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7 da manhã em Lisboa.
Bicampeões!
A Rua da Cascalheira, em Alcântara, encheu-se de vários moradores que participaram na conquista de mais um troféu de vencedor das Marchas Populares de Lisboa. O ambiente era de festa, de orgulho e de missão cumprida.
Ficamos sem voz, ficamos sem forças, mas é realmente uma alegria e uma satisfação ver o nosso trabalho reconhecido.
O padrinho da Marcha de Alcântara, Pedro Granjé, enaltece que os seus afilhados quiseram sempre ganhar pela segunda vez consecutiva.
Eu acho que é justo nós termos ganho. Vou dizer "eles", vou falar dos meus marchantes, dos meus afilhados, porque eles trabalharam que nem uns doidos. Nós ganhamos o ano passado, eles não dormiram à sombra da bananeira.
A cinco quilômetros de distância fica a segunda vencedora da noite. Pela primeira vez em 90 anos, o Bairro Alto conquistou o primeiro posto das Marchas Lisboetas. O coordenador, Vítor Silvan, mostra-se emocionado com este feito.
Um sentimento de orgulho de fazer parte deste projeto, mesmo sendo ex aequo com Alcântara, é o primeiro lugar. Nós nunca, em 90 anos de existência, ganhamos o prémio nenhum.
Já Luís Borges, padrinho desta marcha, refere que ficou muito feliz quando soube da conquista.
Estou muito feliz. Primeira vez padrinho do Bairro Alto e nós ganhámos. Eles merecem, realmente, eles vivem isto como ninguém. Foram muitos meses de ensaios e estou muito feliz, sem dúvida alguma. Acabei de acordar com os gritos ao meu telefone a dizer que tínhamos ganhado.
As Marchas de Lisboa prometem voltar com a mesma animação e com mais música para desfilar pela Avenida da Liberdade.
Este chão, esta Lisboa, que por vezes fala à toa. Reconhece a quem tu és. Como é que é? Conta lá como é que é?