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Perante o segundo lugar na corrida presidencial, André Ventura diz que vê Portugal de olhos abertos.
O país despertou. O país que há 40 anos não tinha uma segunda volta nestas eleições, despertou. A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita em Portugal.
Entre gritos de vitória, André Ventura sorri por ser o líder da direita nas eleições presidenciais.
Passados 40 anos da última segunda volta que houve em Portugal, passados seis anos da fundação do Chega, esta foi a maior honra da minha vida, que me deram. Disputar uma segunda volta das eleições presidenciais de Portugal.
Candidato honrado, candidato motivado.
Deixem-me dizer-vos isto: a luta que começa daqui a meia hora. A luta que começa daqui a meia hora mobiliza-me mais do que qualquer outra luta que pudéssemos travar com qualquer outro adversário.
Ventura diz que joga contra o adversário favorito e, por isso, pede apoio a quem também não se revê em Seguro.
Nós só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita.
André Ventura dramatiza.
Têm que escolher entre um socialista e quem quer verdadeiramente fazer reformas no país. Agora é que nós vamos ver a fibra de que são feitos.
Entre aplausos, sobe o tom.
Eu não quero voltar ao socialismo em Portugal. O socialismo destrói, o socialismo mata, o socialismo corrompe. Eu não quero socialismo em Portugal.
Perante uma sala cheia no Hotel Marriott, em Lisboa, Ventura diz que vai lutar para que se repita a história.
Em 1986, era o espaço da esquerda que estava fragmentado e não o espaço da direita. O que é que aconteceu? Para mal dos nossos pecados, o candidato da esquerda, um dos candidatos da esquerda, venceu a batalha da esquerda, mas perdeu a primeira volta. Viria a ganhar a segunda volta das eleições. É isso que vai acontecer conosco no dia 8 de fevereiro deste ano.
André Ventura diz que vai ser uma escolha segura contra Seguro e assume que falou com o adversário e prometeu luta. O candidato centra-se agora nos novos indecisos e numa mensagem que tem repetido durante toda a campanha.
Não tenham medo da mudança. Confiem em mim, na mudança segura que pode ser feita em Portugal sem ser no António José Seguro.