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Para já, obviamente vou já enferme no hospital Salus Seia, que o The Pitt, porque este hospital funciona, pelo menos.

Mas olha, é um episódio por semana.

Não é nada.

É. Crias, vícios.

Não sei.

Sejam muito bem-vindos a mais um "Pop Up", o primeiro de 2026. É o regresso mais aguardado no universo do FM e dos podcasts. Bruno Vieira Manolo, não me contradigas, apesar dessa face. Tudo culpa destes três: Maria Ramos Silva, o Bruno, cá está, nem vale a pena dizer o teu nome completo outra vez.

Não, o Bruno toda a gente identifica.

E o Pedro Bocher Mendes. E como estamos ainda no início de um novo ano, temos de falar sobre as nossas expectativas para os próximos meses. Vamos a isto. Nada mais simples, o que é que os nossos amigos querem ver, querem ler, querem descobrir nos próximos tempos? É mais ou menos isto que vamos ter esta semana em cima da mesa. Vamos começar por falar sobre cinema e vamos começar pela Maria Ramos Silva. Maria, como estás? Bom ano. Ainda podemos dizer bom ano.

Bom ano.

Podemos.

Bom ano.

É o primeiro do ano.

Bom ano, Maria. Para ti não, Tiago.

Bom ano, Bruno.

Obrigado.

Obrigado.

E então Maria, diz-me lá, já tens uma lista com cerca de 23 filmes que queres ver?

Não, menos do que isso. Mas mesmo assim é alguma coisa.

Dois.

Na verdade.

Já não é mau.

E já lá chegaremos. Nós enquanto falávamos deste programa, falávamos da música e de alguma forma nos tínhamos esquecido da música.

É muita coisa.

Não, mas eu na verdade não me esqueci completamente, porque depois acabei por reparar, olhando para a minha mini lista, que havia aqui muita coisa de música enfiada no cinema, por assim dizer. Algumas porque tenho de facto curiosidade de ver, outras porque não entendo bem o propósito. Eu acho que é um ano de muitos regressos, que é um pouco uma tendência dos últimos anos, de voltar a tratar alguns temas, também nos livros. E nós às vezes ficamos com aquela sensação: o que é que ainda há para dizer, o que é que ainda há para mostrar. E eu acho que se sente aqui um bocadinho em algumas situações. Mas bom, isso também me deixa alguma curiosidade, porque quero ver, então, surpreendam-me. Vamos ver se posso ser enganada, o que seria um ótimo sinal. Mas bom, primeiro, estou curiosa com o biopic sobre o Elvis, o "Epic". Sobretudo pela história, isto é um projeto do Baz Luhrmann. Parece que descobriu uns filmes, umas gravações do Elvis no palco e fora de palco, perdidos numa mina de sal do Kansas. Eu não sei bem como é que isto aconteceu.

Nada, mas faz sentido.

Mas tudo isto é ótimo, como premissa. E a partir daí achou que tinha material suficiente para fazer mais um documentário sobre o Elvis, em que supostamente há ali coisas interessantes.

Ele que trabalhou o Elvis há pouco tempo, não é?

Pronto, mas reforça ainda mais aquilo que eu dizia há pouco. Portanto, tenho curiosidade para ver o que isto vai dar. Acho que chega no final de fevereiro. Depois, outro regresso, ao Paul McCartney, agora com o Morgan Neville, que fez um doc sobre a vidinha do Paul McCartney.

Esse é por agora.

É, também é agora, "A Man on the Run". Que acompanha, sobretudo, a vida do ex-Beatle na fase depois do quarteto, das primeiras gravações até à formação dos Wings e, portanto, é daquelas coisas, nós voltamos sempre porque sim. E logo vemos se vale a pena ou não. E cá estaremos para avaliar. Depois, outro que também envolve cinema e música. Depois de tanta polémica, em abril quero ver o que dá a história do Michael Jackson, com o sobrinho do Michael Jackson a fazer de Michael Jackson.

Já viste o trailer?

Não, por acaso acho que não cheguei a ver.

Não fiquei muito entusiasmado.

Pronto, eu também não estou nada entusiasmada.

Mas queres saber na mesma.

É provavelmente, de todos aqueles que acabei de referir, o que menos me entusiasma. Agora, eu acho é que havia tanto aquela questão do que é que ficou de fora, o que é que não ficou de fora. Acho que era muito ambicioso.

Exato.

E acho que pelo menos enquanto produto pop para hoje.

E é o Michael Jackson.

E pronto, e é isso.

"O Pazar dos Pazares".

Pronto, como é que nós ainda vemos e como é que depois o público também vai olhar para isto.

Vai ser interessante ver qual é a narrativa.

É sobretudo isso.

Se é a música, se é o lado mais negro.

E mais do que isso, mais do que o filme.

O lado negro que ele já não tinha.

Foi muito divertido e não pode passar incólume.

Mas estou a perceber.

Claro.

Não, e atenção, e como é que esse lado negro vai ser tratado depois também pela crítica.

Isso vai ser tratado.

Isso vai ser tratado. Pronto, essa também é uma das grandes incógnitas. Depois, vamos mudar aqui para uma coisa extraordinária que é Brad Pitt.

Outra vez? Há mais Brad Pitt? Há sempre, não é?

Há sempre. O que vai acontecer aqui?

Só para me animar.

É que parece, o Tarantino, como sabem, há de fazer o seu último filme.

Um dia.

Um dia, pronto. Mas ele entretanto, o que é que escreveu? Uma coisa ótima que é uma sequela do "Era Uma Vez num Hollywood", que é o quê? Basicamente, as aventuras do Cliff. O Cliff Booth era a personagem do Brad Pitt. Isto imagine, eu estou a imaginar que é um filme só com Brad Pitt a fazer aquela personagem, a fazer eventualmente outras coisas.

Que é ele próprio mais uma vez.

Que é ele próprio mais uma vez, com coisas à volta, não interessa.

A arranjar telhados, em tronco nu.

Pronto, não vai ser obviamente realizado pelo Tarantino, porque ele estava pensado.

Está focado.

A despedida há de ser outra coisa.

Está focado.

