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Tu romantizas completamente os autores que lês. Entram ali num sítio de "meu Deus".

Eu tenho dois quadros em casa, 60 por 70 do Saramago. Eu não sou normal.

Olha que a mulher dele ainda está viva.

A gente é super best. Eu amo ela, ela é a minha diva. Ela e a vó Glória são as melhores portuguesas.

Bruna, para! Tu não podes dizer que tens dois quadros do Saramago e que o amas e ele é sedutor e não sei o quê, e depois dizes que és a bestie da mulher dele.

Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação.

Para fazeres o nosso jingle.

Pequenas reivindicações de liberdade.

Pronto, acho que pode ser.

E nunca mais podemos voltar a dizer outra mente.

Agora está aqui gravado.

Pequenas reivindicações.

Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

De liberdade.

Pessoas incríveis.

Ora viva a toda a gente. Bem-vindos a mais um episódio de Pequenas Reivindicações de Liberdade, um podcast Observador.

Hoje com...

Bruna Martili.

Bruna Martili, muito bem-vinda. Obrigada, meninas. Eu estava ansiosa por esse momento.

Estás bem?

Eu estou bem, e vocês?

Também. Nós descobrimos a Bruna através do nosso Instagram. Descobrimos a Bruna, porque a Bruna nos descobriu.

Sim, porque eu fiquei lá curtindo todas as coisas que vocês põem.

Portanto, funciona.

Funciona também, gente, chamei a atenção.

Pôr likes nas coisas que vocês gostam.

Mas eu já seguia vocês com o meu outro perfil. Eu tenho um perfil pessoal privado só para os meus amigos do mundo real. Eu acompanhava vocês ali. Acho que por algum acaso, esses tempos, eu acabei falando: "Está aparecendo aqui também?" Daí eu curti, foi isso.

Tu queres ser nossa amiga do mundo real?

Eu quero, vocês aceitam a minha amizade?

Sim.

Só aqui. Sacanagem.

Mas tu vives no Porto, é um pouquinho difícil manter essa amizade.

Não, mas eu estou sempre aqui, a gente pode ser best.

Ok.

A gente faz um grupo de fofocas.

Com a vó Glória.

Sim.

Pomos a vó Glória no grupo de fofocas.

Eu acho que a Bruna é grande fã da vó Glória. Eu sou. Gosto muito de vocês, mas ela é diferente, é a vó, não tem como.

A Bruna disse assim: "Se vocês fizessem um episódio com a vó Glória, rebentavam as views todas."

Tu achas, Bruna?

Eu acho. Achas que é a votada?

Ela tem muito entretenimento para entregar.

Pois tem, isso é verdade. Bruna, então vou te dar as boas-vindas da vó Glória, que é o que tu mais esperas.

Meu momento, gente. Vamos ouvir.

Viva, Bruna. Que bom que as meninas a apanharam em Lisboa. Só espero que não a tenham obrigado a vir. Mas sei que a Bruna é uma mulher forte, que faz o que quer. Por isso, só posso agradecer a sua visita. Espero que se divirta e veja se faz com que elas leiam finalmente um livro.

Não acredito.

Grande vó Glória.

É o teu objetivo para hoje, Bruna, é pôr-nos a ler.

É.

Lançado pela vó Glória. É o objetivo da minha vida também, fazer alguém ler.

Pois, por isso é que nós te convidamos. Para além dos teus likes nos nossos posts, foi percebermos que se calhar ela tem alguma coisa para nos ensinar ou um livro para nos dar. Trouxeste algum livro?

Olha, hoje, por acaso, eu terminei de novo o "Augusta B", da Joana Berta. Que eu escrevo sobre ele na tese.

Então eu gostava de ler. Posso ler a tua tese um dia?

Pode, o que é que eu te mando?

Vou apanhar a ganda seca.

Não, acho que você vai gostar, é bem tranquilo. Eu falo sobre aplicativos de namoro, fofocas.

Na tese de doutoramento?

Na tese de doutoramento.

Isso é muito estranho. Isso parece um trabalho de 12º ano.

Não, eu estudo a questão do não lugar, as relações efêmeras.

Marc Augé.

Marc Augé. Nossa, conhece Augé?

Até me fez impressão agora.

Por quê? Johnnie F., eu amo.

Azé, Bruna, se quiseres conversar comigo mais tarde, nós podemos conversar as duas.

É o estudo, exatamente isso, o mundo líquido, enfim, relações efêmeras.

Modernidade líquida, não é?

Exato.

Eu agora optei por um título em vez de um autor para facilitar, quem sabe, o entendimento de alguns.

Ok.

Bruna, nós temos um cronômetro a contar e quando ele apitar, o nosso episódio acabou, tu segues o teu caminho.

Está bem.

Tens muita coisa para fazer hoje?

Tenho.

Então é bom que toque.

Não, mas o tempo é de vocês agora.

Bruna, por que tu és incrível?

