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Notícias às 9, com o jornalista Luís Soares. António José Seguro começa daqui a pouco o segundo e último dia da visita oficial à Espanha. Depois do encontro com jovens, a marcar o domingo, hoje são as audiências com o rei de Espanha e o presidente do governo.

O primeiro encontro vai ser com o chefe de Estado, no Palácio Real em Madrid, onde António José Seguro e a mulher vão depois almoçar com Felipe VI e também com a rainha Letizia. A terminar a visita, mais a meio da tarde, o presidente português vai ter uma reunião com Pedro Sánchez. A Carla Jorge Carvalho está em direto de Madrid a acompanhar esta visita. Carla, a ideia da visita de Seguro a Madrid é fortalecer também as relações bilaterais e aqui o foco está, necessariamente, no encontro com o chefe do governo espanhol.

Sim, Luís, e esse poderá ser até o momento mais delicado desta visita, isto se estivermos em linha de conta o que são as posições oficiais do governo de Espanha, sobretudo em matéria de política externa, comparando com o governo português, o governo de Luís Montenegro. Ainda por cima, Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros, é o representante do governo que está a acompanhar Seguro nesta visita e está a participar em todas as ações do presidente. Não é segredo, neste momento, que Montenegro e Sánchez se olham com alguma desconfiança um para o outro. Aliás, isto ficou bem patente quando Montenegro visitou Madrid e foi também a primeira visita oficial ao estrangeiro do primeiro-ministro português. Houve, na altura, alguns embaraços, nada de irritantes, mas sim alguns embaraços. E o que é que pode ser embaraçoso desta vez? O artigo do Rui Pedro Antunes, que creio que ainda está na sete, no Observador, explica um pouco qual é o contexto deste encontro. Sabemos, Pedro Sánchez e António José Seguro são ambos socialistas. Sánchez poderá, no entanto, ter a tentação de alguma forma comprometer Seguro com algumas das posições do governo espanhol, nomeadamente sobre Israel ou o Irão, ou o simples fato de lembrar que Seguro já liderou o Partido Socialista Português e ser um social-democrata pode não ser propriamente aquilo que Seguro pretende nesta altura. E mesmo que não haja declarações previstas no final do encontro, e para já não há, e provavelmente não haverá mesmo declarações conjuntas dos dois ao mesmo tempo, pode sempre existir um tweet, uma referência nas redes sociais por parte do governo espanhol ou com uma breve frase e a inevitável fotografia que ambos tirarão. Isto pode ser delicado para Seguro, que quer manter a imagem de equidistância por todas as razões, porque quer ser o presidente de todos os portugueses e bem nos lembramos todos como foi a campanha eleitoral em que Seguro quis fugir das gavetas, não quis entrar em nenhuma gaveta, lembrando também a base alargada que o elegeu na segunda volta das eleições. Este vai ser o último ponto do programa e, como dizias, só lá mais para a tarde. Daqui a pouco será com o rei. Seguro ficou sensibilizado com o facto de Felipe VI ter ido à tomada de posse a 9 de março, a Lisboa. O rei já tinha ido a Marcelo, mas com Marcelo Rebelo de Sousa havia uma relação pessoal e uma relação de amizade. Seguro quer retribuir, ainda por cima com um dado que também não é irrelevante. Seguro fala muito bem espanhol, nasceu e viveu parte da vida na zona raiana, em Penamacor, e por isso o encontro, até nesse sentido, será mais fácil.

O certo é que ontem o primeiro dia, Carla, ficou marcado pelo encontro de António José Seguro com jovens portugueses que vivem e trabalham em Espanha. Oportunidade também para o presidente fazer algumas comparações entre os dois países, nomeadamente no que diz respeito às questões laborais.

Sim, isso ficou também patente depois de Seguro ter querido, sobretudo, ouvir estes jovens. Provavelmente, muito daquilo que ouviu era o que estava à espera, porque estamos a falar de um grupo, eram cerca de 40 jovens qualificados, muito qualificados, que naturalmente encontram oportunidades de trabalho muito mais competitivas fora de Portugal do que no país de origem. Isso ficou, sobretudo, claro numa conversa que se arrastou um pouco mais do que as outras.

Falam em oportunidades, falam em salários, falam em progressão na carreira ou falam em oportunidades globais de qualidade de vida?

Ambos. Acho que o mercado de Portugal, inevitavelmente, é um mercado mais pequeno e o mercado espanhol, por exemplo, cobre toda a América Latina e é mais interessante, onde se pode adquirir mais experiência, mas a questão salarial foi uma questão muito pertinente na escolha.

Há mesmo uma diferença substancial.

Há uma diferença muito significativa. Numa cidade que está tão perto de Lisboa ou do Porto, há uma diferença muito grande de um país ao outro.