Mas a quem é que ele passou a bola? Ao David Fincher. Portanto, eu acho que isto também promete.

Um velho amigo do Brad Pitt.

Um velho amigo, pronto. E depois, só duas coisas muito rápidas para fechar. Primeiro, mais um regresso, "Toy Story" em junho. O "Toy Story 5", que eu acho que provavelmente vai ser o filme do verão ou um dos filmes familiars do verão. Até porque se os brinquedos já tinham concorrência nos anos 90, agora com ecrãs e inteligência artificial, eu nem quero imaginar o que é a vida daqueles pobres coitados lá no quarto. Pronto. E depois, para fechar Outro encontro curioso. Eu não sou dos maiores fãs do Iñárritu, mas estou curiosa pra ver como é que vai ser este encontro com o Tom Cruise e com o Riz Ahmed. Acho que é em outubro que chega o "Digger", que é mais uma comédia negra, meio distópica, catastrófica, apocalíptica, com um tipo que quer salvar o mundo. Enfim, os tempos também estão interessantes pra estes contextos. Vamos ver, estou curiosa.

Vamos ver qual é o resultado. Muito bem. Bruno Vera Amaral, tu tens expectativas que se cruzam aqui com a Maria?

Tenho. Esta última, o "Digger", eu vi o trailer do filme do Iñárritu com o Tom Cruise e reforcei a minha ideia. Há poucos atores hoje a trabalhar que consigam gerar a mesma expectativa que o Tom Cruise.

É verdade.

Sobretudo num produto, num filme, que sai fora daquilo que ele tem feito nos últimos anos.

Que é tiros e bombas e socos nos trombes.

Pronto, é a repetição da fórmula. Ele, na viragem do século, esteve em alguns projetos diferentes. O "Magnólia", que chegou a ser nomeado para melhor ator secundário. Ele já tinha uma nomeação com o "Nascido a 4 de Julho" e com o Jerry Maguire também, mas aí para ator principal. Mas, nos últimos anos, ele pôs de parte esse outro lado, não o lado negro do Tom Cruise, mas pôs de lado esse lado mais indie.

O filme do Kubrick também é de 99, não é?

É de 99. Portanto, ele abandonou um pouco esse lado mais indie para se centrar na sua persona de herói de ação. E tenho muita curiosidade de ver, porque o trailer não revela grande coisa. Também vi essa breve descrição que fala de uma comédia negra. Mas tenho curiosidade, porque o Iñárritu também é dos poucos realizadores que hoje consegue gerar, só pelo seu nome, alguma expectativa.

Buzz.

Independentemente do desempenho nas bilheteiras, consegue ainda gerar essa expectativa. Há mais alguns, e alguns desses também estão incluídos na pequena lista que fiz. Mas aqui funciona muito o star power do Tom Cruise, e saber o que é que vem aí, o que é que ele vai fazer, o que é que ele nos vai trazer desta vez. E isso eu acho que é muito raro hoje em dia, e o Tom Cruise é dos poucos que consegue gerar por si só essa expectativa. Falando ainda de realizadores que conseguem criar essa expectativa, o Christopher Nolan é um deles.

Opa!

Pronto. Já sabem a minha opinião. O Nolan, não sou fã, mas tenho alguma curiosidade em ver o "Odisseia".

Mas isso é o quê? Schadenfreude, como dizem os outros?

Não. Tenho curiosidade pra ver como é que ele resolve, o que é que ele vai fazer com aquele material, que é um material bastante conhecido. Não sei se já ouviram falar.

Pensava que gostavas de ver o tipo a cair e a explodir. Que tinhas algum prazer mórbido.

Não, não necessariamente. E o "Oppenheimer", eu não desgostei completamente do filme, e o Cillian Murphy estava muito bem. Tenho alguma curiosidade para ver-

Onde é que ele consegue chegar.

O que é que ele consegue fazer com esta-

Esta historinha

...esta história pouco conhecida. "Disclosure Day", o dia da afolação do Steven Spielberg. Há sempre também expectativa em relação ao que o Spielberg vai fazer. Este é com a Emily Blunt, que também é uma boa razão para irmos ao cinema. O Spielberg já não é aquela máquina de fazer sucessos que foi no passado, até aí o início dos anos 2000, mas há sempre curiosidade pra saber o que é que ele vai-

E continua a fazer bons filmes.

E bons filmes. Independentemente dessa questão de já não ser aquele esmagador de bilheteiras que chegou a ser, há curiosidade pra ver. Volta aqui ao tema dos extraterrestres, também muito marcante na carreira dele. Outros filmes, uns que já são do ano passado, mas vão acabar por estrear este ano em Portugal. O "Valor Sentimental", do Joachim Trier, que estreia este mês ainda, no final de janeiro, em Portugal, em cinema. Eu vi um bocadinho no avião, já vos tinha dito, acho eu. Gostei muito do que vi, agora quero ir ao cinema mesmo, ver em uma tela grande. Gostei muito, e gosto muito do Stellan Skarsgård. Outras expectativas também pra "O Marty Supreme", com o Timothée Chalamet, porque vamos falar também muito de filmes que vão estar agora na corrida para os prêmios, mas que ainda não estrearam em Portugal. O "Emnat" é outro desses filmes. E é tudo, e já é muito.

E já é muito. Pedro Boschiments.

Bem.

O que é que tens aqui a acrescentar, meu amigo?

Olha, o "Sentimental Value" eu também quero ver, estreia dia 29. Ele é o realizador do filme "A Pior Pessoa do Mundo".

Exato.

Eu gostei imenso do filme.

Também apreciei.

E este, o protagonista é uma casa. E é interessante, tive a ler um texto sobre isto, um artigo sobre isto. Tiveram meses à procura do raio da casa. Portanto, só pra ver os meios que esta malta tem, e legitimamente, de fazer, neste caso, cinema. Estou muito curioso em saber.

E é com a mesma atriz do filme.