Isso aí é sessão de terapia. Olha, eu já estava pensando nisso, porque uma coisa que me faz ser apaixonada pelas pessoas é quando elas são pessoas interessantes, interessadas na vida, pela arte, economia, política, pessoas que têm algo para dizer, que sabem conversar, além de: "Ai, vamos no shopping comprar roupas." E eu acho que ultimamente eu tenho me tornado uma pessoa gira, porque eu estou mais interessada na vida, mais atenta a saber falar, estudar.

Tu também és sapiosexual como a Nana?

Sou.

O que te excita? É a pergunta da Titi, o que te excita mais numa pessoa?

O cérebro das pessoas, a inteligência, é verdade.

Então nós somos mesmo irmãs.

Sim.

Uau!

Boa, podem continuar este podcast as duas.

Titi, desculpa, a Bruna estava a dizer que pessoas que só gostam de ir ao centro comercial comprar roupa, não sei o quê.

Por que tu estás a querer passar por uma pessoa que não és?

Não, eu não sou essa. Tu é que, olha essa camisa que tu trouxeste hoje, nunca a vi.

Pois não, é nova.

De onde é que apareceu? Eu não vou fazer publicidade aqui ao aplicativo.

Já imaginamos qual que é.

Não é? Pronto.

Pronto.

Eu sou uma pessoa sustentável, ainda por cima.

Já eu trouxe a mesma roupa de sempre e a Bruna trouxe outra.

Essa é a minha roupa de eventos, sabia?

Onde vocês me virem, na TV, na faculdade.

É sempre essa.

É essa daqui.

Mas isso são calças de fato de treino?

É o meu jeitinho. Sou de Humanas, eu tenho licença poética.

Muito bem, Bruna, nós vamos dizer por que tu és incrível. És incrível porque tiraste duas licenciaturas, um mestrado, estás a fazer um doutoramento, tens um podcast, és professora, o teu currículo vai ser infinito.

És incrível porque através da tua visibilidade nas redes sociais, facilitas o acesso e compreensão de autores e literatura em língua portuguesa, Portugal, Brasil, PALOPs.

Porque com muita determinação, desde muito nova, começaste a dedicar o teu tempo e o teu esforço para te aproximares daquilo que querias que fosse o teu futuro.

És incrível porque és professora, mas parece-nos a nós uma daquelas que vive a profissão para os outros com toda a dedicação a cada aluno.

Por fim, porque é muito bom ouvir alguém dizer o contrário do que muitas vezes ouvimos e pensamos sobre os estudos, toda aquela parte acadêmica, mais séria, por exemplo, mas tu falas de uma maneira tão apaixonada sobre o teu percurso e partilhas como a faculdade te ajudou a criar a tua identidade e a descobrir mais sobre ti e o mundo, que quem te ouve fica com a mesma vontade de aprender e estudar.

Pois, e agora qual livro nós vamos ler às três?

Tu nunca pensaste fazer um clube de leitura?

Eu faço.

Tens já um?

Eu chamo de oficinas, porque eu acho que o ler sem aulas.

Pois tens, porque tu depois dizes: "Agora que estamos a ler não sei o quê."

Nós lemos agora "O Grande Sertão Veredas", já lemos "Ensaios sobre a Cegueira". Lemos vários.

É a Nana que vai saber.

Eu por hoje já disse todos os que eu sei. Tu não me consegues tirar mais nenhum.

Entendi. O G não li e pronto.

Sim, até agora está a ficar difícil ouvir mais palavras. No geral, não é só nomes de autores, é mesmo palavras.

Bruna, nós vamos agora para o nosso segmento de perguntas flash. Já sabes, tens que responder o mais rapidamente e honestamente possível, ok?

Está, vamos lá, vou até sentar direito.

Autoajuda ou alcoolismo?

Alcoolismo.

Fazer sexo ou transar?

Qual a diferença? Transar.

De onde veio o sonho de ser freelancer ocupacional?

De uma vida de muita pobreza.

Trívia: quanto mede Durão Barroso?

1,90.

Não há registros conhecidos da sua altura. Porto ou Casa Fernando Pessoa?

Porto.

Clarice Lispector ou ter um orgasmo?

Clarice Lispector.

O que fazes quando vês um aluno a copiar? Deixas passar ou chamas os pais à escolinha ou viras o menino de costas contra a parede?

Meus alunos não copiam.

Ai, que ingênua. Preferias estar com um rapaz cujo livro preferido é "O Poder do Agora" ou que não gostasse de ler nem a ementa de um restaurante?

O que não gostasse de ler nem a ementa de restaurante.

O teu fascínio pelos carros de Fórmula 1 é genético?

É, meu pai é muito fã de Fórmula 1.

Por que pensas tanto no teu funeral?

Porque eu gosto muito dos epitáfios que são escritos nos funerais.

O que significa fidelidade para ti?

O que vocês têm.

Façoquinha engorda mais do que um donut?

Engorda.

Se Amílcar Cabral escrevesse um livro hoje, como é que se chamava?