Que um dia tenha razões salariais para incentivar a regressar. Está bem?

Esta pequena conversa ilustra, no entanto, perfeitamente a frase que Seguro acabou por dizer uns minutos depois à comunicação social, dizendo que Portugal é um país extraordinário para viver, mas precisa de fazer melhorias para também ser um país extraordinário para trabalhar e o tom ficou marcado para as audiências desta segunda-feira. Nesta ronda de curtas conversas com os jovens, deu também para tudo, Luís. Até para encontrar quase contrários.

Borja Faria Pereira, Pereira errada. O meu pai é português, a minha mãe é espanhola e eu toda a vida vivi cá em Madrid.

Mas já foi a Portugal, presumo.

Vou todos os anos três ou quatro vezes. E agora tenho dois filhos e gosto imenso e vamos a São Martinho do Porto.

Ah, sim.

Todos os anos.

Fica muito perto das Caldas da Rainha. Eu vivo nas Caldas da Rainha. Sim.

Vou sempre a Portugal um dinheiro comprar alguns presentes.

Muito bem. Então temos que nos encontrar lá nas Caldas da Rainha. Está bem?

Eu trabalho na Repsol e sou engenheiro de profissão.

Não sabemos se vai ver um encontro nas Caldas da Rainha, mas percebemos que as relações bilaterais funcionam bem, sobretudo ao nível das famílias. Hoje, no entanto, os encontros serão mesmo em Madrid.

A reportagem direto da Carla Jorge Carvalho, que vai acompanhar então estes encontros de António José Seguro com o rei de Espanha e também com o presidente do governo espanhol. Na quarta-feira, António José Seguro vai receber em Belém os parceiros sociais.

E a mais recente sondagem mostra que os portugueses acreditam que António José Seguro vai ser um melhor presidente da República do que Marcelo Rebelo de Sousa.

É o que mostra um estudo de opinião da Intercampus, para o Correio da Manhã e para o Jornal de Negócios. Apenas um quarto dos inquiridos acredita que o novo chefe de Estado vai ter um desempenho pior do que o de Marcelo Rebelo de Sousa. António José Seguro tomou posse no início de março, tem adotado um estilo mais resguardado e mais contido do que o antecessor. Escolheu também como primeiro tema a presidência aberta, a recuperação das zonas atingidas pelas tempestades. Cinquenta e sete por cento dos inquiridos acreditam que a atuação do novo presidente está a ser melhor do que imaginavam quando venceu as eleições.

A maioria dos portugueses discorda de Luís Montenegro e não acredita que o país esteja melhor.

É o que mostra uma outra sondagem, uma sondagem da Aximage para o Diário de Notícias. Sessenta e oito por cento dos inquiridos não encontram as mesmas melhorias que o primeiro-ministro. Estes dados mostram, aliás, que nem os eleitores que votaram na AD concordam com a visão de Luís Montenegro, apesar de aqui serem apenas 49%, um número que sobe para 76 ou 78, no que diz respeito a eleitores do CHEGA ou do Partido Socialista.

O Tribunal Administrativo de Lisboa vai julgar a ação que José Sócrates interpôs ao Estado português em 2017, no âmbito da Operação Marquês.

Anúncio feito pelo antigo primeiro-ministro em comunicado esta manhã. Em causa, uma ação que entrou há nove anos no tribunal. Em 2013, José Sócrates alegava violação dos prazos máximos legais do inquérito da Operação Marquês. Hoje, um comunicado do ex-chefe de governo reforça que a marcação do julgamento deste megaprocesso não resultou do normal funcionamento do sistema judicial. José Sócrates acusa o Estado português de ter atuado por medo da jurisdição europeia. O julgamento está então marcado para 14 e 15 de maio.

Professores e Ministério da Educação voltam hoje a sentar-se à mesa das negociações para discutir a revisão do estatuto da carreira docente.

O governo apresentou em março uma proposta para contratar professores em moldes totalmente novos. Pretende criar um concurso externo ao longo do ano para preencher de forma imediata vagas por baixo apresentações. Os sindicatos têm estado contra. De resto, a FENPROF anunciou uma concentração à porta do ministério, à mesma hora que as negociações, que de resto começam por esta hora. Em direto neste jornal está a repórter Teresa Freire, precisamente no Ministério da Educação, para nos dar conta, Teresa, daquilo que vai estar hoje em cima da mesa.