Sim, "A Pior Pessoa do Mundo". E com a Ellen Fanning também. E outros filmes. Estou muito curioso em ver "A Balada do Cliff Booth", claro, com o Brad Pitt, que eu gosto muito do Tarantino, do David Fincher e do Brad Pitt. Alguma curiosidade pra saber se este filme do Michael Jackson mata, digamos assim, esta tendência dos últimos anos de fazer biópicos de malta da música. Se mata ou se revigora, porque nem o Dylan, nem o Springsteen foram

Não tiveram o impacto, pelo menos, dos Queen, do Bohemian Rhapsody. Parece-me. Pensando um pouco em voz alta sobre isso, temos Elton John, Elvis, Bruce Springsteen, Bob Dylan, os Queen.

Amy Winehouse.

Amy Winehouse, sim. Não entendo muito bem qual é o objetivo. Não sei se é aumentar a venda de músicas. Nós temos, por exemplo, o "Stranger Things". O "Stranger Things" introduziu muita música nova às novas gerações. Música que é antiga. Acho que é das Kate Bush, não sei o quê, pra dar um exemplo. Ainda estava o meu filho a ver o-

Ou o Prince, como agora no fim.

Ou o Limahl. Meu filho estava a ver agora um episódio e eu entrei na sala e estava o Zaden Maiden a tocar. Eu achei curioso. Será que os miúdos vão descobrir o Zaden Maiden a partir do "Stranger Things"? Teria piada. Pelo menos, é o que eu acho. E não entendo bem qual é esta lógica dos biópicos com artistas da música. Mas enfim, fica a interrogação. Esse "Disclosure Day" do Spielberg, tenho alguma curiosidade, porque volto outra vez aos extraterrestres, como o Bruno disse, e bem, naquele sentido meio naïf do "E.T." e do "Encontros Imediatos do Terceiro Grau". Tem alguma curiosidade. Também tenho curiosidade sobre o "Digger", com o Tom Cruise. E o único filme original que eu tenho pra meter aqui é "The Christophers", de Steven Soderbergh, que é com o Ian McKellen. Ele é um pintor.

Com o Gandalf.

Sim, ele é um pintor que contrata uma assistente para roubar as suas obras incompletas.

É uma boa premissa.

Não sei, vamos ver o que o cinema dá. Não sei se a discussão vai continuar dos streamers: "A Netflix matou o cinema".

E com êxito!

Exato. Porque há sempre essa conversa.

Olha, mas eu no outro dia comentava com o Tiago a propósito disso, fiquei muito aborrecida, porque tu vais ao cinema ver o "Batalha Atrás de Batalha" e passados 15 dias está na Netflix.

Não foram 15, foram mais meses.

Tá bem, vá. Foram o quê? Mas sei lá. Pronto. Se pagares depois também a plataforma, sentes-te um pouco traído. Eu fico um pouco magoada.

Traído, pra não usar outras.

Mas é diferente, a experiência é diferente.

Claro, tá bom.

Mas isto é muito complicado, Maria. Isto tira o cinema.

Olha uma coisa, Maria. Olha eu mudar de assunto. E tu consegues em dois minutos falar sobre livros?

Sobre livros? Espera lá, deixa-me cá ver.

Então o que é que tinhas a seguir na tua lista?

Não, posso falar sobre livros, muito rápido.

Vamos a isso.

O regresso do Douglas Stuart, o senhor que venceu o Booker com o "Shuggie Bain", que agora ganhou o John Lannan.

Aposto que o Pedro teria trazido esse.

Pronto, então já está despachado.

Não faz mal.

Não está nada despachado.

Claro que não.

É que me pediram uma rapidez e tu depois vais alongar-te.

Mas ainda falta acho eu pra esse do Douglas Stuart. É o do "Shuggie Bain".

Maio, este é em maio. Está bem, estamos a falar do ano?

Está bem. Vá!

Pronto. Um novo, mas do George Saunders, que eu não sei se encontra a tradução em Portugal, espero que sim também. Depois, isto aqui acaba por ficar um pouco no cinema, "Os Últimos Reis de Hollywood", o Coppola, o Lucas e o Spielberg. Acho que é o Paul Fisher que vai fazer isto agora, vai ser em fevereiro, também estou curiosa. E vai ficar numa das minhas sugestões depois da outra parte de segunda-feira. Lá iremos.

É genial.

Não foi nada pensado. Depois, o Bruno falou do Annett e bem, porque é uma adaptação do livro da Maggie O'Farrell e que também vai ter um romance lançado no verão. Gosto muito da Maggie O'Farrell. Voltamos à Irlanda, à segunda metade do século 19 e à grande fome.

E que já tem os direitos vendidos para Portugal.

Pois é. Olha, Bruno, quem te dera. Ainda nem o livro e já estava vendido.

Direitos vendidos pra Portugal.

Muito bem. E voltando ainda à questão que eu falava há pouco, sobre o que é que ainda há pra dizer sobre X ou Y, o senhor Bob Spitz, que escreveu a história dos Beatles e dos Led Zeppelin, acha que ainda há coisas pra dizer sobre os Rolling Stones e vai lançar mais uma biografia dos Rolling Stones.

E bem, muito bem. Sim, senhora. Ótima colheita. Final da primeira parte do "Pop Up". Voltamos depois de um curto intervalo. Até já. Estamos de regresso ao "Pop Up" com Maria Ramos Silva, Bruno Vieira Amaral e Pedro Boucherie Mendes. É o primeiro programa do ano e estamos a falar sobre expectativas para os próximos meses, o que é que aí vem, o que é que nos entusiasma. Já falámos de filmes, já ouvimos aqui as esperanças da Maria Ramos Silva para os livros. Bruno Vieira Amaral, o que é que vais querer ler este ano?

Bom, olhando aqui para o cenário nacional.

Parece que está a jogar o Risk com o tabuleiro em cima da mesa.

Não, tenho que organizar isto. Ainda não foram divulgadas muitas novidades editorais pelas editoras, mas do que pude encontrar-

Como diz o outro, estão sendo divulgadas à medida também que vamos gravando este episódio.

Pronto, exatamente. Eu não consigo acompanhar tudo.

Não é fácil. Nós temos trabalho.

Mas pronto, vai sair, ou já saiu, ou vai sair agora em janeiro o último do Julian Barnes.

Eu já li. Já saiu, já está em pré-venda.

Sai agora este mês.

Não recebeste o privilégio?

Eu recebi, mas ele está em pré-venda.