Amílcar Cabral, a biografia, porque eu não sei nem quem é.

Tens tendência para ser um bocadinho arrogante quando vais ao supermercado?

Muita, porque eu detesto supermercado, não é o meu ambiente.

O que é o pior de se ser a Bruna que vive no Porto?

Não ser todas as outras.

Ipanema ou Copacabana? Desculpa, eu não sei dizer mais nada sobre o Brasil.

Copacabana por causa do Drummond.

Se tivesses alguma obsessão, era pelo estudo de insetos carnívoros?

Com certeza. Sim, por causa do Kafka.

Sabes o que quer dizer balelas?

Brincadeiras.

Como é que descobriste o nosso podcast e por que vir aqui foi a melhor proposta que já recebeste?

Eu descobri o podcast no Spotify e eu acho que porque eu queria conhecer vocês e a vó Glória.

Mas a vó Glória não está cá hoje.

Mas ela já sabe que eu existo, já é um passo na nossa amizade.

Pois é.

É tudo aos pouquinhos.

É verdade. E depois um dia nós fazemos um mega evento e a vó Glória é cabeça de cartaz.

Quando vocês forem fazer uma nova apresentação, final de episódios, ela que vai fazer a abertura no palco com todas as luzes para ela. Divas das divas.

Bruna, isto é apenas uma curiosidade. Há alguma diferença entre Portugal e o Brasil perante a academia? Ou seja, ainda para mais, nós olhamos para ti e vemos uma rapariga jovem, nova.

Obrigada, eu sou.

Gira. Nas redes sociais, a partilhar aquilo que sabe, diferente, se calhar, do que qualquer outro acadêmico. E sentes que em Portugal há qualquer tipo de preconceito em relação a isso, se é diferente do Brasil ou se te encaram com menos seriedade?

É que eu não deixo ninguém saber na academia que eu tenho redes sociais. Eu sou a Hannah Montana, com a peruca loira eu sou uma, sem a peruca loira eu sou outra.

Mas eles sabem o teu nome.

Eu uso Bruna Oliveira na faculdade.

Tu tens mesmo dupla personalidade.

Eu tenho dupla personalidade. Na verdade, eu chamo de heterônimos.

Certo, que é muito melhor.

Então eu não deixo. Mas já aconteceu de ouvir coisas do tipo: "O que uma brasileira tem para falar de Agustina Bessa-Luís?"

"É sobre ser brasileira, não é sobre ser mulher, não é sobre teres coisas nas redes sociais."

É sobre eu ser brasileira.

Poxa, que isso acontece cá, não é?

É, mas eu normalmente dou as minhas respostas bem educadas.

Podes dar uma agora, como se fosse eu disse isso.

Se você me falasse: "O que uma brasileira tem para falar de Agustina Bessa-Luís?" Eu ia falar tudo que os portugueses ainda não falaram. Basicamente.

E o que é que

É, porque eu acho que não tem necessidade dessa rixa, assim como há pesquisas maravilhosas de portuguesas sobre Brasil. A Anabela Mota Ribeiro faz uma incrível de Machado de Assis. Podes parar?

Eu penso em ser desculpa tão insuportável.

Desculpa lá, o que tu tiveste a estudar?

Eu estive a estudar antes de ir pro episódio da Bruna. Eu estou impressionada comigo mesma. Eu não sei se já alguma vez disse isto aqui, mas eu acho que às vezes sou tomada por um espírito que não é o meu.

Isso é verdade.

E eu acho que é esse fenômeno que me está a acontecer aqui hoje.

Eu acho que isso é um heterônimo.

Tu tens um heterônimo inteligente, isso não pode ser.

Eu tenho um heterônimo? Pode ser.

E eu tive de vir ao episódio da Bruna pra descobrir isso. Como é que se identifica um heterônimo?

Pela personalidade.

Dupla personalidade é o que queres dizer. Não é pela personalidade em si, é pela dupla.

É pela dupla personalidade.

Isto não pode ser transtorno?

Não há registros que Fernando Pessoa tenha nenhum tipo de transtorno psíquico.

Não se fazia registro de nada na altura?

Fazia. A Clarice já tinha alguns.

Transtornos? Acho que ela era infeliz.

Eu acho que a Clarice foi a pessoa mais feliz que existiu no mundo, mas isso é uma outra discussão. Eu não acho que ela era infeliz. Acho que ela era tão lúcida que ela não vivia com essa ilusão da felicidade platô que a gente criou na sociedade. Então ela era normal. A gente que é meio sei lá como cré.

Pronto. Tu só tens Bruna Martelli e Bruna Oliveira ou tens mais?

Não, é só Bruna Oliveira Martelli mesmo.

Mas os teus heterônimos são só dois?

São só dois.

Pode ser Bruni. Você não quer chamar Bru Bru?

Pode ser Bru Bru.

Nós temos cá uma superstar chamada Bru. Sabes quem é?

Não.

Não, a Bru, que fez a casa dos, o Big Brother.

Ah, gente.

