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Está marcado para daqui a meia hora o discurso de Luís Montenegro no Parlamento Europeu. O primeiro-ministro está em Estrasburgo para defender as prioridades de Portugal para o próximo orçamento comunitário.

E quer evitar cortes nos fundos comunitários, procurar respostas para o aumento do custo de vida. O discurso surge numa altura em que os Estados-membros e o Parlamento Europeu estão a negociar a proposta da Comissão para o próximo quadro financeiro plurianual. Vamos agora ao encontro do Miguel Viterbo Dias, que está em Estrasburgo. Miguel, antes do discurso, Montenegro já foi recebido pela presidente do Parlamento Europeu?

Estará a momentos dessa recepção no Parlamento Europeu. Vai ser recebido por Roberta Metsola. A seguir, será a assinatura do livro de honra do Parlamento Europeu e os dois, Luís Montenegro e Roberta Metsola, vão responder cada um a uma pergunta dos jornalistas com esses temas em cima da mesa e para Portugal, sobretudo, a questão do próximo quadro financeiro plurianual, com a possibilidade de Portugal ter um corte na ordem dos 17%, o que são dados preocupantes para o primeiro-ministro de Portugal, que nas últimas semanas começou já também a fazer alguns contactos com homólogos europeus na tentativa de minorar esse corte no financiamento. Depois desta recepção, Luís Montenegro vai participar no This Is Europe, um momento no debate parlamentar em que fará um discurso de cerca de 15 a 20 minutos e será depois interrogado pelos eurodeputados, estando, claro, na lista vários eurodeputados portugueses para colocar questões a Luís Montenegro. A questão do custo de vida tem sido pedida também uma resposta europeia. O próprio presidente da República pediu isso ontem no discurso do 5 de Outubro, mas veremos se as políticas internas de Luís Montenegro serão alvo da crítica dos eurodeputados portugueses ou, por outro lado, se haverá aqui uma espécie de movimento nacional para minorar os impactos do corte do financiamento comunitário. Será esse o principal tópico em cima da mesa, para além de respostas ao aumento do custo de vida que sejam transversais a toda a Europa, mas, para já, Luís Montenegro ainda a aguardar para ser recebido por Roberta Metsola no Parlamento Europeu.

A intervenção de Luís Montenegro será acompanhada em direto aqui na Rádio Observador e também com o Miguel Viterbo Dias, a antecipar o que serão as linhas gerais desta intervenção do primeiro-ministro português em Estrasburgo, uma iniciativa criada por Roberta Metsola para dar oportunidade aos representantes dos 27 de partilharem a visão sobre o futuro da Europa.

André Ventura revela que vai tentar falar com José Pedro Aguiar Branco ainda hoje sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves. O presidente do Chega volta a acusar o líder da Assembleia da República de criar obstáculos ao escrutínio.

O presidente da Assembleia da República defendeu ontem que deve haver apenas duas CPI em funcionamento ao mesmo tempo, e isto apesar do regimento permitir um total de quatro. Atualmente, estão duas a decorrer, uma ao INEM, outra aos incêndios florestais. Há mais duas comissões constituídas, esta sobre Luís Neves, iniciativa do Chega, outra sobre os exames nacionais. André Ventura não concorda com os argumentos evocados por Aguiar Branco e volta a acusá-lo de tentar evitar o escrutínio.

O Chega já fez tudo o que podia fazer. Nós já pusemos o projeto, já o garantimos positivamente, já indicamos os nomes. Agora tem que ser dada a tomada de posse. Se Aguiar Branco recusar fazê-lo, está a ter um ato inconstitucional, uma coisa claramente contrária à Constituição. Mas pior do que isso, está a mostrar que é um presidente da Assembleia igualmente preso a interesses, como era Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva. E isso é errado. É inconcebível aceitar que uma comissão de inquérito possa parar porque estão duas a decorrer.

A acusação de André Ventura ao presidente da Assembleia da República, numa entrevista ontem à noite ao canal NOW. O líder do Chega adianta que vai hoje tentar falar com Aguiar Branco para perceber o motivo das declarações. De recordar que será o próprio André Ventura a presidir à Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária.

O Sindicato dos Técnicos de Migração fala numa greve a meio gás. Apesar da paralisação dos trabalhadores, os migrantes estão a ser atendidos nas lojas da AIMA.

Esta greve foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração para exigir uma carreira própria e respostas sobre a liderança da agência. O Miguel Pina Andrade continua a enfrentar a loja da AIMA dos Anjos, em Lisboa. Miguel, por aí os efeitos da greve não se fazem sentir, sendo que o sindicato reconhece isso mesmo. A adesão não é total.

