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O Chega escolheu a reforma laboral para abrir as jornadas parlamentares do partido em Viseu e à mesa sentou o vice-presidente da UGT, que critica a postura do governo nas negociações com os parceiros sociais.
Quando nós vamos para uma negociação, há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas. Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue pelo parceiro social que nós estamos a negociar. Pode não haver depois negociação, pode não dar em nada.
Rui Miranda lamenta que o debate não se tenha focado na subida do salário mínimo.
Nós temos trabalhadores com 10, 15, 20 anos que estão a ganhar muito aproximado daquilo que é o salário mínimo nacional. Como é que nós podemos criar produtividade a essas pessoas que estão completamente descontentes em relação a isto?
Preocupação partilhada por Alexandre Carvalho, do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil.
Nós temos sapadores florestais a atuar na floresta portuguesa, a receber o salário mínimo nacional. E eu não vejo ninguém a preocupar-se. Isto é que devia ser a reforma laboral.
E ainda que convidado pelo Chega, deixa uma ressalva.
Eu sou de esquerda, eu não tenho problemas nenhuns em afirmar isso, mas acima de tudo, sou democrata.
Para Ana Rita Cavaco, antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros, o tema não se reduz ao espectro político.
Para dizer como ponto prévio que me irrita que a esquerda ache que a defesa dos trabalhadores é um patrimônio dela. Não é, eu sou de direita e fui dirigente sindical.
Protesta contra uma das medidas da proposta do governo, o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve em vários setores.
Todos sabemos que a greve, para ser eficaz, tem que causar desconforto, tem que causar incômodo.
Preocupações ouvidas pelos deputados do Chega, Rita Matias agradece a disponibilidade de quem aceita sentar-se à mesa com o partido.
Só temos a agradecer pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando 100% com o nosso partido.
A reforma laboral como tema de abertura nas jornadas parlamentares do Chega em Viseu.