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Pet Radio da tarde, direto da Rádio Observador, para ouvir todas as sextas-feiras com o veterinário Nuno Paixão. Nuno, bem-vindo a mais um Pet Radio. Hoje vamos ter que ser um pouco funestos, apesar de falarmos de animais e dos nossos cães de companhia, porque vamos assinalar aqui a morte da Rainha, precisamente falando de uma raça que a Rainha criou e só deixou de criar aos 90 anos de idade.

É verdade. Boa tarde a todos.

Olá, boa tarde, Nuno.

É verdade. Esta raça, os Welsh Corgis, que normalmente a gente está muito habituado, os Pembroke, que é como eles também se chamam, têm três nomes: Pembroke, Welsh Corgi. É uma raça que toda a gente já viu imagens. Tem uma coisa que eu gosto muito de estar sempre a ver: por que existe esta raça? Nós vamos escolhendo, vamos mudando, moldando os cães à nossa volta também com alguma razão. Fascinantemente, estes Corgis eram cães pastores, cães que eram utilizados para orientar, conduzir ovelhas, mas fascinem-se, também gado, portanto, estamos a falar de bovinos e também cavalos. Isto revela muito da sua personalidade, da sua forma de ser.

Mas não acha isso um pouco estranho, que sendo tão pequeno, Nuno, consiga exercer tamanho domínio sobre animais tão grandes?

É verdade.

Há alguma explicação para isso?

Há, porque primeiro, se eles conseguirem andar no meio das patas, também conseguem rapidamente passar os rebanhos para outras zonas.

Morder os calcanhares, nesta fase.

Exatamente, e mordem os calcanhares. É um mordisco, não é bem morder, mas é um mordisco que serve para avisar: "Estou aqui à frente". E se eles tiverem que passar para o outro lado do rebanho, é mais fácil passarem por baixo, rapidamente, e eles são extremamente ágeis. Apesar de terem essas patinhas tão curtas, eles são extremamente atléticos, são extremamente ágeis e se repararem, às vezes, eles quando ladram, têm um latido que parece um cão grande e não um cão pequenino para aquele tamanho. Até a maior parte das pessoas ficam surpreendidas quando ouvem a primeira vez esse latido.

Diz, Nuno.

A Rainha tinha uma coisa, a Rainha viveu um século, portanto, a Rainha tem fortes raízes rurais, umas fortes raízes na parte equestre, e apesar de tudo, apesar da evolução neste século, da maneira como nós olhamos para os animais e da forma como, ela sempre esteve com os animais ao lado dela. Não duvido minimamente de que realmente ela se preocupava com os animais à volta. Há um conhecido treinador de cavalos português que trabalhou para a Rainha e que esteve nas suas cavalariças durante muitos anos. Portanto, há uma relação desde o ponto de vista talvez um pouco mais rural, de quem vê os animais há 70 anos ou 80 anos atrás, mas uma coisa é certa, ela sempre esteve ao lado dos animais e os animais ao lado dela.

Não pensando que fossem animais para tratar do rebanho, qual é a característica ou quais são as características do animal propriamente dito enquanto animal de companhia?

São excelentes animais de companhia, são calmos, apesar de precisarem de algum exercício, adaptam-se bem a qualquer casa. Como é óbvio, não precisam de muito espaço no momento, mas isto é uma ressalva sempre que eu dou, porque por mais pequeno que seja o animal, ele precisa de exercício, ele precisa de atenção, ele precisa de ter interação com as pessoas e com os seus responsáveis, com a sua família. Portanto, são animais de companhia, são animais que ficam bem na sala, ficam bem na nossa casa, são animais que têm uma ligação, como qualquer cão pastor, de uma forma geral, têm uma relação mais fácil, são fáceis de ser treinados, são fáceis de ser educados, têm uma relação fácil com pessoas, porque toda a vida a ligação deles foi cuidar dos outros animais, mas com a atenção ao pastor em si. Portanto, isto já ajuda. Eu diria que é uma raça que é uma aposta fácil e quase que garantida para quem quer ter um animal de companhia. Além de que são bonitos, são simpáticos, inspiram carinho da nossa parte. Quando se olha para eles, dá vontade de fazer festas, têm um pelo que é fofinho, mas não se enganem, eles são bem musculados quando fazem exercício e são bem ativos. São um cão grande, não é tanto como o Jack Russell Terrier, que a gente já falou várias vezes, que é um cão gigante fechado no corpo de um cão pequeno, mas eu aqui também diria que é um cão grande que está num corpo pequeno.

Welsh Corgi Pembroke, creio que é o nome completo desta raça.

É verdade, e podem ter quatro cores, quatro pelagens diferentes.

Nuno Paixão, já olhámos que não nos falta informação sobre os cães da Rainha, já que também não nos falta informação sobre o que está a acontecer em Inglaterra, um dia que é de luto geral, nem por isso deixamos também de fazer este Pet Radio com atenção precisamente para a raça de cães que a Rainha só deixou de criar aos 90 anos. Fica também o dado, o primeiro chamava-se Susan e apareceu muito cedo na vida da Rainha. Nuno Paixão, um grande abraço. Até à próxima sexta.

Pronto. Felicidades a todos. Bom fim de semana e aproveitem o tempo com os vossos animais.