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Os sorrisos dos atletas paralímpicos são a imagem da felicidade que sentiram pela forma como foram recebidos no Aeroporto de Lisboa. Entre os medalhados, está Sandro Baeça, prata nos 1500 metros de atletismo, e que já sonha em subir de novo ao pódio nos próximos Paralímpicos de Los Angeles.

Ainda está muito cedo pra pensar nisso. Ainda tenho mundiais, europeus pra competir, mas eu espero estar preparado para ir ao pódio mais uma vez em Los Angeles.

Já a Carolina Duarte, bronze nos 400 metros de atletismo, deixa uma palavra especial a todas as atletas que são mulheres e são mães.

Obviamente que eu dedico esta medalha a todas as mulheres, todas as mães. Não desistam dos sonhos. É possível, sim, senhora. Não permitam que ninguém vos impeça de sonhar e de alcançar isso.

Quem também subiu ao terceiro lugar do pódio foi Djibrilo Yafa, em menos de 73 quilos, judo. O atleta lembra que a missão paralímpica portuguesa também trouxe para casa muitos diplomas paralímpicos.

Houve colegas que não conseguiram medalhas, mas conseguiram trazer diploma olímpico. E o esporte paralímpico português está de parabéns. Isso não é só querer, mas requer muito esforço, muita dedicação dia e noite. A nossa vida não é fácil.

Já o nadador Diogo Cancela afirma que concretizou um sonho quando colocou ao peito a medalha de bronze dos 200 metros estilo.

Nós sabíamos que era possível, lutamos pra isso, treinamos muito, fizemos tudo o que era possível. Apesar das lesões que tive esta época, eu, o Gonçalo e o Vítor, os meus treinadores, conseguimos dar a volta a elas e ganhar a medalha.

Mas a melhor de todas as medalhas são as dezenas de vozes que gritam o seu nome.