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Foi um arranque de campanha ao ataque ao líder Marcelo Rebelo de Sousa, no Serviço de Urgência Básica de Algueirão-Mem Martins, em Sintra. Ana Gomes, a jogar em casa, acusa Marcelo de estar a menorizar o cargo de presidente, ao abdicar, por exemplo, dos tempos de antena.
E o fato de haver, por exemplo, até candidatos que se abstêm de fazer campanha, também é bem significativo.
Está a falar de Marcelo Rebelo de Sousa?
Estou a falar de Marcelo Rebelo de Sousa, que nem sequer tempo de antena fez, e os tempos de antena dos candidatos têm sido feitos em condições muito difíceis, soube só dois dias antes que era preciso tê-los prontos. Tem tudo a ver com todas estas circunstâncias, pelo fato de as eleições terem sido marcadas muito tarde, neste contexto ainda mais difícil.
As críticas de Ana Gomes ao atual presidente e recandidato ao Belém não se ficam só no plano destas eleições presidenciais, mas também na área que está debaixo de maior pressão, a saúde. Ana Gomes diz que o Presidente da República contribuiu para enfraquecer a posição do governo nas negociações com os privados no combate à Covid-19.
O governo está a tentar chegar a um entendimento e porque tem tido pressões nesse sentido, também do próprio Presidente da República, que deu palco aos privados, enfraquecendo o governo, enfraquecendo a Ministra da Saúde, quando ela precisava de justamente ser reforçada, exatamente para poder negociar em termos de fortaleza, o contrato com o entendimento com os privados, naturalmente, para defender o interesse público.
A candidata a Presidente da República, numa manhã de campanha presencial, limitada pela pandemia, e que vai estando em Águas do Bacalhau até à reunião com o Infarmed.