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Quase 15 anos depois do início da demolição das torres, o futuro dos terrenos do Bairro do Aleixo continua incerto. Hoje foi discutida a sétima modificação ao contrato, mas o presidente da Câmara lançou o tema em reunião com os vereadores com algum otimismo.
E acho que estamos agora finalmente em condições de ver que este projeto vai avançar. Acho que temos finalmente a perspetiva de que esta é a última modificação, este é o último adiamento que aqui teremos de votar, porque agora estamos em condições de avançar.
O entusiasmo de Pedro Duarte foi travado pela oposição, primeiro, com o ceticismo de Manuel Pizarro. O vereador do PS não questionou o adiamento, mas sim o prazo.
Nós temos dúvidas desta coisa dos adiamentos por seis meses, porque se o anterior já tivesse sido por um ano, poupava-nos este. Eu não sei se não era melhor ponderar bem se não há otimismo a mais na ideia de que isso se vai resolver em seis mesinhos, eu acho que é mesmo otimismo a mais.
Depois, as críticas surgiram também da parte do Chega. O vereador Miguel Corte Real quis saber se estes sucessivos adiamentos não prejudicam a autarquia, que ainda tem a receber quase três milhões de euros do contrato.
Nós estamos sempre a adiar, no fundo, que nos paguem o que têm que pagar. É isto que estamos a fazer. E se fosse um qualquer privado a dever dinheiro ao município, nós já estávamos a calcular juros, coimas, um conjunto de outras coisas. E nós aqui continuamos a adiar. Isto tem um custo financeiro.
Em resposta, Pedro Duarte esclareceu que não foi o fundo imobiliário criado para investir nos terrenos do bairro que pediu este adiamento, mas sim a autarquia, que ainda não cumpriu a sua parte, isto é, ainda não avançou com o loteamento dos terrenos. A votação acabou sendo aprovada por unanimidade e agora, caso a assembleia municipal também apoie esta iniciativa, a Câmara terá mais seis meses, que podem ser prolongados por outro período de meio ano, para avançar com esta obra que se arrasta há vários executivos