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É na sala de operações da Autoridade Nacional de Submarinos e Mergulhadores que a Marinha segue a par e passo tudo sobre o submarino desaparecido. São quatro filas de mesa com computadores, com mapas azuis e verdes e com um aviso vermelho por cima do ecrã, onde se pode ler: "Segredo da NATO". Os computadores estão virados para dois ecrãs, onde o Titã aparece com destaque.
O ponto vermelho é o local dos destroços do Titanic, é o local onde estará, obviamente, o Titã. Neste momento, eu julgo que não há dúvidas nenhumas que o Titã está muito perto do Titanic.
A explicação é do comandante Batista Pereira. É ele que garante que tudo o que acontece no oceano Atlântico passa por esta sala de operações.
Este espaço tem essa variedade. Tem redes secretas da NATO, onde nós partilhamos informação muito sensível no universo da NATO, mas também tem, obviamente, acesso a redes não classificadas, como é todo o mundo da internet.
A monitorização é feita ao segundo, porque o mar não descansa.
Nós temos aqui uma série de computadores e uma série de gente a trabalhar 24 horas por dia, 365 dias por ano. O mar não tem fins de semana, o mar não tem sábados, não tem domingos, não tem feriados, não tem dia e não tem noite.
E é aqui que entra o primeiro-sargento João Correia.
Entrei ontem às 9h e neste momento vou sair às 9h.
Sozinho nessa altura?
Não. Somos três pessoas aqui neste momento, um supervisor, um operador de sistemas e um comunicativo de serviço que faz despachar todo o tipo de mensagens que são necessárias.
Vinte e quatro horas depois de entrar ao serviço, foi ele quem recebeu a informação de novos sons subaquáticos durante a noite. Fala numa operação minuciosa.
Eu vi através do site, onde eles publicaram no fórum que novamente se ouviram batidas no fundo do mar.
As vozes de quem acompanha ao minuto os acontecimentos sobre o submarino Titã na Base Naval de Lisboa, no Alfeite.