Não vê Big Brother?

Não.

O que que tu andas a fazer? A ler livros?

Eu leio livros, eu escuto o Pequenas Reivindicações de Liberdade.

Tu escutas o Pequenas Reivindicações de Liberdade e não vês o Big Brother?

É.

Parece que não liga.

É, pois.

Uma coisa com a outra.

Pois, nada a ver. Eu vou começar a assistir, pra casa.

Agora já não está lá a Bruna, também não sei se vale a pena assistires.

Mas ela é gira? Toda Bruna é.

Toda Bruna é, sim. Ela encontrou o amor lá, casou.

Casou? Ah, então não vou querer assistir.

Porque tu não estás a encontrar o amor, estás a ser falada e se calhar vais-te a chorar.

É porque os homens que eu convivo morreram há 200 anos, gente, é muito difícil a minha vida.

Mas olha lá, os homens de hoje em dia são melhores do que esses, não?

Não? Vocês já saíram na rua?

Mas os outros eram mais violentos, Bruna.

Eles escrevem aquelas coisas e depois são uns otários pra as mulheres. Você acha que o Saramago é um otário?

Ele morreu há 200 anos, tu disseste 200 anos, nós temos noção histórica.

É que eu sou de Humanas, desculpa, minhas contas não batem tão por certo assim.

Não, mas há homens que eu acho que podem te encantar pela escrita, mas deviam te tratar abaixo de cão.

Eram umas bestas quadradas mesmo.

É verdade. Eu acho que na categoria homens, por si só, a gente já vai ter alguns problemas. Mas é verdade, atualmente até os escritores, ninguém se salva.

Não.

Tu estás numa fase de ódio a homens, não é? Nós respeitamos isso, acontece a toda a gente.

Sim, é, eu preciso parar de ser amarga.

E mulheres?

Gosto, melhores amigas. Eu sou uma mulher que ama mulheres. Eu acho que nós somos incríveis, nosso papo é mais legal, os nossos interesses são mais legais. Tem alguma coisa melhor do que você estar num provador de roupa, mandar foto pra amiga e falar: "Gostou?" E ela falar: "Compra agora."? Não, não tem.

Mas tu não vais às compras, tu disseste.

Quando eu vou.

Começamos a apanhar-te com a pata na argola. Não gostas de shoppings o quê? Gostas, e gostas de mandar fotos pras amigas.

É, eu gosto de shoppings, mas não só shopping.

Pois. Ok, Bruna, qual é que é o teu tema?

O meu tema é fofoca. Isso nós gostamos.

E é engraçado, porque nós pensamos que as pessoas eruditas não são fofoqueiras.

É por isso que eu vim no podcast, gente. Na verdade, foi tudo arquitetado, a gente se conhecer, porque o meu sonho é que a gente volte a normalizar a fofoca, porque ela está banalizada ao que cerne uma pessoa desocupada. Eu não sou desocupada, eu sou bem informada. Eu acho que a boa fofoca é aquela que a gente fala assim até baixinho. "Você não viu o que aconteceu lá na sala, não sei o quê?" É essa fofoca.

Porque essa fofoca nem sequer tem de ser maldosa. Não é o dizer mal, não é o: "Bem, a outra está, ela é má, ela faz isto". Não é essa.

É descrever o que aconteceu, mas com uma dose de drama, não é?

Tu não estás bem a ver o que eu acabei de ver. E ali a passar na rua. Às vezes até é desconhecidos, nas fofocas. E a passar na rua, havia um senhor, pisou uma lagarta, começou aos gritos, passou segundo. Não é? E estamos assim. E tu consegues fazer isso com alguém verdadeiramente?

Lá na faculdade, gente, o tempo todo. É porque o que acontece? Eu tenho aulas no doutoramento, só que minhas amigas têm no mestrado. E aí as histórias vão se cruzando na hora do intervalo. Gente, é babado.

Qual é que é a faculdade?

FLUP.

FLUP.

Faculdade de Letras do Porto.

Eu digo isto todos os dias, FLUP. Acordo tipo: "FLUP!"

É o teu bucejo.

É, sim, sei perfeitamente o que é que FLUP quer dizer. E então tu na FLUP tens amigas, e são todas professoras e são todas fofoqueiras.

Não, as minhas amigas são de RI. É que eu não me relacionei. Eu tenho duas vidas.

Relações internacionais.

É.

Mas não são professoras?

Não.

São alunas?

São alunas.

Ai, tu andas metida com alunas.

Eu ando.

Bruna, isso pode ser muito perigoso. Isso pode dar problemas.

Pois é.

Mas então tu deves Tu deves ter mais fofocas do que elas. Porque o pessoal do doutoramento, sempre que faz alguma coisa, dá muito mais do que do mestrado. E tu dramatizas muito, dás aquele toque teu pessoal de aquilo que aconteceu, mas tu contas de uma maneira que não foi bem assim, mas não faz mal. Ou estás tipo: "só falas assim, mas estás a contar tudo o que aconteceu"?