Bom dia, Luís. Vai estar em cima da mesa, tal como dizias, as regras de acesso à profissão e os mecanismos de recrutamento e admissão. O Ministério da Educação quer acabar com os atuais mecanismos e criar um concurso externo contínuo que decorra ao longo do ano letivo. O objetivo é permitir preencher de forma imediata as vagas que vão surgindo ao longo do ano letivo. Com este novo modelo, também se pretende que os candidatos se possam apresentar a um concurso a qualquer momento. Desta forma assim, acaba a exclusão de recém-diplomados. Entre as regras que se mantêm, está a colocação dos professores através da lista graduada nacional, que faz uma ordenação tendo em conta os anos de serviço e a classificação no curso de habilitação para docência. A ambição do ministério é concluir estas negociações até junho, para serem já implementadas as novas regras no próximo ano letivo. A primeira reunião está agora marcada para esta hora, para às 09:00, entre o Ministério da Educação, Fernando Alexandre, e a Federação Nacional de Educação. Acabaram agora de subir para a sala para reunirem. Chegaram, portanto, a horas. Daqui a uma hora, às 10:00, entram vários sindicatos, entre eles a Federação Nacional de Educação e Investigação e também o SIPO, o Sindicato Independente de Professores e Educadores. Já às 11:00, é a vez da Federação Nacional dos Professores reunir com o ministro, a FENPROF, e às 12:00 é a vez do STOP, o Sindicato de Todos os Profissionais de Educação. Importante recordar que na última onda negocial, o STOP fez um protesto à porta do ministério e por isso ficaram impedidos de reunir com o ministro. Desta vez foi a FENPROF a fazer essa ameaça de protesto, mas por enquanto está tudo tranquilo aqui no Ministério da Educação, não há sinais. Não sei se será ou não mais perto da hora, teremos de aguardar para ver, uma vez que a FENPROF só reúne às 11:00. Além do ministro Fernando Alexandre, marca também presença o secretário de Estado-adjunto e da Educação, a secretária de Estado da Administração Escolar e a secretária de Estado da Administração Pública, nestas reuniões que vão decorrer ao longo desta manhã.

E são reuniões que a Teresa Freire vai acompanhar no Ministério da Educação ao longo de toda a manhã.

O Irão acusa os Estados Unidos de pirataria armada e promete retaliar depois do exército norte-americano ter apreendido um navio de carga iraniano no Estreito de Ormuz.

O comando militar do Irão acusa a Casa Branca de violação do cessar-fogo ao disparar contra um navio comercial iraniano no Golfo de Omã. A Marinha norte-americana divulgou esta manhã que a embarcação foi interceptada no mar da Arábia e que foi abatida por ter ignorado vários avisos ao longo de seis horas. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos fala numa operação conduzida de forma deliberada, profissional e proporcional para garantir o cumprimento do bloqueio do Estreito de Ormuz. Perante este cenário de tensão no Médio Oriente, o Irão afasta participar nas negociações de hoje em Islamabad com a Casa Branca. A delegação norte-americana volta a ser liderada pelo vice-presidente JD Vance. A Sociedade de Imprensa escreve que o Paquistão intensificou os contactos diplomáticos com os Estados Unidos e Irão para garantir o avanço nas negociações. O ministro da Administração Interna paquistanês esteve também reunido com a embaixadora norte-americana no Paquistão para preparar uma nova ronda de negociações.

Na análise, o especialista em assuntos internacionais, Miguel Baumgartner, avisa que os Estados Unidos não podem prolongar esta guerra por muito mais tempo.

Foi no gabinete de guerra desta manhã. Miguel Baumgartner diz também reconhecer que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Teerão tem uma visão mais liberal do conflito e quer fazer um acordo de paz com a administração Trump, mas acredita que a ala conservadora do poder iraniano sabe que o tempo de conflito para o presidente norte-americano é cada vez mais escasso.

Para os Estados Unidos não é Politicamente, muito mais semanas, muito mais meses desta guerra. E esta ala quer, acima de tudo, ganhar esta batalha através do cansaço. E é por isso que nós estamos a ver aqui um vai e vem, que eu acredito que neste vai e vem diplomático, os Estados Unidos cada vez menos estão a ter paciência.

Miguel Baumgartner no gabinete de guerra desta manhã.

O Futebol Clube do Porto é cada vez mais líder do campeonato. O Sporting perdeu ontem em Alvalade com o Benfica, os Dragões aproveitaram e venceram o Tondela por 2 x 0.

O Porto, que tem agora sete pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Benfica, enquanto o Sporting tem um jogo em atraso. O Porto só precisa de não escorregar para ser campeão nacional, mas o treinador, a Francesco Farioli, diz que ainda é cedo para dar o campeonato como encerrado.

Se começarmos a fazer cálculos, precisamos deste, precisamos daquele, perdemos o foco. Na verdade, temos que continuar da mesma forma. Sabemos onde está a meta, mas sabemos também quantos passos precisamos de dar. São muitos jogos para serem jogados e o próximo é para a taça. Depois vamos preparar o jogo do fim de semana, mas sempre com a mesma abordagem, jogo a jogo, com muita conexão e concentração, porque como se viu hoje, não são jogos fáceis, então não importa ficar aqui a fazer cálculos desnecessários.

