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Hotel social, não! Queremos sim, habitação!

Moradores, comerciantes e Junta de Freguesia de Santa Maria Maior estão todos contra a construção de um hotel social na zona da Mouraria. Querem, sim, que os imóveis número 41 e 43 da Rua das Olaria sejam recuperados para dar origem a habitações de renda acessível. O porta-voz dos protestos foi o presidente da Junta, o socialista Miguel Coelho. É perentório na análise que faz ao projeto da Câmara Municipal de Lisboa.

As pessoas deste bairro, concretamente, que moram aqui, não é por insensibilidade social, não é por nada, mas acham que não é o sítio digno para haver aqui um hotel social. Não há espaço.

Em causa está o sentimento de insegurança que reina no bairro, que, dizem os moradores, está descaracterizado.

E é uma tristeza. Os bairros típicos de Lisboa já não são típicos, já não existem.

A solução, acredita Miguel Coelho, passa por fazer estas iniciativas noutros bairros da capital, de forma a evitar a concentração destas pessoas num só local, que por si só, e quanto à Rua das Olaria, já é difícil.

O que não se pode é querer trazer para aqui, em concreto para a Mouraria, um conjunto de problemas, porque nós já temos problemas que nos cheguem. Já temos muitos.

Pela voz de quem já mora há 10 anos na Rua das Olaria, o sentimento de insegurança nunca foi tão grande no local. Sentimento este que tem perdurado na Rua das Olaria, apesar dos vários agentes policiais que passam pelo local.

Por que é que vem tudo para aqui? É casas de chute, é prostituição. A polícia não consegue fazer nada. Cada vez que a polícia tenta fazer aquilo que é correto, cai-lhe os políticos em cima.

O projeto deve mesmo vir a avançar, mas a luta vai continuar. Uma garantia deixada por Miguel Coelho e pela população de Santa Maria Maior, que se fez ouvir durante a tarde desta quarta-feira.

Hotel social, sim! Queremos sim, habitação!