Eu acho que é importante repassar a fofoca do jeito que ela foi feita, os fatos pelos fatos.

Ok.

E dali nós construímos uma interpretação sobre os fatos.

Ok.

Entendeu?

Então tu não achas que as fofocas podem ser responsáveis pelo fim do mundo, em certa medida? Porque se toda a gente fofocar assim, os fatos pelos fatos, ok, mas depois vamos interpretar, vamos piorar tudo o que aconteceu. Vai estimular o ódio entre as pessoas, e pessoas com ódio matam-se.

Será mesmo que a gente vai ter essa sorte do mundo acabar? Porque eu acho que não.

Tu gostavas?

A gente já deu errado.

Estás tipo...

A gente deu um pouco errado. Vocês não viram que na era da IA, agora a discussão na internet é mãe de bebê reborn?

Mãe de bebê reborn?

Essa é a polêmica no Brasil agora.

O que é isso?

Não faço ideia do que estás a falar.

São os bonecos que as mulheres agora adultas querem ficar criando mesmo. Depois vocês pesquisam.

Quais mulheres adultas? O que é ser adulto? É ter 35 anos?

Quarenta pra cima.

É isso que define?

É isso que define adulto.

Se calhar essas mulheres são não mais que umas criancinhas.

Pois.

A cuidar do seu nanuco.

Mas tu que és tão crente na arte, como é que podes dizer? Ou seja, é uma tristeza o mundo acabar, não é?

A Titi está furiosa. Tu chegas aqui e destróis o meu imaginário da arte e do futuro.

Da esperança. Como é que deu errado? Há muita coisa boa a acontecer.

Há muita coisa boa acontecendo, mas eu acho que a gente se passou nos preconceitos, na misoginia, enfim, em muitas coisas que eu acho que são irreversíveis. As pessoas criaram uma cultura em volta dos próprios preconceitos. E eu acredito muito que a educação pode ser um caminho pra isso mudar, a literatura, as artes, sobretudo as artes. Mas quem está disponível às artes no mundo global, efêmero, Auger, não ler, que a gente precisa o tempo todo correr contra o tempo, correr contra a vida. A gente não tem tempo de refletir.

Aliás, pergunto às duas. Parece tudo muito estranho, porque há inteligência artificial e a informação é disseminada de uma forma diferente, mas não é cíclico mesmo? Eu acho que houve uma fase muito parecida há 500 anos.

Eles andavam todos mesmo assim, a tirar selfies o dia todo.

A Nana não é literal, entendes?

Não. Já sabes que eu não entendo.

Estou a dizer que não é de crises que estou a falar. A Nana às vezes tem dificuldade em perceber qualquer recurso estilístico, seja metáfora, hipérboles.

Por isso é que eu gosto mais de ler doutoramentos e estudos, porque não recorrem tanto a recursos estilísticos.

O que é que você lê?

Marc Auger. É a minha única leitura atual.

Como que você chegou no Auger? Só pra eu entender.

Bruna, eu não quero agora falar sobre isso. Isso é pessoal. Isso é íntimo. E há questões íntimas que é constrangedor você—

Você acabou de falar que gosta de fofoca.

Desculpa.

Não, eu disse que a fofoca pode dar cabo do mundo. Pronto, e a Titi crê que não. Crê que estamos num mundo cíclico. Tudo não passa de um círculo vicioso.

Sim.

Todos nascem, todos morrem.

Sim, e todos se transformam noutra coisa. E eu imagino que houve crises mesmo muito grandes há séculos e séculos atrás, em que parecia que o mundo ia acabar. Agora não vou estar aqui a dizer nomes, mas há filósofos que realmente falam disso.

Qual é a tua opinião, Bruna?

Eu voltaria no Sêneca.

Eu já vi esse nome no teu Instagram.

Sêneca. Vai ter uma oficina dele.

Feita por ti? Dada por ti?

Sim.

Inscrevam-se. Queres dizer pras pessoas se inscreverem?

Não. Não precisa.

Mas então tu és crente, tu acreditas que estamos na pior fase da história, já deu errado.

Não, não acredito que a gente está na pior fase da história, porque acabamos de sair da Segunda Guerra Mundial também.

Sim, houve a Peste Negra.

E aqui o salazarismo.

Sim. Então por que estás tão pessimista?

Eu acho que é porque a gente parou de se relacionar verdadeiramente. As nossas relações estão fluidas de verdade. Haja vista pela forma como a gente encontra até o amor, num cardápio digital, em aplicações.

Fala por ti. Tu encontras num cardápio digital.

Eu também já encontrei num cardápio digital, ok? E não tem mal nenhum.

Não tem mal nenhum, mas não é a gente, não é falarmos como se agora as pessoas não se relacionassem umas com as outras. E depois de encontrares esse amor no cardápio, não vais ter com ele?

Eu nunca tive aplicativo de relacionamento.

Agora não teve. Está a fazer um doutoramento sobre aplicativos.

Tu não experimentas?