Ah, em pré-venda. Mas vai sair.

Sim, mas agora o dia oficial é pra 20.

Estou só a aplaudir.

Mas eu acho que é em simultâneo.

É uma das minhas sugestões.

Estou a aplaudir o privilégio da Maria. O direito ao privilégio.

Claro, um privilégio. Por ser privilégio, dos que estamos aqui, é só da Maria. Bem, em Portugal também vai ser publicado o vencedor. Foi do Booker, aquele David Szalay, acho que é assim que se diz em húngaro, "Flash".

Quem sou eu pra corrigir húngaro?

Pela Relógio d'Água. A Relógio d'Água também vai publicar um livro de John Berger e Susan Sontag, dois intelectuais que muito estimo, "To Tell a Story", chama-se o livro. Vai haver lá fora, não sei se entretanto vão ser publicados cá, um romance do Howard Jacobson, do George Saunders, que a Maria já falou, alguma curiosidade desse. E estive a ver aqui algumas coisas que vão ser publicadas lá fora, provavelmente vão demorar algum tempo a ser publicadas cá, talvez não muito nalguns casos. A Siri Hustvedt vai lançar um livro de memórias sobre os últimos anos com o marido, o Paul Auster, que morreu em 2024. Vai sair a primeira autobiografia do Sylvester Stallone.

Epa!

Isto promete. Acho que é mais para setembro, para o final do ano. E vai haver também, não sei bem se será uma biografia convencional, será mais uma análise da obra, de George Michael, da autoria de Sathnam Sanghera, que já tinha publicado também outros livros sobre outras figuras importantes da música e que agora vai publicar este livro sobre George Michael e sobre a sua influência na cultura. Isto quando vão passar 10 anos.

É verdade.

Vão passar no final deste ano.

É incrível o nome.

Este ano faz 10 anos que morreu o Bowie, que morreu o Prince, que morreu o Cohen.

Foi um ano...

2016 foi difícil.

O Brexit. E é isto em relação ao livro.

Gostei desse paralelo.

Há que fazer esta ressalva que muitas das novidades, de facto, no mercado editorial português, vão sendo anunciadas agora durante janeiro. Última: o livro da Carla Pais ganhou o Prémio Leia, também já tinha aqui falado na altura que foi anunciado o prémio. Portanto, deve ser publicado este ano.

Pedro Boucher Mendes, homem de livros e não só.

Vai sair, e é curioso, as memórias do rei Juan Carlos.

Juan Carlos.

O rei emérito.

Se ele contar tudo, nossa senhora.

Uma edição em português. Já saiu o livro em Espanha. Vai ser curioso para saber se é...

A Maria já sabe tudo o que é que tem.

Não, eu li o livro em francês, mas vai sair agora em fevereiro. Recomendo.

Uma nova edição de "A Montanha Mágica" de Thomas Mann, que é um dos grandes livros.

Já leste?

Já, quando era miúdo.

Aquilo é grande.

É muito grande.

Mas não havia Netflix, não havia redes sociais. Não sei se agora as pessoas vão querer.

Não tinhas um programa para fazer.

E ele não saía lá da estância nem por nada. Ele fez a viagem à montanha e ali ficou.

Mas é um daqueles clássicos que se puderem...

Atirem-se.

Isso. Vai sair a tal biografia do Stallone e a da Siri Hustvedt. Também tinha aqui a "Memória Ghost Stories" para falar. E de um autor que eu não sei se em Portugal é bem... Gostava de saber as vendas. O Michael Pollan, aquele jornalista americano que escreveu sobre os cogumelos e sobre a alimentação, tem o "The Omnivore's Dilemma", não sei em Portugal como é que se chama, vai ter um novo livro chamado "A World Appears: A Journey into Consciousness". Portanto, sobre o que é a consciência, supostamente é o maior mistério da humanidade. É um mistério que a humanidade supostamente não consegue resolver. Como é que nós traduzimos aquilo que vemos, sentimos, cheiramos, tocamos em processo consciente e como é que conseguimos falarmos com os outros, etc. Isso é uma coisa que não se sabe como é que acontece. E é um livro que promete. O Michael Pollan, que era jornalista do New York, não sei se ainda é, e é também professor. Normalmente consegue abordar estes assuntos de uma forma detetivesca. É uma coisa que eu acho que não há muito nas pessoas que escrevem em português de Portugal, mas com muita informação, com muita profundidade, sem ser aborrecido. É um livro que eu estou bastante interessado em ler e que vou já pré-comprar, é assim que se diz? Sai em fevereiro. De Michael Pollan, "A World Appears: A Journey into Consciousness".

Vocês costumam pré-comprar?

Não.

Sim, mas este vou pré-comprar que é para não me esquecer de comprar.

Muito bem. É só uma curiosidade, quer dizer, isto não é muito importante para quem nos ouve.

Não, é só para ser rigorosa. Há pouco o Bruno falava do Barnes, eu fui confirmar, podem pré-comprar. De facto, mas só começa a ser enviado a 22.

Mas é este mês.

É este mês. E eu não sei se não é uma edição simultânea.

Chama-se o último.

É o último, é mesmo o último livro dele. Partida.

Sim, mas que não vai ser.

Sim, mas é vendido enquanto tal.

Depois ele faz outro. Esperemos que faça. Aliás, esperemos que faça.

Está com 80 anos, o senhor.

Meus amigos.

Memórias de um papagaio.

Maria Ramos Silva, vamos entrar agora no campeonato das séries.

Vamos lá.

Êla, entusiasmo.

Não, não estou.

Então eu cedo a minha vez perante este entusiasmo.

Não posso eu começar com as séries?

Deixa o Pedro começar.

Pedro, vamos embora?

Larry David.

Eu também ia falar disso.

Adorei como ele tomou conta disto agora.

Não é isso? Quer dizer, se eu fosse ser o terceiro.

Fazes bem.

Larry David, "US History Sketch Show".

Êla!

Projeto dos teus amigos Obama.

Sim.

Esse casal.

O Obama, um dos melhores presidentes.

Esse casal.

