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Antes das promessas, os avisos à navegação.
Este governo não está aqui de turno.
Luís Montenegro quer cumprir os quatro anos de governo e por isso chama o PS à responsabilidade.
Não rejeitar o programa do governo com certeza que não significa um cheque em branco, mas também não pode significar um cheque sem cobertura. Em particular, o Partido Socialista deve ser claro e autêntico quanto à atitude que vai tomar. Ser oposição democrática ou ser bloqueio democrático.
E depois do aviso aos partidos, um para o país, as contas certas estão longe de significar tudo para todos.
A ideia de que estamos a viver em abundância induz o país a pensar que não há necessidade de mudar estruturalmente a nossa economia e o Estado, porque afinal parece que está tudo bem. Essa ideia é perigosa, é errada e é mesmo irresponsável.
Montenegro a gerir expectativas, ainda assim garante que vai cumprir promessas, como a valorização dos salários e pensões, mas também a redução dos impostos.
Vamos reduzir o IRS, em especial da classe média e dos mais jovens, e vamos isentar de contribuições e impostos os prêmios de produtividade até ao limite de um vencimento mensal. Reduziremos no espaço de três anos a taxa de IRC de 21 para 15%.
Para além disso, o novo líder do governo reafirma o compromisso com o plano de emergência para a saúde até 2 de junho, a isenção do IMT para a compra da primeira casa ou a valorização da carreira dos professores. E sem referir o nome do Chega, lança um novo desafio que pisca o olho ao eleitorado de André Ventura.
Irei propor a todos os partidos com assento parlamentar a abertura de um diálogo com vista a fixar uma agenda ambiciosa, eficaz e consensual de combate à corrupção. É no prazo de dois meses ter uma síntese das propostas.
Para além do combate à corrupção, a juventude é outra das prioridades, com o novo ministério de um governo que Luís Montenegro quer que tenha tempo para mostrar serviço.