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Luís Paixão Martins disse que vinha ensinar a perder eleições, mas demorou quase uma hora até chegar aos ativos tóxicos.

José Sócrates é um potencial, eu vou dizer que é um potencial e vou dizer porquê, um potencial ativo tóxico numa candidatura do Partido Socialista. O problema do José Sócrates, no entanto, foi esbatido com o tempo e hoje ele não tem nenhum interesse eleitoral. É aquilo a que se pode chamar: prescreveu.

O nome Sócrates parece já não causar mossa, mas do outro lado da barricada há uma figura que ainda tira votos.

O PSD tem um problema com Pedro Passos Coelho. Continua a pesar muito no eleitorado. É que há uma certa semelhança de intenções de voto entre o PS e o PSD, exceto a partir dos 65 anos, em que os eleitores estão mais no PS, muito mais do que no PSD.

O estratega da maioria absoluta de Sócrates e agora de António Costa, diz que os portugueses só mostram interesse a poucos meses das eleições.

Durante três anos e nove meses não temos eleitores em Portugal. São cidadãos. Se quisermos, em relação ao Estado, são sujeitos passivos, porque a única obrigação que têm perante o Estado é pagar os impostos, mas não são eleitores.

E na conquista dos eleitores mais desligados, admite que o PS foi o mais beneficiado nas legislativas.

O Partido Socialista foi o grande beneficiado da transferência de indecisos na última semana. Mas atenção, o PSD foi também beneficiado dessa transferência em relação a indecisos da Iniciativa Liberal.

Com votos roubados à direita e à esquerda, o PS também foi mudando a mensagem nas últimas décadas, tendo em conta a mudança de preocupações.

O primeiro problema dos portugueses era o emprego, o segundo problema dos portugueses era o emprego e o terceiro era o emprego. Hoje em dia não é assim, com mais ou menos ingredientes, a primeira preocupação dos portugueses é a saúde.

Luís Paixão Martins, com o bloco de notas com as estratégias para conquistar eleições.