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91. As notícias com o jornalista Luís Soares. Apesar do aumento de passageiros, a TAP teve um prejuízo de perto de 100 milhões de euros na primeira metade deste ano.

Muito por causa do aumento dos custos com os combustíveis. Os resultados financeiros da TAP referentes ao primeiro semestre do ano foram conhecidos esta manhã. A transportadora aérea portuguesa teve um prejuízo de 99 milhões e 200 mil euros, mais 40% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em comunicado, a empresa explica que foi fortemente penalizada pela subida do preço dos combustíveis, mas destaca pela positiva o aumento do número de passageiros transportados e também o crescimento da receita. A TAP transportou entre janeiro e junho deste ano mais de oito milhões de passageiros em 57 mil voos, com as receitas a crescer mais de 4% face aos primeiros seis meses do ano passado. Apesar do aumento, as receitas não foram suficientes para cobrir os custos, com a TAP a argumentar que o preço do combustível cresceu perto de 19% durante o primeiro semestre do ano.

E até o final deste mês, Portugal vai ter mais de 3 mil enfermeiros, mas os hospitais estão impedidos de os contratar.

É o que adianta esta manhã o jornal "Público", que explica que a Ordem dos Enfermeiros está a atribuir cerca de 3 mil títulos profissionais a recém-licenciados, mas as unidades do SNS não conseguem assinar contratos estáveis com os enfermeiros porque ainda não foram aprovados os planos de desenvolvimento deste ano, que definem os recursos humanos que as unidades de saúde e que os institutos de oncologia podem dispor. Ao "Público", o bastonário da Ordem dos Enfermeiros garante que a direção executiva do SNS não está neste momento a autorizar novos pedidos. Luís Filipe Barreira alerta que a situação está a agravar a carência de enfermeiros em todo o país. Explica que neste momento as unidades locais de saúde só podem contratar a seis meses e que quando este prazo termina, os enfermeiros têm que deixar as unidades de saúde.

No primeiro ano em que controlou as fronteiras, a PSP deteve mais de 700 estrangeiros.

No primeiro ano de funcionamento da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, que substituiu o SEF no controle da entrada de imigrantes, a PSP deteve 428 passageiros nas fronteiras aéreas por fraude na apresentação de documentos ou por causa de mandados de detenção. A este número somam-se ainda 300 estrangeiros detidos por permanência irregular em território nacional. Os dados foram avançados pela Polícia de Segurança Pública ao "Jornal de Notícias". Esta unidade controlou perto de 20 milhões de passageiros nos aeroportos, com períodos de maior pressão, em que se registaram várias queixas sobre o tempo de espera para o controle de passaportes. Para além das detenções, a Unidade de Estrangeiros e Fronteiras da PSP promoveu ainda mais de 1900 retornos de estrangeiros ao país de origem, tendo mais de 200 sido afastados de forma coerciva.

Em Espanha, Pedro Sánchez descarta a participação das autoridades de Marrocos na entrada massiva de migrantes em Ceuta.

O presidente do governo espanhol deu hoje uma entrevista à rádio Cadena SER, de Espanha, para sublinhar a boa cooperação entre Madrid e Rabat. Sánchez diz que Ceuta sairá desta crise mais preparada para o futuro, graças ao trabalho conjunto dos dois países.

Não há nenhuma informação por parte de nenhum centro de inteligência que levanta alguma dúvida sobre a participação das autoridades marroquinas nesta crise. É importante realçar que a relação bilateral com Marrocos tem muitas arestas, não só a questão migratória, sendo a imigração muito relevante ainda assim. A cooperação com Marrocos é francamente positiva e estou convencido de que Ceuta sairá desta situação muito mais reforçada.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, em entrevista à Rádio Cadena SER, explica também que em breve Espanha terá capacidade para acolher os migrantes que permaneceram no enclave espanhol. Nos últimos dois dias de julho, entraram em Ceuta cerca de 70 mil migrantes oriundos do norte de África. Pedro Sánchez diz que estão na cidade cerca de 5 mil migrantes, sendo 1200 menores de idade.

No Nepal, as autoridades começaram a enterrar as vítimas das inundações, Luís, sem esperar pela identificação dos corpos.

É uma decisão que foi tomada por razões de saúde pública, porque muitos cadáveres começaram a decompor-se e as morgues já não têm capacidade para receber mais vítimas. Antes de cada enterro, é recolhida uma amostra de ADN para que os corpos possam ser identificados mais tarde pelas famílias. A medida surge cinco dias depois das inundações que destruíram aldeias inteiras na região dos Himalaias, enquanto as operações de socorro continuam. Quase 5 mil pessoas continuam desaparecidas no Nepal e na China, incluindo três portugueses. Mais de 900 pessoas morreram na sequência desta catástrofe.

E olhemos agora para o conflito no Médio Oriente, porque o Irão retaliou os ataques norte-americanos no Estreito de Ormuz.

