Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O pavilhão de Santarém serve de abrigo para as pessoas que tiveram de ser retiradas de casa devido às cheias. Enfermeiros voluntários fazem turnos para cuidar das pessoas mais frágeis. É o caso de Vanessa Domingos, que pediu férias para conseguir ajudar.
Sair das suas casas de uma forma abrupta, deixando os seus pertences e chegam aqui, saindo da sua rotina, do seu espaço, e ficam mais ansiosas e têm aqui comportamentos relacionados com isso e picos hipertensivos que têm de acabar por ser medicados. Tivemos uma médica em regime voluntário, eu também estou em regime voluntário.
Usam os balneários para higiene, alimentam-se com bens essenciais que foram doados. Numa das camas deste pavilhão está Telma Augusto, que conta os dias para saber como está a casa.
Acá ela ainda não tinha chegado à praça, depois de passadas umas horas já estava mesmo a chegar ao pé da minha casa. Foi um bocado estranho. Por vezes até sábado a gente voltar. Agora vamos ver.
Já na zona ribeirinha, a Praça Oliveira Marreca está inundada. José da Silva não queria sair de casa, mas lá foi convencido.
A polícia veio cá e a proteção civil bateram-me à porta e disseram que eu tinha que sair. Sair o quê? Estou à vontade em casa e vou sair? Não saio daqui. Depois os meus filhos são que me deram a volta, que fui lá dormir em casa de uma.
Mas diz que vai continuar junto a esta praça para tentar cuidar da casa durante todo o dia.
Vou comprar uns tenis altos para ver se vou lá a casa, ver como é que aquilo está.
Com o alerta de mais uma tempestade a chegar para o fim de semana, os moradores de Santarém tentam resistir enquanto a chuva não para.