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Nove horas. Jornal das Nove, com edição do João Gama. São e salvo, os Estados Unidos resgataram esta madrugada o piloto de combate que estava desaparecido no Irão. Trump fala numa das mais ousadas missões de busca da história norte-americana.
Sendo, João, que foi o próprio presidente dos Estados Unidos da América anunciar esta operação de resgate na rede social Truth. Donald Trump adianta que o coronel agora resgatado tinha a sua localização a ser monitorizada pelo exército norte-americano 24 horas por dia. O piloto estava em território inimigo, nas montanhas do sul do Irão. Esteve desaparecido durante dois dias depois do caça F-15 ter sido abatido por forças iranianas. Era o segundo elemento da tripulação. O piloto principal da aeronave foi resgatado ainda no dia em que o caça foi abatido.
Esta foi uma operação que envolveu centenas de soldados das Forças Especiais dos Estados Unidos. É o que podemos ler no New York Times.
Escreve que o piloto resgatado já foi transportado para o Kuwait para receber tratamento médico. O militar foi resgatado, mas não sem esforço. Houve mesmo um tiroteio entre as forças norte-americanas e iranianas. É o que diz um alto funcionário militar a este jornal norte-americano. Houve também um obstáculo que atrasou esta operação. Dois aviões de transporte que deveriam levar as Forças Especiais para um local seguro ficaram presos numa base remota do Irão. Três novos aviões foram enviados para resgatar as forças e explodiram as aeronaves para impedir que caíssem em mãos iranianas.
A imprensa iraniana conta uma versão diferente. Diz que cinco pessoas foram mortas durante a operação dos Estados Unidos e várias aeronaves americanas terão sido abatidas.
É o que podemos ler na agência de notícias Tasnim. A Guarda Revolucionária Iraniana revela que um avião C-130 norte-americano foi abatido no sul de Isfahan e também dois helicópteros Black Hawk. É uma informação que carece de confirmação. Do lado norte-americano, já a agência de notícias Fars publicou uma fotografia de uma densa coluna de fumo que descreve a mensagem de Donald Trump como uma tentativa desesperada de esconder uma enorme derrota.
João, esta é uma guerra que afeta todo o Médio Oriente. Sabemos agora que um ataque iraniano danificou centrais de energia no Kuwait.
E uma central de dessalinização de água salgada. O emirado classifica o ataque com drones como uma hedionda agressão que, apesar de não fazer vítimas, resultou em danos materiais significativos. A petrolífera estatal do Kuwait anunciou também que um dos seus complexos foi alvo de ataques esta madrugada, provocando assim um incêndio. Noutro palco da guerra, os Huti do Iémen, aliados do Irão, reivindicaram o ataque contra o aeroporto de Ben Gurion, que aconteceu ontem em Israel, assim como outros supostos alvos militares vitais no sul de Israel. É já o quinto ataque lançado a partir do Iémen desde o início da guerra.
Vão ser temas em destaque no gabinete de guerra para ouvir esta manhã depois do Jornal das 10. Entretanto, a Itália está a limitar o abastecimento em quatro aeroportos devido à falta de combustível.
Anúncio que é feito por uma subsidiária da gigante petrolífera BP. A Air BP Itália informa, num boletim aeronáutico, que as restrições vão afetar os aeroportos de Bolonha, Milão e Veneza. Este racionamento no reabastecimento de aviões vai manter-se em vigor até quinta-feira desta semana. São aeroportos que têm ligação a Portugal. Por exemplo, o aeroporto Milão Linate tem voos regulares para Lisboa e Porto, Veneza e Bolonha têm ligações a Lisboa e o aeroporto de Treviso tem ligação com o Porto. O grupo Save, que gere alguns destes aeroportos, já veio desvalorizar a medida e defender que as restrições não são significativas, as operações estão garantidas e não devem surgir quaisquer problemas.
E hoje é domingo de Páscoa. O Papa Leão preside às celebrações pela primeira vez no seu pontificado.
A missa começa a ser celebrada daqui a 15 minutos, na Basílica de São Pedro. Um pouco mais tarde, vai acontecer a bênção Urbi et Orbi, na Praça de São Pedro. Em Lisboa, o cardeal patriarca Rui Valério vai presidir a missa na Sé às 11h30 da manhã. As celebrações acontecem em plena guerra, no Médio Oriente e na Europa. Foram esses os temas que marcaram a homilia da vigília pascal de ontem à noite, do bispo de Setúbal. O cardeal Américo Aguiar pede um sobressalto aos católicos face ao sofrimento do mundo, dando como exemplo as guerras em todo o mundo e também em Portugal, os números oficiais sobre as violações.
Fim de semana de Páscoa, vamos a um balanço, precisamente dessa Operação Páscoa nas estradas portuguesas. Até agora morreram 14 pessoas.