Sim, e que agora faz televisão, quem nunca? É um sketch show, portanto, vinhetas, não é? Sobre a história da América, sobre episódios da história da América, feitos pelo Larry David, de "Curb Your Enthusiasm". E calma, Larry, garanto a tradução.

Calma, virgem Maria.

Mas tu percebeste quando é que sai? Que eu não percebi.

Sai este ano.

Este ano não há data ainda.

Mas aquele documentário da fábrica chinesa era muito bom. Eu gostei muito.

Dos Obamas?

Sim.

Sim, eu vi o projecto.

Eu também gostei.

Foram eles que estavam todos os dias lá. O sucessor de Baby Reindeer, o Hoffman.

Do mesmo moço, não é?

Sim, pelos vistos é um drama violento. O personagem do Richard Gadd, do Baby Reindeer, é o mesmo actor, reúne-se com o seu irmão, que é o actor Jamie Bell, que é aquele que é da bailarino, naquele filme.

O miúdo do Full Monty.

Isso.

Não, no Full Monty, não.

Bill Elliott. Estava-me a falhar.

O outro era o dos strippers.

Vai ser uma série bastante diferente, bastante violenta, supostamente. Vai haver, o que eu acho absolutamente extraordinário, um reboot, uma nova versão, tanto de Marés Vivas como de Uma Casa na Pradaria.

Para quê?

Eu acho bem.

Pode ser que haja uma nova maldição. Vocês sabem da maldição da Casa na Pradaria?

Não.

Morreram todos de cancro.

Possa!

Não morreram todos, mas uma parte do elenco.

Mas o último episódio é extraordinário, que ele explode tudo.

Mas foi gravado num sítio radioactivo?

Sim, isso corre por aí. Lembram-se do Victor French, que fazia com o Michael Landon o Anjo na Terra? Morre de cancro. E também entrou numa casa na pradaria. E houve outras mais.

O Michael Landon acho que fumava 90 cigarros por dia.

Mas o problema foi esse.

Não, mas foi da série.

Foi do cenário radioactivo.

Havia plutónio, eles escolheram: "Epá, este sítio aqui é barato para fazer uma série."

Era uma das minhas grandes irritações quando era garoto, era o Michael Landon.

Percebo.

Porque ele era tão feliz, era tão boa pessoa, era tão decente.

Mas hoje era um anjo na Terra, Pedro.

Mas hoje em dia eu olho para trás e ele parece que na altura já era feito por inteligência artificial.

Sim. Ele podia ser um avatar facilmente.

E a forma como ele mexia a sobrancelha. Há uma imitação perfeita.

Estava sempre no Agora Escolha, o Anjo na Terra estava sempre no Agora Escolha.

E eu queria sempre que perdesse, claro, que se seca.

A Casa na Pradaria era bom, mas depois ficou, tu não te lembras, não é bem da tua geração, da vossa geração, porque depois à altura uma das irmãs começa a ficar cega.

Eu não segui Uma Casa na Pradaria, desculpem.

Mas eu segui. E aquilo é baseado nas memórias da Louisa May Alcott, acho que é o nome da autora.

Não, essa é das mulheres assim.

Das mulheres assim, mas é da Laura Ingalls.

Ingalls, isso.

E depois percebeu-se que é mais ou menos tudo mentira. Tem essa parte engraçada da Casa na Pradaria.

Essa parte engraçada era mentira.

Como The Roots. Vocês sabem o que é The Roots. Que também era tudo mentira, não é?

Era?

Era.

Isso também não interessa.

The Roots, havemos de falar um dia.

Qualquer dia dizem que o Dallas era mentira.

E era. Sabes que no Dallas a produção andou a espanhar-

E o Holocausto também era e também sabes que era mentira.

No Dallas, a produção andou a dar chapéus de cowboy à malta. Eles não andavam de chapéu de cowboy na rua.

Claro.

Mas andou a dar às pessoas: "Olha, põe aí um chapéu." E tornou-se hábito em Austin e em Dallas, que não tinha petróleo, quem tinha petróleo era Austin, andarem de chapéu de cowboy e de fato e gravata. Não interessa, por causa da série.

Pensar que a nossa geração foi marcada por um homem como o Larry Hagman.

Que era um personagem secundário na minissérie, para não fazer parte sequer da série principal.

Mas tornou-se a estrela.

Sim, tornou. E finalmente, Euphoria.

É verdade, vai voltar.

Além das séries que são óbvias, como The Pitt, que eu acho que estreia por agora, acho que estreia hoje mesmo.

É agora, esta sexta-feira, dia 9.

Euphoria, eu queria muito ver como é que é esta terceira temporada, porque é anos depois.

Ou é quinta-feira, dia 8. Olha, eu estou perdido.

Não é hoje? Não.

Hoje ou amanhã.

Hoje é dia 8.

Pronto, já não vou me dizer oito, sei nove.

É isto.

Muito bem, Pedro. Fantástico. Sobretudo Casa na Padaria, quero muito ver. Agora, como é que é? Quem é que quer falar? Maria ou o Bruno?

Não, Maria. Fala, Maria.

Então pronto, para já, obviamente, vou já enfermo no hospital Salceira, com o The Pitt, porque este hospital funciona, pelo menos.

Mas olha, é um episódio por semana.

Não é nada.

É, é.

Ah, não. Crias, binds.

Isso até quando?

São 15?

Não sei se são 15. São 12. Parecem que são 15.

Pronto, então se calhar é melhor eu tirar a senha e ficar à espera.

Sinto que de repente tirei o tapete do teu ano.

Mas pronto, tudo bem, vamos ver como é que vamos gerir isto. Muito bem. Depois, para além de algumas coisas-

Mas tu és fã de Dr. Robbie?

Sou. Não é só do Dr. Robbie.

Não, eu não estou a objetificar.

O The Pitt para mim teve a ver tudo. Lá está, depois daquelas sagas, tipo Anatomy de Grey, fiquei exausta com-

Vale a pena voltar ao hospital.

Acho que eu já estava, mas foi a razão para voltar ao hospital.

E é bonito ver urgências que funcionam.

É isso, pronto.

É isso. Bora.