O treinador do Porto, Francesco Farioli, a virar já a página para o clássico de quarta-feira frente ao Sporting, é a segunda mão das semifinais da Taça de Portugal.

O derby de ontem acabou com a vitória encarnada no Estádio de Alvalade por 2 x 1.

Um jogo que só se decidiu depois dos 90 minutos. No final da partida, Rui Borges descreveu o resultado cruel. Ainda assim, o treinador do Sporting não desiste da corrida pelo título.

Ficam mais difíceis, como é lógico, e não podemos fugir a isso. Agora, enquanto matematicamente for possível, nós vamos lutar até o fim por aquilo que nós queremos, que é chegar ao primeiro lugar. Sabemos que esta derrota acaba por dificultar mais aquilo que é a nossa vontade, o nosso desejo, com poucos jogos pela frente para o fim do campeonato, mas enquanto houver vida, nós vamos lutar por ela.

O amargo de boca de Rui Borges, o Benfica chega ao segundo lugar de forma provisória, até porque o Sporting ainda tem um jogo em atraso. Já o treinador José Mourinho lamenta que o Benfica esteja dependente de eventuais deslizes do Sporting para chegar ao segundo lugar e também à qualificação para a Liga dos Campeões na próxima temporada.

Continuamos a depender dos resultados dos outros. A minha frustração no Casa Pia foi exatamente porque foi naquele momento que nós perdemos a situação de depender somente de nós. Eu queria vir aqui hoje jogar pra ganhar e jogar pra ser segundo. Viemos aqui jogar pra ganhar, ganhamos, mas continuamos a depender dos resultados do Sporting, para não falar obviamente do Porto, que já é uma vantagem significativa.

Análise de José Mourinho no final do jogo do derby lisboeta, que terminou com a vitória encarnada.

Luís, um jogo que fica marcado por dois pontapés de penalti, um para cada equipe, e com algumas queixas da equipe leonina.

Que, de resto, pediu a repetição do penalti que tinha sido falhado por Luís Suárez. Os jogadores do Sporting queixavam-se de uma invasão de área, mas o áudio árbitro do Observador, Pedro Henriques, não dá razão à equipe da casa. Explica que as regras mudaram.

Se o jogador, neste caso em questão o Schjelderup, só jogar a bola sem consequência para o adversário, não é para punir. Dito de outra maneira, quando nós paramos a imagem do Schjelderup a tocar na bola, o Luís Suárez está longe, está na zona da marca, portanto não está lá sequer a tentar recarregar e não há nenhum outro jogador, e o Uhman é um dos que está ali mais próximo, que esteja a tentar chegar à bola ou esteja perto da bola. E, portanto, dentro destas perspectivas, não há impacto em relação a qualquer jogador do Sporting.

É a visão do antigo árbitro internacional Pedro Henriques no Sem Falta da Rádio Observador.

São agora 9h17, Luís Soares, antes do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã?

O presidente da Assembleia da República está hoje por Leiria. José Pedro Aguiar Branco visita as zonas mais afetadas pela depressão Cristine. Vai estar acompanhado pelos líderes dos grupos parlamentares e deputados únicos dos partidos. As alterações na rede SIRESP vão ser já visíveis durante o verão, garantia do ministro da Administração Interna, em entrevista à Rádio Antena Um. O responsável pela pasta revela que as mudanças vão ser anunciadas já nos próximos dias. E agora, tenho uma pergunta para vocês, penso que conhecem esta fadista.

Dizem: Sara, tem cuidado com o que dizes. Lá vá cara, tu não mostres de onde vens.

Sara Correia.

Sara Correia, precisamente. Sara, é Sara, claro, e que tem dado que falar. De resto, vai hoje abrir um festival em Londres, o festival La Linea.

Música latina, não é, Luís?

Está, com esse nome, tinha de ser. E de acordo com a organização, a edição deste ano apresenta um cartaz composto 90% por artistas femininas, com espetáculos marcados em vários locais da cidade. E não é a primeira vez que a fadista natural dos Celos participa neste festival, já tinha marcado presença também em 2022.

É sempre bom, não é? Ver os nossos artistas a serem reconhecidos lá fora.

A ter o mercado internacional. Mesmo e com fado.

E com fado.

Exatamente. Não é preciso cantar em inglês.

Ora bem, e este concerto é apenas o primeiro de uma série de atuações de Sara Correia fora de Portugal. Ela tem concertos marcados em várias cidades dos Países Baixos no próximo mês de maio e também em setembro, um concerto em Paris.

Não sou de mais lado nenhum, eu sou de Chelas. Não sou de mais lado nenhum, eu sou de Chelas. Dizem: Sara, a maquilhagem está carregada. Dizem: Sara, finge lá ser o que não és.