Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Os meus filhos cresceram cá, vivemos aqui. Eu, a minha mãe, a minha irmãzinha. É pena. É triste.

Diana já não mora no bairro 6 de Maio há dois anos, mas veio dizer adeus. Hoje tem um sítio para morar, porque decidiu mudar de vida por iniciativa própria. Na altura, não pôde contar com a ajuda da câmara.

Não me deram, porque na altura não tinha documento. Agora também não tentei. Eu moro agora num quarto.

Na altura, saiu logo?

Sim, não aguentei por causa disso. Eu tinha uma filha pequena, não dava para ficar com ela nessa situação.

No caso do filho, a situação é diferente. Tem finalmente um sítio para dormir, depois de um processo que se alongou por nove anos.

Foi finalizado porque, bem ou mal, tenho um pouco de informação e fui tendo apoio de outras pessoas que também foram realojadas e tentei não cometer os erros que as outras pessoas cometeram. E hoje parece que vai ser um dia feliz para mim.

Mas nem todos têm a mesma sorte. Há quem desista pelo caminho, há quem não tenha sequer os meios para começar.

Isto deu-se início em 94, para as pessoas se tornarem ESPER, para poderem ter o direito às casas. E muitas dessas pessoas, infelizmente, em 94 ou algo do gênero, estavam presas ou não se interessaram. O bairro estava de pé, cresceram neste meio e estavam habituados a este meio, não tiveram a felicidade de conseguir se inscrever.

No início do ano, moravam oito famílias no bairro 6 de Maio. A Câmara da Amadora diz que todas vão ter direito ao alojamento. Mas no caso de Cecílio, o processo está atrasado.

Não tenho uma casa, como o senhor pode constatar, eu estava a viver naquela casa. Penso que eu tenho um processo que está na Câmara Municipal da Amadora. Agora, se está a decorrer ou não, não sei, não tenho essa informação.

A casa onde habitava foi demolida há quanto tempo?

Há cerca de bastante anos. Eu estava detido ainda, eu já vi isso em 2018. Até agora ainda não foi dada qualquer explicação.

Cecílio garante que há mais pessoas na mesma situação, à espera de um sítio para viver. Hoje dizem adeus ao bairro que chamaram de casa durante mais de duas décadas.