Depois, posto isto, para além do Larry David e do Richard Gadd, que o Pedro já falou, estou curiosa para ver o Rooster, que também vai estrear na HBO com o Steve Carell. A última coisa em que o Steve Carell apareceu não era brilhante, mas é o Steve Carell a fazer de professor universitário e eu tenho sempre esperança, um pouco como também parto para outros registos, portanto, vamos ver no que é que dá. Depois, o Hulu Disney vai ter uma coisa que é o Furious, que é inspirado num filme de 87, o Black Widow, do Dennis Hopper com a Debra Winger. Estou curiosa porque é uma espécie de retelling, digamos assim, agora pela Elizabeth Mary Weather, e portanto, não sei, quero ver o que isto eventualmente pode dar. E depois uma coisa que também não sei se conseguirei ver, porque isto acho que é no Peacock, portanto é um pouco mais difícil, mas também estreia agora em janeiro e promete. É uma coisa com a Emilia Clarke que se chama Ponies.

A Emilia Clarke é a mãe dos dragões, não é?

Eu penso que sim. Exatamente, é isso. Basicamente, o que são os POI? São as Persons of No Interest. Isto é um cenário de um thriller de espiões passado em 77 em Moscovo. São duas tipas que trabalham pra Embaixada Americana. Depois, um dia, os maridos são misteriosamente mortos. Isto num cenário da União Soviética. Elas depois começam a trabalhar pra CIA. Dado o contexto, eu acho que vai ser interessante ver uma coisa dessas. E é provável que o Antoman seja marcado por mais enredos desta natureza, diria eu.

Muito bem. E Bruno Vieira Amaral? Eu estou a sentir alguma falta de entusiasmo televisivo da tua parte.

Amigo.

O quê? Estás cansado? Vais ficar mais ao cinema do que às séries?

O que eu posso fazer? Eu olho para o que vem aí, é "Dragões", hospitais, ou The Pitt. Eu até gostei das temporadas que vi de "Guerra dos Tronos". Já não tenho paciência, também não tenho paciência pro The Pitt, vi uns episódios.

Também não estás com paciência pra grande coisa.

O spin-off de "La Casa de Papel".

Não, aí não. Aí não conte comigo.

As pessoas também estão um pouco perdidas.

Richard Gere, não. Dispenso, passo.

Força.

Uma boa notícia: não vai haver nova temporada este ano do "White Lotus". Boa. Talvez a melhor notícia do streaming este ano. Fiquei curioso com esta série inspirada no filme do Bob Rafelson, a "Viúva Negra", com, além daqueles que citaste, a Theresa Russell, que era verdadeiramente fantástica em um filme de 12 anos.

As pessoas não viram agora o teu olhar.

Amigo.

As pessoas não viram agora o teu olhar.

Ainda outro dia estava a rever aquele filme, o " Ligações Selvagens".

O que aconteceu à carreira dela? Boa pergunta.

A última coisa que me lembro dela entrar é capaz de ter sido mesmo esse " Ligações Selvagens", em que ainda aparecia relativamente em boa forma.

Intelectual?

Em excelente forma intelectual. Tenho curiosidade de ver, porque esta série tem a Emmy Rossum, que eu achei durante algum tempo, ali no início dos anos 2000, que ia ser-

Que é a do "Shameless", não é? É a do "Shameless"?

É a do "Shameless".

É a protagonista do "Shameless".

Ah, é?

É.

Se o homem está a dizer-me.

Pronto, eu confio.

É a Fiona do "Shameless".

Eu achei que ia ser-

The next big.

É, porque ela entrou no Mystic River, é a filha do Sean Penn, no "The Day After Tomorrow", aquele do gelo. E depois fez, eu acho que isso aí é que atrapalhou um bocadinho a carreira dela, foi o "Fantasma da Ópera", que na altura não teve assim grande sucesso.

Ela foi a estrela do "Shameless", depois saiu nas duas últimas temporadas. Parece que tinha muito mau feitio.

Então se calhar é o ideal pra este reboot.

Mas isso é razão que se apresente?

Mau feitio é ótimo. A Debra Winger dizem que é-

Mau feitio?

Normalmente as mulheres sofrem um bocado com isso.

Ui!

Não, com as acusações de mau feitio, verdade ou mentira.

Queria só aproveitar este momento pra lembrar que nós temos um e-mail, um endereço de e-mail.

As mulheres sofrem com as acusações de mau feitio.

popup@observatoriodasseries.pt

Ainda o ano passado.

As mulheres sofrem com acusações. Ok.

É de estima.

A Faye Dunaway, por exemplo.

Olha quem.

Pessoas difíceis.

Eu acho que a Faye Dunaway era mesmo muito difícil.

Essa, sim. Por último, eu tenho que falar de uma coisa que eu quero mesmo ver. É a nova temporada da série de antologia "Beef", ó Richa.

Isso também vai e volta.

Netflix.

E a expectativa é muito alta, porque eu gostei da primeira.

Isso foi em 2024, não foi?

Talvez 2023, não sei. Agora não tenho certeza, mas traz a Carey Mulligan e o Oscar Isaac.

Ou seja, é outro.

É uma antologia, é tipo "White Lotus".

Ok. Abril de 2023.

Estás a ver? Já há três anos. Se falharem com estes dois atores, eu nunca mais vejo séries.

Olha que esses dois, eu não fazia ideia, isso promete.

Promete.

Nunca mais vês séries?

Nunca mais vejo séries. Ponto.

Eu estou a sentir que há aí um problema.

Não, eu não fiquei muito animado.

O teu relacionamento com-

Não fiquei muito animado com o anúncio das séries para 2026. E isto não é como os livros, que depois vão aparecendo coisas. Quer dizer, pode aparecer alguma coisa surpreendente.

É verdade.

Mas as grandes apostas já se sabe neste início de ano quais é que vão ser.

Mas às vezes as vitórias não vêm de grandes apostas.

Pois, é a minha expectativa, é a minha esperança pra este ano. Não, mas em relação a esta as expectativas são altas, em relação à Richa.

É uma dupla que promete, de facto.

Carey Mulligan.

Isto tem data?

Deve ter.

Vai procurar.

Deve ter data.

Vai procurar. Entramos na última categoria, e a última categoria é tema livre. Foi assim que eu a designei, muito à conta do Pedro Mexeramentos, que me disse-

Qual é o seu recado, então?