As forças militares norte-americanas atacaram lançadores de rockets do Irão no Estreito de Ormuz. As forças norte-americanas visaram instalações militares iranianas na ilha de Larak para impedir o lançamento de minas navais no Estreito, que tem sido o maior ponto de tensão nos últimos meses. Em resposta, as forças iranianas dizem ter atacado bases utilizadas pelos norte-americanos na Jordânia. Uma fonte do exército dos Estados Unidos, citada pela agência Reuters, assegura que os mísseis do Irão foram todos interceptados, não tendo provocado danos de maior. No gabinete de guerra desta manhã, o especialista em Relações Internacionais, Miguel Baumgartner, diz que o atual cenário no Estreito de Ormuz beneficia a estratégia iraniana.

O Irão precisa que o Estreito de Ormuz continue neste ponto, digamos assim, com uma certa inflexibilidade, porque é a sua grande arma nuclear. E é a sua forma de, de alguma forma, ir mantendo esta presença contra os Estados Unidos, dizendo aos Estados Unidos que o Irão está ali, que o Irão não negociou, que os Estados Unidos não negociaram, que os Estados Unidos não levantaram as sanções ao Irão, que os Estados Unidos não devolveram os ativos congelados e que, portanto, este é o ponto de inflação que os dois vão ter que discutir.

Análise de Miguel Baumgartner esta manhã. Os ataques desta madrugada entre Estados Unidos e Irão foram os primeiros desde o final de julho.

E no futebol, o Benfica recebe hoje o Estoril na quarta jornada do campeonato e o reforço João Palhinha pode estrear-se.

Essa hipótese foi levantada, de resto, pelo treinador Marcos Silva, na antevisão ao jogo que se realiza esta noite na Luz. O treinador dos encarnados revela que o médio português João Palhinha está convocado. No entanto, Marcos Silva remete para a hora do jogo uma decisão sobre a utilização que terá o internacional português.

Em relação à questão do João, está nos convocados. Amanhã estarão Perceberão se vai jogar, se não vai jogar, se vai ser utilizado. Estamos cá nós para gerir e tomar as decisões como sempre, e percebo a questão em relação aos nossos adeptos também.

A decisão fica para mais logo, na reta final do mercado de transferências. Marco Silva reforça que no Benfica não há inegociáveis, mas admite que existem jogadores que o técnico não quer perder. O técnico do Chaves, Vasco Matos, diz por seu lado que vê hoje em dia um Benfica confiante e enérgico, na antevisão do jogo de mais logo, marcado para as 20h15. À mesma hora, há também um dérbi de domingo, com jogo entre o Sporting de Braga e o Vitória Esporte Clube de Guimarães.

O jogo do Benfica vai ter relato e análise aqui na Rádio Observador a partir das 19h30. São agora 21h08, Luís Soares. A esta hora, que notícias marcam a atualidade?

Uma turista espanhola morreu num incêndio num hotel em Fátima esta madrugada. O fogo ficou circunscrito ao quarto da vítima, mas obrigou à retirada de 53 pessoas do hotel. O alerta foi dado pouco antes da 1h e o incêndio foi extinto cerca de meia hora depois. No local estiveram 28 operacionais dos bombeiros, INEM, GNR e também Polícia Judiciária. As causas do incêndio estão agora a ser investigadas. Termina hoje o prazo para Portugal executar o plano de recuperação e resiliência. Na sexta-feira passada, num balanço aos jornalistas sobre a aplicação do PRR, o ministro da Economia garantiu que estão totalmente concluídas as 44 reformas com que Portugal se comprometeu com Bruxelas. Com a conclusão destas metas, Portugal assegura os mais de 16 bilhões de euros de subvenções atribuídas a Portugal. A Carris apresenta hoje a solução para o futuro do Elevador da Glória. Há poucos dias de se cumprir um ano do acidente que provocou 16 vítimas mortais e 24 feridos, a empresa vai apresentar a estratégia para o futuro do elevador, que promete preservar a identidade e relação do ascensor com a cidade, garantindo segurança e integração no espaço público. Depois do acidente, a autarquia anunciou a criação de um grupo de missão que integra representantes do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, da Ordem dos Engenheiros e do Instituto Superior Técnico. Em junho, a administração da Carris revelou que pretende alterar o equipamento para um sistema mais atual, abandonando os elevadores centenários de Lisboa. E já bem sabemos que houve uma alteração do nome do Lago Ontário para Lago América, decidida de forma unilateral por Donald Trump, e o lago já mudou de nome no Google Maps. É verdade. A partir de agora chama-se Lago América.

Tudo América, América tudo.

Na quinta-feira, o presidente norte-americano assinou o decreto para alterar de forma imediata o nome deste lago, situado na fronteira entre os Estados Unidos e Canadá, que como bem sabemos, vive um momento de conflito comercial.

Mas Luís, a alteração é oficial?

Mais ou menos.

É como Trump. É mais ou menos.

A decisão não implica qualquer reconhecimento internacional do novo nome, mas a partir de agora, o Lago Ontário passa a chamar-se Lago América apenas para os utilizadores norte-americanos do Google Maps. Ou seja, se nós formos aqui ao Google Maps, nós vemos Ontário, mas os utilizadores norte-americanos aparece Lago América.

É preciso fazer a vontade à criança.

O senhor é seu dono, não é?

A criança vê que ele fica satisfeito.

Tem sempre que ter alguma coisa, não é?

A empresa já vai explicar que alterou o nome para seguir as fontes governamentais oficiais. Ora, o governador da província canadense de Ontário já disse ao canal ABC que considera completamente absurda esta alteração.

Assinamos.