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Luís Montenegro foi aprovado como recandidato a primeiro-ministro por unanimidade e aclamação e para o combate dos próximos meses procura tirar o foco das polémicas com a empresa familiar e desafiar o PS.
É que aqueles que querem uma mudança expliquem em que é que essa mudança consiste e mostrem porque é que são mais habilitados do que nós a poder promovê-la.
E tenta, por isso, ditar o tom.
Aquilo que as portuguesas e os portugueses em casa se questionam é: vale a pena mudar de governo? Para onde? Ou vale a pena reforçar este governo? Para quê?
Luís Montenegro quer uma campanha em estilo road show do último ano de governo com objetivos renovados e deixa um repto aos partidos.
Nós não nos vamos isentar de fazer uma campanha elevada.
Com o PSD organizado e as listas aprovadas.
Temos agora tempo nas próximas semanas de demonstrar o que fizemos e de demonstrar o que vamos fazer e de motivar e mobilizar o país para vir conosco.
São 11 os ministros que vão para a estrada enquanto cabeças de lista. Montenegro é o número em Aveiro, Miranda Sarmento das Finanças em Lisboa e Paulo Rangel dos Negócios Estrangeiros no Porto. Outros ministros como Ana Paula Martins da Saúde são cabeças de lista em Vila Real, Pedro Reis da Economia em Castelo Branco e Castro Almeida da Coesão Territorial em Portalegre. Hernâni Dias, o único membro do governo a demitir-se, vai voltar a ser o número um por Bragança. Já na restante composição das listas, os envolvidos na operação Tutti Frutti ficam de fora e o CDS mantém apenas a garantia de eleger dois deputados. Numa coligação que agora perde o PPM, mas que não perde o objetivo para 18 de maio.
Condições de estabilidade política, de governabilidade.
Luís Montenegro a apostar num reforço do PSD e do CDS no Conselho Nacional do partido, que dá mais um passo rumo às eleições de 18 de maio.