O balanço do dia de ontem da GNR adianta que é o registo mais grave dos últimos três anos. É já o dobro do que tinha sido registado no ano passado e por isso o capitão Pedro Antunes manifesta algum desânimo com os números que estão a ser registados este ano.
Sem dúvida. Estes números não são felizes, sobretudo por uma época em que está marcada essencialmente pela união familiar e passagem da Páscoa, pelo que a GNR continuará firme na estrada ou, neste caso, nos principais eixos rodoviários, sobretudo agora a preparar o regresso.
As declarações de Pedro Antunes, da GNR, a fazer este balanço ao final do dia de ontem. A GNR vai continuar na estrada nesta Operação Páscoa até amanhã, segunda-feira.
No desporto, um empate que está a dar muito que falar. O Futebol Clube do Porto recebeu o Famalicão no Estádio do Dragão, num jogo que teve um final dramático.
Dois gols depois dos 90 minutos. Fofana repôs a vantagem para os Dragões depois do tempo regulamentar, mas mesmo ao cair do pano. Noventa mais 10. Rodrigo Pinheiro marcou pra equipe do Famalicão e fixou o resultado final: um empate a duas bolas. Francisco Farioli não escondeu a desilusão, criticou a falta de empenho dos jogadores E apontou também o dedo à arbitragem.
Como já vos disse, a área de interpretação está sempre a mudar muitas vezes. Há um momento em que o puxão é suficiente e na semana seguinte já não é suficiente. Mas o maior problema é a direção que esta decisão toma. E eu já vos disse, e até podem tirar daqui um bom título, a zona cinzenta tem estado a tornar-se verde. Aliás, é verde desde o início da época.
O técnico italiano Francesco Farioli, na conferência de imprensa, a queixar-se de um possível pontapé de pênalti a favor dos Dragões, que acabou por não ser assinalado. Do lado do Famalicão, o treinador Hugo Oliveira deixou elogios tanto aos Dragões como à equipa famalicense.
Jogamos aqui perante um grande adversário, um grandíssimo adversário, muito forte, com muitas alternativas, com muita capacidade individual, mas também muita capacidade coletiva. O jogo entrou numa toada forte, agressiva, mas muito tática, e eu tenho que tirar o chapéu aos meus rapazes, porque tiveram um comportamento incrível do ponto de vista da interpretação daquilo que foi o jogo. Tivemos jogadores com exibições, na minha opinião, fantásticas, porque com a idade que eles têm, com a capacidade de interpretar o jogo como eles tiveram. Hoje experimentamos uma forma de estar um bocadinho diferente, sem bola, e a capacidade interpretativa deles muito boa, mas mantendo a mesma coragem perante um ambiente fantástico. Um grandíssimo jogo de futebol entre o Futebol Clube do Porto e o Famalicão.
Declarações de Hugo Oliveira, treinador do Famalicão. Este resultado ajuda a relançar as contas do campeonato. O Sporting, que tem ainda um jogo em atraso, está a cinco pontos dos Dragões. O Benfica joga amanhã, está a três pontos do Sporting e a oito do Futebol Clube do Porto.
O campeonato pode estar relançado, mas ainda de olhos na arbitragem, o ex-árbitro internacional Pedro Henriques não dá razão a Francesco Farioli, diz que não há pênalti sobre Denis Gul e que o Famalicão foi prejudicado pela arbitragem no Dragão.
Explica que antes deste lance criticado pelos Dragões, há uma falta idêntica de Alberto Costa, que poderia ser assinalada a favor do Famalicão. E fora desses dois lances, Pedro Henriques encontra um pênalti e um cartão vermelho, que fico por mostrar.
O Zaidu, ao saltar para encetar e cabecear a bola, acaba por levantar o braço direito e movimenta o seu braço, mais concretamente a zona do cotovelo, na direção da cabeça, parte de trás da cabeça, na zona da nuca, do Gustavo Sá. E fica claramente um pontapé de pênalti por assinalar, porque é uma entrada negligente na maneira como aborda e depois amarelo ou vermelho, conforme se for excessivo, é cartão vermelho, quando a entrada é só negligente, e este só entre aspas, é penível um cartão amarelo. Ora, claramente pênalti, claramente cartão amarelo por esta entrada negligente usando o braço, e neste caso concreto, o cotovelo, acertando em cheio na nuca, com movimento que é deliberado e no sentido dessa mesma nuca e portanto, faltou aqui a intervenção do VAR.
Por isso, Pedro Henriques dá uma nota quatro à equipa do árbitro Sérgio Galho. Ainda esta noite, o Braga venceu em Moreira de Cónegos e consolidou o quarto lugar do campeonato. Tem mais quatro pontos que o Gil Vicente e o Famalicão e um jogo em atraso. São temas em destaque na edição deste domingo de "E o Campeão É". É para ouvir depois das 11h30. O Jornal das Nove fica por aqui.