Cinquenta por cento aqui na loja da AIMA dos Anjos, Carla, foi o balanço feito há pouco pelo vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, Bruno Gabriel. O atendimento começou às 08h, à espera, na fila, que rapidamente desapareceu, estavam mais ou menos 200 pessoas. Agora estão cerca de 50, aguardam à porta e do outro lado da rua, receberam uma senha e a indicação para voltar às 10h. O vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração garante que há pessoas, sim, mas estão a aguardar dentro do edifício.

Não temos uma fila cá fora, como é habitual, porque decidiu-se organizar a coisa de outra forma. Portanto, as pessoas entram todas e ficam a aguardar o tempo que for, mas lá dentro. No fundo, há muita gente à espera, como é habitual. É só dizer que estão lá dentro do edifício.

Na sede, como é que está neste momento? Não sei se já teve a oportunidade de passar lá.

Passei lá há pouco. A sede tinha fila, tinha algumas pessoas cá fora a aguardar, porque a capacidade de atendimento é um bocado reduzida, mas é só uma questão de organização.

O vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração afirma que esta questão da organização é uma das reivindicações que o sindicato quer ver resolvida. Para além disso, pede a criação de uma carreira técnica própria para os trabalhadores de migração e também um suplemento remuneratório semelhante àquele que é atribuído a profissionais da GNR e da PSP. Em declarações à Rádio Observador, Bruno Gabriel diz que se o sindicato não for ouvido, podem estar em cima da mesa mais protestos.

Nós equacionamos todas as formas de luta possíveis. No seguimento do anúncio da eventual saída do presidente da AIMA e da atribuição de um suplemento para o pessoal de fronteiras da GNR e da PSP, usando os argumentos que o Sindicato dos Técnicos de Migração sempre usaram para reconhecimento da especificidade das suas funções e o pagamento de um suplemento, e também o reconhecimento das nossas propostas para reorganização dos serviços, em prol dos funcionários e em prol dos migrantes que nos procuram. Na ausência de resposta, convocámos este dia de greve.

Uma greve de 24 horas que abrange todos os trabalhadores da AIMA. Fica aqui o balanço do vice-presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, Bruno Gabriel, com essa indicação de que os serviços estão a funcionar, mas a meio gás.

A reportagem do Miguel Pina Andrade com esta greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Migração.

São agora 09h08, já a seguir o explicador sobre as eleições antecipadas em Espanha. Primeiro, Carla, que outras notícias merecem destaque?

Mais um dia de protestos de estudantes em França. Há registro de, pelo menos, oito detenções só esta manhã, é o que dão conta as autoridades francesas. Para hoje está marcada mais uma manifestação nacional. Os alunos juntaram-se aos professores num protesto contra a falta de funcionários e de recursos. O ministro da Defesa de Israel ordenou ao exército para elevar o nível de alerta, na véspera dos três anos do ataque do Hamas. O ministro emitiu ordens após as informações sobre alegadas intenções do Hamas de tentar realizar ataques e atentados contra as forças israelitas. "Os escândalos de uma revolucionária" é o novo podcast Plus do Observador e narra a história da filha única do último diretor da PIDE, Fernando Silva Pais.

Em 1965, Ani, como era conhecida, abandonou tudo para se juntar à revolução cubana. Depois do 25 de abril, voltou a Portugal para ajudar a fazer a revolução e para tentar salvar o pai.

29 de dezembro de 1974, Ani aterra em Lisboa, mesmo no fim do ano. No diário, Armanda anota uma frase que a filha lhe diz: "Quando um regime muda, é da história os outros serem presos". Ani acha que o pai vai apanhar muitos anos de cadeia e não se coíbe de o dizer à mãe. "Isto é o amparo, o mural que eu já esperava", escreve Armanda. No dia seguinte, Ani vai logo ver o pai, com a mãe. Apesar de Silva Pais só ter direito a uma visita de cada vez, Armanda pede esse favor especial, já que a filha acaba de chegar de Cuba.

"Uma deusa no 25 de Abril" é o título do episódio do novo podcast Plus do Observador, que já está disponível.

A terça-feira é dia de novo episódio, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, já sabe que tem acesso antecipado à série completa. Uma série narrada pela atriz Bárbara Branco, conta com música original de Franky Chaves. A investigação e os guiões são da jornalista do Observador, a Inês André Figueiredo.