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Nove um. As notícias na Rádio Observador com Luís Soares. O incêndio em Arouca entrou esta manhã em fase de resolução. Os bombeiros conseguiram dominar as chamas, mas a Proteção Civil garante que não vai baixar a guarda com medo de reacendimentos nas próximas horas.

O incêndio que estava ativo desde terça-feira foi dominado já esta manhã. No terreno decorrem agora as operações de consolidação e rescaldo, uma vez que ainda existem alguns pontos quentes, como explica à Rádio Observador o segundo comandante sub-regional da Proteção Civil do Cávado, Bruno Silva.

Aquilo que foram os trabalhos desenvolvidos durante a noite pelos operacionais no terreno e a grande ajuda das condições meteorológicas, porque tivemos a entrada de bastante humidade, levou-nos àquilo que era o nosso objetivo, conseguir dominar as três frentes de incêndio. Duas durante a madrugada e agora, há muito pouco tempo, conseguimos chegar ao domínio da terceira frente, que ainda tem alguns pontos quentes e também está numa zona de escarpa, porque é um dos grandes constrangimentos.

De resto, em Arouca há, nesta altura, dois meios aéreos nas operações de consolidação e rescaldo deste incêndio, que entrou agora em resolução. De resto, o segundo comandante sub-regional da Proteção Civil, Bruno Silva, afirma que apesar do fogo estar agora nessa fase de resolução, as autoridades não vão baixar a guarda.

Agora, mesmo o incêndio estar dominado, não nos obriga a baixar a guarda, porque ainda temos muito trabalho pela frente. O perímetro do incêndio é bastante extenso. Temos frentes que estão em locais de muito difícil acesso e dá nota àquilo que foi o empenho e o trabalho das diferentes equipas e das diferentes entidades durante a noite, que conseguimos chegar a esta situação. Mas durante o dia não vamos baixar a guarda, vamos manter aquilo que é a vigilância, operações de rescaldo, com o apoio de alguns meios aéreos. E esse é o nosso objetivo durante o dia, tentar impedir que haja problemas maiores.

O ponto de situação feito pelo segundo comandante sub-regional da Proteção Civil, Bruno Silva, em declarações esta manhã à Rádio Observador. Este incêndio em Arouca está então agora em fase de resolução, mas mantém-se um forte dispositivo no terreno, nomeadamente quase 600 operacionais e cerca de 200 viaturas, também dois meios aéreos. Nesta altura, a presidente da Câmara de Arouca, Margarida Blém, vai também fazer um ponto de situação deste incêndio. Vamos escutar através da emissão da Sic Notícias.

Efetivamente, hoje de manhã estivéssemos com o incêndio dominado, apesar de termos aqui alguns pontos que são ainda preocupação e obriga a muita vigilância. Mas sim, estamos hoje mais descansados. Permitiu também, fruto do reforço das diferentes equipas, as equipas se revezarem e estamos hoje efetivamente mais aliviados para outro tipo de ações que são necessárias agora neste período.

Com este incêndio já numa ponta final, do ponto de vista da ameaça para as povoações, dos danos materiais, o balanço não deixa de ser positivo.

Não houve danos humanos. Tivemos quatro bombeiros feridos, que se mantêm estáveis. A situação clínica não mudou, o que é favorável dentro deste cenário. Ainda não fizemos o levantamento de danos, mas não há vidas humanas que tivessem estado em risco e essa era a nossa maior preocupação. Agora temos é que nos preparar também, porque o pós-incêndio e com as chuvas, temos outras preocupações. O território de montanha tem sempre muitas preocupações e é um trabalho diário e intenso durante todo o ano.

Margarida Blem, presidente da Câmara de Arouca, aqui em declarações à Sic Notícias, a fazer o ponto de situação deste incêndio, que está agora em fase de resolução. Também dominado ontem à noite foi o incêndio em Torre de Moncorvo, Bragança, ao fim de quatro dias. Tinha começado no sábado, foi dominado às 10 da noite de ontem. Ainda assim, no terreno mantêm-se mais de 300 operacionais e 120 viaturas. Entretanto, também já há um meio aéreo para ajudar nas operações de rescaldo. O fogo de Santo Tirso, no distrito do Porto, também está em resolução, com quase 150 bombeiros a terminar as operações de rescaldo. Neste momento, há apenas um incêndio ativo, o incêndio de Boticas. De acordo com a Proteção Civil, estão no teatro de operações mais de 300 operacionais, também mais de 100 viaturas e três meios aéreos no combate a este incêndio em Boticas, no distrito de Vila Real.

Na rentrée política do Chega, André Ventura acusa o governo de estar a abrir caminho para cortar pensões e diz ainda ter a intenção de garantir que a descida da idade da reforma está no orçamento do Estado para o próximo ano.

André Ventura, que discursou ontem à noite em Santarém, na rentrée do partido. O Chega vai voltar a insistir na descida da idade da reforma em setembro para a negociação para o orçamento do próximo ano. André Ventura deixa ainda um recado ao governo para o novo ano político que se avizinha. O Chega está preparado para governar o país. Beatriz Félix.

O Chega escolheu o Centro Nacional de Exposições em Santarém como local para a rentrée política. No cartaz, vários nomes, mas aquele por que todos esperavam era o de André Ventura. À chegada ao palco, aplausos e feitas as saudações, Ventura começa por deixar uma mensagem para o arranque do novo ano político.

Quando chegar o momento, nós estamos preparados para governar.