Por exemplo, vamos a isso. Tema livre, Pedro Mexeramentos.

O YouTube está a fazer bem as coisas e houve uma reportagem no Financial Times até este fim de semana, que o YouTube poderá ser o grande streamer. Fazer bem as coisas, ou seja, está a convidar jornalistas a fazer umas viagens, depois os jornalistas escrevem a verdade, e nada mais que a verdade. E acho muito bem, porque a verdade é uma coisa importante. O YouTube está a tentar posicionar-se/está a conseguir posicionar-se, depois vamos escolher uma das versões, como o grande streamer. "Netflix, não. O YouTube." Portanto, a ideia é que nós passemos a subscrever o YouTube, não só para nos vermos livres do anúncio, que parece ser agora o gatilho para subscrever o YouTube, mas também porque terá originais

Assim, assado, cozido e frito. E um dos primeiros movimentos em alguns países, muito poucos, e um deles é Portugal, é o Mundial de Futebol. O YouTube vai transmitir jogos do Mundial de futebol com comentários próprios e vamos ver qual é a adesão que há em Portugal.

E já tem os Oscars para não sei quando, não é?

Sim, mas isso é a partir de 2500. Mas este verão vamos ter algumas dezenas de jogos do Mundial.

Há uns meses ninguém diria.

Isso. No YouTube. Como em Portugal também há muitas boxes piratas de IPTV, cerca de 350 mil, é um país cumpridor.

Ele está on fire hoje.

Estou on fire?

Não, mas estiveste semanas à espera de voltar e eu fico contente.

Não sei qual é o impacto que vai ter isto, estou a falar a sério. O mundial será na Sport TV. Em princípio, apenas na Sport TV, depois verá se será em algum canal generalista, como se costuma dizer.

Deve haver um ou outro jogo da seleção.

Talvez, isso ainda está em negociação. Será também no YouTube e será também nas boxes piratas. Vamos ver o YouTube em países como Portugal, que terá sempre a concorrência dessas boxes piratas. Nós vamos ver. E o outro é: vai haver um festival de livros diferente no Porto, o Babel, creio que se chama assim, que tem ou dois B ou dois L. Três B ou dois L.

Dois L, acho que é por causa da Lello.

Babelo! Ah, pisca o olho à Lello.

É a Fundação Livraria Lello que organiza.

E a Lello tem três L também.

Tem dois no meio.

Portanto, tem um no princípio.

Que dá três.

E organizado pelo Rui Couceiro, a quem envio um abraço. Vai ser na última semana de junho. E promete. Tem um truquezinho que é: tens que comprar um livro para assistir ou alguma coisa assim.

Tu disseste "tens".

Não é a todas as sessões. Às sessões mais importantes.

Tem que ser com livro comprado.

Não há bilhete, não compras um bilhete, mas compras um livro que dá o bilhete.

Nas livrarias do Porto.

Parece-me bem. Já há grandes trutas da literatura mundial, a Margaret Atwood, o Salman Rushdie, o Javier Cercas, este coreano, o Byung-Chul Han, entre outros confirmados.

E a Olga Tokarczuk.

Olga Tokarczuk, exatamente. Um festival importante, com grande investimento de iniciativa privada, com escritores de primeira linha mundial e com certeza portugueses haverá também. E mesmo assim é criticado. O meu ponto é um pouco este. Mesmo assim, no Facebook. O que é que há para criticar nisto? Primeiro, não é obrigatório ir. Parece que confirmei com o Rui telefone. Não é obrigatório ir, nem é obrigatório gostar. Mas qual é o ponto? Achas bem que o livro se torne mais pop, esta coisa das pessoas entrevistarem os escritores? Pode ser que também venhamos a ter mais readings, que é uma coisa que há muito lá fora. Vemos muito nas séries, ainda agora vimos no "Clubes". São escritores a ler, em vez de serem aquelas apresentações dos livros, não sei se o Bruno concorda, em que fazem perguntas abertas: "Bruno, o que é que o inspira?" E depois blá, blá, blá.

E o Bruno deve adorar.

Seria o Bruno a ler uma parte do seu livro.

Deve adorar. "Bruno, o que é que o inspira?" É isso.

É o que eu faço.

O que é que te inspira, Bruno?

De onde é que veio o desejo de escrever?

Maria Ramos Silva, escrevia quando era criança.

Tema livre.

Olha, eu para já não sei.

Ninis, ainda guardo as suas cadernetas.

Aqui a sugestão do Pedro é um pouco truque, porque a 24 de junho, que é o dia que arranca o Babel, há um Panamá-Croácia do grupo L, que eu não sei como é que as pessoas vão resolver este dilema.

Isto é sensacional.

Não sei como é que vão resolver este dilema.

Às vezes é como nas séries.

Podem levar o seu telemóvel.

Maria, é precisamente esse tipo de jogo que dá sentido ao campeonato do mundo.

Exato.

É verdade.

Alguns jogos vão ser de madrugada, porque é nos Estados Unidos.

E vão ser transmitidos no YouTube.

Ou então podes ir ao festival.

Com o teu telefone.

E depois, de madrugada, vês o jogo.

Ora bem, eu acho que vai ser ano de campeonato do mundo, ainda por cima que supostamente é o último do Cristiano Ronaldo, a não ser que daqui a quatro anos ele tenha tomado mais um pouco e esteja um El Chir qualquer. Tu achas que ainda vai a um Europeu por aí, não? Nunca se sabe. Mas é uma despedida como a do Barnes, uma pessoa pensa que é o último, mas depois nunca se sabe. Mas acho que vai dominar pelo menos o verão. Vai ser difícil não.

Gerês se o Ronaldo não compra o festival Babel. Pode comprar.

Pensei que ias dizer: "Vai comprar tipo sei lá o franchiseado mundial", mas não.

Ou a Lello.

A Lello é que compra o Ronaldo qualquer dia.

Mas acho que também vamos estar com atenção, por razões óbvias. Nos Estados Unidos há um detalhe pop. Ontem até estava a ver isto contigo, Tiago, que eu acho que é interessante, até porque não sei se também não vai ser transmitido numa plataforma. Eu creio que sim. A 14 de junho temos um embate do UFC na Casa Branca para a celebração dos 250 anos dos Estados Unidos. Eu acho que este é um acontecimento extraordinário do ponto de vista pop.