Não, é porque eu uso o livro da Joana Berto.

Eu acho que tens que ter conhecimento de causa.

Tenho que ir.

Sim, tens que ir ver.

Tu não é fazer amor no sentido fazer sexo, não é isso que eu te vou perguntar, mas se crias amor, uma relação com outra pessoa através de livros, tipo: "Vou te emprestar este livro, acho que podias gostar de ler", e dás um livro cheio de notas escritas por ti. Sublinhaste aquela frase que é o que mostra que tu adoravas que alguém te fizesse aquilo, puseste uma nota do lado dizendo: "Não compreendo, alguém saberá explicar?" Eu faço isso com as minhas amigas, a gente troca muito leituras. Acabou, Bruna, eu não quero saber das tuas amigas. Eu estou a falar aqui não é de amigas, é de amor. Gente, faz 28 anos que eu estou solteira. Amor não é só uma relação. Bruna, a tua cabeça está quadrada. Tu estás a ler personagens do século XVIII que só pensam viver, casar, apaixonar-se, ter um filho, ter uma família. Não é isso o amor, o amor também é fugaz, e não quer dizer que as pessoas não se relacionaram. Pronto, vai ter que me dar uma entrevista então. Bruna, tens de dar um livro a alguém todo anotado por ti e a pessoa está a ler e está fascinada assim: "Olha o que ela pensou quando viu isto". E depois ou pensa: "Bem, isto é tal e qual o que eu pensei quando li esta frase", ou pensa: "Fogo, nós devíamos falar porque eu discordo mesmo dela." O problema é que eu faço isso o dia inteiro em aula. Eu faço isso com os alunos. Tu vais acabar apaixonada por um aluno. Não, de jeito nenhum, tenho pavor. Então tu estás descrente do amor, estás descrente do mundo. Estou. O que nós podemos fazer por ti? Eu sou uma pessimista. Pois. Por quê? Porque eu leio muito Caeiro. Acho que está entrando na minha cabeça. É isso. E por que não escolhes então autores mais felizes, se isso tem tanto impacto na tua vida? Porque não dá, é um ciclo. Ela estava falando sobre os ciclos da vida. É isso. O teu ciclo é esse? É. Alberto Caeiro. Caeiro. Uau. Uau. Que gato. Olha, não fala muito não, porque o Fernando Pessoa quando tinha cabelo, era bonitinho. Tu estás presa a um passado que já não existe, esse é o teu diagnóstico. Pois é. Tu estás presa às personagens que levas, deves te apaixonar por personagens. Não. Isso eu percebia. Eu acho que já me apaixonei por personagens. Diz qual o livro. Agora aqui não consigo dizer, mas tenha certeza. A Bruna está mesmo nos autores, não é as personagens. Porque as personagens é normal, nós todos percebemos. A Bruna está em outro estágio. Tu romantizas completamente os autores que lês. Entram ali num sítio de meu Deus. Eu tenho dois quadros em casa, 60 por 70 do Saramago, gente. Eu não sou normal. Olha que a mulher dele ainda está viva. A gente é super best. Eu amo ela, ela é minha diva. Ela e a vó Glória são as melhores portuguesas. Bruna, para! Tu não podes dizer que tens dois quadros do Saramago e que o amas e ele é sedutor e não sei o quê. E depois dizes que és a bestie da mulher dele, Bruna. Por que não, gente? Isso é contra as leis da natureza. O que se passa contigo? Pois é, gente. É por isso que eu falei no início. Eu estou me tornando uma pessoa gira, ainda não sou. Incrível. Incrível. Isso era os rapazes. Gostavas de ser um homem? Não, de jeito nenhum. Jamais. Se calhar resolvia os teus problemas. Não, acho que ia ter mais problemas. Não, eles têm menos. Eles têm menos, é verdade. Ia ser mais fácil para ti. É verdade, ia ser bem mais fácil. Agora, de repente estás a virar, estás a ter a visão toda, não está? Tu, um professor acadêmico no Porto, já tudo era muito mais fácil. Mas eu tenho total certeza que eu nunca vou ser professor aqui. Por quê? Falando brasileiro, acho que não. Bruna, tens que quebrar isso. Eu não estou com tempo de ficar quebrando tabus. Quebra lá, podes quebrar esse. É porque os professores são uns otários para ti, porque falas português do Brasil? Não, os meus professores da FLUP, em si eu tenho que defender, porque eu nunca vi nenhum comentariozinho maldoso, mas é seis entre 20. E se tu fores ótima? Eu não sou boa em muitas coisas na vida, mas eu me garanto na sala de aula. Eu estudo isso há muito tempo. E tu tens a certeza que isso então é gravíssimo, mesmo. Eu também acho. Se calhar pode não ser no sítio onde estás agora, mas pode ser noutro. E é importante, espero que envies este podcast a todos os professores e aos reitores. Eles nunca vão saber que eu vim aqui. Eles não sabem da minha vida dupla. Eles