Pronto para governar, mas sem se declarar adepto da crise política. Num discurso de cerca de 45 minutos, aponta baterias ao governo que, diz Ventura, das duas, uma.

Ou quer impedir a proposta do Chega para descer a idade da reforma para o ano

Ou pior, quer cortar pensões.

Ventura levanta dúvidas sobre o timing de apresentação do estudo de Jorge Bravo sobre a Segurança Social.

Isto é divulgado neste momento com um objetivo político, que é de impedir a descida da idade da reforma e abrir o caminho para cortar pensões em Portugal.

Por isto, deixa uma garantia: a descida da idade da reforma é proposta não negociável para o Orçamento do Estado para 2027. Na mira de André Ventura esteve também Luís Neves, porque sobre ele apenas houve silêncio de todas as bancadas, mas que o Chega quer quebrar com o inquérito no Parlamento.

O país vai ter uma comissão parlamentar de inquérito que vai investigar esta vergonha do Luís Neves.

E por tudo isto, Montenegro e a perceção que tem do país volta a estar no topo dos visados.

Quem ouvir o primeiro-ministro parece que vive num país cor-de-rosa.

Um país que, segundo André Ventura, está pior e sob ameaça da imigração ilegal. Nesta rentrée houve tempo para antevisões e o presidente do Chega já faz contas às próximas eleições, diz que o objetivo é pintar Santarém de azul, objetivo fixado por André Ventura no início do novo ciclo político em Santarém.

Jornalista Beatriz Félix, que acompanhou o discurso de ontem à noite de André Ventura na rentrée política do Chega em Santarém. O líder do partido deixou, como também ouvimos, críticas ao estudo pedido pelo governo para a reforma da Segurança Social.

O líder do PS também critica as conclusões deste estudo e deixa uma ameaça ao governo se mexer no sistema de pensões. Os socialistas não dão luz verde ao Orçamento do Estado.

Declarações feitas ontem em entrevista à Sic Notícias. José Luís Carneiro explica que esta é uma das condições do PS para a negociação do documento.

Se não tivermos a garantia, por exemplo, do primeiro-ministro, porque tem que ser uma garantia do primeiro-ministro, com palavra pública, de que garante a segurança das pensões presentes e futuras, nós não temos condições para contribuir para a estabilidade orçamental e para a viabilidade do Orçamento do Estado.

José Luís Carneiro defende que é o governo que tem a responsabilidade de apresentar um orçamento competente e não se compromete com a viabilização do documento. O secretário-geral do PS critica também o novo estudo sobre a Segurança Social, pedido pelo governo, acusado de querer espalhar o medo sobre o sistema de pensões.

Donald Trump anuncia uma guerra económica inédita contra o Irão e deixa ameaças aos países que apoiem Teerão enquanto não se alcançar um acordo de paz.

O presidente norte-americano avisa que qualquer país que ajude ou faça negócios com o Irão vai também ele sofrer consequências económicas. Donald Trump fala na operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país. Anúncio feito esta madrugada na rede social Truth. Na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis critica esta decisão de Donald Trump. Sublinha que o líder norte-americano está neste momento sem credibilidade no processo de paz.

O problema de base aqui, desde logo, é que nunca sabemos se as ameaças de Donald Trump ou as concessões de Donald Trump são para levar a sério. Ou seja, temos este problema de base com a falta de credibilidade de Donald Trump, que torna muito problemático depois, ou chegar a compromissos ou também este efeito de dissuasão ou de coerção estratégica. O que a história também nos mostra é que a guerra económica, as sanções, até podem ter um impacto grande, mas por regra, dificilmente é um impacto decisivo ou um impacto rápido.

Análise do historiador Bruno Cardoso Reis no Gabinete de Guerra desta manhã. O governo do Irão já respondeu aos Estados Unidos, fala numa manobra de distração de Donald Trump.

São 09h10, Luís. Antes do Explicador, que outras notícias marcam a atualidade?

O presidente ucraniano apela aos aliados para reforçarem o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia, após o ataque russo de larga escala, que matou pelo menos 12 pessoas em Kiev. Na rede social X, o presidente ucraniano defende esta manhã que são necessários mais mísseis Patriot para proteger a população. Agradeceu às equipas de emergência, médicos, polícias e também trabalhadores dos serviços públicos que continuam a trabalhar nos locais atingidos por este ataque. Doze pessoas morreram, mais de 30 ficaram feridas na sequência dos ataques russos com recurso a mísseis balísticos em Kiev esta madrugada. Por cá, há médicos do INEM que foram colocados nos serviços regionais do instituto. Isto é uma situação considerada ilegal, é o que adianta esta manhã o jornal Público. Em causa nomeações feitas pelo atual presidente do Conselho Diretivo do INEM. Luís Cabral escolheu quatro médicos para cargos de liderança de serviços regionais, sem que eles possuam a categoria de assistente graduado, um estatuto exigido pelo regime das carreiras médicas. A atual direção do INEM não concorda. Em resposta ao Público, o instituto alega ter seguido as disposições previstas nos estatutos do SNS. O INEM defende que não estava obrigado a escolher profissionais mais graduados. Alega que esse é apenas um critério preferencial. No desporto, o tetracampeão de Fórmula 1, Max Verstappen, renovou com a Red Bull por mais quatro anos. O piloto neerlandês coloca assim ponto final na especulação dos últimos meses sobre a situação contratual e a possível saída da Red Bull. O anúncio surge na véspera do Grande Prêmio dos Países Baixos. Em comunicado, Max Verstappen afirma que o objetivo é voltar a ser campeão de Fórmula 1.