Faz sentido.

Pronto, mas aqui a luta vai mesmo acontecer ali, admitam num autódromo.

Mas é na Casa Branca aonde?

Isso é irrelevante.

É nos jardins?

Na sala oval.

Como é que ele chama? The Great Lawn?

Eles agora também estão a reorganizar aquilo tudo. O salão de baile, não sei o quê. Não sei como está, mas estou muito curiosa para isto.

War Room

Pronto, um FC Room, whatever, uma coisa do género. E depois aqui só algumas coisinhas de música, de álbuns, porque também me pediste para trazer aqui algum.

Claro, beat, algum beat.

Algum beat. O álbum da Jill Scott, acho que não lançava nada há 10 anos.

É para este ano.

E eu estou muito interessada nisto. Depois, pensar naqueles proscritos regressados, mas eternos consagrados. O Morrissey acho que vai lançar um álbum. Estou muito curiosa, depois de todas as polémicas.

Eu estou sempre entusiasmado com o Morrissey.

Eu estou muito entusiasmada com isto, com a cobertura também disto, com tudo o que quer que seja. Depois acho que os Gorillaz também vão ter álbum novo.

E em breve, muito em breve.

Último álbum, mais uma despedida dos Megadeth, acho que também vou querer ouvir.

É a "Para Dizer Adeus"?

Supostamente sim, mas sabes que isto hoje é tudo muito-

O Dave Mustaine também é um tipo com alguns desarranjos.

Pronto, muito imprevisível. Acho que os Lock and Key também vão ter álbum novo. Portanto, depois vou seguir aqui coisas nacionais, obviamente, que hão de sair pelo caminho e cá voltaremos a elas.

Muito bem. Bruno Vieira Amaral, tema livre.

Tema livre. Vou pegar aqui na música, olhando para alguns dos lançamentos anunciados. Por exemplo, Bryan Adams.

Bryan Adams?

Bryan Adams vai lançar um álbum. Foi o que eu vi. Robbie Williams.

E vem ao Coliseu.

Robbie Williams. Bruno Mars. Eu não sabia que o Bruno Mars não lançava um álbum há 10 anos, é verdade.

Há 10 anos?

Vocês acreditam nisso?

Pensei que a malta andava um pouco em baixo. Ele não deixou de fazer coisas, mas de facto álbuns assim num próprio.

A sério?

Não, é sério. As únicas coisas que eu listei que quero ouvir é o Gorillaz e a Lana Del Rey também está para aí.

Pois é, também vai ter.

A Lana Del Rey.

Que também se farta de...

Sim, mas a Lana Del Rey faz sempre a mesma canção.

Mas é sempre bom.

E é sempre ótimo.

É bom.

Pelo menos é isso que eu sinto.

Eu também, sentimos o mesmo. Bem, agora aqui coisas mais fantásticas. Estava a ver aqui as sugestões do New York Times.

É verdade, o último álbum a solo de Bruno Mars foi lançado a 18 de novembro de 2016, "24K Magic". Não estava errado.

Muito bem. Estava a ver aqui a lista de sugestões de exposições na Europa, dada pelo New York Times, e houve aqui duas que me chamaram a atenção. Uma de retratos de Jan van Eyck, um célebre pintor. Ele era quê? Flamengo, Pedro? Tu que és dessa área.

Não confundir com o futebolista.

Era um mestre.

Era um mestre.

É o old master, sim.

Bruno, não confundir com o futebolista. Há muita gente que confunde. Também pintava as suas obras.

Se quiserem ver uma exposição do futebolista, também procurem, de certeza que encontram, porque até há uma exposição da Björk que está nesta lista. Vai ser em Reykjavik.

Esta do Van Dyck é onde?

Do Van Eyck? É em Londres, na National Gallery. E há uma, esta sim, que deve dizer alguma coisa, Pedro, não pelo tema. Também pelo tema, mas por ser no Palácio das Artes de Bruxelas, que é Beauty and Ugliness no Renascimento.

Muito bem.

"The Renaissance". Há um livro muito interessante do Umberto Eco sobre o tema de-

A história da beleza, não é?

E da fealdade, ou "ugliness", que é sobre o retrato do feio na arte e estas duas chamaram muito a atenção. Para terminar, concertos para este ano em Portugal do que já está anunciado: Suede, 20 de março, no Campo Pequeno. Gostava de os rever depois de muitos anos.

Eu vai.

Não sei, ainda não sei. The Weeknd. Lembras quando o The Weeknd tinha o concerto anunciado e depois foi cancelado? Foi por causa do Covid ou não?

Não me lembro.

Acho que foi num ano. Bem, não interessa. E aquele que será um dos grandes acontecimentos musicais deste ano em Portugal, a Rosalía.

A Rosalía, duas datas.

Duas datas. Então pronto. Quer dizer, alguém fala disto?

Tens bilhete?

Não tenho bilhete e provavelmente não vou ter.

Queres fazer um apelo?

Apelo. Faço um apelo a quem tiver um bilhetinho. Não, mas eu acho que vai ser um dos acontecimentos musicais do ano.

Tal como as duas datas no Estádio da Luz de Bad Bunny.

Oh!

Os Iron Maiden também vão ao Estádio da Luz.

Iron Maiden também vão ao Estádio da Luz, é verdade.

Mas Bad Bunny já está descumprido.

As únicas coisas boas que estão a acontecer este ano no Estádio da Luz.

Já está.

Ui.

Esgotado, acho eu. Bad Bunny, não é?

Já?

Parece-me bem que sim.

Pronto, e é isto. Era isto que eu tinha a dizer, meus amigos. Espero que tenham gostado destas sugestões para o ano que vem.

Muito bem.

Já está.

Chegamos ao final deste primeiro "Pop Up" de 2026. Tal como no ano passado, podem inscrever-nos para popup@observador.pt e continuem a seguir-nos nas plataformas de podcast que mais usam. Nós voltamos na segunda-feira com as sugestões da semana. Até lá.