não sabem da Bruna Martelli. Posso mandar eu? Não, tu não queres que eles saibam. Não, jamais. Mas só para perceber, tu tens muitos portugueses que te ouvem no Instagram ou o público é maioritariamente brasileiro? Eu acho que agora já está 50 a 50, porque eu estou aqui desde 2019. Já estou aqui faz um tempo. Ninguém te vai pôr lá comentários de hate. Colocam. Colocam? Colocam. Sobre isso? É, assim. Por que estás a falar? "Uma brasileira falando de Saramago," eu escuto muito essas coisas. Mas isso é estupidez mesmo. Quer dizer, se um português a falar de, agora não quero aqui estar a dizer. Diz lá o nome que sabes. Ia só dizer James Joyce. Não é? Pois. Nem sequer é a mesma língua. E qual é o problema? Quem é que vai dizer que não pode? Eles. É que assim, do sofá de casa, é muito fácil você ditar regras. Por isso é que tens de ir pra rua. Eu vou contigo. Vamos. Eu dou-te a mão. Vai eu, você, a Pilar e a Joana Berta. E bem, isso era um sonho. Isso era um sonho. Tu podes organizar isso. Posso tentar. Olha, eu tenho um fato super giro. A Ofélia, do Fernando Pessoa, era vizinha da minha avó. Mentira. É verdade. Não, você tem algum registro disso? Tem como provar isso? Não, minha avó é que me contou, falavam-se. E a sua avó já viu e tudo? Minha avó agora já não vê nada. Agora já não dá para conversarmos com ela, mas na altura ela disse-me isso, quando nós demos Fernando Pessoa na escola, ela disse-me isso. É verdade. Chocada. Chocada. Queria só mandar isso aqui. A sua avó é rica de coisas que o dinheiro não compra. Isso é verdade, isso definia a minha avó. Tu conheces a Floribella? Florbela Espanca. Não, Floribella. Conheço. A Floribella tem uma canção que diz exatamente isso que tu acabaste de dizer: "Sou rica em sonhos e pobre, pobre em ouro." Como que vocês se conhecem, Floribela? Se calhar estamos a falar de Floribelas diferentes. É uma série de TV. É. Era diferente? Pois. Devia haver uma no Brasil e outra que nós copiamos, provavelmente. Nós copiamos tudo. Isto é bom, vamos fingir que fomos nós. A Floribela cá era a Luciana Abreu. Exatamente. Sabes que há uma atriz, a Luciana Abreu? Não é a mesma. Quem era a atriz? Sim. Quem era? Eu não sei o nome da atriz no Brasil, mas não é ela. E será que as músicas eram originais, as de cá? Não havia uma a dizer: "Sou rica em sonhos e pobre, pobre em ouro, mas não importa, pois só por ter dinheiro, não compro amigos, estrelas, o amor verdadeiro." Não. Ok. Não conheço. Ela falava com as árvores, pronto. Acabou. O nosso temporizador agora tem sido canções, música. É belo. É belo acabar com música. Bruna, perdemos a fofoca. A gente faz depois, não tem problema. A gente vai ter um grupo. Eu acho que tudo isto é fofoca. Eu, na verdade, não considero que fofoca seja apenas falar baixo sobre outras pessoas. Eu também não. Ficaste chocada com o que eu disse. Não, estava a pensar, mas a nossa conversa foi fofoca para ti? Levanto essa hipótese para estudos futuros. Para pesquisas futuras. Para pesquisas futuras. Bruna, nós queremos que as pessoas carreguem muito neste episódio. E por isso temos um segmento final chamado Clickbait com sentido. Tu vais concordar conosco num título que seja mais spicy, que dê para as pessoas carregarem muito. Tem de ser abrangente para todo o teu público, ou seja, as pessoas que estão lá no teu Instagram, o que tu achas que as deixa mais curiosas sobre ti? Sobre relacionamentos amorosos. A gente falou bastante, não é clickbait. Ok, mas agora temos que dar um... As pessoas querem saber como é que está a tua vida amorosa, é isso? Estão tipo curiosas? Não? As pessoas perguntam-te? Perguntam. Tu deves estar um bocadinho farta. Para mim é a mesma curiosidade que os alunos têm em sala de aula. "A professora namora, a professora é casada?" Cada hora eu dou uma resposta diferente. Falo que estou casada. Eu sou viúva, eu sou não sei o quê. Os alunos perguntam isso às professoras? Sim, eles são muito curiosos. Mas que idade têm os alunos? Eu tenho alunos de 19, mas tenho alunos de 50, 60. Ok. Dezenove eu percebo, mas os de 50 perguntam se a professora é casada? Perguntam se a professora é casada. Olha, pode ser Bruna Martoli, dois pontos, abre aspas: "A professora é casada?" Pronto. Ok. E depois . Pomos um áudio assim, que fica sempre . Muito bem, isso choca-me. Eu nunca perguntei isso a um professor, nunca ouvi ninguém perguntar. Eu também não. Eu só delas a crianças e eles perguntavam muito. Ela não tem referências, mas ela não vai acabar o episódio sem dizer que deu aulas. Eu não vou dizer de quê. Teatro. Foi a Nana que disse. Que ela é atriz. Pronto, é só também para saberem que eu dei aulas para o mundo. Que até pode dar novamente para quem quiser contratar. Se alguém tiver interesse. E eles perguntavam imenso. Ou seja, eles sabiam que eu tinha coerência. Mas eram pequeninos. 