estava um réptil.

Isso eu morria.

Tu morrias.

Répteis, não.

Qual era? Lagartixa? Boa pergunta.

Uma cobra.

A cobra mais venenosa do mundo numa máquina de roupa. Como é que foi lá parar? Nos Estados Unidos.

Foi tomar banho.

Não sabemos como é que lá foi. O que sabemos é que foi um tratador de répteis que conseguiu retirar a cobra sem ferimentos, nem nos humanos, nem no animal, nem na roupa.

E a roupa ficou atingida?

Nem quero imaginar. Mas foi lavada muitas vezes. A seguir. A 80 graus.