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Cartazes, apitos, bombos, gaitas de foles e até caretos de Podence. A manifestação marcada pela Fenprof juntou milhares de pessoas. Entre os vários professores, há quem saia às ruas pela primeira vez, mas também quem já seja repetente em manifestações, como é o caso de Joaquim Carvalho, professor em Alverca.

Enquanto houver uma resistência da parte do governo, sobretudo do ministro João Costa, os professores continuarão a lutar por aquilo que têm direito. Os professores não estão a pedir nada mais do que aquilo que é seu por direito. Não são privilégios, não queremos sequer aumento salarial, apenas o que nos é devido.

Além de docentes, também alunos quiseram marcar presença. Margarida é estudante e filha de professora e, por causa da profissão da mãe, mudar de escola tornou-se um hábito.

Eu nasci em Guimarães, estive a estudar em Chaves, depois fui para Montes Velhos, foi quando começou a pandemia. Mais tarde, fui para Castro Verde fazer o quarto ano e agora estou a fazer o segundo ciclo aqui em Aljustrel.

Quatro horas depois do início e num Terreiro do Paço coberto de milhares de pessoas, Mário Nogueira discursou. O secretário-geral da Fenprof confirmou: esta foi a maior manifestação de professores de sempre.

Hoje estamos à vontade, sem medo de errar, pra dizer que nas ruas, professores ou as suas famílias ou gente solidária, esta manifestação teve mais de 150 mil pessoas.

Mário Nogueira aproveitou ainda o momento para deixar um conselho ao Ministro da Educação que compre óculos novos.

Anda a ver muito mal o doutor João Costa. Aconselha-se a comprar uns óculos e a saber fazer contas sem serem contas aldrabadas.

Apesar do frio e da chuva, nada demoveu os 150 mil professores que saíram às ruas.

Não paramos, não paramos, não paramos, não paramos!