12. Pequeníssimos. Eu estava a pensar alunos da faculdade. Mas a gente pensa isso até dos professores da faculdade. Não, pensa. Essa fofoca existe muito entre alunos. Mas daí é dirigires-te a um professor, dizer: "Professor". E quando eu coloco caixinha que eles perguntam e eu consigo ver quem é a pessoa que está perguntando, eu fico: "Gente, mas muito sem noção". Tu pões caixinhas para perguntas misteriosas? No Instagram. No Instagram! Este mundo moderno é mesmo... É, existe uma coisa no Instagram que as pessoas podem fazer perguntas. Nunca associei um aluno, uma sala de aula e uma caixinha. E os alunos perguntam. Tu já viste nomes de alunos lá? Sem vergonha. Esquecem-se que o nome aparece. Sim. Isso é estranho. Isso é constrangedor. Eu sou professora, eu já perdi a minha dignidade faz um tempo. É isso. Bruna, obrigada pelos vídeos que faz-- ai, que saiu uma voz. Desculpe. Parece que ia começar a chorar. Está muito emocionada, porque sempre é sua amiga da Filadélfia. Exatamente. Bruna, obrigada pelos vídeos que fazes. Obrigada pelos vídeos que fazes, porque nós não te convidamos só porque estavas a pôr like nas nossas coisas, como é evidente, há outras pessoas que também põem, mas depois fomos ver, por curiosidade, quem é que tu eras. E é tudo muito interessante sobre autores portugueses e não só, de língua portuguesa, quero dizer, e não só. E é fascinante ver alguém que percebe como é o mundo atual, que é digital, e consegue, com todo o conhecimento que tem, aproximar-nos da literatura, dos autores, dar nem que seja um bocadinho vontade de ler ou de conhecer melhor outra pessoa, mesmo que não vá pegar no livro, pelo menos já sabe quem é aquele autor, o que ele fez. E, portanto, é isso que faz falta. Essas é que são as pessoas nas redes sociais que fazem falta. É sério? Eu fico muito feliz, porque eu tenho muita vergonha. Não tenhas. Nenhuma? Por quê? Porque isso não é muito bem visto no meu meio acadêmico. Nós imaginamos. Sim, mas isso é porque o meio acadêmico é elitista e por isso é que não chega a toda a gente. Porque quando o meio acadêmico começar, o meio acadêmico e outros, o científico, o económico, sei lá, cada nicho, quando começarem a falar para todas as pessoas e não falarem só para as deles, tipo, se tu não conheces a Agustina e o que ela fez, tu és um bocado menor e eu já não me vou relacionar contigo. Ou até, se és de outro país que não é Portugal, e se és do Brasil, eu já não me vou relacionar contigo. Tudo isso é, pronto. Não tenho palavra. Portanto, nada temas, nem fiques insegura, porque sem dúvida que é esse o caminho. E eu nunca vi outra pessoa a falar da Agustina como tu falas, da forma acessível como tu fazes e passando conhecimentos. Nunca me chegou. Sério? Sem eu ir à procura, nunca me chegou. Portanto, todas essas pessoas que te dizem que não podes falar sobre a Agustina ou sobre quem tu quiseres. O que vale? O que vale se agora há uma pessoa que viu no teu Instagram e sabe um bocado mais sobre ela? Pronto. Também acho. Acabamos este episódio e agradecer muito à Bruá por nos receber mais uma vez nestes estúdios maravilhosos, na poltrona amarela onde a Bruna está sentada e onde a Joana Berta esteve sentada antes e que está a dar um grande quentinho. Aproveita para esfregar o rabo agora mesmo antes de te levantares. E obrigada ao Observador. Podem ouvir todos os podcasts maravilhosos do Observador no Spotify, Apple Podcasts, no YouTube. O Observador tem uma aplicação, tem um site, redes sociais, é mesmo impressionante. É uma comunicação transversal, diagonal. Totally. Vai para todos os lados. Nunca desistam. Goodbye, a very big kiss to everyone. Goodbye, my lover. Goodbye, my friends. Obrigada, Bruna, por teres vindo até nós e muitos beijinhos. Obrigada, meninas. Vou tomar a liberdade de fazer a minha reivindicação. Para fazeres o nosso jingle. Pequenas reivindicações de liberdade. Pronto, acho que podem dizer as vossas. E muito amor para começar o dia. Agora está aqui. Pequenas reivindicações de liberdade. Bem-vindos ao Pequenas Reivindicações de Liberdade.

Pessoas incríveis.